{"id":27597,"date":"2015-09-05T14:00:13","date_gmt":"2015-09-05T17:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=27597"},"modified":"2015-09-04T21:38:11","modified_gmt":"2015-09-05T00:38:11","slug":"sao-muitos-os-problemas-graves-em-consequencia-da-devastacao-de-ambientes-e-do-aumento-da-temperatura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/sao-muitos-os-problemas-graves-em-consequencia-da-devastacao-de-ambientes-e-do-aumento-da-temperatura\/","title":{"rendered":"S\u00e3o muitos os problemas graves em consequ\u00eancia da devasta\u00e7\u00e3o de ambientes"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/sem_postergacoes.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-27598\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/sem_postergacoes-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/sem_postergacoes-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/sem_postergacoes.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Nesta semana est\u00e1 se realizando mais uma rodada de negocia\u00e7\u00f5es entre pa\u00edses para tentar chegar a acordo que permita reduzir as emiss\u00f5es de poluentes que afetam a \u00e1rea do clima. Segundo a Conven\u00e7\u00e3o do Clima, 50 pa\u00edses que respondem por 70% das emiss\u00f5es j\u00e1 mandaram (28\/8) suas propostas para o compromisso geral a ser firmado em dezembro em Paris. Mas a pr\u00f3pria secret\u00e1ria-geral da conven\u00e7\u00e3o, Christiana Figueres, admite que as propostas recebidas n\u00e3o chegar\u00e3o a uma redu\u00e7\u00e3o global que impe\u00e7a aumento da temperatura terrestre acima de 2 graus Celsius \u2013 embora sejam \u201cum bom ponto de partida\u201d.<\/p>\n<p>Quase todos os pa\u00edses \u201cdesenvolvidos\u201d j\u00e1 mandaram suas propostas; entre os demais, s\u00f3 metade, embora eles j\u00e1 sejam hoje respons\u00e1veis por pelo menos 50% das emiss\u00f5es. Logo em seguida a essa rodada haver\u00e1 outra, no Chile, para discutir mecanismos de mercado para o com\u00e9rcio de carv\u00e3o (o pior dos poluentes), financiamentos para a \u00e1rea do clima, tecnologias para redu\u00e7\u00e3o do carbono.<\/p>\n<p>Mesmo que tudo corra no melhor dos mundos, ainda faltar\u00e1 internalizar os acordos entre todos os pa\u00edses (se a eles se chegar, a partir do rascunho de 86 p\u00e1ginas, com at\u00e9 dezenas de alternativas em cada item) nas legisla\u00e7\u00f5es nacionais de cada um, para que tudo entre em vigor a partir de 2020.<\/p>\n<p>J\u00e1 h\u00e1 muito tempo um dos cientistas mais respeitados nessa \u00e1rea, Nicholas Stern, da Universidade de Leeds, vem advertindo que seria muito \u201cperigoso\u201d n\u00e3o chegar a um acordo \u2013 os custos seriam mais altos que o de a\u00e7\u00f5es concretas de todos os pa\u00edses. Os impactos seriam espalhados por todo o mundo, de longa dura\u00e7\u00e3o e atingindo centenas de milh\u00f5es de pessoas. Isso porque a concentra\u00e7\u00e3o de gases na atmosfera terrestre, que estava em 285 partes por milh\u00e3o de di\u00f3xido de carbono ou equivalentes (ppme) no s\u00e9culo 19, j\u00e1 chegou a 445 ppme, cresce mais 2,5 ppme a cada ano e pode chegar a 750 ppme no fim deste s\u00e9culo \u2013 com custos \u201ccatastr\u00f3ficos nas \u00e1reas econ\u00f4micas e em n\u00famero de v\u00edtimas. Os pa\u00edses \u201cdesenvolvidos\u201d, com um s\u00e9timo da popula\u00e7\u00e3o mundial, s\u00e3o respons\u00e1veis por 50% das emiss\u00f5es; os demais, pelo restante, embora as emiss\u00f5es per capita destes estejam na m\u00e9dia em um ter\u00e7o das dos pa\u00edses mais ricos.<\/p>\n<p>J\u00e1 s\u00e3o muitos os problemas graves em toda parte em consequ\u00eancia da devasta\u00e7\u00e3o de ambientes e do aumento da temperatura. O respeitado bi\u00f3logo Thomas Lovejoy lembra (16\/5) que a Amaz\u00f4nia est\u00e1 muito perto de chegar ao desflorestamento em 20% de sua \u00e1rea; se chegar, o ciclo hidrol\u00f3gico ser\u00e1 muito afetado. Metade do que chove no bioma \u00e9 gerado por evapora\u00e7\u00e3o e transpira\u00e7\u00e3o da \u00e1gua absorvida pelas plantas, que depois volta para a atmosfera. J\u00e1 parece indispens\u00e1vel a Lovejoy uma a\u00e7\u00e3o de reflorestamento intensivo, porque o ciclo amaz\u00f4nico tamb\u00e9m \u00e9 fundamental para todo o Pa\u00eds e at\u00e9 para a Argentina. No Sudeste, os efeitos negativos do desmatamento na Amaz\u00f4nia somam-se ao aquecimento global e ao desmatamento na pr\u00f3pria regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Estudo de cem cientistas da Universidade de Leeds na revista Nature, mencionado pela Ag\u00eancia Estado (20\/3), informa que se tem reduzido para a metade a capacidade da floresta amaz\u00f4nica de absorver carbono, que era de 2 bilh\u00f5es de toneladas anuais na d\u00e9cada de 1990. E, segundo