{"id":26850,"date":"2015-08-22T12:39:31","date_gmt":"2015-08-22T15:39:31","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=26850"},"modified":"2015-08-22T12:39:31","modified_gmt":"2015-08-22T15:39:31","slug":"gondolas-de-veneza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/gondolas-de-veneza\/","title":{"rendered":"G\u00f4ndolas de Veneza"},"content":{"rendered":"<p>Em 12 de setembro de 1846 os poetas ingleses Elizabeth Barrow e Robert Browning fugiram, deixando Londres e o tir\u00e2nico pai de Elizabeth, que a proibia de se casar. Para onde vai um casal jovem, apaixonado e em fuga? No caso dos nossos poetas, It\u00e1lia. Eles foram primeiro para Pisa, depois para um pequeno apartamento bo\u00eamio em Floren\u00e7a, e finalmente, Asolo, cidade perto de Veneza. L\u00e1 Robert Browning escreveu o poema &#8220;Numa G\u00f4ndola&#8221;, que fala sobre o beijo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/static.hsw.com.br\/gif\/gondola-grande-canal-1.jpg\" alt=\"G\u00f4ndola com passageiros no Grande Canal de Veneza\" width=\"640\" height=\"427\" \/><\/p>\n<p>\u00a9 Niko Guido\/istockphoto<br \/>\n<strong>G\u00f4ndola com passageiros no Grande Canal de Veneza<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Browning n\u00e3o foi o primeiro nem o \u00faltimo a sonhar com beijos em sua amada a bordo de uma g\u00f4ndola. Desde que a nobreza come\u00e7ou a flutuar pelos canais da cidade, na Renascen\u00e7a, a g\u00f4ndola se tornou um s\u00edmbolo de Veneza e do romance intimamente ligado \u00e0 cidade. O caso de amor dos escritores do s\u00e9culo 19 George Sand e Alfred de Musset se desenrolou em Veneza; h\u00e1 at\u00e9 o registro de uma briga de namorados que incluiu um passeio de g\u00f4ndola na hora de fazer as pazes. Tamb\u00e9m a atriz Eleonora Duse e o poeta e dramaturgo Gabriele d&#8217;Annunzio tiveram seu caso em Veneza, no fim do s\u00e9culo 19.\u00a0E Veneza foi o cen\u00e1rio do primeiro encontro da famosa soprano grega Maria Callas com Arist\u00f3teles Onassis, que se tornaria seu marido. Callas chegou charmosamente atrasada, a bordo de uma g\u00f4ndola, ao Palazzo Castelbarco. [fonte: Edwards].<\/p>\n<p>G\u00f4ndolas s\u00e3o a \u00faltima palavra em termos de romance. Para ter papel nesse romance, ou pelo menos ser capaz de discutir o tema apropriadamente, voc\u00ea precisa conhecer a cultura da g\u00f4ndola. Como e quando ela surgiu?<\/p>\n<h2>A hist\u00f3ria das g\u00f4ndolas<\/h2>\n<p>A arquitetura cosmopolita e ornamentada de Veneza se espalha sobre 117 pequenas ilhas localizadas numa lagoa de \u00e1gua salgada no nordeste da It\u00e1lia &#8211; bem onde o &#8220;tornozelo&#8221; da It\u00e1lia (o pa\u00eds tem a forma de uma bota), atinge o mar Adri\u00e1tico. <a id=\"&quot;noframe&quot;\" href=\"http:\/\/viagem.hsw.uol.com.br\/guerra-santa1.htm\" name=\"&quot;noframe&quot;\">Cruzadas<\/a> sa\u00edram de Veneza nos s\u00e9culos 11, 12 e 13, e a cidade foi ponto de entrada na Europa de especiarias e seda trazidas do Oriente.