{"id":26883,"date":"2015-08-23T10:00:07","date_gmt":"2015-08-23T13:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=26883"},"modified":"2015-08-22T22:13:31","modified_gmt":"2015-08-23T01:13:31","slug":"sem-humanos-grandes-mamiferos-estariam-espalhados-pelo-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/sem-humanos-grandes-mamiferos-estariam-espalhados-pelo-mundo\/","title":{"rendered":"Sem humanos, grandes mam\u00edferos estariam espalhados pelo mundo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/elefante.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-26886\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/elefante-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/elefante-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/elefante.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>N\u00e3o fosse o surgimento dos humanos modernos (Homo sapiens) h\u00e1 cerca de 200 mil anos, a diversidade de grandes mam\u00edferos na Terra seria muito maior do que a vista hoje, e em algumas regi\u00f5es equivalente \u00e0 encontrada apenas nas savanas da \u00c1frica atualmente. A conclus\u00e3o \u00e9 de estudo de cientistas da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, que avaliou como a a\u00e7\u00e3o humana, da ca\u00e7a \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o de habitats, afetou a evolu\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o destes animais pelo planeta, publicado nesta sexta-feira no peri\u00f3dico cient\u00edfico \u201cDiversity and Distributions\u201d.<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, o fato de a maior diversidade de grandes mam\u00edferos (com massa corporal acima de 10 quilos) estar na \u00c1frica hoje e n\u00e3o ter compara\u00e7\u00e3o em outras regi\u00f5es da Terra n\u00e3o se deve a limita\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas ou ambientais. Num mundo sem humanos, dizem, a maior parte do Norte da Europa n\u00e3o teria apenas lobos, alces ou ursos, mas tamb\u00e9m animais como elefantes e rinocerontes.<\/p>\n<p>Em um estudo anterior, os cientistas da Universidade de Aarhus liderados por S\u00f8ren Faurby j\u00e1 tinham demonstrado que a extin\u00e7\u00e3o em massa da chamada megafauna durante a \u00faltima Idade do Gelo (encerrada h\u00e1 cerca de 12 mil anos) e no mil\u00eanio subsequente se deu em grande parte pela expans\u00e3o dos humanos modernos pelo planeta, e n\u00e3o pelas altera\u00e7\u00f5es ambientais das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas de ent\u00e3o. Assim, com base em estimativas da distribui\u00e7\u00e3o natural de cada esp\u00e9cie de grande mam\u00edfero de acordo com sua ecologia, biogeografia e os padr\u00f5es ambientais naturais atuais, eles calcularam como seria sua diversidade e distribui\u00e7\u00e3o sem o impacto do aparecimento dos humanos modernos.<\/p>\n<p>&#8211; O Norte da Europa est\u00e1 longe de ser o \u00fanico lugar em que os humanos reduziram a diversidade de mam\u00edferos \u2013 diz Jens-Christian Svenning, um dos pesquisadores respons\u00e1veis pelo estudo. &#8211; \u00c9 um fen\u00f4meno global. E, na maioria dos locais, h\u00e1 um grande d\u00e9ficit na diversidade de mam\u00edferos do que ela poderia ser naturalmente.<\/p>\n<p>No mapa atual da diversidade de mam\u00edferos, a \u00c1frica \u00e9 o \u00fanico onde ela \u00e9 alta. Mas no mapa produzido pelos cientistas dinamarqueses, ela seria t\u00e3o grande tamb\u00e9m em boa parte do planeta, em particular nas Am\u00e9ricas do Norte e do Sul, regi\u00f5es hoje relativamente pobres em grandes mam\u00edferos.<\/p>\n<p>&#8211; A maioria dos saf\u00e1ris hoje acontecem na \u00c1frica, mas sob circunst\u00e2ncias naturais, tantos ou at\u00e9 mais grandes animais sem d\u00favida existiriam em outros lugares, notadamente em partes do Novo Mundo (Am\u00e9ricas) como no Texas e \u00e1reas vizinhas e em regi\u00f5es em torno do Norte da Argentina e Sul do Brasil \u2013 comenta Faurby. &#8211; A raz\u00e3o pela qual tantos saf\u00e1ris t\u00eam como destino a \u00c1frica n\u00e3o \u00e9 que o continente seja anormalmente rico em esp\u00e9cies de mam\u00edferos, e sim reflexo de que \u00e9 um dos poucos locais onde a atividade humana n\u00e3o fez desaparecer a maior parte dos grandes animais.<\/p>\n<p>Assim, argumentam os pesquisadores, a exist\u00eancia de tantas esp\u00e9cies de grandes mam\u00edferos na \u00c1frica n\u00e3o \u00e9 devida a um clima ou ambiente mais prop\u00edcios para isso, mas porque o continente \u00e9 o \u00fanico lugar onde eles n\u00e3o foram praticamente erradicados pelos humanos. Os dados do estudo, dispon\u00edveis para outros cientistas, tamb\u00e9m poder\u00e3o ajudar outros pesquisadores e an\u00e1lises que visem determinar a biodiversidade em uma \u00e1rea espec\u00edfica e projetos de preserva\u00e7\u00e3o. Um exemplo disso \u00e9 a observa\u00e7\u00e3o de que atualmente um grande n\u00famero de esp\u00e9cies de mam\u00edferos vive em regi\u00f5es montanhosas. Normalmente isso interpretado como consequ\u00eancia de varia\u00e7\u00f5es ambientais naturais, em que diferentes animais evolu\u00edram em vales e outras em montanhas, mas esta tend\u00eancia, na verdade, seria muito menor de acordo com o novo estudo.<\/p>\n<p>&#8211; O atual alto n\u00edvel de biodiversidade em regi\u00f5es montanhosas \u00e9 em parte devido ao fato de as montanhas terem se tornado um ref\u00fagio para esp\u00e9cies escaparem da ca\u00e7a e da destrui\u00e7\u00e3o de seus habitats do que um padr\u00e3o puramente natural \u2013 argumenta Faurby. &#8211; Um exemplo disso na Europa \u00e9 o urso pardo, que hoje virtualmente vive apenas em regi\u00f5es montanhosas porque foi exterminado das \u00e1reas mais acess\u00edveis e densamente povoadas das plan\u00edcies.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o fosse o surgimento dos humanos modernos (Homo sapiens) h\u00e1 cerca de 200 mil anos,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":26886,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/elefante.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/elefante-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/elefante-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/elefante.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/elefante.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/elefante.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/elefante.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/elefante.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/elefante.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/elefante.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"N\u00e3o fosse o surgimento dos humanos modernos (Homo sapiens) h\u00e1 cerca de 200 mil anos,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26883"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26883"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26883\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26886"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26883"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26883"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26883"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}