{"id":26402,"date":"2015-08-15T11:00:43","date_gmt":"2015-08-15T14:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=26402"},"modified":"2015-08-15T09:46:40","modified_gmt":"2015-08-15T12:46:40","slug":"mumias-de-mais-de-200-anos-auxiliam-medicina-na-luta-contra-a-tuberculose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mumias-de-mais-de-200-anos-auxiliam-medicina-na-luta-contra-a-tuberculose\/","title":{"rendered":"M\u00famias de mais de 200 anos auxiliam medicina na luta contra a tuberculose"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/mumia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-26403\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/mumia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/mumia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/mumia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Mais de dois s\u00e9culos ap\u00f3s sua morte, os corpos mumificados de centenas de pessoas que sofreram de tuberculose ajudam a entender melhor a natureza desta doen\u00e7a e abriram as portas para novas vias de pesquisa.<\/p>\n<p>As m\u00famias foram achadas em 1994 na cidade h\u00fangara de V\u00e1c, em uma igreja da ordem dos Dominicanos, onde eram enterrados os moradores mais poderosos, relatou \u00e0 Ag\u00eancia Efe a antrop\u00f3loga Ildiko Szikossy, do Museu de Ci\u00eancias Naturais de Budapeste.<\/p>\n<p>S\u00e3o os corpos mumificados de 265 pessoas, das quais 90% sofreram de tuberculose e um ter\u00e7o morreu por conta da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>A origem dos corpos, que datam dos s\u00e9culos XVIII e XIX, est\u00e1 bem documentada e s\u00e3o conhecidos os nomes e as hist\u00f3rias de muitos deles.<\/p>\n<p>Entre essas hist\u00f3rias est\u00e1 a da fam\u00edlia Hausmann. A irm\u00e3 mais velha, Ter\u00e9zia, morta em 1797, cuidava de sua m\u00e3e e de sua irm\u00e3 mais nova.<\/p>\n<p>As tr\u00eas morreram de tuberculose mas, como apontou Szikossy, causada por tr\u00eas cepas diferentes da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;Isto \u00e9 importante, j\u00e1 que foi demonstrado que naquela \u00e9poca coexistiam diferentes cepas&#8221;, o que \u00e9 uma das descobertas mais valiosas das pesquisas nas quais colaboram a Universidade de Medicina de Warwick, o University Collage de Londres e o Museu de Budapeste, afirmou Szikos.<\/p>\n<p>Ao desenhar a &#8220;\u00e1rvore da evolu\u00e7\u00e3o&#8221; do DNA da tuberculose, uma doen\u00e7a que convive com a humanidade h\u00e1 milhares de anos, foi demonstrado que um dos tipos teve sua origem no Imp\u00e9rio Romano.<\/p>\n<p>O excelente estado de conserva\u00e7\u00e3o dos corpos permitiu realizar an\u00e1lises muito exatas sobre como morreram e analisar os vest\u00edgios deixados pela doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Szikossy contou que os nomes dos mortos, e inclusive detalhes como a causa da morte, foram escritos nos caix\u00f5es e que esta informa\u00e7\u00e3o, junto aos arquivos eclesi\u00e1sticos, forneceram aos pesquisadores uma importante base de dados.<\/p>\n<p>Os corpos foram enterrados na cripta entre os anos 1730 e 1838, aproximadamente.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1780 o rei Jos\u00e9 II proibiu os enterros nas criptas, onde os caix\u00f5es eram colocados uns sobre outros, sem separa\u00e7\u00e3o, o que aumentava o risco de infec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os moradores de V\u00e1c n\u00e3o atenderam \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o e continuaram com os enterros na cripta, at\u00e9 que em 1838 o lugar foi emparedado e caiu no esquecimento.<\/p>\n<p>Foi uma sorte para os cientistas, j\u00e1 que as condi\u00e7\u00f5es da cripta, com uma temperatura constante de entre 8 e 11 graus, uma umidade relativa de 90% e uma leve corrente de ar, foram perfeitas para que os corpos se mumificassem de forma natural.<\/p>\n<p>Szikossy disse que inclusive os \u00f3rg\u00e3os internos ficaram bem conservados, o que permite a an\u00e1lise de DNA das bact\u00e9rias da tuberculose presentes nos corpos.<\/p>\n<p>&#8220;Assim foram poss\u00edveis novas rotas de pesquisa m\u00e9dica&#8221;, que poderiam ser utilizadas pela medicina moderna, declarou Szikossy.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es obtidas t\u00eam mais import\u00e2ncia ainda se for levado em conta que as bact\u00e9rias analisadas s\u00e3o de tempos anteriores ao uso dos antibi\u00f3ticos, ou seja, que ainda n\u00e3o tinham sofrido as muta\u00e7\u00f5es que geraram esses rem\u00e9dios na doen\u00e7a, o que torna poss\u00edvel compar\u00e1-la com as cepas atuais.<\/p>\n<p>Hoje em dia a tuberculose, segundo dados da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, \u00e9 a segunda causa de mortalidade provocada por um agente infeccioso, depois da aids, e em 2013 nove milh\u00f5es de pessoas padeceram deste mal e 1,5 milh\u00e3o morreram.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de dois s\u00e9culos ap\u00f3s sua morte, os corpos mumificados de centenas de pessoas 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