{"id":28652,"date":"2015-09-24T11:00:21","date_gmt":"2015-09-24T14:00:21","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=28652"},"modified":"2015-09-23T21:04:17","modified_gmt":"2015-09-24T00:04:17","slug":"publicacao-revela-biodiversidade-existente-nas-unidades-de-conservacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/publicacao-revela-biodiversidade-existente-nas-unidades-de-conservacao\/","title":{"rendered":"Publica\u00e7\u00e3o revela biodiversidade existente nas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/biodiversidade.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-28653\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/biodiversidade-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/biodiversidade-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/biodiversidade.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma das principais raz\u00f5es para existirem as <strong>unidades de conserva\u00e7\u00e3o <\/strong>\u00e9 que elas ajudam a proteger a diversidade de formas de vida, sejam plantas, animais ou micro-organismos existentes dentro de seus dom\u00ednios. Embora este n\u00e3o seja o \u00fanico \u201cservi\u00e7o\u201d que as \u00e1reas protegidas prestam ao mundo, trata-se de uma ajuda e tanto para garantir o equil\u00edbrio dos ecossistemas.<\/p>\n<p>O Brasil tem cerca de 17% do seu territ\u00f3rio coberto por unidades de conserva\u00e7\u00e3o. Faltava apenas um mapeamento do que essas \u00e1reas protegidas abrigam em termos de biodiversidade. O primeiro esfor\u00e7o veio a p\u00fablico no ano passado durante o Congresso Mundial de Parques, na Austr\u00e1lia, com a publica\u00e7\u00e3o online promovida pelo Observat\u00f3rio de UCs: Biodiversidade em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O estudo apoiado pelo WWF-Brasil ganha agora vers\u00e3o impressa e lan\u00e7amento no dia 23 de setembro no <strong>Congresso Brasileiro de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2013 CBUC, de 21 a 25 de setembro, em Curitiba (PR).<\/p>\n<p>Trata-se da consolida\u00e7\u00e3o de dados da biodiversidade das UCs com o objetivo de discutir a potencialidade das \u00e1reas protegidas, sobretudo para a revela\u00e7\u00e3o de novos achados cient\u00edficos.<\/p>\n<p><strong>Acesse\u00a0<a href=\"http:\/\/www.wwf.org.br\/informacoes\/bliblioteca\/?42382\/Observatrio-de-UCs-Biodiversidade-em-Unidades-de-Conservao\" target=\"_blank\">aqui<\/a>\u00a0a publica\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Voltados para pesquisadores, gestores e interessados no tema, os dados existentes na base eletr\u00f4nica gratuita referem-se a 17 mil esp\u00e9cies de plantas, invertebrados, peixes, anf\u00edbios, r\u00e9pteis, aves e mam\u00edferos em 417 unidades de conserva\u00e7\u00e3o federais e estaduais organizados por meio da plataforma digital do Observat\u00f3rio de UCs, lan\u00e7ada em 2012.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.revistaecologico.com.br\/esite\/kcfinder\/upload\/images\/noticias\/fauna-veredas-do-peruacu-BentoViana-WWFBrasil.jpg\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"424\" \/><\/p>\n<p><em>Fauna do Mosaico Sert\u00e3o Veredas Perua\u00e7u<\/em><\/p>\n<p>\u201cA inser\u00e7\u00e3o de dados e ajustes s\u00e3o feitos continuamente para atualizar as informa\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m do trabalho di\u00e1rio da equipe de atualiza\u00e7\u00e3o do Observat\u00f3rio de UCs, a contribui\u00e7\u00e3o de parceiros, gestores de unidades, pesquisadores e usu\u00e1rios independentes tamb\u00e9m amplia a base de dados e ajuda a aprimorar o sistema\u201d, explica Mariana Napolitano, especialista do WWF-Brasil.<\/p>\n<p>Segundo ela, outras fontes, como planos de manejo, artigos cient\u00edficos, disserta\u00e7\u00f5es e publica\u00e7\u00f5es oficiais tamb\u00e9m ajudam a nutrir a base de dados. A nomenclatura das esp\u00e9cies \u00e9 atualizada sempre que h\u00e1 mudan\u00e7as taxon\u00f4micas feitas pela comunidade cient\u00edfica.<\/p>\n<p><strong>Lobo negro<\/strong><\/p>\n<p>Os dados dispon\u00edveis online na plataforma levam, por exemplo, ao Parque Nacional Cavernas do Perua\u00e7u. A UC protege quase 57 mil hectares no norte de Minas Gerais. Al\u00e9m de abrigar 140 cavernas, mais de 80 s\u00edtios arqueol\u00f3gicos e pinturas rupestres, ocorrem no parque cerca de 1.100 esp\u00e9cies de animais e plantas, entre os quais 290 aves e 56 mam\u00edferos, muitos amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em parceria com o Instituto Biotr\u00f3picos, ICMBio e Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais, o WWF-Brasil realiza um projeto de monitoramento de mam\u00edferos de m\u00e9dio e grande porte no interior da \u00e1rea protegida e em outros dois parques estaduais na mesma regi\u00e3o: Mata Seca e Veredas do Perua\u00e7u.