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Veneza se confunde com a hist\u00f3ria de suas \u00e1guas. A cidade \u00e9 constru\u00edda sobre o oceano, e n\u00e3o em seu litoral. A \u00e1gua flui por Veneza, em vez de em volta dela. E em vez de t\u00e1xis, Veneza tem as g\u00f4ndolas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/static.hsw.com.br\/gif\/gondolas-atracadas.jpg\" alt=\"G\u00f4ndolas atracadas em Veneza\" width=\"639\" height=\"424\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: xx-small;\">Hanquan Chen\/istockphoto<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><strong>G\u00f4ndolas atracadas em Veneza<\/strong><\/span><\/p>\n<p><center><span style=\"color: red; font-size: xx-small;\">G\u00f4ndolas expressas<br \/>\n<\/span><\/center>Uma vez por ano some a imagem de serenidade e romance das g\u00f4ndolas. Isso acontece durante a Regatta Storica, no primeiro domingo de setembro. O percurso da corrida de g\u00f4ndolas tem 32 km.<\/p>\n<p>No final do s\u00e9culo 15 e in\u00edcio do s\u00e9culo 16 os pintores Gentile Bellini, Vittore Carpaccio e Giovani Mansuetti retrataram g\u00f4ndolas muito semelhantes \u00e0s atuais. E no final da Renascen\u00e7a italiana, no s\u00e9culo 17, cerca de 9.000 g\u00f4ndolas singravam pelos canais da cidade, levando seus abastados passageiros em seus afazeres.<\/p>\n<p>Em 1633 o governo de Veneza achou que a extravag\u00e2ncia tinha passado do limite e promulgou uma lei suntu\u00e1ria, determinando que todas as g\u00f4ndolas deveriam ser pretas. Todas menos as pertencentes ao governo. Gra\u00e7as \u00e0 isen\u00e7\u00e3o, elas se destacavam no meio dos barcos privados.<\/p>\n<p>As g\u00f4ndolas p\u00f3s-renascentistas eram otimizadas para viagens, com uma cabine baixa para passageiros, chamada de felze, protegendo das intemp\u00e9ries. No s\u00e9culo 20, com o turismo prevalecendo sobre o transporte no uso das g\u00f4ndolas, o felze deu lugar a um toldo &#8211; e nos anos 60 do s\u00e9culo 20 passou a predominar o barco aberto de hoje, feito para facilitar a vis\u00e3o da paisagem pelos turistas, em vez de dar privacidade aos nobres em tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p>H\u00e1 cerca de 400 gondoleiros licenciados em Veneza, prontos para levar turistas ao passeio de suas vidas.<\/p>\n<h2>Anatomia de uma g\u00f4ndola<\/h2>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o de uma g\u00f4ndola, estabelecida por centenas de anos de tradi\u00e7\u00e3o, \u00e9 regulamentada por lei.<\/p>\n<p>A forma da g\u00f4ndola leva em conta a funcionalidade. Seu fundo chato permite que a g\u00f4ndola deslize sobre canais com poucos cent\u00edmetros de profundidade, e o uso de um remo (n\u00e3o uma vara) possibilita aos gondoleiros impelir o barco nas \u00e1guas mais profundas. Infelizmente, o formato tradicional, chato, do fundo, torna a g\u00f4ndola um tanto inst\u00e1vel. As g\u00f4ndolas &#8211; e seus passageiros &#8211; sofrem com a esteira deixada por modernos barcos a motor nas \u00e1guas do Grande Canal, que cruza Veneza de norte a sul, passando pelo seu centro. Por mais experiente que seja o gondoleiro, o passeio pode ser um tanto cheio de solavancos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/static.hsw.com.br\/gif\/gondola-anatomia.gif\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o mostra as partes de uma g\u00f4ndola\" width=\"640\" height=\"711\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p>Chega a 20.000 euros (quase R$ 50.000,00 em outubro de 2011) o pre\u00e7o de uma g\u00f4ndola nova. A complexidade da constru\u00e7\u00e3o ajuda a explicar o pre\u00e7o. Segundo os artes\u00e3os do estaleiro Domenico Tramontin e Figli, a g\u00f4ndola tradicionalmente \u00e9 feita com 8 tipos de madeira. Nas laterais, o s\u00f3lido carvalho. Leve, o abeto \u00e9 usado no fundo do barco. Male\u00e1vel, a cerejeira vai nos bancos. Pela resist\u00eancia \u00e0 \u00e1gua, lari\u00e7o. Na estrutura, nogueira, que \u00e9 flex\u00edvel. Para refor\u00e7o, t\u00edlia. O acabamento \u00e9 feito em mogno, e o olmo vai moldado \u00e0 nogueira [fonte: Tramontingondole.it]. Essas 8 madeiras comp\u00f5em as 280 partes intertravantes conectadas como um modelo de armar na hora de montar uma g\u00f4ndola.