{"id":27251,"date":"2015-08-29T12:12:39","date_gmt":"2015-08-29T15:12:39","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=27251"},"modified":"2015-08-29T12:12:39","modified_gmt":"2015-08-29T15:12:39","slug":"passeio-por-ouro-preto-leva-visitante-ao-seculo-18","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/passeio-por-ouro-preto-leva-visitante-ao-seculo-18\/","title":{"rendered":"Passeio por Ouro Preto leva visitante ao s\u00e9culo 18"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"irc_mi\" src=\"http:\/\/s01.video.glbimg.com\/x360\/4427376.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/p>\n<p>Esta semana, o T\u00f4 de Folga \u00e9 com o rep\u00f3rter Alessandro Torres. Ele saiu de <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/ce\/ceara\/cidade\/fortaleza.html\">Fortaleza<\/a>, no Cear\u00e1, e foi para a cidade hist\u00f3rica de Ouro Preto, em Minas Gerais. Alessandro se surpreendeu com a arquitetura das casas e pr\u00e9dios. Subiu e desceu ladeiras visitando museus e igrejas, e o passeio terminou com uma viagem de trem at\u00e9 Mariana, uma cidade vizinha de Ouro Preto, tamb\u00e9m hist\u00f3rica. Veja como foi o passeio:<\/p>\n<p><em>&#8220;Pouco mais de uma hora e meia de viagem, partindo de Belo Horizonte, e a cidade que eu sempre quis conhecer aparece Graciosa, encravada nas montanhas. Na entrada de Ouro Preto, ruas estreitas me levam num t\u00fanel do tempo ao s\u00e9culo 18.<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"irc_mi\" src=\"http:\/\/perlbal.hi-pi.com\/blog-images\/404883\/gd\/1265140849\/CAMINHANDO-EM-OURO-PRETO-MG-09-de-janeiro-de-2010.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p><em>Logo na chegada, a gente se depara com a Pra\u00e7a <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/mg\/minas-gerais\/cidade\/tiradentes.html\">Tiradentes<\/a>, o ponto mais famoso da cidade. No monumento ficou exposta a cabe\u00e7a do l\u00edder da Inconfid\u00eancia Mineira Joaquim Jos\u00e9 da Silva Xavier. E, agora, eu vou pegar meu roteirinho com os principais pontos tur\u00edsticos da cidade, aconselho todos os turistas a fazerem o mesmo com um mapa, e escolher os locais que eu vou visitar primeiro.<\/em><\/p>\n<p><em>No Museu da Inconfid\u00eancia, quem gosta de hist\u00f3ria, como eu pode passar horas admirando o acervo de objetos usados pelos \u00edndios, portugueses, escravos. Os t\u00famulos dos inconfidentes, que sonhavam com o Brasil independente de Portugal, est\u00e3o aqui. Do mais conhecido deles, Tiradentes, tem objetos pessoais, a senten\u00e7a da rainha de Portugal que o condenou \u00e0 morte, e as traves usadas na forca. At\u00e9 o pr\u00e9dio, que j\u00e1 teve uma cadeia, conta muito do que aconteceu aqui.<\/p>\n<p>Depois que voc\u00ea entra, que voc\u00ea entende a hist\u00f3ria \u00e9 que se percebe o que foi tudo isso. A gente imagina o sofrimento que as pessoas passaram naquela \u00e9poca, como foram condenados at\u00e9, muitas pessoas provavelmente acabaram morrendo neste local, ent\u00e3o a gente v\u00ea o que se passou, um pouco da hist\u00f3ria mesmo.<\/em><\/p>\n<p><em><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/zerohora.clicrbs.com.br\/rbs\/image\/15324645.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"425\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p>Nas ruas de casarios, obrigatoriamente preservados, o passado est\u00e1 o tempo todo diante dos olhos. O Museu do Orat\u00f3rio me leva a pensar na rela\u00e7\u00e3o da f\u00e9 com a riqueza da \u00e9poca: quase todo mundo tinha um em casa, mas, quanta diferen\u00e7a entre o orat\u00f3rio do pobre e o do rico.<\/p>\n<p>Por falar nisso, no Museu da Casa dos Contos a gente v\u00ea que os escravos, que dormiam em senzalas como as que eram respons\u00e1veis at\u00e9 pela Fundi\u00e7\u00e3o das Moedas com as quais eram comprados e explorados.<\/p>\n<p>Na visita entre um museu e outro, voc\u00ea pode ir at\u00e9 um parque chamado Vale dos Contos. Ele fica bem no meio da cidade e ainda mant\u00e9m a mata preservada, inclusive com corredeiras. O segundo jardim bot\u00e2nico do Brasil \u00e9 o espa\u00e7o ideal, para quem percorre tantas ladeiras entre uma visita\u00e7\u00e3o e outra, poder relaxar e contemplar a natureza.