<\/p>\n<p>Com o aux\u00edlio de c\u00e2meras especiais instaladas em pontos estrat\u00e9gicos, mais de 30 esp\u00e9cies de mam\u00edferos foram registradas, entre eles a anta, a on\u00e7a e o tamandu\u00e1-bandeira, todos animais amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o. No entanto, s\u00e3o dois registros recentes que surpreenderam os pesquisadores: um cachorro-do-mato- vinagre e um lobo-guar\u00e1-preto.<\/p>\n<p>Embora houvesse alguns relatos, trata-se do primeiro registro de um lobo-guar\u00e1 negro no mundo. A partir de agora, o can\u00eddeo est\u00e1 no radar de especialistas, e o objetivo \u00e9 aprender mais sobre o animal: seus h\u00e1bitos, comportamento e, principalmente, o motivo de ele ter essa colora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tal registro cient\u00edfico refor\u00e7a o papel das \u00e1reas protegidas para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, especialmente no Cerrado, que tem menos de 3% de sua \u00e1rea em unidades de conserva\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o integral.<\/p>\n<p><strong>Campe\u00f5es de biodiversidade<\/strong><\/p>\n<p>Dentre todas as unidades de conserva\u00e7\u00e3o que possuem listas de esp\u00e9cies na plataforma do Observat\u00f3rio de UCs, uma das que mais se destaca \u00e9 o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, no Amap\u00e1, com mais de 2,3 mil esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Com 3,8 milh\u00f5es de hectares, \u00e9 o maior parque nacional do Brasil e o maior em florestas tropicais cont\u00ednuas do mundo. Situado na fronteira com a Guiana Francesa e Suriname, o parque tem um importante papel na manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade amaz\u00f4nica. Os ecossistemas florestais da UC est\u00e3o em excepcional estado de conserva\u00e7\u00e3o e com raros sinais de perturba\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, j\u00e1 foram identificadas no parque 1.578 esp\u00e9cies de plantas, 366 esp\u00e9cies de aves e 105 esp\u00e9cies de mam\u00edferos. Os anf\u00edbios est\u00e3o representados por 70 esp\u00e9cies, e os r\u00e9pteis, 86 esp\u00e9cies. Esp\u00e9cies novas tamb\u00e9m foram encontradas entre as 207 esp\u00e9cies de peixes registradas pelos pesquisadores.<\/p>\n<p>Entre as esp\u00e9cies mais amea\u00e7adas que encontram abrigo no parque, est\u00e3o o tatu-canastra, o cachorro-do-mato-vinagre, a ariranha e a anta. A rica biodiversidade n\u00e3o \u00e9 apenas devido \u00e0 sua extens\u00e3o ou grau de conserva\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m devido a diversidade de ambientes preservados pela UC.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.wwf.org.br\/natureza_brasileira\/especiais\/cbuc\/\" target=\"_blank\">Acompanhe a programa\u00e7\u00e3o do WWF-Brasil no CBUC.<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das principais raz\u00f5es para existirem as unidades de conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 que elas ajudam a<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":28653,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/biodiversidade.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/biodiversidade-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/biodiversidade-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/biodiversidade.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/biodiversidade.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/biodiversidade.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/biodiversidade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/biodiversidade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/biodiversidade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/biodiversidade.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma das principais raz\u00f5es para existirem as unidades de conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 que elas ajudam a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28652"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28652"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28652\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28653"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28652"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28652"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28652"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}