{"id":28477,"date":"2015-09-21T17:00:35","date_gmt":"2015-09-21T20:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=28477"},"modified":"2015-09-20T19:09:11","modified_gmt":"2015-09-20T22:09:11","slug":"doencas-e-variacao-de-precos-sao-os-riscos-para-o-gengibre-na-regiao-serrana-do-espirito-santo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/doencas-e-variacao-de-precos-sao-os-riscos-para-o-gengibre-na-regiao-serrana-do-espirito-santo\/","title":{"rendered":"Doen\u00e7as e varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os s\u00e3o os riscos para o gengibre na regi\u00e3o serrana do Esp\u00edrito Santo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/gengibre.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-28478\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/gengibre-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/gengibre-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/gengibre.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O gengibre ocupa um espa\u00e7o importante na diversifica\u00e7\u00e3o de culturas da regi\u00e3o serrana do Esp\u00edrito Santo. O estado \u00e9 o maior produtor de gengibre do pa\u00eds. O maior polo de produ\u00e7\u00e3o fica nos munic\u00edpios de Santa Maria de Jetib\u00e1 e Santa Leopoldina. A regi\u00e3o montanhosa com altitude m\u00e9dia de 600 metros \u00e9 retalhada por pequenos s\u00edtios onde o caf\u00e9 se destaca como a cultura mais importante.<\/p>\n<p>Mas para n\u00e3o apostar somente nele os produtores est\u00e3o sempre buscando alternativas. O gengibre foi chegando devagar e hoje \u00e9 cultivado por mais de mil produtores que devem colher este ano cerca de dez mil toneladas \u2013 20% s\u00e3o comercializados no mercado interno e o restante \u00e9 exportado para a Europa e os Estados Unidos.<\/p>\n<p>No Brasil ele \u00e9 mais conhecido como ingrediente do quent\u00e3o, mas s\u00e3o muitas as virtudes dessa planta asi\u00e1tica usada principalmente na culin\u00e1ria. Seu sabor picante estimula a digest\u00e3o e o ch\u00e1 de gengibre \u00e9 muito eficiente no tratamento de tosses e dores de garganta. Dele tamb\u00e9m se extrai \u00f3leos essenciais usados na fabrica\u00e7\u00e3o de cosm\u00e9ticos.<\/p>\n<p>O gengibre capixaba \u00e9 de \u00f3tima qualidade e a produtividade gira em torno de 50 toneladas por hectare. Quando ele chega no ponto de colheita \u00e9 preciso ro\u00e7ar as folhas e deixar os talos secando por pelo menos tr\u00eas dias.<\/p>\n<p>Um problema grave dessa cultura s\u00e3o as doen\u00e7as de solo causadas por bact\u00e9rias e fungos. Para identificar uma planta doente \u00e9 preciso partir o gengibre. A mancha escura \u00e9 sinal de que ele est\u00e1 atacado por um fungo chamado fusarium. J\u00e1 o gengibre sem manchas est\u00e1 livre da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>N\u00e3o existe controle qu\u00edmico eficiente para as doen\u00e7as do gengibre, por isso \u00e9 fundamental fazer rota\u00e7\u00e3o de cultura. \u201cSempre tem que ter uma \u00e1rea nova para o plantio. N\u00e3o pode plantar no mesmo lugar. Tem que esperar em torno de quatro a cinco anos para repetir a \u00e1rea\u201d, explica o agricultor Gilberto Gurtter.<\/p>\n<p>Outra medida importante para evitar as doen\u00e7as \u00e9 a sele\u00e7\u00e3o de mudas. Cada tub\u00e9rculo produz v\u00e1rias brota\u00e7\u00f5es que podem servir de mudas. Mas n\u00e3o se deve usar faca para separar as mudas, porque se ela tiver doente, a l\u00e2mina se encarrega de espalhar o fungo. O melhor \u00e9 quebrar com m\u00e3o e observar o corte. Se a muda estiver manchada de fungo, ela tem que ser descartada.<\/p>\n<p>Os produtores de gengibre do Esp\u00edrito Santo s\u00e3o orientados pelos t\u00e9cnicos do INCAPER \u2013 Instituto Capixaba de Pesquisa e Extens\u00e3o Rural. O encarregado da regi\u00e3o \u00e9 o t\u00e9cnico agr\u00edcola Jo\u00e3o Paulo Ramos.<\/p>\n<p>A cultura do gengibre exige muita \u00e1gua em todas as fases. Desde o plantio \u00e9 necess\u00e1rio irrigar a lavoura. Depois de colhidas, as ra\u00edzes s\u00e3o lavadas para tirar a terra. Em seguida, o gengibre \u00e9 espalhado em estufas para secar. Tamb\u00e9m \u00e9 feita uma limpeza para tirar os excessos de brota\u00e7\u00f5es e as ra\u00edzes estragadas.<\/p>\n<p>\u201cDependendo do pa\u00eds pode demorar de 10 a 18 dias para chegar o gengibre. Se colocar um produto molhado na caixa, ele vai chegar mofado. Se for um dia com sol, temperatura boa acima de 30 graus, o gengibre pode ser embalado em torno de 24 horas. Se o dia for nublado, frio, ele n\u00e3o pode ser embalado com menos de tr\u00eas dias\u201d, explica Jo\u00e3o Paulo Ramos.<\/p>\n<p><strong>Varia\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nQuem est\u00e1 tentando driblar as varia\u00e7\u00f5es no pre\u00e7o do gengibre \u00e9 o Wanderley Stuhr, de Santa Maria de Jetib\u00e1. Ele mandou o filho Frederico para Miami, nos Estados Unidos, afim de descobrir os segredos da comercializa\u00e7\u00e3o dessa cultura. Eles usam os recursos da rede de computadores para trocar informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Hoje Wanderley comercializa diretamente as 30 mil caixas que produz e compra a produ\u00e7\u00e3o de outros agricultores para exportar. Ele explica que n\u00e3o d\u00e1 para competir com o produto chin\u00eas. \u201cCom rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qualidade n\u00f3s estamos bem melhor, mas o pre\u00e7o, competitividade, n\u00e3o. Nosso produto \u00e9 mais caro porque o nosso custo de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 mais elevado que o custo de produ\u00e7\u00e3o na China.\u201d<\/p>\n<p>A caixa do gengibre foi negociada essa semana no Esp\u00edrito Santo por R$ 25. Quem quiser saber mais sobre o cultivo do gengibre, o INCAPER do Esp\u00edrito Santo est\u00e1 lan\u00e7ando um livro sobre o gengibre. Ele custa R$ 35, mais as despesas de envio. Se voc\u00ea tem interesse, entre em contato com o INCAPER pelo e-mail: biblioteca@incaper.es.gov.br ou pelo telefone (0xx27) 3636-9846.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O gengibre ocupa um espa\u00e7o importante na diversifica\u00e7\u00e3o de culturas da regi\u00e3o serrana do Esp\u00edrito<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":28478,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/gengibre.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/gengibre-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/gengibre-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/gengibre.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/gengibre.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/gengibre.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/gengibre.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/gengibre.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/gengibre.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/gengibre.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O gengibre ocupa um espa\u00e7o importante na diversifica\u00e7\u00e3o de culturas da regi\u00e3o serrana do Esp\u00edrito","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28477"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28477"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28477\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28478"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28477"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28477"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28477"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}