{"id":27869,"date":"2015-09-10T10:00:43","date_gmt":"2015-09-10T13:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=27869"},"modified":"2015-09-09T20:36:34","modified_gmt":"2015-09-09T23:36:34","slug":"cerca-de-600-cientistas-de-todo-o-mundo-observaram-os-oceanos-sua-flora-e-fauna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cerca-de-600-cientistas-de-todo-o-mundo-observaram-os-oceanos-sua-flora-e-fauna\/","title":{"rendered":"Cerca de 600 cientistas de todo o mundo observaram os oceanos, sua flora e fauna"},"content":{"rendered":"<p><strong><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/salvar_oceanos.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-27870\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/salvar_oceanos-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/salvar_oceanos-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/salvar_oceanos.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por\u00a0Thalif Deen, da IPS<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) lan\u00e7ou uma nova advert\u00eancia ambiental: est\u00e1 acabando o tempo para evitar a degrada\u00e7\u00e3o paulatina dos oceanos e a destrui\u00e7\u00e3o generalizada da vida marinha. Em sua primeira avalia\u00e7\u00e3o exaustiva sobre o estado dos oceanos, a ONU afirma que toda demora na aplica\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es para os problemas que j\u00e1 foram identificados como uma amea\u00e7a, que degradar\u00e1 essas massas de \u00e1gua, provocar\u00e1, desnecessariamente, maiores custos ambientais, sociais e econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o da primeira Avalia\u00e7\u00e3o Mundial dos Oceanos ao Grupo de Trabalho Especial da Assembleia Geral da ONU acontece em sua sess\u00e3o que come\u00e7ou ontem e vai at\u00e9 o dia 11. O estudo determinou que n\u00e3o se conseguir\u00e1 o uso sustent\u00e1vel dos oceanos a menos que a gest\u00e3o de todos os setores das atividades humanas que os afetam seja coerente. \u201cOs impactos humanos sobre o mar j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o de menor import\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escala global dos oceanos. \u00c9 necess\u00e1rio um enfoque global e coerente\u201d, recomenda o informe.<\/p>\n<p>Segundo a ONU, o documento constitui a primeira vez que especialistas cientistas avaliam os conhecimentos atuais sobre os aspectos qu\u00edmicos, biol\u00f3gicos, econ\u00f4micos, f\u00edsicos e sociais da quest\u00e3o, de uma perspectiva global e integrada. Com a dire\u00e7\u00e3o dos 22 integrantes do chamado Grupo de Especialistas, cerca de 600 cientistas de todo o mundo observaram os oceanos, sua flora e fauna, e as formas como os seres humanos se beneficiam deles, bem como os impactos que provocam.<\/p>\n<p>Os especialistas examinaram uma ampla gama de quest\u00f5es que afetam os ecossistemas oce\u00e2nicos e a biodiversidade marinha, como a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, a cobertura de gelo, a frequ\u00eancia das tempestades, a acidifica\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, as atividades realizadas em terra, as pr\u00e1ticas de pesca n\u00e3o sustent\u00e1veis, os transportes, as esp\u00e9cies invasoras n\u00e3o aut\u00f3ctones, as ind\u00fastrias de hidrocarbonos de alto mar e os dejetos marinhos. \u201cE descobriram que os oceanos do mundo est\u00e3o em um estado muito ruim\u201d, segundo a ONU.<\/p>\n<p>John Tanzer, diretor do Programa Global Marinho do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), disse \u00e0 IPS que o informe da ONU \u00e9 \u201coutra prova importante de que a sa\u00fade de nossos oceanos e sua base econ\u00f4mica sofrem uma amea\u00e7a grave, e que temos de partir para a a\u00e7\u00e3o imediata\u201d. A aplica\u00e7\u00e3o da Agenda de Desenvolvimento P\u00f3s-2015 e a negocia\u00e7\u00e3o de um novo acordo clim\u00e1tico apresentam grandes oportunidades para que os governos, as empresas e comunidades trabalhem juntos em apoio aos oceanos e \u00e0 popula\u00e7\u00e3o mundial que depende do mar para sua seguran\u00e7a alimentar e meios de vida, acrescentou.<\/p>\n<p>Segundo as Na\u00e7\u00f5es Unidas, os oceanos representam mais de 70% da superf\u00edcie terrestre. Mais de 3,5 bilh\u00f5es de pessoas dependem deles para sua alimenta\u00e7\u00e3o, energia e renda. Ao proteger os recursos naturais e culturais dos oceanos, as zonas marinhas protegidas t\u00eam um papel central na abordagem de alguns dos maiores desafios de desenvolvimento de hoje, como a seguran\u00e7a alimentar e energ\u00e9tica, a pobreza e a mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Em junho, a Assembleia Geral aprovou uma resolu\u00e7\u00e3o destinada \u00e0 reda\u00e7\u00e3o de um tratado internacional juridicamente vinculante para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade marinha, para reger as zonas de alto mar al\u00e9m das jurisdi\u00e7\u00f5es nacionais. A resolu\u00e7\u00e3o foi consequ\u00eancia de mais de nove anos de negocia\u00e7\u00f5es por um Grupo de Trabalho especial, que se reuniu pela primeira vez em 2006.<\/p>\n<p>Se o tratado for aprovado, ser\u00e1 o primeiro de seu tipo no mundo a incluir medidas de conserva\u00e7\u00e3o, como as \u00e1reas marinhas protegidas e as reservas, as avalia\u00e7\u00f5es de impacto ambiental, o acesso aos recursos gen\u00e9ticos marinhos, a distribui\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios, a cria\u00e7\u00e3o de capacidades e a transfer\u00eancia de tecnologia marinha.<\/p>\n<p>A Alian\u00e7a de Alto Mar, integrada por 27 organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, teve um papel importante no impulso das negocia\u00e7\u00f5es sobre o tratado proposto desde 2011. Um estudo publicado em abril pelo WWF calcula que as riquezas sem explorar dos oceanos chegam a US$ 24 bilh\u00f5es, o tamanho das principais economias do mundo. Esse estudo qualifica os oceanos como pot\u00eancias econ\u00f4micas e alerta que a superexplora\u00e7\u00e3o, o uso indevido e a mudan\u00e7a clim\u00e1tica est\u00e3o afetando rapidamente os recursos de alto mar.<\/p>\n<p>\u201cOs oceanos rivalizam com a riqueza dos pa\u00edses mais ricos do mundo, mas se est\u00e1 permitindo que afundem nas profundezas de uma economia falida\u201d, disse Marco Lambertini, diretor-geral do WWF Internacional. \u201cComo acionistas respons\u00e1veis, n\u00e3o podemos ver com seriedade a extra\u00e7\u00e3o imprudente dos valiosos ativos do oceano sem investir em seu futuro\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Comparados com as dez principais economias do mundo, os oceanos ficariam em s\u00e9timo lugar com um valor anual de produtos e servi\u00e7os da ordem de US$ 2,5 trilh\u00f5es, segundo o estudo do WWF.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0Thalif Deen, da IPS A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) lan\u00e7ou uma nova advert\u00eancia ambiental:<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":27870,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/salvar_oceanos.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/salvar_oceanos-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/salvar_oceanos-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/salvar_oceanos.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/salvar_oceanos.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/salvar_oceanos.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/salvar_oceanos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/salvar_oceanos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/salvar_oceanos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/salvar_oceanos.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por\u00a0Thalif Deen, da IPS A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) lan\u00e7ou uma nova advert\u00eancia ambiental:","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27869"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27869"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27869\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27870"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27869"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27869"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27869"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}