{"id":28367,"date":"2015-09-18T20:16:10","date_gmt":"2015-09-18T23:16:10","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=28367"},"modified":"2015-09-18T20:16:53","modified_gmt":"2015-09-18T23:16:53","slug":"acumulo-de-proteina-que-gera-alzheimer-poderia-ser-removido-pelo-sangue-dizem-cientistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/acumulo-de-proteina-que-gera-alzheimer-poderia-ser-removido-pelo-sangue-dizem-cientistas\/","title":{"rendered":"Ac\u00famulo de prote\u00edna que gera Alzheimer poderia ser removido pelo sangue, dizem cientistas"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/og.infg.com.br\/in\/17532682-1d9-1ce\/FT1086A\/420\/alzheimertrinity-collegecredito-Dublin-Brain-Bank-2015.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"384\" \/>Pesquisadora que trabalha no Banco de C\u00e9rebros de Dublin, na Irlanda, mostra um dos modelos analisados &#8211; Banco de C\u00e9rebro de Dublin 2015<\/p>\n<p>Cientistas da Trinity College Dublin, na Irlanda, lan\u00e7aram luz, esta semana, sobre um mecanismo fundamental relacionado ao desenvolvimento do mal de Alzheimer, que poderia levar a novas formas de terapia para aqueles que vivem com essa condi\u00e7\u00e3o. A doen\u00e7a \u00e9 caracterizada, em parte, pela acumula\u00e7\u00e3o de uma pequena prote\u00edna \u2014 chamada de beta-amil\u00f3ide \u2014 no c\u00e9rebro dos pacientes. Essa subst\u00e2ncia colabora para o ac\u00famulo de placas, e depois no processo da doen\u00e7a em si. Embora o modo pelo qual essa prote\u00edna \u00e9 acumulada no c\u00e9rebro permane\u00e7a um tanto obscuro, os cientistas irlandeses consideram evidente que ela tenha de ser removida a partir do c\u00e9rebro via corrente sangu\u00ednea. Caso esse processo de remo\u00e7\u00e3o seja bem-sucedido, segundo os estudiosos, a qualidade de vida do paciente de Alzheimer melhorar\u00e1. O estudo foi publicado na revista cient\u00edfica \u201cScience advances\u201d e divulgado nesta sexta-feira, dia 18.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio dos vasos sangu\u00edneos em qualquer outra parte do corpo, os do c\u00e9rebro t\u00eam propriedades que regulam estritamente que entra e sai do delicado tecido, o que \u00e9 conhecido como barreira sangue-c\u00e9rebro (BBB, do ingl\u00eas \u201cblood-brain barrier\u201d). As fun\u00e7\u00f5es dessa barreira s\u00e3o regular a troca de energia e de metab\u00f3lito \u2014 produto gerado pelo metabolismo de determinada mol\u00e9cula \u2014 entre o tecido cerebral e a circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea.<\/p>\n<p>\u2014 Temos demonstrado que componentes distintos desses vasos sangu\u00edneos, que n\u00f3s chamamos de jun\u00e7\u00f5es apertadas, s\u00e3o alterados durante a doen\u00e7a de Alzheimer. N\u00f3s acreditamos que essa altera\u00e7\u00e3o pode ser um mecanismo para permitir o apuramento das beta-amil\u00f3ides t\u00f3xicas no c\u00e9rebro em pessoas que vivem com a doen\u00e7a de Alzheimer \u2014 disse o pesquisador James Keaney, da Escola de Gen\u00e9tica e Microbiologia do Trinity College, que liderou o estudo.<\/p>\n<p>A IMPORT\u00c2NCIA DA BARREIRA SANGUE-C\u00c9REBRO<\/p>\n<p>A condi\u00e7\u00e3o \u00e9 classicamente associada \u00e0 perda de mem\u00f3ria. No entanto, outros sintomas e sinais de alerta incluem dificuldade de executar tarefas familiares, problemas com a linguagem \u2014 como esquecimento de frases ou palavras \u2014 e altera\u00e7\u00f5es no humor, no comportamento e na personalidade.<\/p>\n<p>\u2014 Nossos resultados destacam a import\u00e2ncia de compreender as doen\u00e7as em n\u00edvel molecular. O conceito de apuramento peri\u00f3dico das prote\u00ednas beta-amil\u00f3ide ao longo de toda a barreira sangue-c\u00e9rebro pode ter um enorme potencial para pacientes de Alzheimer no futuro. Os pr\u00f3ximos passos s\u00e3o avaliar como isso pode ser alcan\u00e7ado \u2014 afirmou o professor assistente de investiga\u00e7\u00e3o em Gen\u00e9tica no Trinity, Matthew Campbell.<\/p>\n<p>Trabalhando com o Banco de C\u00e9rebros de Dublin, que tem sede no Hospital Beaumont, os pesquisadores analisaram tecidos do c\u00e9rebro de indiv\u00edduos que foram afetados pela doen\u00e7a de Alzheimer durante a sua vida e, em seguida, os resultados foram comparados com os observados em modelos de laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u2014 Tendo em vista os recentes avan\u00e7os em ensaios cl\u00ednicos de anticorpos anti-beta amil\u00f3ide, n\u00f3s esperamos que nossos resultados possam levar a melhores formas de terapia para esta condi\u00e7\u00e3o devastadora \u2014 aspira Campbell.<\/p>\n<p>Alzheimer \u00e9 a forma mais comum de dem\u00eancia no mundo. Hoje, s\u00e3o 46,8 milh\u00f5es de pessoas vivendo com o problema, das quais 1,2 milh\u00e3o est\u00e3o no Brasil. Apenas na pequena Irlanda, pa\u00eds onde o estudo foi realizado, o mal afeta cerca de 40 mil pessoas, sendo a quarta principal causa de morte em indiv\u00edduos com idade superior a 65 anos. E, entre as primeiras dez causas de morte, esta \u00e9 a \u00fanica que n\u00e3o pode ser evitada, curada ou at\u00e9 mesmo ter seu avan\u00e7o desacelerado.<\/p>\n<p>A estimativa para os pr\u00f3ximos anos \u00e9 alarmante: em 2030, devem ser 74,7 milh\u00f5es de pessoas com dem\u00eancia no mundo, e, em 2050, esse n\u00famero passar\u00e1 para 131,5 milh\u00f5es. Os dados s\u00e3o do Relat\u00f3rio Mundial de Alzheimer, publicado no m\u00eas passado pela Alzheimer\u2019s Disease International.<\/p>\n<p>A recente pesquisa irlandesa foi apoiada pela Science Foundation Ireland (SFI) e pela americana Funda\u00e7\u00e3o Brightfocus.<\/p>\n<p>Fonte: O Globo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadora que trabalha no Banco de C\u00e9rebros de Dublin, na Irlanda, mostra um dos modelos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadora que trabalha no Banco de C\u00e9rebros de Dublin, na Irlanda, mostra um dos modelos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28367"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28367"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28367\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28367"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28367"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28367"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}