{"id":26898,"date":"2015-08-23T14:00:48","date_gmt":"2015-08-23T17:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=26898"},"modified":"2015-08-23T10:36:37","modified_gmt":"2015-08-23T13:36:37","slug":"museu-na-argentina-mantem-intactas-e-expoe-mumias-de-criancas-incas-de-500-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/museu-na-argentina-mantem-intactas-e-expoe-mumias-de-criancas-incas-de-500-anos\/","title":{"rendered":"Museu na Argentina mant\u00e9m intactas e exp\u00f5e m\u00famias de crian\u00e7as incas de 500 anos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/mumia_crianca.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-26899\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/mumia_crianca-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/mumia_crianca-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/mumia_crianca.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Foi no alto do vulc\u00e3o Llullaillaco, que pesquisadores argentinos chegaram ao t\u00fanel do tempo. Fizeram uma grande descoberta: tr\u00eas m\u00famias intactas da civiliza\u00e7\u00e3o inca. S\u00e3o tr\u00eas crian\u00e7as com mais de 500 anos. A arque\u00f3loga Constanza Ceruti escalou 150 montanhas com mais de 5.000 metros de altitude, at\u00e9 encontrar as m\u00famias de Llullaillaco.<\/p>\n<p>&#8220;Chegamos ao cume do vulc\u00e3o, a 6.739 metros de altura. Isso significa que \u00e9 o s\u00edtio arqueol\u00f3gico mais alto de todo o planeta. Foi como encontrarmos com embaixadores do passado. Foi um momento muito especial\u201d contou Constanza Ceruti, arque\u00f3loga da Universidade Cat\u00f3lica de Salta.<\/p>\n<p>As tr\u00eas m\u00famias retiradas do alto da montanha, foram trazidas para o museu da cidade de Salta. No museu n\u00e3o pode acender nenhum tipo de ilumina\u00e7\u00e3o. A menina do raio fica em uma \u00e1rea que parece um freezer porque a temperatura dentro do lugar onde ela est\u00e1 \u00e9 abaixo de 20\u00b0C.<\/p>\n<p><strong>Globo Rep\u00f3rter: <\/strong>Por que chamam \u2018la nina del raio\u2019 (a menina do raio)?<br \/>\n<strong>Gabriela Recagno Browning, diretora do Museu de Arqueologia de Alta Montanha:<\/strong> Porque sabemos, por estudos arqueol\u00f3gicos e pelos objetos que a rodeavam, que em algum momento dos 500 anos em que esteve enterrada um raio atingiu a tumba, penetrou na terra e queimou parte do seu rosto e parte do seu corpo, por isso chamam menina do raio.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"irc_mi\" src=\"http:\/\/g1.globo.com\/Noticias\/PopArte\/foto\/0,,11489268-EX,00.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p>A diretora do Museu de Salta confirma que as crian\u00e7as foram mortas no altar de sacrif\u00edcios, em cerim\u00f4nia inca.<\/p>\n<p>&#8220;Esse tipo de cerim\u00f4nia se chamava capacocha ou obriga\u00e7\u00e3o real, em que eram feitas em situa\u00e7\u00f5es especiais. Quando um inca que subia ao governo, ou de uma cat\u00e1strofe clim\u00e1tica. Ent\u00e3o tinha que dar \u00e0 terra, a maior das oferendas, que era a vida de uma crian\u00e7a&#8221; explicou Gabriela Recagno Browning.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"irc_mi\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/dBeoXgMTCmQUDXTJ9nrmM4mONBQ=\/1200x630\/s03.video.glbimg.com\/320x200\/4412218.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"336\" \/><\/p>\n<p>As m\u00famias foram estudas minuciosamente durante cinco anos por cientistas da Universidade de Salta.<\/p>\n<p>\u201cOs tr\u00eas ni\u00f1os s\u00e3o as m\u00famias melhor conservadas do mundo. Conservam todos \u00f3rg\u00e3os internos, sua \u00faltima comida, absolutamente tudo, como se estivessem ficado em uma c\u00e1psula do tempo por 500 anos\u201d, Gabriela Recagno Browning afirmou.