{"id":26974,"date":"2015-08-25T08:00:23","date_gmt":"2015-08-25T11:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=26974"},"modified":"2015-08-24T18:28:35","modified_gmt":"2015-08-24T21:28:35","slug":"estudo-mostra-que-radiacao-de-celulares-pode-ser-prejudicial-a-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-mostra-que-radiacao-de-celulares-pode-ser-prejudicial-a-saude\/","title":{"rendered":"Estudo mostra que radia\u00e7\u00e3o de celulares pode ser prejudicial \u00e0 sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/celular.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-26975\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/celular-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/celular-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/celular.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Nas grandes cidades do mundo e at\u00e9 nas que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o grandes assim, a gente v\u00ea telefones celulares, e suas torres, pra todo lado. Esses equipamentos emitem um tipo de radia\u00e7\u00e3o que os cientistas diziam que era inofensiva. Entre os pesquisadores, o tema divide opini\u00f5es. Voc\u00ea vai ver, agora, as conclus\u00f5es de um levantamento supercompleto feito a partir de cem artigos cient\u00edficos que tratam desse assunto. E que cuidados devemos tomar.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo vista do alto! Um mar de concreto e de antenas, muitas de telefonia m\u00f3vel. S\u00e3o Paulo vista de baixo: um fluxo constante de pessoas e de telefones celulares.<\/p>\n<p>Avenida Paulista, um dos pontos mais movimentados e mais altos de S\u00e3o Paulo. Esse \u00e9 um lugar cercado de radia\u00e7\u00e3o e de ondas eletromagn\u00e9ticas, que, \u00e9 claro, a gente n\u00e3o consegue ver.<\/p>\n<p>Se a gente voltasse no tempo, para 1985, a quantidade de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica. Se ela fosse vis\u00edvel, seria mais ou menos como mostrado no v\u00eddeo acima. Mas agora, 30 anos depois, com celulares, tablets e computadores para todo lado, os cientistas calculam que a quantidade de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica aumentou muito: 250 mil vezes. Se essas ondas fossem vis\u00edveis, voc\u00ea n\u00e3o conseguiria enxergar mais nada.<\/p>\n<p>Mas toda essa radia\u00e7\u00e3o \u00e9 segura para sa\u00fade? O tema divide opini\u00f5es. Enquanto muitos cientistas duvidam que a radia\u00e7\u00e3o de baixa intensidade provoque algum tipo de dano, outros discordam.<\/p>\n<p>Um levantamento supercompleto, rec\u00e9m-publicado, de pesquisadores da Ucr\u00e2nia e dos Estados Unidos concluiu: essas ondas eletromagn\u00e9ticas podem n\u00e3o ser t\u00e3o inofensivas como se pensava.<\/p>\n<p>\u201cEssa energia entra nos tecidos. Estamos falando de efeitos de radia\u00e7\u00e3o no organismo\u201d, afirma o bi\u00f3logo molecular Segiy Kyrylenko.<\/p>\n<p>O estudo refor\u00e7a o que j\u00e1 tinha sido divulgado em um relat\u00f3rio de 2011, da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). Trinta e um cientistas, de 14 pa\u00edses, decidiram incluir a radia\u00e7\u00e3o dos celulares na mesma categoria da emiss\u00e3o de gases de autom\u00f3veis e do caf\u00e9, o grupo 2B, dos agentes possivelmente cancer\u00edgenos.<\/p>\n<p>\u201cOs efeitos dessa radia\u00e7\u00e3o s\u00e3o evidentes, detect\u00e1veis e temos que ter cuidado\u201d, garante Kyrylenko.<\/p>\n<p>Um dos autores do levantamento mais recente, o ucraniano Sergyi Kyrylenko, passa uma temporada na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).<\/p>\n<p>Dos 100 trabalhos que o grupo dele analisou, 93 detectaram algum tipo de efeito em organismos vivos das ondas dos celulares, chamadas de radia\u00e7\u00e3o de baixa frequ\u00eancia. Kyrylenko destaca uma dessas pesquisas, feita pela pr\u00f3pria equipe ucraniana.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s pegamos ovos de codorna e colocamos um celular comum por cima. Depois de tr\u00eas dias expostos \u00e0 radia\u00e7\u00e3o do aparelho, o desenvolvimento dos ovos acelerou. Depois de cinco dias, no entanto, o desenvolvimento dos mesmos ovos desacelerou. N\u00e3o estamos dizendo que isso pode causar danos. O que estamos falando \u00e9 que essa radia\u00e7\u00e3o tem algum efeito no organismo, n\u00e3o \u00e9 neutra\u201d, relata Kyrylenko.<\/p>\n<p>Essa radia\u00e7\u00e3o neutra tem um outro nome: radia\u00e7\u00e3o n\u00e3o-ionizante. Isso quer dizer que ela n\u00e3o tem energia suficiente para quebrar mol\u00e9culas, como a do DNA, e fazer estragos no nosso corpo.<\/p>\n<p>J\u00e1 um outro tipo de radia\u00e7\u00e3o sabidamente provoca danos: a radia\u00e7\u00e3o ionizante. Ela causa doen\u00e7as, inclusive o c\u00e2ncer. \u00c9 a radia\u00e7\u00e3o das bombas at\u00f4micas e dos raios-x, que s\u00e3o muito \u00fateis, mas precisam ser aplicadas em doses baixas.<\/p>\n<p>Mas se a radia\u00e7\u00e3o n\u00e3o-ionizante n\u00e3o tem energia suficiente para romper mol\u00e9culas e causar doen\u00e7as, ent\u00e3o como \u00e9 que ela afeta os organismos vivos? Os cientistas t\u00eam uma forte suspeita.