{"id":26255,"date":"2015-08-12T13:00:11","date_gmt":"2015-08-12T16:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=26255"},"modified":"2015-08-11T21:34:01","modified_gmt":"2015-08-12T00:34:01","slug":"pesquisadores-brasileiros-atestam-que-tartaruga-viajou-mais-de-5-193-km","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisadores-brasileiros-atestam-que-tartaruga-viajou-mais-de-5-193-km\/","title":{"rendered":"Pesquisadores brasileiros atestam que tartaruga viajou mais de 5.193 km"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/tartaruga.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-26256\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/tartaruga-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/tartaruga-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/tartaruga.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pesquisadores do Projeto Tamar identificaram que uma tartaruga-de-pente (<em>Eretmochelys imbricata<\/em>) resgatada com marcas do Brasil viajou 5.193 quil\u00f4metros durante sua rota de imigra\u00e7\u00e3o. Essa \u00e9 a maior dist\u00e2ncia j\u00e1 registrada dessa esp\u00e9cie. Ela foi encontrada na ilha de Bermuda, no Caribe, e a marca\u00e7\u00e3o foi feita pelo Bermuda Aquarium Museum and Zoo ap\u00f3s ter ingerido um anzol de pesca.<\/p>\n<p>O rastreamento da numera\u00e7\u00e3o indicou que a tartaruga foi marcada no Atol das Rocas em janeiro de 2006, medindo 40 cm de casco na \u00e9poca. Ainda foi recapturada no Atol mais duas vezes em 2008, e na \u00faltima vez j\u00e1 media 56 cm de casco. Tr\u00eas outras tartarugas-de-pente marcadas no Pa\u00eds, duas em Noronha e uma no Atol das Rocas, j\u00e1 foram recapturadas na \u00c1frica (Guin\u00e9 Equatorial, Gab\u00e3o e Senegal), e a maior dist\u00e2ncia percorrida por elas at\u00e9 ent\u00e3o era de 4.670 quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o tratamento, totalmente livre do anzol e recuperada, a tartaruga foi liberada em julho de 2015, e foi remarcada com grampos marcadores dos EUA. Na ocasi\u00e3o, a tartaruga mediu 68 cm de comprimento de casco, o que indica que ainda \u00e9 um animal imaturo. As menores f\u00eameas desovando naquela regi\u00e3o (a \u00e1rea de desova mais pr\u00f3xima de Bermuda para esta esp\u00e9cie \u00e9 no Panam\u00e1) medem no m\u00ednimo 74 cm de comprimento de casco. No Brasil, os animais s\u00e3o maiores, sendo as menores f\u00eameas vistas desovando a partir dos 80 cm.<\/p>\n<p>At\u00e9 a d\u00e9cada de 80, diferentemente das outras esp\u00e9cies de tartarugas marinhas, acreditava-se que as tartarugas-de-pente eram n\u00e3o migrat\u00f3rias. Diversos estudos t\u00eam sido desenvolvidos no mundo, incluindo novos programas de marca\u00e7\u00e3o e m\u00e9todos sofisticados de monitoramento e conhecimento, como gen\u00e9tica e telemetria de sat\u00e9lite. Esta combina\u00e7\u00e3o de ferramentas tem levado ao reconhecimento de que as tartarugas-de-pente podem migrar longas dist\u00e2ncias, explica a coordenadora de conserva\u00e7\u00e3o e pesquisa do Projeto Tamar, Neca Marcovaldi.<\/p>\n<p>Para animais que se dispersam de uma forma t\u00e3o vasta, o uso de m\u00e9todos que permitem sua detec\u00e7\u00e3o em \u00e1reas t\u00e3o extensas \u00e9 essencial. Os marcadores de metal s\u00e3o ideais, portanto, pois se destacam e qualquer pessoa pode reconhecer um animal marcado e avisar aos pesquisadores. Mesmo com o emprego de outros m\u00e9todos mais sofisticados, como chips subcut\u00e2neos, o uso dos marcadores de metal \u00e9 ainda muito indicado, pois permite a detec\u00e7\u00e3o do animal sem necessitar conhecimentos espec\u00edficos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores do Projeto Tamar identificaram que uma tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) resgatada com marcas do Brasil<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":26256,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/tartaruga.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/tartaruga-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/tartaruga-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/tartaruga.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/tartaruga.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/tartaruga.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/tartaruga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/tartaruga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/tartaruga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/tartaruga.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores do Projeto Tamar identificaram que uma tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) resgatada com marcas do Brasil","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26255"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26255"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26255\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26256"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26255"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26255"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26255"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}