{"id":27741,"date":"2015-09-07T16:00:32","date_gmt":"2015-09-07T19:00:32","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=27741"},"modified":"2015-09-07T08:39:46","modified_gmt":"2015-09-07T11:39:46","slug":"ratos-gigantes-sao-treinados-para-encontrar-explosivos-no-camboja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/ratos-gigantes-sao-treinados-para-encontrar-explosivos-no-camboja\/","title":{"rendered":"Ratos gigantes s\u00e3o treinados para encontrar explosivos no Camboja"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/rato_gigante.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-27742\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/rato_gigante-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/rato_gigante-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/rato_gigante.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Incans\u00e1veis, eficientes, r\u00e1pidos e decididos, 15 ratos gigantes africanos come\u00e7am com a primeira luz do dia seu treinamento para detectar explosivos na prov\u00edncia de Siem Reap, no Camboja, que est\u00e1 repleta de minas terrestres.<\/p>\n<p>Beatrice, a ratazana favorita da adestradora Sophea Mau, avan\u00e7a em meio \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o que cresce abundantemente na \u00e9poca das mon\u00e7\u00f5es at\u00e9 que detecta a dinamite escondida debaixo da terra, para subitamente e marca sua descoberta cavando no local exato.<\/p>\n<p>&#8220;Ela \u00e9 minha favorita porque \u00e9 muito sens\u00edvel e ativa&#8221;, disse, orgulhosa, a treinadora.<\/p>\n<p>A ONG belga Apopo enviou em junho, da <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/tanzania\">Tanz\u00e2nia<\/a>, onde s\u00e3o utilizados para detectar tuberculose, 15 exemplares deste rato natural de <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/gambia\/\">G\u00e2mbia<\/a>, que j\u00e1 foi usado pela organiza\u00e7\u00e3o em outros pa\u00edses assolados por conflitos armados como <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/mocambique\/\">Mo\u00e7ambique<\/a> e <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/angola\/\">Angola<\/a>.<\/p>\n<p>Oito machos e sete f\u00eameas percorrem metro a metro terrenos repletos de materiais explosivos e chamarizes enquanto s\u00e3o guiados por dois treinadores, que premiam cada vida salva com um peda\u00e7o de banana.<\/p>\n<p>Os animais chegam a medir quase um metro e a pesar aproximadamente um quilo e meio, mas o que os diferencia de outras esp\u00e9cies \u00e9 a maior intelig\u00eancia e seu desenvolvido sentido do olfato.<\/p>\n<p>O coordenador do programa, Bunthourn Theap, afirmou que os roedores podem varrer um terreno de 200 metros quadrados em menos de 20 minutos, &#8220;algo que levaria dias para um ser humano&#8221;, e &#8220;pesam t\u00e3o pouco que n\u00e3o ativam as minas&#8221;.<\/p>\n<p>Theap acrescentou que os pequenos companheiros de trabalho tamb\u00e9m t\u00eam vantagem sobre os c\u00e3es, j\u00e1 que podem ser transportados \u00e0 m\u00e3o e \u00e9 f\u00e1cil que se adaptem a outro adestrador por n\u00e3o desenvolverem v\u00ednculos afetivos t\u00e3o profundos.<\/p>\n<p>&#8220;Os c\u00e3es s\u00e3o muito mais caros, comem mais e custa mais mant\u00ea-los. Os ratos podem ser mantidos com US$ 5&#8221;, comentou o coordenador da Apopo.<\/p>\n<p>O Camboja, que sofreu com o regime do Khmer Vermelho e mais de duas d\u00e9cadas de guerra civil, \u00e9 um dos pa\u00edses mais afetados pelas minas, \u00e0s quais se somam milhares de explosivos n\u00e3o detonados deixados pelos bombardeios dos <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/estados-unidos\">Estados Unidos<\/a> durante a Guerra do <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/vietna\/\">Vietn\u00e3<\/a>.<\/p>\n<p>Cerca de 20 mil cambojanos morreram desde 1979, ano no qual caiu o Khmer Vermelho, e outros 45 mil sofreram les\u00f5es &#8211; incluindo 9 mil amputa\u00e7\u00f5es -, segundo dados do governo.<\/p>\n<p>Embora o n\u00famero de acidentes tenha diminu\u00eddo drasticamente de v\u00e1rios milhares por ano na d\u00e9cada de 1990 para centenas nos \u00faltimos anos, as estimativas oficiais indicam que ainda restam entre quatro milh\u00f5es e seis milh\u00f5es destes materiais b\u00e9licos no pa\u00eds asi\u00e1tico.<\/p>\n<p>&#8220;A situa\u00e7\u00e3o das minas no Camboja diminuiu desde 1979, mas ainda acontece um incidente quase todos os meses&#8221;, lamentou Theap, que cita v\u00e1rios exemplos no noroeste do pa\u00eds, a regi\u00e3o mais afetada e onde a c\u00fapula do Khmer Vermelho se refugiou ap\u00f3s perder o poder.<\/p>\n<p>Em uma regi\u00e3o assolada pela guerra, os ratos s\u00e3o especialmente efetivos em \u00e1reas com muitos fragmentos, j\u00e1 que s\u00f3 se focam no explosivo, e n\u00e3o no metal de m\u00e1quinas, explicou Meas Chamreun, um dos treinadores.<\/p>\n<p>O Centro de A\u00e7\u00e3o contra as Minas do Camboja, que supervisiona o projeto, determinar\u00e1 se \u00e9 poss\u00edvel utilizar os animais nos campos minados depois dos seis meses de treinamento previstos.<\/p>\n<p>Por sua vez, os funcion\u00e1rios cambojanos que trabalham dia a dia com os ratos mostram um apre\u00e7o que vai al\u00e9m de seu trabalho.<\/p>\n<p>Enquanto recoloca manualmente os roedores a suas jaulas, onde uma ficha detalha o nome de cada um, assim como o de seus pais, Sophea Mau descarta qualquer avers\u00e3o aos animais.<\/p>\n<p>&#8220;Eles s\u00e3o como da minha fam\u00edlia, para mim todos s\u00e3o her\u00f3is&#8221;, disse a adestradora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Incans\u00e1veis, eficientes, r\u00e1pidos e decididos, 15 ratos gigantes africanos come\u00e7am com a primeira luz 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