{"id":27537,"date":"2015-09-04T08:00:47","date_gmt":"2015-09-04T11:00:47","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=27537"},"modified":"2015-09-03T20:19:31","modified_gmt":"2015-09-03T23:19:31","slug":"evolucao-explica-como-um-carneiro-e-capaz-de-produzir-mais-de-40-quilos-de-la","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/evolucao-explica-como-um-carneiro-e-capaz-de-produzir-mais-de-40-quilos-de-la\/","title":{"rendered":"Evolu\u00e7\u00e3o explica como um carneiro \u00e9 capaz de produzir mais de 40 quilos de l\u00e3"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/carneiro_l\u00e3.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-27539\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/carneiro_l\u00e3-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/carneiro_l\u00e3-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/carneiro_l\u00e3.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A tosa de um carneiro que vivia nas florestas da Austr\u00e1lia bateu nesta quarta-feira (3) o recorde de maior quantidade de l\u00e3 j\u00e1 retirada de um animal, segundo uma ONG. Chris, nome dado ao carneiro pela associa\u00e7\u00e3o protetora de animais RSPCA, que o resgatou, livrou-se de 40 quilos de l\u00e3, retirados por Ian Elkins, campe\u00e3o australiano de tosa (uma categoria existente no pa\u00eds).<\/p>\n<p>O recorde anterior da maior quantidade de l\u00e3 retirada de um animal era de uma ovelha selvagem batizada de Big Ben, que foi achada na Nova Zel\u00e2ndia com uma pelagem que chegou a pesar 28,9 quilos em 2014. Normalmente, a l\u00e3 de um carneiro que n\u00e3o foi tosado durante um ano rende cinco quilos &#8211; o que significa que Chris pode ter sobrevivido mais de oito anos em ambiente selvagem.<\/p>\n<p>O volume inacredit\u00e1vel de pelos estava prejudicando a sa\u00fade do carneiro. Ele provavelmente acumulava parasitas que causam infec\u00e7\u00f5es e outros problemas de pele. Parece impens\u00e1vel que um animal tenha pelos que cres\u00e7am tanto e precisem ser retirados com o apoio dos humanos &#8211; mas foi exatamente o que aconteceu com o carneiro Chris. A causa disso \u00e9 a domestica\u00e7\u00e3o de sua esp\u00e9cie.<\/p>\n<p><strong>Sele\u00e7\u00e3o artificial &#8211;<\/strong> Os carneiros t\u00eam sua sobreviv\u00eancia profundamente ligada \u00e0 esp\u00e9cie humana. O animal encontrado \u00e9 do grupo merino, bastante utilizado na produ\u00e7\u00e3o de l\u00e3 na Austr\u00e1lia e Nova Zel\u00e2ndia. As primeiras evid\u00eancias da domestica\u00e7\u00e3o dos carneiros t\u00eam entre 11.000 e 9.000 anos, quando os primeiros ovinos passaram a viver com os homens na Mesopot\u00e2mia. Com a conviv\u00eancia e o uso do pelo de algumas esp\u00e9cies para a fabrica\u00e7\u00e3o de l\u00e3, os carneiros passaram a ser submetidos a um processo conhecido como sele\u00e7\u00e3o artificial, em que os homens escolhem as caracter\u00edsticas de animais ou plantas, para que sejam exatamente o que queremos.<\/p>\n<p>O conceito, criado pelo naturalista brit\u00e2nico Charles Darwin (1809-1892) governa o desenvolvimento de esp\u00e9cies como as galinhas, gatos e cachorros, que vivem muito pr\u00f3ximas aos humanos. S\u00e3o animais domesticados. N\u00e3o os inventamos, mas nossos ancestrais fizeram escolhas repetidas, mais ou menos racionais de suas caracter\u00edsticas, que os tornaram o que s\u00e3o hoje. Escolhemos entre diversas variantes sutilmente diferentes, moldando as esp\u00e9cies de carneiros que vivem entre n\u00f3s da maneira que quisemos. Por isso, no ambiente selvagem, seus pelos crescem tanto. De acordo com o americano Dave Thomas, professor do departamento de ci\u00eancias animais da Universidade Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, os merinos s\u00e3o uma esp\u00e9cie em que os pelos crescem indefinidamente, se os humanos n\u00e3o fizerem a tosa. Sem o corte da l\u00e3, os animais podem ter s\u00e9rios problemas de sa\u00fade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A tosa de um carneiro que vivia nas florestas da Austr\u00e1lia bateu nesta quarta-feira (3)<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":27539,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/carneiro_l\u00e3.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/carneiro_l\u00e3-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/carneiro_l\u00e3-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/carneiro_l\u00e3.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/carneiro_l\u00e3.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/carneiro_l\u00e3.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/carneiro_l\u00e3.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/carneiro_l\u00e3.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/carneiro_l\u00e3.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/carneiro_l\u00e3.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A tosa de um carneiro que vivia nas florestas da Austr\u00e1lia bateu nesta quarta-feira (3)","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27537"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27537"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27537\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27539"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27537"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27537"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27537"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}