{"id":28176,"date":"2015-09-15T09:30:08","date_gmt":"2015-09-15T12:30:08","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=28176"},"modified":"2015-09-15T09:30:08","modified_gmt":"2015-09-15T12:30:08","slug":"ampliacao-do-parque-nacional-da-chapada-dos-veadeiros-e-a-melhor-resposta-para-conter-cobica-exploratoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/ampliacao-do-parque-nacional-da-chapada-dos-veadeiros-e-a-melhor-resposta-para-conter-cobica-exploratoria\/","title":{"rendered":"Amplia\u00e7\u00e3o do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros \u00e9 a melhor resposta para conter cobi\u00e7a explorat\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/chapada_veadeiros.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-28177\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/chapada_veadeiros-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/chapada_veadeiros-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/chapada_veadeiros.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Ele est\u00e1 ali. Delimitado pela fronteira com o Tocantins ao norte, pelo Distrito Federal ao sul, pelos lagos das Usinas Hidroel\u00e9tricas de Serra da Mesa e de Cana Brava a oeste e pelo vale do <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Rio_Paran%C3%A3\" target=\"_blank\">Rio Paran\u00e3<\/a> a leste. \u00c9 o \u00faltimo grande remanescente de vegeta\u00e7\u00e3o nativa do estado de Goi\u00e1s. Com quase dois milh\u00f5es de hectares de remanescentes naturais, o norte Goiano \u00e9 o que ainda resta de mais significativo do Estado central do Cerrado. Mas conservar esse patrim\u00f4nio natural parece n\u00e3o estar nos planos do governo de Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>O \u00faltimo naco de Goi\u00e1s n\u00e3o est\u00e1 ali por acaso. \u00c9 resultado do hist\u00f3rico desinteresse pol\u00edtico pelo norte do Estado, formado principalmente por munic\u00edpios pobres, isolados, com solos rochosos, pouco adequados \u00e0 agropecu\u00e1ria. Esse desinteresse poupou essa regi\u00e3o da r\u00e1pida ocupa\u00e7\u00e3o (e devasta\u00e7\u00e3o) observada em outras regi\u00f5es, especialmente a partir da d\u00e9cada de 1960.<\/p>\n<p>Os poucos espasmos econ\u00f4micos do norte de Goi\u00e1s foram geralmente associados \u00e0 explora\u00e7\u00e3o mineral, notadamente do ciclo do ouro. Por conta do ouro, vilas surgiram e viraram cidades (como Cavalcante), enquanto outras surgiram e desapareceram sem deixar (quase) nenhum rastro (como S\u00e3o F\u00e9lix). Um dos mais marcantes resultados desses espasmos miner\u00e1rios foi o estabelecimento dos Calungas, popula\u00e7\u00e3o formada por escravos libertos levados \u00e0 regi\u00e3o pelos aventureiros que buscavam enriquecimento com base no garimpo, na conquista de territ\u00f3rios e no aprisionamento de ind\u00edgenas. Na conflu\u00eancia entre os rios Bagagem e Maranh\u00e3o existiu um pres\u00eddio de ind\u00edgenas no s\u00e9culo XIX, cujas ru\u00ednas hoje jazem sob as \u00e1guas do ign\u00f3bil lago de Serra da Mesa.<\/p>\n<p>Dos Crix\u00e1s, Xerentes, Caiap\u00f3s e Av\u00e1s-Canoeiros que perambulavam os ermos v\u00e3os, matas, chapadas e serras dos vales dos rios Maranh\u00e3o, Tocantins e Paran\u00e3, restam hoje apenas seis Av\u00e1s-Canoeiros, sobreviventes ao \u00faltimo massacre na regi\u00e3o, ocorrido em 1976. Para celebrar a paz, o \u00faltimo grupo de Av\u00e1s-Canoeiros foi convidado para uma festa. Bebida e comida \u00e0 vontade. Quando o grupo dormia em um barrac\u00e3o ap\u00f3s o festim, fazendeiros abriram fogo e mataram a todos, com exce\u00e7\u00e3o de duas mulheres e duas crian\u00e7as que fugiram. Os mais jovens dos seis remanescentes s\u00e3o filhos do casal de crian\u00e7as (hoje adultos) que escaparam ao massacre. Parece que certas coisas, no Brasil, n\u00e3o mudam. S\u00f3 pioram.