{"id":27458,"date":"2015-09-02T15:00:59","date_gmt":"2015-09-02T18:00:59","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=27458"},"modified":"2015-09-02T11:05:37","modified_gmt":"2015-09-02T14:05:37","slug":"desvendado-misterio-das-arvores-que-resistem-a-incendios-florestais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/desvendado-misterio-das-arvores-que-resistem-a-incendios-florestais\/","title":{"rendered":"Desvendado mist\u00e9rio das \u00e1rvores que resistem a inc\u00eandios florestais"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/floresta.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-27459\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/floresta-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/floresta-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/floresta.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Os cientistas espanh\u00f3is Bernab\u00e9 e Jos\u00e9 Moya n\u00e3o podiam acreditar no que estavam vendo quando se depararam com ciprestes de p\u00e9 e intactos ap\u00f3s um inc\u00eandio que devastou 20 mil hectares de floresta.<\/p>\n<p>Quando o fogo destruiu uma planta\u00e7\u00e3o experimental em Andilla, na prov\u00edncia de Val\u00eancia, em 2012, os pesquisadores se propuseram a desvendar o &#8220;mist\u00e9rio&#8221; dos ciprestes.<\/p>\n<p>&#8220;Quando n\u00f3s vimos aquela cena dantesca do ver\u00e3o tr\u00e1gico de 2012, uma grande tristeza tomou conta de n\u00f3s. Est\u00e1vamos comovidos com as dimens\u00f5es da devasta\u00e7\u00e3o&#8221;, disse \u00e0 BBC o bot\u00e2nico Bernab\u00e9 Moya, que chegou ao local do incidente com seu irm\u00e3o Jos\u00e9, licenciado em ci\u00eancias ambientais &#8211; ambos s\u00e3o do Departamento de \u00c1rvores Monumentais do Conselho Provincial de Val\u00eancia.<\/p>\n<p>&#8220;As observa\u00e7\u00f5es acumuladas ao longo dos anos nos faziam alimentar a esperan\u00e7a de que alguns ciprestes teriam sobrevivido&#8221;, conta ele.<\/p>\n<p>&#8220;Assim que chegamos, percebemos que toda a vegeta\u00e7\u00e3o ao redor, formada por carvalhos e v\u00e1rios tipos de pinheiros, estava completamente queimada. Mas apenas 1,27% dos ciprestes mediterr\u00e2neos havia queimado&#8221;, disse.<\/p>\n<p>E agora, ap\u00f3s tr\u00eas anos de pesquisa na Espanha e na It\u00e1lia, Bernab\u00e9 e Jos\u00e9 Moya est\u00e3o entre os autores de um novo estudo que finalmente desvenda o mist\u00e9rio dos ciprestes que sobrevivem aos inc\u00eandios.<\/p>\n<p>Ele acaba de ser publicado na edi\u00e7\u00e3o deste m\u00eas da revista cient\u00edfica Journal of Environmental Management.<\/p>\n<h3>Testes de inflamabilidade<\/h3>\n<p>O novo estudo demonstra a resist\u00eancia do cipreste-mediterr\u00e2nico (<em>Cupressus sempervirens<\/em>) ao fogo e sugere o uso potencial dele como barreira para os inc\u00eandios devastadores que afetam a regi\u00e3o mediterr\u00e2nea.<\/p>\n<p>Mais de 269 mil inc\u00eandios, a maioria causados por a\u00e7\u00e3o humana, foram reportados entre 2006 e 2010 na regi\u00e3o, resultando em mais de dois milh\u00f5es de hectares de florestas destru\u00eddas, segundo a FAO (Organiza\u00e7\u00e3o da ONU para Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura).<\/p>\n<p>A pesquisa internacional \u00e9 a primeira a utilizar testes de laborat\u00f3rio e uma variedade de t\u00e9cnicas n\u00e3o s\u00f3 com a vegeta\u00e7\u00e3o morta ou seca, mas tamb\u00e9m com folhas verdes e galhos finos.<\/p>\n<p>Os testes foram realizados em dois laborat\u00f3rios considerados centros de refer\u00eancia em inc\u00eandio e estudo do cipreste: o do Departamento de Florestas e Gest\u00e3o de Sistemas Florestais de INIA-CIFOR na Espanha, e o do Instituto para a Prote\u00e7\u00e3o Sustent\u00e1vel das Plantas, em Floren\u00e7a, na It\u00e1lia (CNR-IPSP).<\/p>\n<p>&#8220;No passado, essa esp\u00e9cie n\u00e3o havia sido estudada com profundidade ou foram utilizados poucos par\u00e2metros&#8221;, disse Gianni Della Rocca, pesquisador do IPSP e que tamb\u00e9m fez parte do estudo.<\/p>\n<h3>Umidade<\/h3>\n<p>Os testes em folhas e ramos de ciprestes vivos revelaram um elemento-chave: seu alto teor de umidade (que variou de 84% a 96%) durante o per\u00edodo de ver\u00e3o, o que faz com que eles resistam mais a uma queimada.