{"id":27349,"date":"2015-08-31T15:00:22","date_gmt":"2015-08-31T18:00:22","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=27349"},"modified":"2015-08-30T21:56:59","modified_gmt":"2015-08-31T00:56:59","slug":"desmate-a-prestacao-explode-na-amazonia-com-a-degradacao-de-florestas-para-atividade-pecuaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/desmate-a-prestacao-explode-na-amazonia-com-a-degradacao-de-florestas-para-atividade-pecuaria\/","title":{"rendered":"Desmate \u201c\u00e0 presta\u00e7\u00e3o\u201d explode na Amaz\u00f4nia  com a degrada\u00e7\u00e3o de florestas para atividade pecu\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/desmate.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-27350\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/desmate-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/desmate-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/desmate.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O n\u00famero de alertas de desmatamento na Amaz\u00f4nia cresceu 63% em 2014 em compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior. O <a href=\"http:\/\/imazon.org.br\/PDFimazon\/Portugues\/transparencia_florestal\/amazonia_legal\/SAD%20Julho%202015.pdf\">dado<\/a> foi divulgado nesta quinta-feira pelo Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia).<\/p>\n<p>Segundo o SAD, o sistema do Imazon que estima em tempo real a velocidade da devasta\u00e7\u00e3o, entre agosto de 2014 e julho de 2015 a maior floresta tropical do mundo perdeu 3.322 quil\u00f4metros quadrados. Isso equivalente a pouco mais de duas vezes a \u00e1rea da cidade de S\u00e3o Paulo. No per\u00edodo entre agosto de 2013 e julho de 2014, a perda foi de 2.044 quil\u00f4metros quadrados.<\/p>\n<p>O que mais chama aten\u00e7\u00e3o nos dados, por\u00e9m, \u00e9 a chamada degrada\u00e7\u00e3o florestal \u2013 ou seja, as florestas que foram muito alteradas mas que n\u00e3o sofreram corte raso naquele ano. Esse desmatamento \u201ca presta\u00e7\u00e3o\u201d, que se converter\u00e1 em corte raso no futuro, teve um aumento de 207% em 2014.<\/p>\n<p>Alguns especialistas atribuem a maior degrada\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia a uma mudan\u00e7a no padr\u00e3o da devasta\u00e7\u00e3o: os desmatadores deixam algumas \u00e1rvores em p\u00e9 para manter parte do dossel e plantam capim sob a copa das \u00e1rvores. Na pr\u00e1tica, essas florestas est\u00e3o t\u00e3o empobrecidas que n\u00e3o preservam mais a biodiversidade, nem ret\u00eam carbono.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 o chamado engana-sat\u00e9lite\u201d, afirma Adalberto Ver\u00edssimo, pesquisador-s\u00eanior do Imazon. Como os pontos (pixels) de florestas degradadas n\u00e3o aparecem nas imagens de sat\u00e9lite como corte raso, os desmatadores usam esse recurso para driblar a vigil\u00e2ncia do Ibama.<\/p>\n<p>\u201cA velha e conhecida grilagem de terras e a expans\u00e3o das atividades produtivas, em especial a pecu\u00e1ria, est\u00e3o se adaptando a essa nova situa\u00e7\u00e3o de estarem submetidas a monitoramento cont\u00ednuo\u201d, diz Valmir Ortega, consultor ambiental e ex-secret\u00e1rio do Meio Ambiente do Par\u00e1. \u201cA melhor forma de reduzir o risco de fiscaliza\u00e7\u00e3o e puni\u00e7\u00e3o \u00e9 mascarar esses processos, mantendo uma cobertura florestal altamente empobrecida, mas que n\u00e3o se caracteriza como desmatamento. A an\u00e1lise de dados de sensoriamento remoto deveria ter um olhar mais acurado sobre isso\u201d, prossegue.<\/p>\n<p>Segundo Adalberto Ver\u00edssimo, a taxa de degrada\u00e7\u00e3o j\u00e1 viu melhores momentos na Amaz\u00f4nia, mas tamb\u00e9m j\u00e1 viu piores. Em 2014, por\u00e9m, a sinaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 preocupante, porque o n\u00famero de alertas de desmatamento tamb\u00e9m indica forte alta.<\/p>\n<p><strong>Lentes diferentes<\/strong><\/p>\n<p>O desmatamento na Amaz\u00f4nia \u00e9 medido por diversos sat\u00e9lites. Cada um deles olha a floresta de um jeito e conta a mesma hist\u00f3ria de uma forma diferente.