{"id":28496,"date":"2015-09-21T10:00:18","date_gmt":"2015-09-21T13:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=28496"},"modified":"2015-09-20T20:23:15","modified_gmt":"2015-09-20T23:23:15","slug":"antropoceno-as-ameacas-a-humanidade-e-uma-nova-epoca-geologica-no-planeta-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/antropoceno-as-ameacas-a-humanidade-e-uma-nova-epoca-geologica-no-planeta-terra\/","title":{"rendered":"Antropoceno: As Amea\u00e7as \u00e0 Humanidade e uma nova \u00e9poca geol\u00f3gica no Planeta Terra"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/novo_antropoceno.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-28497\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/novo_antropoceno-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/novo_antropoceno-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/novo_antropoceno.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Segundo o Relat\u00f3rio do Painel Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC) de mar\u00e7o de 2014, durante o s\u00e9culo XXI os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas dever\u00e3o reduzir o crescimento econ\u00f4mico, tornar mais dif\u00edcil a redu\u00e7\u00e3o da pobreza, agravar a inseguran\u00e7a alimentar e criar novas \u201carmadilhas\u201d de pobreza, principalmente em \u00e1reas urbanas e regi\u00f5es castigadas pela fome. Um aumento maior na temperatura do planeta acarretar\u00e1 danos consider\u00e1veis \u00e0 economia mundial. As popula\u00e7\u00f5es mais pobres ser\u00e3o as mais afetadas, pois a intensifica\u00e7\u00e3o dos eventos clim\u00e1ticos extremos, dos processos de desertifica\u00e7\u00e3o e de perdas de \u00e1reas agricult\u00e1veis levar\u00e1 \u00e0 escassez de alimentos e de oferta de \u00e1gua pot\u00e1vel, \u00e0 dissemina\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as e a preju\u00edzos na infraestrutura econ\u00f4mica e social.<\/p>\n<p>A concentra\u00e7\u00e3o de gases que produzem efeito-estufa na atmosfera atingiu seus n\u00edveis mais elevados desde 800 mil anos, o que d\u00e1 uma ideia do impacto atual na biosfera. Segundo os cientistas do IPCC, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas trariam impactos graves, extensos e irrevers\u00edveis, se n\u00e3o forem \u201ccontroladas\u201d, o que sup\u00f5e medidas impositivas e obrigat\u00f3rias a serem adotadas no futuro tratado sobre o clima, a ser discutido em Paris em dezembro de 2015.<\/p>\n<p>H\u00e1 um certo consenso de que o aumento da temperatura global n\u00e3o deve ultrapassar 2\u00baC, sob pena de consequ\u00eancias imprevis\u00edveis no que se refere a eventos clim\u00e1ticos extremos, como secas, inunda\u00e7\u00f5es, desertifica\u00e7\u00e3o, calor intenso, redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, aumento no pre\u00e7o dos alimentos etc. Desde a \u00a0Confer\u00eancia Rio-92, por\u00e9m, a a\u00e7\u00e3o dos \u201cc\u00e9ticos do clima\u201d, muitos deles ligados ao poderoso lobby da ind\u00fastria do petr\u00f3leo, conseguiu barrar os avan\u00e7os que seriam necess\u00e1rios para evitar a situa\u00e7\u00e3o alarmante em que nos encontramos hoje. O atraso foi tamanho que h\u00e1, entre os cientistas, os que temem uma eleva\u00e7\u00e3o de temperatura de at\u00e9 4\u00baC!<\/p>\n<p>Segundo o cientista brasileiro Carlos Nobre, a cada hora, 9 mil pessoas se somam \u00e0 popula\u00e7\u00e3o mundial, 1.700 toneladas de nitrog\u00eanio s\u00e3o lan\u00e7adas na atmosfera e 4 milh\u00f5es de toneladas de CO2 s\u00e3o emitidas \u2013 sendo que 50% delas s\u00e3o absorvidas pela vegeta\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m pelos oceanos, que est\u00e3o cada vez mais \u00e1cidos, prejudicando a vida marinha. Neste mesmo intervalo de tempo, 1.500 hectares de florestas s\u00e3o derrubados no mundo \u2013 comprometendo a absor\u00e7\u00e3o de carbono, que come\u00e7a a se concentrar ainda mais nos oceanos e na atmosfera, aumentando o efeito estufa \u2013 e 3 esp\u00e9cies entram em extin\u00e7\u00e3o \u2013 velocidade 1.000 vezes maior do que o processo natural (\u00a0<a href=\"http:\/\/planetasustentavel.abril.com.br\/home\/\"><i>Planeta Sustent\u00e1vel<\/i><\/a><i>\u00a0&#8211; 28\/05\/2010<\/i>).