<\/p>\n<p>Mesmo os garimpos n\u00e3o desapareceram por completo. Ainda existem garimpos conhecidos como Rio Vermelho e Vila Veneno, encravados em vales profundos na regi\u00e3o entre Cavalcante e Mina\u00e7u.<\/p>\n<p>O Sert\u00e3o de Goi\u00e1s&#8230; Os grandes vazios localizados ao norte do Arraial de Formosa dos Couros at\u00e9 o atual estado do Par\u00e1. Embora a origem do nome do Arraial dos Couros seja controverso, diversos autores consideram plaus\u00edvel que o Arraial era um importante ponto de venda de couros de diversos animais, dom\u00e9sticos e silvestres. Assim, Formosa dos Couros estava economicamente ligada \u00e0 Veadeiros (hoje Alto Para\u00edso de Goi\u00e1s) pelo com\u00e9rcio do couro de veados campeiros (<em>Ozotocerus bezoarticus<\/em>), obtidos pelos ca\u00e7adores especializados na ca\u00e7a ao veado (os veadeiros) na Chapada dos Veadeiros (parcialmente protegida hoje pelo Parque Nacional hom\u00f4nimo). Os animais eram escalpelados na regi\u00e3o do rio dos Couros e os couros da\u00ed partiam em tropas de mulas, passando por localidades como Pedra de Amolar, Jatobalzinho, S\u00e3o Jo\u00e3o da Alian\u00e7a, at\u00e9 alcan\u00e7arem Formosa dos Couros (atual Formosa), localizada na antiga estrada que ligava o Rio de Janeiro a Salvador, e conectando localidades pr\u00f3ximas, como Paracatu, Santa Luzia (atual Luzi\u00e2nia), Mestre D\u00b4Armas (atual Planaltina). O trajeto original desta estrada corresponde, em grande parte, ao tra\u00e7ado atual das rodovias BR 040 e 020.<\/p>\n<p>Acabou o ouro de aluvi\u00e3o, acabaram os veados, sobraram as pessoas, muitas isoladas em pequenas propriedades ou em vilarejos, compostos em sua maioria por descendentes de escravos e pela popula\u00e7\u00e3o mesti\u00e7a t\u00edpica do fant\u00e1stico caldo \u00e9tnico-cultural brasileiro. Pessoas unidas pelos la\u00e7os de parentesco e de amizade. Pelo cunhadismo e pela necessidade de sobreviverem. Uma destas vilas \u00e9 a hoje bastante conhecida S\u00e3o Jorge, entrada principal para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Onde S\u00e3o Jorge est\u00e1 localizada n\u00e3o h\u00e1 pastagens, n\u00e3o h\u00e1 lavoura importante&#8230; Antes dos anos 90, a vila dependia do com\u00e9rcio de quartzo (cristal de rocha). Embora nos anos 40 a procura por cristais tenha sido grande devido \u00e0 demanda criada pela Segunda Guerra Mundial, pouco dinheiro era gerado e os garimpeiros cafuringavam os melhores cristais em po\u00e7os profundos. Vida dura, perigosa e pobre. Muito pobre.<\/p>\n<p>Por outro lado, a regi\u00e3o sempre atraiu pesquisadores. Nos anos 20, um certo Sr. Blazer, m\u00e9dico pr\u00e1tico que percorria a regi\u00e3o, coletou exemplares de anf\u00edbios que julgava interessantes e os enviou ao Museu Nacional, onde foram recebidos pelo c\u00e9lebre Zo\u00f3logo brasileiro Al\u00edpio de Miranda-Ribeiro. A partir deste material foram descritas diversas esp\u00e9cies end\u00eamicas do Cerrado, como a perereca das cachoeiras (<em>Bokermannohyla pseudopseudis<\/em>), o interessante <em>Proceratophrys goianus<\/em> e uma esp\u00e9cie de <a href=\"http:\/\/www.todabiologia.com\/zoologia\/anuros.htm\" target=\"_blank\">anuro<\/a> com desenvolvimento direto, ou seja, com ovos terrestres e sem a fase de girino, <em>Barycholos ternetzi<\/em>. Nos anos 60, o importante herpet\u00f3logo paulista Werner Bokermann, em visita a Veadeiros, descobriu o intrigante <em>Allobates goianus<\/em>, um dos anuros mais amea\u00e7ados do <a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/dicionario-ambiental\/28602-o-que-e-o-bioma-cerrado\/\" target=\"_blank\">Cerrado<\/a>. Diversas descobertas subsequentes foram realizadas na regi\u00e3o, atestando a import\u00e2ncia ecol\u00f3gica e evolutiva das terras altas da Chapada dos Veadeiros. Trata-se de uma regi\u00e3o \u00fanica.