<\/p>\n<p>H\u00e1 apenas duas partes de metal. Uma delas, chamada ferro, \u00e9 a pe\u00e7a curva de metal na proa (frente) da g\u00f4ndola. Ela funciona como contrapeso ao gondoleiro, que rema da popa (traseira) do barco. O ferro tamb\u00e9m protege a proa, evitando que a madeira seja lascada. A outra pe\u00e7a met\u00e1lica, o risso, \u00e9 decorativa e tem forma inspirada no cavalo-marinho. Fica na popa, perto do gondoleiro.<\/p>\n<p>As g\u00f4ndolas s\u00e3o assim\u00e9tricas, com o bombordo (esquerda do barco, olhando da popa para a proa) 23 cm mais largo que o estibordo. A lateral do casco tamb\u00e9m \u00e9 ligeiramente mais alta a bombordo [fonte: Britannica]. Essa assimetria compensa o peso do gondoleiro, que fica a estibordo enquanto conduz o barco.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m tem fun\u00e7\u00e3o importante a forcola (cavilha do remo). Ela n\u00e3o segue o padr\u00e3o tradicional, de uma forquilha. Instalada na popa, perto do gondoleiro, ela parece um bumeranque estilizado e \u00e9 feita de nogueira. A pe\u00e7a \u00e9 entalhada, formando v\u00e1rios locais para apoiar o remo &#8211; cada encaixe \u00e9 usado numa situa\u00e7\u00e3o diferente durante a condu\u00e7\u00e3o da g\u00f4ndola, como veremos na pr\u00f3xima p\u00e1gina.<\/p>\n<p>O projeto da g\u00f4ndola \u00e9 de extrema efici\u00eancia. Um estudo feito na It\u00e1lia mostra que a energia empregada por um gondoleiro para remar a g\u00f4ndola com dois passageiros \u00e9 equivalente \u00e0 energia gasta por uma pessoa andando \u00e0 mesma velocidade.<\/p>\n<h2>Gondoleiros venezianos<\/h2>\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p>Pela proximidade constante com os nobres que usavam seus barcos, os gondoleiros de Veneza sabiam &#8211; \u00e9 o que se diz &#8211; absolutamente tudo o que se passava na cidade antiga &#8211; em especial os casos escusos, frequentes durante os passeios capazes de inspirar romances.<\/p>\n<p>Depois da lei suntu\u00e1ria de 1633 os gondoleiros passaram a usar roupas pretas, combinando com as g\u00f4ndolas pretas. Depois da Segunda Guerra os gondoleiros come\u00e7aram a vestir as camisas listradas, sua marca registrada. Os gondoleiros precisam ter a licen\u00e7a emitida por uma guilda, que submete os candidatos a uma avalia\u00e7\u00e3o abrangente e r\u00edgida. S\u00f3 3 ou 4 novas licen\u00e7as s\u00e3o emitidas por ano, e tradicionalmente cabem aos filhos de gondoleiros &#8211; os pais trabalham at\u00e9 que seus filhos consigam passar no exame. As mulheres tentaram por muito tempo, at\u00e9 que em 2010 a primeira delas conseguiu da guilda a licen\u00e7a de gondoleira veneziana. A tradi\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias gondoleiras \u00e9 t\u00e3o forte que a profiss\u00e3o criou seu pr\u00f3prio dialeto, que mistura italiano, espanhol e \u00e1rabe e ainda \u00e9 falado por muitos gondoleiros [fonte: UNESCO].<\/p>\n<p>Turistas sonham com gondoleiros cantando durante o passeio, mas isso nem sempre acontece. Gene Openshaw, redator especializado em turismo, conta que sua m\u00e3e, ao pedir que um gondoleiro cantasse, ouviu esta resposta: &#8220;Senhora, h\u00e1 os amantes e os cantores. Eu n\u00e3o canto.