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-42001\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/artAntropocenoOEcoSetembro2015.jpg\" alt=\"artAntropocenoOEcoSetembro2015\" width=\"640\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p>As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a perda da biodiversidade j\u00e1 desencadearam um processo de destrui\u00e7\u00e3o de recursos naturais que amea\u00e7a as condi\u00e7\u00f5es de vida humana no planeta. Segundo Paul Crutzen &#8211; Pr\u00eamio Nobel de Qu\u00edmica 1995 &#8211; j\u00e1 entramos em uma nova era geol\u00f3gica, o Antropoceno, em que o homem come\u00e7a a destruir suas condi\u00e7\u00f5es de exist\u00eancia no planeta.<\/p>\n<p>Em 2002, o historiador John McNeill alertou em seu livro \u201cAlgo de Novo Sob o Sol\u201d que a humanidade vem se aproximando perigosamente das \u201cfronteiras planet\u00e1rias\u201d, ou seja, os limites f\u00edsicos al\u00e9m dos quais pode haver colapso total da capacidade de o planeta suportar as atividades humanas. (Something New Under the Sun, McNeill, 2002). Os eventos clim\u00e1ticos extremos n\u00e3o cessam de confirmar sua advert\u00eancia: secas, inunda\u00e7\u00f5es, desertifica\u00e7\u00e3o, falta d\u2019\u00e1gua, temperaturas excessivas, desastres naturais, refugiados ambientais.<\/p>\n<p>Em setembro de 2009, um artigo da revista Nature (<i>A safe operating space for humanity<\/i> \u2013 Rockstr\u00f6m et alii, 2009a) afirma que pode estar sob grave amea\u00e7a a longa era de estabilidade &#8211; conhecida como Holoceno \u2013 em que a Terra foi capaz de absorver, de maneira mais ou menos suave, perturba\u00e7\u00f5es internas e externas. Um novo per\u00edodo, o Antropoceno, vem emergindo desde a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial e seu tra\u00e7o caracter\u00edstico \u00e9 a centralidade das a\u00e7\u00f5es humanas sobre as mudan\u00e7as ambientais globais.<\/p>\n<p>No 38\u00ba Encontro Anual da <a href=\"http:\/\/portal.anpocs.org\/portal\/\">ANPOCS<\/a>, em outubro de 2014, Caxambu \u2013 MG, um documento do Grupo de Trabalho sobre Pol\u00edtica Internacional afirmava que \u201co advento do Antropoceno traz consigo o fim da estabilidade geobiof\u00edsica do planeta, quebrando a matriz de estabilidade e linearidade que \u00e9 o pressuposto para previs\u00f5es do futuro com base em acontecimentos do passado. A n\u00e3o linearidade \u00e9 a nova realidade, porque \u00e9 caracter\u00edstica de sistemas complexos tais como os sistemas geobiof\u00edsicos\u201d. (Basso L. e Viola E<i>., O sistema internacional no Antropoceno: o imperativo da governan\u00e7a global e de um novo paradigma geopol\u00edtico<\/i>). Os autores advertem que, como as fronteiras planet\u00e1rias est\u00e3o sendo ultrapassadas, a solu\u00e7\u00e3o seria caminhar na dire\u00e7\u00e3o de uma governan\u00e7a global que ultrapassasse os atuais limites do soberanismo para um sistema internacional baseado no p\u00f3s-soberanismo.<\/p>\n<p><b>Fases do Antropoceno<\/b><\/p>\n<p>No n\u00famero de dezembro de 2007 da revista\u00a0Ambio,\u00a0Paul Crutzen\u00a0detalha os impactos que marcam a entrada no antropoceno. Com\u00a0Will Steffen, especialista em problemas ambientais da Universidade Nacional de Canberra, Austr\u00e1lia, e\u00a0John McNeill, professor de hist\u00f3ria na School of Foreign Service em Washington, ele publica um artigo intitulado \u201cO antropoceno: os humanos est\u00e3o prestes a fazer submergir as grandes for\u00e7as da natureza?\u201d Ap\u00f3s ter modificado, nestes \u00faltimos cinq\u00fcenta anos, seu ambiente como nunca o fizera antes, perturbando o sistema clim\u00e1tico e deteriorando o equil\u00edbrio da biosfera, a esp\u00e9cie humana, transformada numa \u201cfor\u00e7a geof\u00edsica planet\u00e1ria\u201d, deve agora agir muito rapidamente para limitar os desgastes.