{"id":26934,"date":"2015-08-24T11:00:41","date_gmt":"2015-08-24T14:00:41","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=26934"},"modified":"2015-08-23T21:16:15","modified_gmt":"2015-08-24T00:16:15","slug":"cactos-gigantes-da-cordilheira-dos-andes-podem-viver-mais-de-200-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cactos-gigantes-da-cordilheira-dos-andes-podem-viver-mais-de-200-anos\/","title":{"rendered":"Cactos gigantes da Cordilheira dos Andes podem viver mais de 200 anos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cacto.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-26938\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cacto-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cacto-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cacto.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Em Puna, o vento pode ficar forte e se tornar assustador. \u00c9 o chamado \u201cvento sonda\u201d, que produz nuvens de poeira perigosas. Uma constru\u00e7\u00e3o chama a aten\u00e7\u00e3o. \u00c9 o orat\u00f3rio de Los Orquera, feito de barro em 1740. A capela particular faz parte da Rota do Adobe.<\/p>\n<p>Pelas estradas dos Andes, encontramos milhares de cardones.\u00a0 Fazem parte da paisagem. S\u00e3o os sentinelas do deserto, que podem ser usados tamb\u00e9m como alimento e de forma medicinal, para cicatrizar feridas e curar irrita\u00e7\u00e3o da pele.<\/p>\n<p>Os cardones s\u00e3o os cactos das alturas, eles podem ser encontrados. Entre 1.500 e 3.00 metros de altitude, ao longo da Cordilheira dos Andes de norte a sul do continente. S\u00e3o resistentes \u2013 vivem mais de 200 anos.<\/p>\n<p>&#8220;Antigamente, no per\u00edodo inca e espanhol, sua madeira, o cora\u00e7\u00e3o dessa planta, era utilizada para constru\u00e7\u00f5es, sobretudo para tetos, portas e janelas. Hoje est\u00e3o protegidas, n\u00e3o se pode tocar&#8221;, o contou guia Luiz Giramonti.<\/p>\n<p>Cercada pelos cactos gigantes, encontramos as ru\u00ednas dos Quilmes. L\u00e1 existia uma cidade-fortaleza, que era habitada por um povo ind\u00edgena forte e resistente. As ru\u00ednas mostram intrigantes constru\u00e7\u00f5es quadradas e circulares. O povo quilmes viveu na cidade sagrada de Calchaqui at\u00e9 1667, quando foi vencido na terceira batalha com os colonizadores espanh\u00f3is. Mais de 2500 pessoas foram obrigadas a seguir a p\u00e9 como castigo para procurar o lugar para viver \u2013 durante um ano, eles percorreram mais de mil quil\u00f4metros. Apenas 400 pessoas sobreviveram nessa longa jornada de migra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa hist\u00f3ria pode ser revivida desde 1977, quando as ru\u00ednas foram restauradas. O guia se orgulha de seus antepassados.<\/p>\n<p>\u201cOs quilmes foram a \u00faltima resist\u00eancia aos espanh\u00f3is, foram os \u00faltimos, porque tinham uma imensa fortaleza para se defender\u201d, disse o guia S\u00e9rgio Rodolfo.<\/p>\n<p><strong>Rochas lembram flechas apontadas para o c\u00e9u no Vale Calchaqui<\/strong><\/p>\n<p>Toda a regi\u00e3o \u00e9 m\u00edstica e reserva outras surpresas. No cora\u00e7\u00e3o do Vale Calchaqui, uma paisagem de outro mundo: a Quebrada das Flechas. O nome tem origem na forma pontiaguda das rochas \u2013 lembram flechas apontadas para o c\u00e9u. Com 20 quil\u00f4metros de extens\u00e3o, a quebrada \u00e9 cortada pela Rota 40, que atravessa a Argentina de norte a sul.<\/p>\n<p>E no meio de tanta aridez, a equipe do Globo Rep\u00f3rter chegou a uma terra florida: as parreiras de Cafayate. Os p\u00e1ssaros aproveitam o recanto f\u00e9rtil. A cerca de 50 quil\u00f4metros de Cafayate, come\u00e7a a reserva natural das conchas. A \u00e1rea toda j\u00e1 foi uma grande floresta com rios e lagos, num passado muito distante.<\/p>\n<p>Uma fenda entre as rochas com 70 metros de altura, onde h\u00e1 50 milh\u00f5es de anos havia uma cachoeira, hoje \u00e9 o anfiteatro da quebrada das conchas, cen\u00e1rio dos grandes espet\u00e1culos da natureza no noroeste da Argentina. Os pared\u00f5es mudam de cor de acordo com a posi\u00e7\u00e3o do sol. E criam forma\u00e7\u00f5es nas pedras que parecem ter vida.<\/p>\n<p>Outro lugar impressionante esculpido pela \u00e1gua \u00e9 a Fenda do Diabo. A passagem da \u00e1gua e do vento tamb\u00e9m deixou curiosas forma\u00e7\u00f5es naturais. A torre de pedra solit\u00e1ria \u00e9 conhecida como obelisco. Outra rocha parece um sapo gigante.<\/p>\n<p>Ao longo da expedi\u00e7\u00e3o, sempre em curvas perigosas, encontramos orat\u00f3rios cercados de garrafas d\u00b4\u00e1gua e pneus. S\u00e3o homenagens \u00e0 defunta Correa, uma mulher que morreu de sede no deserto e se tornou patrona dos caminhoneiros na Argentina.<\/p>\n<p>A equipe do Globo Rep\u00f3rter percorreu 3.500 km, passando por tr\u00eas estados no norte e no noroeste da Argentina. Encontrou um povo hospitaleiro e muito simp\u00e1tico, todos orgulhosos das suas tradi\u00e7\u00f5es. Quando a equipe chegou a Salta, no final da viagem, tamb\u00e9m encontrou um enigma.<\/p>\n<p><strong>Globo Rep\u00f3rter:<\/strong> Um dos principais monumentos da cidade de Salta foi constru\u00eddo com rochas marinhas. Como pode explicar isso, professor?<br \/>\n<strong>Ricardo Alonso, ge\u00f3logo da Universidade Federal de Salta: <\/strong>Antigamente, o mar chegava at\u00e9 aqui e essas rochas \u2013 estamos falando de mais de 470 a 500 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Tudo isso est\u00e1 preservado.<\/p>\n<p>Mais um tesouro natural de uma Argentina t\u00e3o pr\u00f3xima do Brasil \u2013 e at\u00e9 ent\u00e3o, desconhecida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Puna, o vento pode ficar forte e se tornar assustador. \u00c9 o chamado \u201cvento<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":26938,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cacto.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cacto-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cacto-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cacto.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cacto.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cacto.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cacto.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cacto.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cacto.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cacto.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em Puna, o vento pode ficar forte e se tornar assustador. \u00c9 o chamado \u201cvento","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26934"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26934"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26934\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26938"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26934"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26934"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26934"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}