<\/p>\n<p>Dif\u00edcil \u00e9 escolher uma das igrejas bicenten\u00e1rias para visitar. Vou logo \u00e0 de S\u00e3o Francisco de Assis. Bem em frente \u00e0 feirinha de artesanato, ela re\u00fane as obras de Aleijadinho no altar e a pintura de Mestre Ata\u00edde no teto, que parece nos levar at\u00e9 o c\u00e9u.<\/em><\/p>\n<p><em>Eu fiquei curioso para saber de onde veio o ouro que ornamenta as igrejas, ent\u00e3o, vou at\u00e9 a mina de Santa Rita, uma das primeiras de Minas Gerais. Com um jeito pr\u00f3prio, o guia Jeferson dos Santos me d\u00e1 a maior aula de hist\u00f3ria que j\u00e1 tive.<\/em><\/p>\n<p><em><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Ouro Preto envolve visitantes com sua cultura e hist\u00f3ria PMOP\/Eduardo Tropia\/PMOP\/Eduardo Tropia\" src=\"http:\/\/zh.rbsdirect.com.br\/imagesrc\/15324620.jpg?w=640\" alt=\"Ouro Preto envolve visitantes com sua cultura e hist\u00f3ria PMOP\/Eduardo Tropia\/PMOP\/Eduardo Tropia\" width=\"640\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p>\u201cTente imaginar que para cada mil quilos de rocha, em torno de 12 gramas de ouro. E nas argilas onde estava mais concentrado \u00e9 chamado de veia. E um dito popular: &#8220;acertei. Deu na veia&#8221;, era quando achava os veios de quartzo e a moscovita achou a veia. Pode cavar que a mina est\u00e1 produtiva&#8221;.<\/p>\n<p>Andando com dificuldade pela mina, descubro os horrores que os escravos viviam. A maioria dos escravos que trabalhava nas minas ficava surdos devido ao barulho muito intenso, ficavam cegos devido \u00e0s part\u00edculas que batiam nos olhos e o pior mal era a s\u00edlica que ia para os pulm\u00f5es transformando-os em pedra. Come\u00e7avam aos cinco anos, aos 17 j\u00e1 estavam morrendo afogados no seco, e a coisa era mais ou menos assim, o dia inteiro, maus tempos.<\/p>\n<p>Em um momento da explora\u00e7\u00e3o da mina, Jeferson convida os visitantes a sentirem exatamente os que os escravos sentiam. Os visitantes percebem como \u00e9 que os escravos ficavam 12, 15 horas por dia s\u00f3 \u00e0 luz de candeeiro, numa posi\u00e7\u00e3o extremamente desconfort\u00e1vel, num lugar totalmente fechado, \u00famido. E a\u00ed, quem chega, vai levar a sensa\u00e7\u00e3o para o resto da vida como a mem\u00f3ria de um dos cap\u00edtulos mais cru\u00e9is da hist\u00f3ria da humanidade que foi a escravid\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em><img loading=\"lazy\" class=\"irc_mi\" src=\"http:\/\/www.guiaviajarmelhor.com\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/4464981989_d8203f54ac_z.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"428\" \/><\/p>\n<p>Chegando a hora de me despedir de Ouro Preto, fa\u00e7o isso em grande estilo: num percurso de trem que foi projetado por Henrique Dumond, pai de Santos Dumond e inaugurado por Dom Pedro II. O passeio, de uma hora, leva \u00e0 tamb\u00e9m cidade hist\u00f3rica de Mariana. Do vag\u00e3o panor\u00e2mico contemplamos montanhas, cachoeiras, rios e entramos nos t\u00faneis constru\u00eddos no final do s\u00e9culo 19.<\/p>\n<p>Agora a gente est\u00e1 na metade do percurso, que \u00e9 o trecho com mais declive, mais curvas e tamb\u00e9m a beira de um vale com Mata Atl\u00e2ntica, a gente percebe a diferen\u00e7a na vegeta\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, para todos n\u00f3s turistas, fica a sensa\u00e7\u00e3o de que a viagem vai ficando mais bonita \u00e0 medida que o trem avan\u00e7a.<\/p>\n<p>N\u00e3o sou o \u00fanico deslumbrado tirando fotos todo hora. Na chegada \u00e0 Mariana, j\u00e1 sinto saudades da Ouro Preto que conheci e que nunca vou esquecer.&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Fonte: Jornal Hoje<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta semana, o T\u00f4 de Folga \u00e9 com o rep\u00f3rter Alessandro Torres. 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