<\/p>\n<p>De acordo com ele, essa era se iniciou por volta de 1800, com a chegada da sociedade industrial, caracterizada pela utiliza\u00e7\u00e3o maci\u00e7a de hidrocarbonetos. Desde ent\u00e3o, n\u00e3o cessa de crescer a concentra\u00e7\u00e3o de di\u00f3xido de carbono na atmosfera, causada pela combust\u00e3o desses produtos. A acumula\u00e7\u00e3o dos gases do efeito-estufa contribui para o aquecimento global. A primeira fase do Antropoceno \u00a0vai de 1800 a 1945 ou 1950 e corresponde, portanto, \u00e0 forma\u00e7\u00e3o da era industrial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-42002\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/artAntropocenoOEcoSetembro2015b.jpg\" alt=\"artAntropocenoOEcoSetembro2015b\" width=\"639\" height=\"479\" \/><\/p>\n<p>A segunda fase vai de 1950 a 2000 ou 2015 e vem sendo chamada de \u201cA Grande Acelera\u00e7\u00e3o\u201d. Entre 1950 e 2000, a popula\u00e7\u00e3o humana dobrou de 3 para 6 bilh\u00f5es de pessoas e o n\u00famero de autom\u00f3veis passou de 40 para 800 milh\u00f5es! O consumo dos mais ricos se destacou do restante da Humanidade, alimentado pela disponibilidade geogr\u00e1fica de petr\u00f3leo abundante e barato no contexto do p\u00f3s-Segunda Guerra e pela difus\u00e3o de tecnologias inovadoras que catalisaram um vasto processo de consumo de massa (como os autom\u00f3veis modernos, as TVs etc).<\/p>\n<p>Na atual fase 2 da era antropoc\u00eanica (1945-2015), registrou-se uma acelera\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel das atividades humanas exageradas sobre a natureza. &#8220;A grande acelera\u00e7\u00e3o se encontra em estado cr\u00edtico&#8221;, afirmaram Crutzen, Steffen e McNeill no artigo citado, porque 60% dos servi\u00e7os fornecidos pelos ecossistemas terrestres j\u00e1 enfrentam degrada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vemos hoje uma combina\u00e7\u00e3o explosiva entre os dilemas da crise ecol\u00f3gica global e os dilemas da desigualdade global. Um grupo de 2 bilh\u00f5es de pessoas disp\u00f5e de padr\u00e3o de consumo elevado e se apropria dos consequentes benef\u00edcios materiais, enquanto 4 bilh\u00f5es vivem na pobreza e 1 bilh\u00e3o na mis\u00e9ria absoluta.<\/p>\n<p>Numa terceira fase, a partir de 2000 ou, segundo alguns, de 2015, a humanidade toma consci\u00eancia do Antropoceno. Na realidade, a partir dos anos 1980, os seres humanos come\u00e7am a tomar progressivamente consci\u00eancia dos perigos que sua atividade produtiva cada vez mais intensa gerava para o &#8216;sistema Terra&#8217;. Trata-se de perigos para a pr\u00f3pria humanidade que n\u00e3o poderia sobreviver com a destrui\u00e7\u00e3o dos recursos naturais.<\/p>\n<p><b>Op\u00e7\u00f5es<\/b><\/p>\n<p>A humanidade teria tr\u00eas escolhas para a terceira fase da era antropoc\u00eanica. \u00a0A primeira consiste em manter as mesmas atitudes e esperar que a economia de mercado e o esp\u00edrito humano de adapta\u00e7\u00e3o cuidem dos problemas ambientais. Segundo os autores citados acima, esta op\u00e7\u00e3o oferece &#8220;riscos consider\u00e1veis&#8221;: quando forem decididas medidas adequadas de combate aos problemas pode ser &#8220;tarde demais&#8221;.<\/p>\n<p>A segunda op\u00e7\u00e3o, a de atenua\u00e7\u00e3o, tem por objetivo reduzir consideravelmente a influ\u00eancia humana sobre o planeta, por meio de uma melhor gest\u00e3o ambiental, com novas tecnologias, uso mais s\u00e1bio de recursos e restaura\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas, mas isso requer &#8220;importantes mudan\u00e7as no comportamento dos indiv\u00edduos e nos valores sociais&#8221;.<\/p>\n<p>Caso isso n\u00e3o se prove poss\u00edvel, existe uma pol\u00eamica terceira op\u00e7\u00e3o: o uso de geo-engenharia para alterar o clima e combater o aquecimento global. A op\u00e7\u00e3o envolveria manipula\u00e7\u00f5es bastante poderosas do meio ambiente em escala mundial, com o objetivo de contrabalan\u00e7ar as atividades humanas. Por exemplo, j\u00e1 existem planos para reter o g\u00e1s carb\u00f4nico em reservat\u00f3rios subterr\u00e2neos, ou espalhar na atmosfera part\u00edculas que reflitam a luz solar, refrigerando a temperaturas. Mas isso envolve elevados riscos, pois \u201co rem\u00e9dio pode ser