<\/p>\n<p>Enigmas de uma regi\u00e3o extrema, longe de qualquer civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Moradores do interior da Argentina substituem carnes por quinoa<\/strong><\/p>\n<p>Um lugar in\u00f3spito e isolado, bonito, que se destaca pelo colorido dos pared\u00f5es, mas essa regi\u00e3o des\u00e9rtica \u00e9 tamb\u00e9m a farm\u00e1cia do povo de Uquia, um povoado com 1780 habitantes. L\u00e9o \u00e9 uma esp\u00e9cie de guru e farmac\u00eautico da regi\u00e3o. Ele \u00e9 quem prepara os medicamentos.<\/p>\n<p>No quintal da casa de L\u00e9o, em Uquia, ele cultiva quase todas as esp\u00e9cies medicinais encontradas no deserto. A mulher dele, Dona Olga, tem uma horta. Dona Olga \u00e9 uma especialista. Ela prepara uma das comidas mais fortes que o ser humano pode ter: quinoa, um cereal usado desde o tempo dos incas. Ela compara a quinoa com a carne, em valores de prote\u00ednas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"irc_mi\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/PNvZQ_OeqpIHiq_-dYOj4hbEebM=\/294x0:1293x1080\/524x567\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/08\/21\/14pg.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"693\" \/><\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s deixamos de comer carne, comemos uma por\u00e7\u00e3o de quinoa e \u00e9 como se com\u00eassemos os mesmos nutrientes que tem na carne, nas mesmas propor\u00e7\u00f5es\u201d, disse a dona de casa Olga Romero.<\/p>\n<p>Dona Olga e L\u00e9o s\u00e3o muito hospitaleiros, como a maioria daqueles que se aventuram viver no deserto de Puna. N\u00e3o deve ser f\u00e1cil.<\/p>\n<p>No extremo norte da Argentina, uma cadeia de montanhas coberta de gelo. Por l\u00e1 podem ser encontrados oito vulc\u00f5es, todos inativos. E do outro lado das montanhas de gelo, est\u00e1 a fronteira com o Chile, onde come\u00e7a o deserto de Atacama.<\/p>\n<p>O povoado de Tolar Grande parou no tempo. As casas est\u00e3o cercadas pelas montanhas geladas. Pilhas de madeira s\u00e3o fornecidas pela prefeitura para serem usadas nas lareiras das resid\u00eancias, como aquecedores.<\/p>\n<p>Uma esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria desativada h\u00e1 25 anos. Desde que o trem deixou de vir a Tolar Grande, houve uma mudan\u00e7a radical na cidade: a popula\u00e7\u00e3o, que era de mais de duas mil pessoas, hoje n\u00e3o passa de 300 habitantes. O trem deixou de transportar o produto de sustenta\u00e7\u00e3o b\u00e1sica econ\u00f4mica de toda a regi\u00e3o, o enxofre.<\/p>\n<p>Muitas casas, abandonadas, s\u00e3o rel\u00edquias do passado. Nas ruas, uma sequ\u00eancia de portas fechadas. Os filhos de dona Elza Rios tamb\u00e9m partiram. Mas ela resolveu ficar. Al\u00e9m do isolamento, os moradores enfrentam um inverno rigoroso.<\/p>\n<p>Na vila de San Francisco de Alfarcito vivem apenas noventa pessoas. Dona Ernestina, a artes\u00e3 mais famosa da vila, faz roupas a partir da l\u00e3 extra\u00edda das lhamas e ovelhas. Tudo \u00e9 feito \u00e0 m\u00e3o.<\/p>\n<p>No extremo sul do deserto de sal da Argentina, uma forma\u00e7\u00e3o rochosa impressionante. O cone de Arita, que tem a forma de vulc\u00e3o, mas n\u00e3o \u00e9 vulc\u00e3o. Alguns autores consideram que \u00e9 a forma de pir\u00e2mide natural mais perfeita do mundo. Lembra a impon\u00eancia dos fara\u00f3s, mas \u00e9 esculpida pelo vento e resiste ao tempo. \u00c9 mais uma obra de arte da natureza, no deserto da Cordilheira!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi no alto do vulc\u00e3o Llullaillaco, que pesquisadores argentinos chegaram ao t\u00fanel do tempo. 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