<\/p>\n<p>As particularidades da regi\u00e3o foram decisivas para que o ent\u00e3o Presidente Juscelino Kubitschek assinasse o decreto criando o Parque Nacional do Tocantins, o qual, com mais de 700 mil hectares, protegia diversos ecossistemas fabulosos na regi\u00e3o. No entanto, esse grande parque foi posteriormente mutilado nos governos subsequentes, at\u00e9 os parcos 65 mil hectares atuais, claramente insuficientes para proteger a biodiversidade da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Passados alguns anos, Goi\u00e1s perdeu os vastos Cerrados do estado com a cria\u00e7\u00e3o, em 1988, do estado do Tocantins. Por outro lado, aumentou a responsabilidade de Goi\u00e1s em garantir a manuten\u00e7\u00e3o do seu patrim\u00f4nio natural.<\/p>\n<p>Quando ocorreu o asfaltamento da antiga estrada de terra que ligava Bras\u00edlia \u00e0 Alto Para\u00edso em fins da d\u00e9cada de 1980, eu e um grupo de amigos encaramos a estrada para conhecer a sonhada Chapada dos Veadeiros. Um destes amigos havia adquirido um velho Jeep Willis em um leil\u00e3o do Corpo de Bombeiros de Bras\u00edlia, vermelho como uma sa\u00fava, e embarcamos na aventura com muita vontade e pouco ju\u00edzo. Na \u00e9poca, era gritante o contraste entre a beleza da Chapada dos Veadeiros e a pobreza e precariedade de Alto Para\u00edso de Goi\u00e1s e S\u00e3o Jorge.<\/p>\n<p>Na sede do munic\u00edpio s\u00f3 havia um hotel, na verdade uma pens\u00e3o, com um \u00fanico banheiro no fim do corredor, cuja porta, quebrada na metade de cima, criava um ambiente peculiar. N\u00e3o havia restaurantes, drogarias e a rodovi\u00e1ria era o local de esperas intermin\u00e1veis por \u00f4nibus caqu\u00e9ticos e, invariavelmente, atrasados.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Jorge a vida era ainda mais simples. Todas as casas tinham paredes de barro, cobertas por folhas de palmeiras (raramente por telhas baratas de amianto) e as janelas eram t\u00e1buas presas por pregos. O ch\u00e3o das casas era de barro batido, enquanto o ch\u00e3o da vila era coberto por cacos de cristais removidos pela lapida\u00e7\u00e3o. Tais cacos refletiam a luz do luar, criando um cen\u00e1rio buc\u00f3lico. O bar do Pel\u00e9 j\u00e1 estava l\u00e1, exatamente no local onde o \u00f4nibus da via\u00e7\u00e3o Santo Ant\u00f4nio, que ligava Colinas do Sul a Planaltina de Goi\u00e1s, parava uma vez por semana. O estado de conserva\u00e7\u00e3o do \u00f4nibus refletia a qualidade da longa estrada de terra.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca, a regi\u00e3o j\u00e1 abrigava e continuava recebendo muitos \u00f3rf\u00e3os de Woodstock (e de outras naves espaciais), criando um dos mais famosos redutos hippies do Brasil. Com a fuga dos avan\u00e7ados para Alto Para\u00edso de Goi\u00e1s e o sonho de uma nova era, come\u00e7ou o processo de apropria\u00e7\u00e3o da topon\u00edmia local pela nomenclatura lis\u00e9rgica alien\u00edgena. O campo largo virou \u201cCampo de Maytrea\u201d, como se essa fosse uma deidade tradicional calunga, enquanto o Morro do Ferro de Engomar virou \u201cmorro da Baleia\u201d, um animal sem v\u00ednculo com o Cerrado, mas muito famoso nos meios ambientalistas dos anos 70 e 80. Os turistas adoram e a regi\u00e3o ganhou contornos m\u00edsticos, al\u00e9m de uma interessante diversifica\u00e7\u00e3o social, refletida hoje em ares, ideias e estilos de vida mais cosmopolitas na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O fato dos turistas adorarem a Chapada dos Veadeiros transformou a regi\u00e3o. O dinheiro injetado na economia pelo turismo mudou radicalmente a regi\u00e3o e levou uma qualidade de vida nunca experimentada pelas comunidades locais. Esses turistas, e o dinheiro do turismo, s\u00e3o atra\u00eddos pelas belezas naturais da regi\u00e3o. Esses turistas querem natureza. Boi, pasto, barragem, tem em outros lugares. O que tem de especial na Chapada dos Veadeiros \u00e9 aquilo que a torna especial, que \u00e9 a sua natureza. Esse \u00e9 o verdadeiro tesouro da regi\u00e3o. A natureza \u00e9 a galinha dos ovos da Chapada dos Veadeiros. O turismo de natureza cria emprego, cria diversifica\u00e7\u00e3o de trabalho e de oportunidades, arrecada impostos, atrai m\u00e3o de obra especializada, atrai a cultura, valoriza social e economicamente a regi\u00e3o. A riqueza trazida pelo turismo de natureza \u00e9 renov\u00e1vel e, se inteligentemente manejada, n\u00e3o tem prazo para acabar. E suspeito ainda que a fluidez do dinheiro do turismo permitiu, por exemplo, que pessoas de fam\u00edlias simples, sa\u00eddas da vila de S\u00e3o Jorge, tivessem oportunidade at\u00e9 na pol\u00edtica municipal, algo improv\u00e1vel em localidades onde grandes propriet\u00e1rios de terra dominam a pol\u00edtica.