{"id":27802,"date":"2015-09-09T09:00:57","date_gmt":"2015-09-09T12:00:57","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=27802"},"modified":"2015-09-08T20:55:46","modified_gmt":"2015-09-08T23:55:46","slug":"macacos-bugios-sao-reintroduzidos-no-parque-nacional-da-tijuca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/macacos-bugios-sao-reintroduzidos-no-parque-nacional-da-tijuca\/","title":{"rendered":"Macacos Bugios s\u00e3o reintroduzidos no Parque Nacional da Tijuca"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/bugio.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-27807\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/bugio-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/bugio-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/bugio.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>H\u00e1 menos de uma semana, o Parque Nacional da Tijuca virou a casa de 4 macacos bugios (<em>Alouatta guariba<\/em>) oriundos ou de cativeiro ou de apreens\u00f5es de \u00f3rg\u00e3os ambientais. A reintrodu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie nativa aconteceu ap\u00f3s esses bugios passarem 8 meses no Centro de Primatologia do Estado do Rio de Janeiro (CPRJ\/INEA) para realiza\u00e7\u00e3o de exames, quarentena e forma\u00e7\u00e3o do grupo social.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s essa etapa, foi instalado um viveiro dentro do parque, que permitiu a adapta\u00e7\u00e3o gradual do grupo. Bugios vivem em bandos de 3 a 12 membros, sendo comandados por um macho dominante, que fica respons\u00e1vel pelo grupo. A adapta\u00e7\u00e3o de animais que viviam isolados num bando faz parte do treinamento para que a reintrodu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie na natureza possa ser realizada.<\/p>\n<p>A soltura, realizada na \u00faltima sexta-feira (04), foi considerada um sucesso.<\/p>\n<p>Dos 4 animais, dois j\u00e1 exploram o ambiente do entorno e os outros dois ainda preferem se manter pr\u00f3ximos do viveiro. N\u00e3o \u00e9 para menos, esses dois mais medrosos s\u00e3o oriundos de cativeiro e est\u00e3o acostumados com as grades. Mesmo assim, o grupo se mant\u00e9m coeso.<\/p>\n<p>Outros grupos devem ser devolvidos \u00e0 natureza nos pr\u00f3ximos anos para estabelecer uma popula\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel a longo prazo.<\/p>\n<p><strong>Refauna\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A chegada desses novos moradores \u00e9 parte de programa de reintrodu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies nativas localmente extintas na unidade de conserva\u00e7\u00e3o. Ao longo da hist\u00f3ria da \u00e1rea que viria a se tornar o Parque Nacional da Tijuca, muitas esp\u00e9cies foram extintas no local devido a ca\u00e7a predat\u00f3ria e a destrui\u00e7\u00e3o de habitats. A ocupa\u00e7\u00e3o de cafezais no s\u00e9culo XIX contribuiu para a retirada dessas esp\u00e9cies, que agora est\u00e3o sendo reintroduzidas.<\/p>\n<p>Em 2009, o parque reinseriu as cutias (<em>Dasyprocta leporina<\/em>) e agora os Bugios (<em>Alouatta guariba<\/em>).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Bugios-baixa-ErnestoVCastro004.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-41839\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Bugios-baixa-ErnestoVCastro004-1024x683.jpg\" alt=\"Macaco bugio (Alouatta guariba) entre as grades do viveiro e a natureza aberta. Foto: Ernesto Viveiros de Castro\/ICMBio. \" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/a><\/p>\n<p>Fernando Fernandez, pesquisador da UFRJ e colunista de <a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/fernando-fernandez\/\" target=\"_blank\">((o))eco<\/a>, participa do projeto Refauna e explica a import\u00e2ncia da iniciativa: \u201ca refauna\u00e7\u00e3o permitir\u00e1 recuperar processos ecol\u00f3gicos importantes que foram perdidos no ecossistema do Parque Nacional da Tijuca, especialmente a dispers\u00e3o de sementes das grandes \u00e1rvores. Isso \u00e9 importante para garantir que a floresta possa conservar, a longo prazo, a sua biodiversidade\u201d.<\/p>\n<p>O programa de refauna\u00e7\u00e3o do PNT est\u00e1 sendo realizado por uma equipe composta de pesquisadores de v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es, especialmente a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Universidade Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e a equipe t\u00e9cnica do pr\u00f3prio Parque, coordenada pelo bi\u00f3logo Ernesto Viveiros de Castro, chefe da unidade.<\/p>\n<p>O Projeto Refauna \u00e9 atualmente financiado com recursos da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza, da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 menos de uma semana, o Parque Nacional da Tijuca virou a casa de 4<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":27807,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/bugio.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/bugio-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/bugio-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/bugio.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/bugio.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/bugio.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/bugio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/bugio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/bugio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/bugio.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"H\u00e1 menos de uma semana, o Parque Nacional da Tijuca virou a casa de 4","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27802"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27802"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27802\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27807"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27802"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27802"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27802"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}