{"id":27466,"date":"2015-09-02T17:00:49","date_gmt":"2015-09-02T20:00:49","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=27466"},"modified":"2015-09-02T11:20:48","modified_gmt":"2015-09-02T14:20:48","slug":"mudancas-climaticas-podem-causar-alteracoes-comportamentais-em-beija-flores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mudancas-climaticas-podem-causar-alteracoes-comportamentais-em-beija-flores\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas podem causar altera\u00e7\u00f5es comportamentais em beija-flores"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/beija-flor.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-27467\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/beija-flor-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/beija-flor-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/beija-flor.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um estudo realizado pela Universidade de Taubat\u00e9 (Unitau), em colabora\u00e7\u00e3o com colegas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), da Escola de Engenharia de Lorena da Universidade de S\u00e3o Paulo (EEL-USP), e da <i>University of Toronto Scarborough<\/i>, do Canad\u00e1,\u00a0constatou que o aumento da temperatura causa a diminui\u00e7\u00e3o da taxa metab\u00f3lica (quantidade de oxig\u00eanio necess\u00e1rio para produzir energia) de beija-flores. Isso quer dizer que, devido ao\u00a0aumento da temperatura oriundo provavelmente das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, os beija-flores, conhecidos agentes polinizadores, passam a voar menos e diminuem a \u00e1rea em que buscam o n\u00e9ctar das flores. Como consequ\u00eancia, a \u00e1rea polinizada decresce,\u00a0de acordo com Maria Cec\u00edlia Barbosa de Toledo, coordenadora do projeto.<\/p>\n<p>Oito esp\u00e9cies de beija-flores foram analisadas na pesquisa &#8211; elas possuem distintas prefer\u00eancias clim\u00e1ticas. O estudo tamb\u00e9m apontou varia\u00e7\u00f5es\u00a0morfom\u00e9tricas de acordo com a altitude, como de massa, de tamanho e de comprimento do bico. No entanto, os pesquisadores n\u00e3o est\u00e3o certos se as esp\u00e9cies de beija-flores conseguiriam sofrer mudan\u00e7as morfom\u00e9tricas a tempo de se adaptarem \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Os beija-flores possuem alta resist\u00eancia t\u00e9rmica, podendo suportar de forma confort\u00e1vel um ambiente com temperaturas em torno de 38\u00b0C, por\u00e9m, apenas se obtiverem energia suficiente &#8211; a partir do n\u00e9ctar das flores.<\/p>\n<p>A EEL-USP, parceira no projeto, constatou que a quantidade de energia disponibilizada pelas plantas varia de acordo com a altitude. Ou seja, em regi\u00f5es de terras altas, como Campos do Jord\u00e3o (SP), o n\u00e9ctar das plantas possui maior teor de sacarose, enquanto em regi\u00f5es mais baixas, o teor \u00e9 menor.<\/p>\n<p>A maior preocupa\u00e7\u00e3o, no entanto, \u00e9 o que essa mudan\u00e7a comportamental significa para o planeta. Os tr\u00eas agentes polinizadores mais conhecidos s\u00e3o as abelhas, borboletas e beija-flores. Poliniza\u00e7\u00e3o \u00e9 o transporte de p\u00f3len de uma flor para a outra e \u00e9 respons\u00e1vel pelo desenvolvimento de frutos e sementes.<\/p>\n<p>A\u00a0popula\u00e7\u00e3o das abelhas\u00a0est\u00e1 em perigo\u00a0e a popula\u00e7\u00e3o das borboletas tamb\u00e9m est\u00e1 em decl\u00ednio &#8211; isso em todo o mundo. Ou seja, os maiores e mais ativos agentes polinizadores est\u00e3o sumindo e, consequentemente, impactando a produ\u00e7\u00e3o de alimentos, a sobreviv\u00eancia animal e a biodiversidade.<\/p>\n<p>Para saber mais sobre a pesquisa, clique <a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/mudancas_climaticas_causam_alteracoes_no_comportamento_de_beijaflores\/21748\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo realizado pela Universidade de Taubat\u00e9 (Unitau), em colabora\u00e7\u00e3o com colegas do Instituto Nacional<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":27467,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/beija-flor.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/beija-flor-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/beija-flor-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/beija-flor.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/beija-flor.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/beija-flor.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/beija-flor.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/beija-flor.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/beija-flor.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/beija-flor.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um estudo realizado pela Universidade de Taubat\u00e9 (Unitau), em colabora\u00e7\u00e3o com colegas do Instituto Nacional","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27466"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27466"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27466\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27467"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27466"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27466"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27466"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}