<\/p>\n<p>A taxa oficial anual, aferida de agosto de um ano a julho do ano seguinte, \u00e9 dada pelo sistema Prodes, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O Prodes usa imagens de sat\u00e9lites como o sino-brasileiro CBERS e o americano Landsat, que t\u00eam alta resolu\u00e7\u00e3o, mas observam a floresta com menor frequ\u00eancia. O n\u00famero \u00e9 divulgado todo fim de ano \u2013 quando indica queda, o governo faz quest\u00e3o de divulg\u00e1-lo durante as confer\u00eancias do clima da ONU.<\/p>\n<p>O desmatamento em tempo (quase) real \u00e9 medido pelos sensores Modis, a bordo dos sat\u00e9lites americanos Terra e Aqua, que em compensa\u00e7\u00e3o s\u00e3o \u201cm\u00edopes\u201d: n\u00e3o enxergam desmatamentos pequenos. Suas imagens s\u00e3o usadas em dois sistemas: o Deter, do Inpe, que alimenta a fiscaliza\u00e7\u00e3o do Ibama, e o SAD, do Imazon.<\/p>\n<p>Nenhum dos dois \u00e9 usado para fazer c\u00e1lculo de \u00e1rea desmatada, mas ambos d\u00e3o boas pistas sobre se a taxa oficial daquele ano ser\u00e1 maior ou menor.<\/p>\n<p>At\u00e9 recentemente, os pesquisadores do Imazon conseguiam produzir estimativas razo\u00e1veis da taxa oficial usando o SAD. Isso mudou no ano passado, quando o sistema de alerta da ONG apontou uma ligeira alta na taxa e o Prodes mostrou uma queda de 15%.<\/p>\n<p>Segundo Ver\u00edssimo, a discrep\u00e2ncia provavelmente se explica pela mudan\u00e7a no padr\u00e3o de desmate: \u201cO SAD era mais preciso no passado porque havia grandes pol\u00edgonos de desmatamento\u201d, afirma. Agora, as derrubadas est\u00e3o mais pulverizadas pela regi\u00e3o, em maior n\u00famero, mas em menor \u00e1rea \u2013 mais perto do limite de detec\u00e7\u00e3o do Modis.<\/p>\n<p>\u201cDesta vez acho muito pouco prov\u00e1vel que o Prodes d\u00ea um n\u00famero que n\u00e3o v\u00e1 para cima\u201d, diz Ver\u00edssimo. O El Ni\u00f1o de 2015, se vier com a for\u00e7a prometida, pode tamb\u00e9m elevar a taxa de 2015, ao secar a floresta e aumentar o n\u00famero de inc\u00eandios em matas j\u00e1 impactadas pela degrada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2014, Mato Grosso foi o Estado campe\u00e3o em alertas de desmatamento, com um aumento de 152% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. O Par\u00e1 ficou em segundo lugar, apesar de uma queda de 14% na velocidade da devasta\u00e7\u00e3o. O maior aumento proporcional, de 165%, ocorreu em Rond\u00f4nia, terceiro Estado que mais desmatou. Na contram\u00e3o de quase todos os outros Estados, o Tocantins teve uma queda de 86% na taxa de desmatamento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de alertas de desmatamento na Amaz\u00f4nia cresceu 63% em 2014 em compara\u00e7\u00e3o com<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":27350,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/desmate.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/desmate-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/desmate-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/desmate.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/desmate.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/desmate.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/desmate.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/desmate.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/desmate.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/desmate.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O n\u00famero de alertas de desmatamento na Amaz\u00f4nia cresceu 63% em 2014 em compara\u00e7\u00e3o com","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27349"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27349"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27349\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27350"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27349"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27349"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27349"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}