<\/p>\n<p>O turismo de natureza \u00e9 bem diferente, por exemplo, de um aproveitamento hidroel\u00e9trico. Embora uma hidroel\u00e9trica crie empregos momentaneamente e gere impostos, tem prazo para acabar. Hidroel\u00e9tricas tem vida \u00fatil curta e n\u00e3o produzem &#8212; como diz o mito &#8212; energia limpa, porque s\u00e3o constru\u00eddas \u00e0 custa da biodiversidade. Ap\u00f3s o inevit\u00e1vel assoreamento do reservat\u00f3rio, tais empreendimentos n\u00e3o produzem mais nada e n\u00e3o podem ser revertidos ao estado original. Al\u00e9m disso, atingem irreversivelmente o que \u00e9 realmente valioso na Chapada dos Veadeiros: os seus rios, as suas \u00e1guas, as suas cachoeiras, as suas paisagens naturais e a sua biodiversidade. \u00c9 claramente um problema de miopia de valores. A Chapada dos Veadeiros n\u00e3o \u00e9 local para isso. A Chapada dos Veadeiros n\u00e3o permite isso.<\/p>\n<p>O momento \u00e9 decisivo para a Chapada dos Veadeiros. Se, num determinado momento, ocorreu uma fuga dos avan\u00e7ados para a regi\u00e3o, esse \u00e9 agora o momento do avan\u00e7o do atraso, transvestido de progresso (pogresso, como ou\u00e7o dizerem). A triste ado\u00e7\u00e3o do agrobusiness como estilo (e filosofia) de vida, que arrasou as paisagens do lindo estado de Goi\u00e1s e lotou a cidade de Goi\u00e2nia com m\u00fasica de qualidade duvidosa, se expande rapidamente, como um tumor eficiente, que se reproduz em quantidade, mas que inevitavelmente ir\u00e1 matar o organismo (e a si mesmo) durante o processo.<\/p>\n<p>Aparentemente n\u00e3o existe um planejamento s\u00e9rio de Goi\u00e1s acerca do \u00faltimo grande naco de natureza do Estado. Parecem acreditar que migalhas de natureza s\u00e3o suficientes. N\u00e3o s\u00e3o. Aparentemente, diversos interesses cresceram o olho para o pouco que resta do Estado. O que chamam de \u201coportunidades de crescimento\u201d \u00e9 apenas apropria\u00e7\u00e3o. O que chamam de \u201cdesenvolvimento\u201d \u00e9 apenas a mesma miopia que fez o fazendeiro da f\u00e1bula de Esopo determinar sua eterna mis\u00e9ria trucidando a galinha do ovos de ouro. A gan\u00e2ncia \u00e9 inimiga da sensatez e ferir de morte a Chapada dos Veadeiros n\u00e3o ir\u00e1 gerar mais riqueza, nem maior qualidade de vida para os munic\u00edpios da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Nessa semana, acontecer\u00e3o as consultas p\u00fablicas para a amplia\u00e7\u00e3o do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, nos munic\u00edpios de Nova Roma, Cavalcante e Alto Para\u00edso. J\u00e1 participei de consultas p\u00fablicas na regi\u00e3o e me impressiona como diversas pessoas, que se dizem amantes da natureza, que dependem do turismo na regi\u00e3o, que viram de perto o poder de transforma\u00e7\u00e3o que a natureza \u00e9 capaz de fazer, se colocam contra a\u00e7\u00f5es realmente efetivas de garantir a natureza da Chapada dos Veadeiros. S\u00e3o contra a\u00e7\u00f5es que corrigiriam erros hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>Quando a gan\u00e2ncia, a cobi\u00e7a e a ignor\u00e2ncia superam a sensatez e a retid\u00e3o, o que esperar do futuro? Por outro lado, os v\u00edcios superam as virtudes quando as pessoas de bem se calam&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ele est\u00e1 ali. 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