<\/p>\n<p>&#8220;O fato de essas plantas terem mais \u00e1gua faz com que elas apresentem uma resist\u00eancia maior \u00e0s chamas&#8221;, explicou Bernab\u00e9 Moya.<\/p>\n<p>O cientista constatou tamb\u00e9m que o &#8220;tempo de queimada das partes vivas do cipreste mediterr\u00e2neo foi entre 1,5 e 7 vezes superior nos testes de laborat\u00f3rio em compara\u00e7\u00e3o com outras esp\u00e9cies de florestas mediterr\u00e2neas, como carvalho, zimbro e pinheiro&#8221;.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, por causa das dimens\u00f5es reduzidas, as folhas de cipreste ca\u00eddas no ch\u00e3o s\u00e3o muito compactas. A circula\u00e7\u00e3o de ar em seu interior \u00e9 menor que em outras esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>E essa camada densa e compacta de folhas ca\u00eddas tamb\u00e9m atua como &#8220;uma esponja que ret\u00e9m a umidade&#8221;, segundo Della Rocca.<\/p>\n<h3>Pesquisa<\/h3>\n<p>Os cientistas usaram gen\u00f3tipos selecionados de um tipo de cipreste-mediterr\u00e2nico, o <em>Cupressus sempervirens var. horizontalis<\/em>, que \u00e9 resistente a uma doen\u00e7a conhecida como &#8220;cancro dos ciprestes&#8221;, causada pelo fungo Seiridium cardinale.<\/p>\n<p>&#8220;Essa pandemia \u00e9 uma amea\u00e7a muito perigosa ao cipreste. Eles morrem em grandes propor\u00e7\u00f5es por causa dela e h\u00e1 libera\u00e7\u00e3o de resina pelo tronco e pelos ramos&#8221;, explicou Della Rocca.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a de outros tipos de cipreste-mediterr\u00e2nico \u00e9 que, no <em>horizontalis<\/em>, &#8220;os ramos ficam inseridos no tronco com \u00e2ngulos entre 45 e 90 graus&#8221;, disse Bernab\u00e9 Moya.<\/p>\n<p>Isso significa que a vegeta\u00e7\u00e3o morta normalmente n\u00e3o fica presa no tronco, ou seja, ela logo cai.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a &#8220;forma da copa do cipreste \u00e9 densa e homog\u00eanea, o que dificulta a circula\u00e7\u00e3o de ar, como fica comprovado na reconhecida fun\u00e7\u00e3o de &#8216;corta-vento&#8217; do cipreste-mediterr\u00e2nico na agricultura&#8221;.<\/p>\n<h3>Resinas<\/h3>\n<p>&#8220;A composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica das folhas tem, al\u00e9m de celulose e lignina como elementos estruturais, uma mescla org\u00e2nica de resinas, terpenos, etc., que, ao serem liberadas na atmosfera, passam a ser parte dos compostos vol\u00e1teis org\u00e2nicos&#8221;, explicou Bernab\u00e9 Moya.<\/p>\n<p>Em esp\u00e9cies altamente resinosas, como os pinhos, essas subst\u00e2ncias s\u00e3o cruciais para acelerar a combust\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A partir de testes preliminares observamos que, em condi\u00e7\u00f5es experimentais, o processo de gasifica\u00e7\u00e3o e volatiza\u00e7\u00e3o desses compostos inflam\u00e1veis acontece rapidamente nos pinhos. A queima come\u00e7a por esses gases e logo se transfere para os ramos e para as folhas&#8221;, disse Della Rocca.<\/p>\n<p>&#8220;No caso dos ciprestes, talvez os compostos inflam\u00e1veis sejam gaseificados gradualmente durante a fase de aumento de temperatura que precede a queima e, por isso, n\u00e3o participam do processo de combust\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<h3>Da Patag\u00f4nia \u00e0 Calif\u00f3rnia<\/h3>\n<p>O cipreste-mediterr\u00e2nico poderia ajudar a combater inc\u00eandios em outras partes do mundo, como na Patag\u00f4nia, no Chile e na Argentina, ou na Calif\u00f3rnia?<\/p>\n<p>De acordo com Bernab\u00e9 Moya, a esp\u00e9cie &#8220;tem uma grande plasticidade&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;O cipreste pode viver em todo tipo de solo, exceto os mais encharcados, ou solos pobres e degradados. Ele cresce desde o n\u00edvel do mar at\u00e9 mais de 2 mil metros de altura.&#8221;<\/p>\n<p>Moya lembra que a esp\u00e9cie foi introduzida h\u00e1 s\u00e9culos na Am\u00e9rica Latina, onde conseguiu se adaptar em muitas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma esp\u00e9cie que n\u00e3o tem dificuldades para crescer em zonas de clima mediterr\u00e2neo ou temperado, como na Calif\u00f3rnia, no Chile ou na Argentina.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;A primeira coisa que seria preciso fazer era terminar os estudos para determinar o grau de adapta\u00e7\u00e3o e de adequa\u00e7\u00e3o dos diferentes tipos de cipreste-mediterr\u00e2nico \u00e0s condi\u00e7\u00f5es locais, e depois disso, prosseguir estabelecendo parcelas experimentais.