{"id":26810,"date":"2015-08-21T22:09:06","date_gmt":"2015-08-22T01:09:06","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=26810"},"modified":"2015-08-21T22:09:06","modified_gmt":"2015-08-22T01:09:06","slug":"rinoceronte-de-samatra-esta-a-100-animais-da-extincao-na-natureza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/rinoceronte-de-samatra-esta-a-100-animais-da-extincao-na-natureza\/","title":{"rendered":"Rinoceronte-de-samatra est\u00e1 a 100 animais da extin\u00e7\u00e3o na natureza"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/imagens2.publico.pt\/imagens.aspx\/967202?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;w=749\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"415\" \/><\/p>\n<p>O mapa da distribui\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do rinoceronte-de-samatra (<i>Dicerorhinus sumatrensis<\/i>) no Sudeste da \u00c1sia transporta-nos para outro mundo. O habitat deste herb\u00edvoro come\u00e7ava no But\u00e3o, atravessava a ponta Nordeste da \u00cdndia e vinha por a\u00ed abaixo: Birm\u00e2nia, Tail\u00e2ndia, algumas bolsas no Laos, no Camboja e no Vietname, Mal\u00e1sia continental e nas ilhas de Samatra (da Indon\u00e9sia) e do Born\u00e9u (dividido entre a Mal\u00e1sia, a Indon\u00e9sia e Brunei).<\/p>\n<p class=\"SubCaixaContainer\">Hoje, resta cerca de uma centena destes animais em Samatra, ainda por cima divididos em tr\u00eas popula\u00e7\u00f5es; h\u00e1 pouqu\u00edssimos no Born\u00e9u, na parte da Indon\u00e9sia; e nove em jardins zool\u00f3gicos no mundo. Na natureza, as popula\u00e7\u00f5es de rinoceronte-de-samatra na Mal\u00e1sia s\u00e3o agora consideradas extintas, avan\u00e7a o estudo de uma equipa internacional de cientistas, liderado por Rasmus Gren Havm\u00f8ller, do Museu de Hist\u00f3ria Natural da Dinamarca, em Copenhaga, publicado na revista <em>Oryx<\/em>.<\/p>\n<p>Para salvar a esp\u00e9cie da extin\u00e7\u00e3o, a equipa defende uma s\u00e9rie de medidas, a mais importante passa por considerar as pequenas popula\u00e7\u00f5es como uma \u00fanica popula\u00e7\u00e3o e, nesse sentido, tentar fazer cruzamentos entre animais desta \u00fanica popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO principal problema actual \u00e9 que os rinocerontes-de-samatra est\u00e3o demasiado longe entre si e raramente se encontram para se reproduzirem\u201d, explica ao P\u00daBLICO Rasmus Gren Havm\u00f8ller, estudante de doutoramento, que est\u00e1 tamb\u00e9m a investigar a ecologia e a abund\u00e2ncia de leopardos em montanhas na Tanz\u00e2nia. Desde 2010 que este ecologista trabalha com os rinocerontes-de-samatra. \u201cO que \u00e9 agora essencial \u00e9 que o Governo da Indon\u00e9sia adopte a estrat\u00e9gia de aproximar os rinocerontes que restam, para maximizar as oportunidades de reprodu\u00e7\u00e3o na natureza.\u201d<\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rias esp\u00e9cies e subesp\u00e9cies de rinocerontes que j\u00e1 se extinguiram no Sudeste asi\u00e1tico e em \u00c1frica. A ca\u00e7a furtiva, por causa dos cornos usados na medicina tradicional asi\u00e1tica, e a destrui\u00e7\u00e3o de habitat est\u00e3o na origem do desaparecimento destes animais emblem\u00e1ticos. Neste momento, a esp\u00e9cie do Sudeste asi\u00e1tico \u00e9 t\u00e3o rara que mais de metade das f\u00eameas capturadas t\u00eam doen\u00e7as no seu sistema reprodutivo, porque, ao longo da vida, n\u00e3o tiveram oportunidade de ficarem gr\u00e1vidas. Estas doen\u00e7as tornam-nas inf\u00e9rteis, dificultando ainda mais a salva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>No artigo, a equipa de cientistas recolheu a informa\u00e7\u00e3o mais completa e recente sobre o estado das diferentes popula\u00e7\u00f5es de rinoceronte-de-samatra. Foi assim que conclu\u00edram que este animal desapareceu das florestas da Mal\u00e1sia, tal como j\u00e1 tinha acontecido nos outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o foi avaliado o impacto desta perda nos ecossistemas das florestas. \u201cN\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que o rinoceronte-de-samatra espalha um grande n\u00famero de sementes de frutas e plantas que come, mas o efeito do seu desaparecimento ainda n\u00e3o foi estudado\u201d, diz Rasmus Gren Havm\u00f8ller. \u201cPenso que se o protegermos e se protegermos o habitat onde vive, vamos salvar muitas outras esp\u00e9cies, como elefantes, orangotangos, tigres, tapires, calaus, entre outros.\u201d<\/p>\n<p>Para isso, segundo o artigo, ser\u00e1 necess\u00e1rio estudar em pormenor a centena de rinocerontes que ainda restam na natureza, coloc\u00e1-los em zonas naturais protegidas, fazer uma gest\u00e3o unificada dessas zonas, transportando os animais de um lado para outro para optimizar a sua reprodu\u00e7\u00e3o, e continuar a apostar na reprodu\u00e7\u00e3o <em>in vitro<\/em>\u00a0para os animais que est\u00e3o em cativeiro.<\/p>\n<p>Rasmus Gren Havm\u00f8ller acredita que \u00e9 poss\u00edvel salvar esta esp\u00e9cie, tal como j\u00e1 aconteceu com o rinoceronte-indiano, que chegou a ter menos de 200 animais e hoje existem mais de 3300. Mas n\u00e3o ser\u00e1 uma tarefa f\u00e1cil: \u201cH\u00e1 a possibilidade de salvar os rinocerontes, mas n\u00e3o levar\u00e1 apenas cinco a dez anos, vai demorar muito mais do que isso.\u201d<\/p>\n<p>Fonte: P\u00fablico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mapa da distribui\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do rinoceronte-de-samatra (Dicerorhinus sumatrensis) no Sudeste da \u00c1sia transporta-nos para<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O mapa da distribui\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do rinoceronte-de-samatra (Dicerorhinus sumatrensis) no Sudeste da \u00c1sia transporta-nos para","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26810"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26810"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26810\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26810"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26810"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26810"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}