&#8221; [fonte: RickSteves.com]. Para ter trilha sonora, voc\u00ea ter\u00e1 que contratar um cantor, geralmente acompanhado por um acordeonista.<\/p>\n<p>O gondoleiro fica a estibordo na popa enquanto rema e dirige o barco usando um longo remo apoiado na forcola. Dependendo da manobra o gondoleiro posiciona o remo na parte baixa da forcola, quase na borda do casco (para por o barco em movimento), no entalhe mais alto (para a condu\u00e7\u00e3o normal), no cotovelo da forcola (para ir para tr\u00e1s) ou apoia o remo no corpo da forcola para fazer a g\u00f4ndola parar.<\/p>\n<p>Barcos com um remo s\u00f3 tendem a se mover em c\u00edrculos, mas a forma assim\u00e9trica da g\u00f4ndola ajuda a mant\u00ea-la em linha reta. E o gondoleiro evita desvios, finalizando cada remada com um movimento do remo em forma de &#8220;J&#8221; ou de &#8220;C&#8221;.<\/p>\n<h2>G\u00f4ndolas e turismo<\/h2>\n<p>S\u00e3o os turistas os maiores usu\u00e1rios atuais das g\u00f4ndolas, mas ocasionalmente elas tamb\u00e9m s\u00e3o usadas para outras finalidades, como casamentos, funerais e at\u00e9 corridas. A g\u00f4ndola \u00e9 um barco para ocasi\u00f5es especiais, em grande parte porque \u00e9 caro us\u00e1-las. Passeios de 40 minutos custam cerca de 80 euros (R$ 200, em outubro de 2011), sem vinho como brinde &#8211; mas normalmente h\u00e1 ta\u00e7as dispon\u00edveis a bordo. Vale a pena pechinchar [fonte: CapisaniHotel.it].<\/p>\n<p>O pre\u00e7o \u00e9 alto demais? Os turistas pagam; como ir a Veneza e perder um passeio de g\u00f4ndola?<\/p>\n<p>\u00c9 f\u00e1cil tomar uma g\u00f4ndola. Da mesma forma que os t\u00e1xis, elas esperam por corridas na maioria dos locais tur\u00edsticos. Alguns gondoleiros oferecem visitas guiadas por locais hist\u00f3ricos, enquanto outros levam a passeios silenciosos. O principal na hora de reservar a g\u00f4ndola \u00e9 negociar antes de embarcar o passeio e seu pre\u00e7o. Para n\u00e3o ter que pechinchar &#8211; e conseguir um gondoleiro que seja bom guia &#8211; vale a pena pedir a ajuda do hotel ou de uma ag\u00eancia especializada.<\/p>\n<p>Turistas inexperientes acabam ficando em passeios chacoalhantes pelo apinhado Grande Canal. Os visitantes mais tarimbados optam por passeios pelos estreitos canais que zigueagueiam por Veneza.<\/p>\n<p>Perto de 15 milh\u00f5es de turistas v\u00e3o a Veneza por ano, a maioria no ver\u00e3o [fonte: BBC]. Se for para l\u00e1 na alta temporada, reserve a g\u00f4ndola com anteced\u00eancia ou se prepare para disputar uma. Na baixa temporada, pechinche. N\u00e3o h\u00e1 roupa certa para andar de g\u00f4ndola, mas recomenda-se n\u00e3o ir de salto alto &#8211; especialmente se voc\u00ea for homem.<\/p>\n<p>Fonte: Howstuffworks<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 12 de setembro de 1846 os poetas ingleses Elizabeth Barrow e Robert Browning fugiram,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em 12 de setembro de 1846 os poetas ingleses Elizabeth Barrow e Robert Browning fugiram,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26850"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26850"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26850\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26850"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26850"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26850"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}