&#8221;<\/p>\n<h3>Primeiras planta\u00e7\u00f5es<\/h3>\n<p>O estudo europeu conclui que planta\u00e7\u00f5es com tipos selecionados de ciprestes poderiam ser uma ferramenta nova e uma alternativa para combater o risco de inc\u00eandios florestais em locais de maior risco, como as \u00e1reas de contato entre florestas e zonas agr\u00edcolas ou zonas habitadas, onde acontecem inc\u00eandios com uma frequ\u00eancia maior.<\/p>\n<p>Como resultado do trabalho internacional, a regi\u00e3o de Toscana, na It\u00e1lia, incluiu o cipreste-mediterr\u00e2nico na lista de esp\u00e9cies de \u00e1rvores adequadas para o uso na luta contra inc\u00eandios florestais.<\/p>\n<p>E natureza tem a resposta para muitos dos problemas que enfrentamos, disse Bernab\u00e9 Moya.<\/p>\n<p>E na Espanha, &#8220;do Departamento de \u00c1rvores Monumentais, junto com o Departamento de Brigadas Florestais de Preven\u00e7\u00e3o de Inc\u00eandios Florestais de Val\u00eancia, IMELSA, tiraremos as primeiras planta\u00e7\u00f5es de barreiras contra fogo do Sistema Cipreste no pa\u00eds durante o outono&#8221;, afirmou Moya.<\/p>\n<p>Outra aplica\u00e7\u00e3o importante do estudo, segundo o cientista, \u00e9 que os cidad\u00e3os podem contribuir para aumentar a prote\u00e7\u00e3o de suas propriedades diante do fogo.<\/p>\n<p>&#8220;Trata-se de uma manuten\u00e7\u00e3o e limpeza adequadas de port\u00f5es e da cerca viva, independente da esp\u00e9cie utilizada.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 imprescind\u00edvel eliminar todos os ramos secos e mortos que se acumulam no interior da cerca viva depois de pod\u00e1-la.&#8221;<\/p>\n<h3>Gera\u00e7\u00f5es futuras<\/h3>\n<p>A resili\u00eancia do cipreste-mediterr\u00e2nico mostra para Moya que &#8220;a natureza tem a resposta para muitos dos problemas que enfrentamos&#8221;.<\/p>\n<p>Mas o estudo tamb\u00e9m aponta a necessidade de tomar medidas urgentes.<\/p>\n<p>Para o bot\u00e2nico espanhol, &#8220;a vulnerabilidade da vegeta\u00e7\u00e3o diante dos inc\u00eandios est\u00e1 relacionada com a falta de informa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, da falta de apoio e do abandono do mundo rural, uma situa\u00e7\u00e3o que tende a se agravar com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo Moya, a desertifica\u00e7\u00e3o, os inc\u00eandios florestais, a perda da biodiversidade e o abandono do meio rural s\u00e3o quest\u00f5es que podem ser abordadas com o plantio e o cuidado das florestas. &#8220;\u00c9 urgente que a humanidade comece a levar a s\u00e9rio esses problemas.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;A luta contra os inc\u00eandios \u00e9 um esfor\u00e7o de todos. Devemos isso \u00e0s florestas e \u00e0s gera\u00e7\u00f5es futuras.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os cientistas espanh\u00f3is Bernab\u00e9 e Jos\u00e9 Moya n\u00e3o podiam acreditar no que estavam vendo quando<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":27459,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/floresta.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/floresta-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/floresta-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/floresta.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/floresta.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/floresta.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/floresta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/floresta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/floresta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/floresta.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Os cientistas espanh\u00f3is Bernab\u00e9 e Jos\u00e9 Moya n\u00e3o podiam acreditar no que estavam vendo quando","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27458"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27458"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27458\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27459"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27458"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27458"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27458"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}