<\/p>\n<p>O que boa parte dessas pesquisas est\u00e1 detectando l\u00e1 nas c\u00e9lulas tem um nome complicado, mas \u00e9 f\u00e1cil de explicar: \u00e9 o estresse oxidativo. Quando a gente respira, o oxig\u00eanio faz muito bem, \u00e9 claro. Mas ele tamb\u00e9m produz subst\u00e2ncias que podem causar doen\u00e7as, s\u00e3o os radicais livres. S\u00f3 que dentro do nosso organismo, existem subst\u00e2ncias que combatem os radicais livres. S\u00f3 que no estresse oxidativo h\u00e1 um desequil\u00edbrio, fica sobrando radical livre no organismo e isso pode levar a muitas doen\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o danos que podem levar ao desenvolvimento de tumores\u201d afirma Kyrylenko.<\/p>\n<p>Nos consult\u00f3rios e salas de cirurgia, opini\u00f5es diferentes. O doutor Antonio de Salles, professor de neurocirurgia da Universidade da Calif\u00f3rnia, toma precau\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cEu uso bastante celular, claro, mas eu tento evitar colocar na orelha, com o alto falante do telefone. Eu acho que n\u00f3s devemos usar o celular distante do nosso corpo\u201d, aconselha o neurocirurgi\u00e3o.<\/p>\n<p>Guilherme Lepski, tamb\u00e9m neurocirurgi\u00e3o e treinado na Alemanha, tem uma vis\u00e3o oposta:<\/p>\n<p>\u201cEu n\u00e3o acredito muito nesse risco pr\u00e1tico do celular na forma\u00e7\u00e3o de tumores. \u00c9 poss\u00edvel que exista algum risco? \u00c9 poss\u00edvel. Eu particularmente acho que esse risco deve ser m\u00ednimo, muito pequeno ou, eventualmente, n\u00e3o existente\u201d, diz Lepski.<\/p>\n<p>E o doutor Jos\u00e9 Renato F\u00e9lix Bauab, neurologista cl\u00ednico, espera por mais pesquisas.<\/p>\n<p>\u201cT\u00eam alguns estudos que conseguiram comprovar que a proximidade ao cr\u00e2nio, naquele lado do c\u00e9rebro, voc\u00ea tem um aumento de metabolismo. Mas ainda n\u00e3o conseguiu-se ainda uma comprova\u00e7\u00e3o de les\u00e3o ao DNA\u201d, pondera Bauab.<\/p>\n<p>Mas o neurocirurgi\u00e3o Antonio de Salles lembra que os celulares s\u00e3o um fen\u00f4meno recente, e muitas vezes, na medicina, \u00e9 preciso tempo para os efeitos ficarem claros. \u201cQuando os anos se passam e se seguem apropriadamente os estudos e os pacientes, a gente come\u00e7a a ver isso\u201d, diz Salles.<\/p>\n<p>O representante dos fabricantes afirma:<\/p>\n<p>\u201cUsar celular \u00e9 segur\u00edssimo. Os celulares que s\u00e3o colocados para comercializa\u00e7\u00e3o seguem determinados padr\u00f5es definidos pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade. E esses limites t\u00eam uma margem de seguran\u00e7a enorme\u201d, afirma Aderbal Bonturi Pereira,\u00a0 diretor do F\u00f3rum de Fabricantes de Celulares.<\/p>\n<p>Enquanto o debate prossegue, os cientistas d\u00e3o dicas para voc\u00ea se proteger.<\/p>\n<p>1)\u00a0\u00a0 Use o celular longe do corpo. \u201cPrincipalmente, quando o celular est\u00e1 fazendo a conex\u00e3o, que \u00e9 quando a radia\u00e7\u00e3o est\u00e1 mais forte. Depois, \u00e9 s\u00f3 usar o viva voz\u201d, recomenda Kyrylenko.<\/p>\n<p>2)\u00a0\u00a0 Prefira mensagens de texto a liga\u00e7\u00f5es. \u201cA radia\u00e7\u00e3o n\u00e3o-ionizante ser\u00e1 menor\u201d, diz Salles.<\/p>\n<p>3)\u00a0\u00a0 N\u00e3o durma com o celular perto da cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>4)\u00a0\u00a0 N\u00e3o carregue o aparelho no bolso.<\/p>\n<p>5)\u00a0\u00a0 E, por fim, importante! Enquanto houver d\u00favidas, evite que crian\u00e7as usem o celular.<\/p>\n<p>\u201cO osso \u00e9 mais fino, as c\u00e9lulas est\u00e3o em desenvolvimento\u201d, esclarece Salles.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 para jogar fora os celulares, mas para usar com sabedoria\u201d afirma Kyrylenko.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas grandes cidades do mundo e at\u00e9 nas que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o grandes assim, a<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":26975,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/celular.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/celular-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/celular-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/celular.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/celular.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/celular.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/celular.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/celular.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/celular.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/celular.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Nas grandes cidades do mundo e at\u00e9 nas que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o grandes assim, a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26974"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26974"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26974\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26975"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26974"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26974"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26974"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}