{"id":27452,"date":"2015-09-02T14:00:14","date_gmt":"2015-09-02T17:00:14","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=27452"},"modified":"2015-09-02T10:53:46","modified_gmt":"2015-09-02T13:53:46","slug":"cientistas-descrevem-gigantesco-escorpiao-marinho-pre-historico-que-viveu-ha-460-milhoes-de-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-descrevem-gigantesco-escorpiao-marinho-pre-historico-que-viveu-ha-460-milhoes-de-anos\/","title":{"rendered":"Cientistas descrevem gigantesco escorpi\u00e3o marinho pr\u00e9-hist\u00f3rico que viveu h\u00e1 460 milh\u00f5es de anos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/escorpiao_grande.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-27456\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/escorpiao_grande-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/escorpiao_grande-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/escorpiao_grande.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>H\u00e1 cerca de 460 milh\u00f5es de anos, um grande predador percorria o fundo de um lago de \u00e1gua salobra formado pela cratera de impacto de um meteorito que atingiu o Nordeste do que \u00e9 hoje o estado de Iowa, nos EUA, em tempos imemoriais \u00e0 procura de v\u00edtimas. Batizado Pentecopterus decorahensis, ele \u00e9 o exemplar mais antigo conhecido dos chamados \u201cescorpi\u00f5es marinhos\u201d, animais da extinta ordem dos euript\u00e9ridos que viveram nos oceanos daquela Terra pr\u00e9-hist\u00f3rica, e acaba de ser descrito em artigo publicado ontem no peri\u00f3dico cient\u00edfico de acesso aberto \u201cBMC Evolutionary Biology\u201d.<\/p>\n<p>Verdadeiros gigantes para sua \u00e9poca, os Pentecopterus \u2014 cujo nome lembra as chamadas \u201cpenteconter\u201d, um tipo de gal\u00e9 da Gr\u00e9cia antiga, movidas por um conjunto de 50 remos e que provavelmente foram usadas na Guerra de Troia \u2014, podiam chegar a 1,7 metro de comprimento. Identificado com base em dezenas de fragmentos f\u00f3sseis encontrados em uma camada de xisto arenoso com 27 metros de espessura na regi\u00e3o americana de Winneshiek, o novo escorpi\u00e3o marinho \u00e9 pelo menos 10 milh\u00f5es de anos mais velho que todos euript\u00e9ridos conhecidos at\u00e9 agora, numa indica\u00e7\u00e3o de que a ordem \u2014 relacionada \u00e0s atuais aranhas, lagostas e carrapatos \u2014 era muito mais diversa do que se imaginava. Isso pelo menos at\u00e9 ter sido extinta durante a chamada \u201cGrande Morte\u201d, a extin\u00e7\u00e3o em massa que dizimou mais de 90% de todas as esp\u00e9cies de animais do planeta na passagem entre os per\u00edodos geol\u00f3gicos do Permiano e do Tri\u00e1ssico, a cerca de 250 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>\u2014 A nova esp\u00e9cie \u00e9 incrivelmente bizarra \u2014 comenta James Lamsdell, pesquisador da Universidade de Yale, nos EUA, e l\u00edder da equipe de cientistas respons\u00e1vel pela descoberta. \u2014 O formato de sua nadadeira principal, a \u201cperna\u201d que usava para nadar, \u00e9 \u00fanico, assim como a forma de sua cabe\u00e7a. E ela era grande, com mais de 1,5 metro do comprimento. Nossa descoberta mostra que os euript\u00e9ridos evolu\u00edram cerca de 10 milh\u00f5es de anos antes do que pens\u00e1vamos, e a rela\u00e7\u00e3o do novo animal com outros euript\u00e9ridos indica que eles foram muito diversos no in\u00edcio de sua hist\u00f3ria evolutiva. Os euript\u00e9ridos devem ter sido importantes predadores nestes ecossistemas do in\u00edcio do Paleozoico.<\/p>\n<p><strong>Patas com diferentes fun\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, o grande n\u00famero de fragmentos dos Pentecopterus, tanto de jovens quanto de adultos, encontrados no local \u2014 uma raridade para esta ordem de animais, que quase n\u00e3o deixaram registros f\u00f3sseis \u2014, permitiu pela primeira vez que tentassem interpretar quais seriam as fun\u00e7\u00f5es de partes dos seus corpos. Al\u00e9m da grande nadadeira caudal \u2014 que talvez servisse ainda de espor\u00e3o, como nos atuais escorpi\u00f5es terrestres, embora n\u00e3o se acredite que estes animais fossem venenosos \u2014, seu par de patas mais traseiro tem forma e juntas mais r\u00edgidas que sugerem que eram usadas ou tamb\u00e9m como nadadeiras impulsion\u00e1-lo na \u00e1gua ou para cavar o fundo do lago e se esconder \u00e0 espera da passagem de uma presa incauta. J\u00e1 seu primeiro e segundo pares de patas, com seus \u00e2ngulos para frente, provavelmente estavam envolvido primariamente na captura destas presas, e n\u00e3o na sua locomo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2014 O mais incr\u00edvel ainda \u00e9 que a fauna de Winneshiek abrange muitos t\u00e1xons (categorias de classifica\u00e7\u00e3o de animais), incluindo os Pentecopterus, que viviam em um ambiente marinho raso, provavelmente de \u00e1gua salobra cuja salinidade baixa era in\u00f3spita para os t\u00e1xons marinhos t\u00edpicos \u2014 acrescenta Huaibao Liu, pesquisador da Universidade de Iowa e l\u00edder das escava\u00e7\u00f5es que recuperaram os f\u00f3sseis. \u2014 As \u00e1guas calmas e pobres em oxig\u00eanio na cratera levaram a uma preserva\u00e7\u00e3o not\u00e1vel destes f\u00f3sseis, abrindo uma nova janela para comunidades do per\u00edodo Ordoviciano que s\u00e3o significativamente diferentes da fauna marinha normal da \u00e9poca.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 cerca de 460 milh\u00f5es de anos, um grande predador percorria o fundo de um<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":27456,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/escorpiao_grande.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/escorpiao_grande-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/escorpiao_grande-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/escorpiao_grande.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/escorpiao_grande.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/escorpiao_grande.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/escorpiao_grande.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/escorpiao_grande.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/escorpiao_grande.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/escorpiao_grande.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"H\u00e1 cerca de 460 milh\u00f5es de anos, um grande predador percorria o fundo de um","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27452"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27452"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27452\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27456"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27452"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27452"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27452"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}