o jornal The New York Times (16\/1), a temperatura registrada no mundo desde 1880 foi recorde em 2014. Os dez anos mais quentes aconteceram de 1997 para c\u00e1. J\u00e1 o USA Today (31\/7) registrou que em Bandar Mahshahr, no Ir\u00e3, a sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica chegou a \u201cquase 77 graus Celsius\u201d durante uma onda de calor no Oriente M\u00e9dio; a m\u00e9dia foi de 49 graus e a recomenda\u00e7\u00e3o do governo foi de que as pessoas evitassem sair de casa; no Paquist\u00e3o morrem mais pessoas por causa de calor que por terremotos. Geleiras, segundo o Journal of Glaciology, derretem de 50 cent\u00edmetros a um metro por ano (Eco-Finan\u00e7as, 4\/8). Esse aquecimento global ter\u00e1 \u201cfortes consequ\u00eancias\u201d em \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o de alimentos, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO-ONU, 18\/6).<\/p>\n<p>Com todo o quadro inquietante, o Brasil s\u00f3 vai apresentar sua proposta de compromisso \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o do Clima \u201cno \u00faltimo prazo\u201d, porque a ci\u00eancia \u201c\u00e9 um pouco deslocada do sistema de decis\u00e3o controlado pelo Itamaraty\u201d, segundo o cientista Paulo Artaxo, professor de F\u00edsica na USP e membro do Painel do Clima da ONU (Instituto Socioambiental, 26\/8). Ele acentua o \u201cpapel estrat\u00e9gico das florestas no armazenamento do carbono\u201d, reconhece os esfor\u00e7os brasileiros para reduzir as taxas de desmatamento, mas entende que \u00e9 preciso chegar ao desmatamento zero entre 2020 e 2030.<\/p>\n<p>Em \u00e1rea paralela, o Brasil aderiu ao Pacto do G-7, em junho \u00faltimo, para n\u00e3o emitir mais poluentes do que \u00e9 capaz de reabsorver; isso implica descarboniza\u00e7\u00e3o da economia at\u00e9 o fim do s\u00e9culo. E entre os esfor\u00e7os est\u00e1 o de zerar o desmatamento ilegal at\u00e9 2030 e reflorestar 12 milh\u00f5es de hectares, assumido pela presidente da Rep\u00fablica. Para o cientista Carlos Nobre, o Pa\u00eds precisa reduzir as emiss\u00f5es na agropecu\u00e1ria e no setor de energia (Folha de S.Paulo, 20\/8).<\/p>\n<p>Relat\u00f3rio de 80 cientistas no F\u00f3rum Brasileiro de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (Eco-Finan\u00e7as, 28\/8) lembra que os \u00edndices econ\u00f4micos podem crescer quase 4% mais at\u00e9 2030 com pol\u00edticas adequadas e ambiciosas na \u00e1rea do clima. O PIB pode ir a R$ 5,68 bilh\u00f5es em 2030 com \u201cplanos audaciosos no clima\u201d \u2013 3,98% mais do que \u00e9 previsto hoje \u2013, principalmente para as \u00e1reas de agricultura, florestas, transportes e constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como tem dito o respeitado pensador S\u00e9rgio Besserman Vianna (25\/8), a proposta brasileira para a reuni\u00e3o decisiva da Conven\u00e7\u00e3o do Clima, em dezembro, \u201cn\u00e3o faz feio\u201d, mas \u201c\u00e9 medrosa\u201d. E \u201cpoderia ser mais audaciosa, sem custo e sem atrapalhar o desenvolvimento econ\u00f4mico e social\u201d. O \u00e2ngulo mais favor\u00e1vel, a seu ver, \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o do desmatamento na Amaz\u00f4nia.<em><br \/>\n<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta semana est\u00e1 se realizando mais uma rodada de negocia\u00e7\u00f5es entre pa\u00edses para tentar chegar<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":27598,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/sem_postergacoes.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/sem_postergacoes-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/sem_postergacoes-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/sem_postergacoes.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/sem_postergacoes.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/sem_postergacoes.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/sem_postergacoes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/sem_postergacoes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/sem_postergacoes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/sem_postergacoes.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Nesta semana est\u00e1 se realizando mais uma rodada de negocia\u00e7\u00f5es entre pa\u00edses para tentar chegar","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27597"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27597"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27597\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27598"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27597"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27597"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27597"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}