{"id":26912,"date":"2015-08-23T11:16:59","date_gmt":"2015-08-23T14:16:59","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=26912"},"modified":"2015-08-23T11:16:59","modified_gmt":"2015-08-23T14:16:59","slug":"as-ariranhas-estao-voltando-a-reserva-de-desenvolvimento-sustentavel-amana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/as-ariranhas-estao-voltando-a-reserva-de-desenvolvimento-sustentavel-amana\/","title":{"rendered":"As ariranhas est\u00e3o voltando \u00e0 Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Aman\u00e3"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/ariranhas.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-26913\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/ariranhas-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/ariranhas-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/ariranhas.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Imagens em sequ\u00eancia de uma armadilha fotogr\u00e1fica mostram, primeiro, uma ariranha <em>(Pteronura brasiliensis)<\/em> adulta saindo da toca, em seguida aparecem dois filhotes. A toca \u00e9 bastante movimentada e por ali passam ainda outros adultos. Os animais foram fotografados durante o monitoramento realizado pelo bi\u00f3logo Andr\u00e9 Giovanni Coelho, do Instituto Mamirau\u00e1, na Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Aman\u00e3, interior do Amazonas, distante 650 quil\u00f4metros da capital do estado.<\/p>\n<p>Coelho come\u00e7ou o levantamento populacional da esp\u00e9cie em Aman\u00e3 h\u00e1 pouco tempo, trabalha desde novembro. Mas as observa\u00e7\u00f5es e registros que fez j\u00e1 comprovam um comportamento que j\u00e1 havia sido percebido por outros pesquisadores no in\u00edcio dos anos 2000: as ariranhas est\u00e3o voltando, elas que andavam sumidas da reserva desde o final da d\u00e9cada de 1960 e in\u00edcio da d\u00e9cada de 1970, quando ainda eram ca\u00e7adas para virar casaco de pele.<\/p>\n<p>\u201cPescadores nem conhecem mais a ariranha\u201d, conta Andr\u00e9 Coelho. \u201cOs pais e av\u00f4s deles ca\u00e7avam e diziam que a pele era valorizada, mas eles mesmo n\u00e3o conheciam. S\u00e3o pessoas na casa dos 30 anos\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de imagens das armadilhas fotogr\u00e1ficas, Coelho fez tamb\u00e9m um v\u00eddeo de um grupo de ariranhas na beira de um rio. Por enquanto, imagens e observa\u00e7\u00e3o s\u00e3o os instrumentos utilizados para encontrar os bichos na floresta, mas dentro de alguns meses, quando a regi\u00e3o estiver seca, os pesquisadores pretendem acompanhar os animais por telemetria.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-39676 alignnone\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/24042015-armadilha-fotografica-ariranha-2-1024x683.jpg\" alt=\"Equipe em atividade de campo  - credito Amanda Lelis-2.JPG\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-39674 alignnone\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/24042015-armadilha-fotografica-ariranha-3-1024x676.jpg\" alt=\"Durante atividade de campo, a equipe monitora s\u00edtios utilizados pelas ariranhas, como essa loca abandonada. Foto: Amanda Lelis.\" width=\"639\" height=\"422\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-39671 alignnone\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/24042015-armadilha-fotografica-ariranha-6-1024x683.jpg\" alt=\"Dados dos grupos de animais encontrados s\u00e3o registrados, como tamanho do grupo, quantidade de machos e f\u00eameas, filhotes, entre outras informa\u00e7\u00f5es - credito Amanda Lelis-6.JPG\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p>Nesses primeiros meses de trabalho foram encontrados oito novos grupos de animais. Foram registrados tamb\u00e9m grupos em tr\u00eas igarap\u00e9s onde pesquisadores j\u00e1 haviam estado, entre 2004 e 2008, sem nunca terem avistado um animal da esp\u00e9cie por ali. De acordo com o pesquisador, hoje j\u00e1 existem ariranhas em quase todos principais igarap\u00e9s que desaguam no Lago de Aman\u00e3. Para Andr\u00e9 Coelho, esses novos registros demonstram que a popula\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie continua a crescer.<\/p>\n<p>Aman\u00e3 \u00e9 uma reserva estadual, que cobre 2,35 milh\u00f5es de hectares, maior que o estado de Sergipe. Ela fica entre o Parque Nacional do Ja\u00fa e a Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel de Mamirau\u00e1. Com \u00e1reas de v\u00e1rzea, que alagam durante boa parte do ano, e tamb\u00e9m de terra firme, possui ambientes adequados para a ariranha.<\/p>\n<p>A ariranha se destaca em rela\u00e7\u00e3o a outras esp\u00e9cies de lontras. Ela \u00e9 maior do que a parente encontrada desde o Uruguai at\u00e9 o M\u00e9xico, a lontra-neotropical (<em>Lontra longicaudis)<\/em>. Por isso \u00e9 chamada tamb\u00e9m de \u201clontra-gigante\u201d. O macho pode chegar a 1,8 metros de comprimento e pesar mais de 40 quilos, enquanto a lontra-neotropical n\u00e3o chega a 1,4 metros.<\/p>\n<p>Outra diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a outras esp\u00e9cies da mesma fam\u00edlia \u00e9 que a ariranha vive em grupos que podem chegar a 16 indiv\u00edduos, enquanto outras lontras s\u00e3o mais solit\u00e1rias. Pesquisas demonstraram que as ariranhas desenvolveram tamb\u00e9m um repert\u00f3rio de vocaliza\u00e7\u00f5es, que serve para a intera\u00e7\u00e3o do grupo.<\/p>\n<p>\u00c9 um animal territorialista, que se agita bastante quando estranhos se aproximam. Na lista da Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN, em ingl\u00eas), ela aparece como esp\u00e9cie amea\u00e7ada. Na lista nacional, \u00e9 considerada vulner\u00e1vel. Uma das preocupa\u00e7\u00f5es \u00e9 quanto a possibilidade de uma popula\u00e7\u00e3o crescente de ariranhas provocar problemas com comunidades ribeirinhas, que buscam os mesmos peixes.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-39670 \" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/20112014-ariranhas-2-1024x683.jpg\" alt=\"Grupo de ariranhas visto do primeiro semestre de 2015. Foto: Andr\u00e9 Coelho\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagens em sequ\u00eancia de uma armadilha fotogr\u00e1fica mostram, primeiro, uma ariranha (Pteronura brasiliensis) adulta saindo<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":26913,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/ariranhas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/ariranhas-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/ariranhas-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/ariranhas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/ariranhas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/ariranhas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/ariranhas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/ariranhas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/ariranhas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/ariranhas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Imagens em sequ\u00eancia de uma armadilha fotogr\u00e1fica mostram, primeiro, uma ariranha (Pteronura brasiliensis) adulta saindo","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26912"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26912"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26912\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26913"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26912"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26912"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26912"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}