pior que a doen\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p>Outros caminhos podem surgir. Do lado otimista, h\u00e1 quem afirme que, em 15 anos, n\u00e3o haver\u00e1 mais produ\u00e7\u00e3o de carros movidos a combust\u00edvel. Todos os novos carros seriam el\u00e9tricos. O custo para recarregar baterias seria 80% mais barato do que os atuais combust\u00edveis f\u00f3sseis. O pre\u00e7o barato do petr\u00f3leo, a continuar, inviabilizaria investimentos na produ\u00e7\u00e3o via pr\u00e9-sal ou g\u00e1s de xisto. A Europa, os EUA e a China j\u00e1 fazem grandes investimentos na pesquisa e produ\u00e7\u00e3o de energia alternativa, principalmente solar. Por outro lado, o pre\u00e7o do petr\u00f3leo baixo \u201cpode ter o efeito de tornar mais lento o crescimento de renov\u00e1veis nos pr\u00f3ximos anos\u201d (Eduardo Viola, <i>A Proposta do Brasil para a COP-21 Vai Ser Ruim, ECO-21, Agosto 2015<\/i>).<\/p>\n<p>Enquanto isso, no Brasil, o Ministro de Minas e Energia anunciou, em fins de maio \u00faltimo, a cria\u00e7\u00e3o de novas usinas t\u00e9rmicas a carv\u00e3o e g\u00e1s, altamente poluentes. O Minist\u00e9rio da Agricultura quer avan\u00e7ar sobre terras ind\u00edgenas e parques nacionais para uso do agroneg\u00f3cio, atropelando a biodiversidade. O Ministro de Assuntos Estrat\u00e9gicos demitiu dois economistas especializados em sustentabilidade, que n\u00e3o \u00e9 considerado assunto estrat\u00e9gico. E o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente silencia, como de costume.<\/p>\n<p>Os acordos vazios e sem compromissos assinados pelos presidentes do Brasil e dos EUA n\u00e3o enganaram ningu\u00e9m. O Brasil ainda est\u00e1 entre os dez maiores emissores mundiais de gases de efeito estufa. \u00a0Encontra-se, portanto, no grupo de pa\u00edses que deve assumir compromissos substanciais de redu\u00e7\u00f5es de suas emiss\u00f5es. Mas ainda prevalece no governo a rejei\u00e7\u00e3o a energias alternativas por \u201cfalta de escala\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 vis\u00e3o de futuro. A sustentabilidade desapareceu at\u00e9 mesmo dos discursos oficiais. A COP-21 seria uma grande oportunidade para o Brasil ressurgir das cinzas e propor medidas eficazes de combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que amea\u00e7am a humanidade pelo abuso e destrui\u00e7\u00e3o irrespons\u00e1vel dos recursos naturais. Mas isso exige lideran\u00e7a e consci\u00eancia da import\u00e2ncia da sustentabilidade, que n\u00e3o s\u00e3o caracter\u00edsticas do atual Governo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o Relat\u00f3rio do Painel Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC) de mar\u00e7o de 2014, durante<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":28497,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/novo_antropoceno.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/novo_antropoceno-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/novo_antropoceno-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/novo_antropoceno.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/novo_antropoceno.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/novo_antropoceno.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/novo_antropoceno.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/novo_antropoceno.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/novo_antropoceno.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/novo_antropoceno.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Segundo o Relat\u00f3rio do Painel Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC) de mar\u00e7o de 2014, durante","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28496"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28496"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28496\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28497"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28496"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28496"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28496"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}