{"id":26095,"date":"2015-08-09T13:58:21","date_gmt":"2015-08-09T16:58:21","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=26095"},"modified":"2015-08-09T13:58:21","modified_gmt":"2015-08-09T16:58:21","slug":"paraiba-quer-reduzir-a-emissao-de-gases-do-efeito-estufa-com-praticas-sustentaveis-na-agricultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/paraiba-quer-reduzir-a-emissao-de-gases-do-efeito-estufa-com-praticas-sustentaveis-na-agricultura\/","title":{"rendered":"Para\u00edba quer reduzir a emiss\u00e3o de gases do efeito estufa com pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis na agricultura"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/agricultura_baixo_carbono.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-26096\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/agricultura_baixo_carbono-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/agricultura_baixo_carbono-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/agricultura_baixo_carbono.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O Governo do Estado lan\u00e7a em setembro o Plano ABC de incentivo a pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis na agricultura que v\u00e3o assegurar baixa emiss\u00e3o de carbono (redu\u00e7\u00e3o do efeito estufa) e a preserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais. \u00daltimo encontro preparat\u00f3rio acontecer\u00e1 entre 24 e 28 de agosto<\/p>\n<p>Por Alexandre Nunes<\/p>\n<p>A Para\u00edba se prepara para aumentar a efici\u00eancia dos sistemas produtivos do setor prim\u00e1rio, com o lan\u00e7amento, no dia 27 de setembro, do Plano Estadual ABC, que prioriza a pr\u00e1tica de uma agricultura sustent\u00e1vel e de emiss\u00e3o de baixo carbono.<\/p>\n<p>Segundo dados de 2013, do relat\u00f3rio emitido pelo Sistema de Estimativa de Emiss\u00e3o de Gases de Efeito Estufa (SEEG), a Para\u00edba \u00e9 respons\u00e1vel por 0,47% das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE) do Brasil, sendo que, desse percentual, a agropecu\u00e1ria paraibana \u00e9 respons\u00e1vel pela emiss\u00e3o de aproximadamente 28% dos GEE, o que est\u00e1 dentro da m\u00e9dia nacional, que \u00e9 estimada em 25%.<\/p>\n<p>O Plano ABC \u00e9 uma esp\u00e9cie de planejamento setorial de mitiga\u00e7\u00e3o e de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas para a consolida\u00e7\u00e3o de uma economia de baixa emiss\u00e3o de carbono na agricultura e objetiva compatibilizar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e de bioenergia com redu\u00e7\u00e3o dos gases de efeito estufa, medida importante no combate ao aquecimento global.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio de Estado do Desenvolvimento da Agropecu\u00e1ria e da Pesca, R\u00f4mulo Ara\u00fajo Montenegro, explicou que a agricultura sustent\u00e1vel e com redu\u00e7\u00e3o dos gases de efeito estufa \u00e9 estabelecida em cima de tr\u00eas pilares: econ\u00f4mico, social e ambiental. &#8220;Na verdade, o que queremos com o Plano ABC \u00e9 incentivar a ado\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas agr\u00edcolas sustent\u00e1veis e que contribuam para a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa e ajudem na preserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais&#8221;, reiterou.<\/p>\n<p>Ele revelou que vem trabalhando, desde fevereiro, atrav\u00e9s de um comit\u00ea gestor, na elabora\u00e7\u00e3o da minuta do plano estadual. &#8220;J\u00e1 tivemos reuni\u00f5es com os setores produtivos do Estado e com as entidades que representam os diversos segmentos da agropecu\u00e1ria. Tamb\u00e9m realizamos o Semin\u00e1rio de Sensibiliza\u00e7\u00e3o do Plano ABC \u2013 Agricultura de Baixa Emiss\u00e3o de Carbono na Para\u00edba, que ocorreu no \u00faltimo dia 02 de julho, no Audit\u00f3rio da CINEP, em Jo\u00e3o Pessoa, cujo objetivo foi subsidiar, na Para\u00edba, a elabora\u00e7\u00e3o do Plano Estadual ABC&#8221;, complementou.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/romulo_montenegro.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-26100 size-full\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/romulo_montenegro.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"428\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/romulo_montenegro.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/romulo_montenegro-300x201.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>R\u00f4mulo Montenegro anunciou a realiza\u00e7\u00e3o de um encontro final para a elabora\u00e7\u00e3o e defini\u00e7\u00e3o do Plano Estadual ABC, envolvendo o comit\u00ea gestor e todos os atores p\u00fablicos e privados que formam o grupo pensante da agropecu\u00e1ria do Estado da Para\u00edba. O evento acontecer\u00e1 de 24 a 28 de agosto, no Audit\u00f3rio Ariano Suassuna do Tribunal de Contas do Estado.<\/p>\n<p>Segundo informou o secret\u00e1rio da Agropecu\u00e1ria e da Pesca, os estudos para implanta\u00e7\u00e3o do Plano ABC est\u00e3o sendo feitos com a participa\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicos da Embrapa, da Emepa e professores de universidades. &#8220;\u00c9 importante que a gente encontre um plano que seja consensual para a Para\u00edba e em conformidade com as peculiaridades de cada uma de suas regi\u00f5es, porque a peculiaridade do Litoral n\u00e3o \u00e9 a mesma do Brejo, nem do Agreste, nem do Cariri e nem tampouco do Sert\u00e3o&#8221;, detalhou.<\/p>\n<p>Ele acrescentou que a presen\u00e7a dos bancos, nas discuss\u00f5es em torno da implanta\u00e7\u00e3o do Plano ABC, tem sido algo fundamental, porque a agricultura de baixo carbono, como o pr\u00f3prio nome diz, precisa proporcionar retorno financeiro. Na opini\u00e3o do secret\u00e1rio, o produtor n\u00e3o vai s\u00f3 proteger o meio ambiente, ele tem que ganhar dinheiro com isso e, neste sentido, os bancos precisam estar presentes e com uma pol\u00edtica de financiamento diferenciada.<\/p>\n<p>&#8220;Algu\u00e9m, por exemplo, que plantar eucalipto de forma integrada com a braqui\u00e1ria, precisa no m\u00ednimo de quatro anos para extrair a madeira e, portanto, necessita de um financiamento que esteja compat\u00edvel com isso. A gente s\u00f3 vai avan\u00e7ar quando as institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias estiverem consoante com isso. Por isso \u00e9 fundamental que a gente dialogue com todos os segmentos, j\u00e1 que uma pol\u00edtica como essa do Plano ABC \u00e9 exatamente compat\u00edvel com o grande agricultor, o m\u00e9dio e o pequeno, este \u00faltimo hoje denominado como agricultor familiar&#8221;, refor\u00e7ou R\u00f4mulo Montenegro.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos numa fase se sensibiliza\u00e7\u00e3o e as institui\u00e7\u00f5es que representam o setor agropecu\u00e1rio paraibano est\u00e3o presentes, tanto as do setor patronal, como as ligadas ao agricultor familiar. Entidades como a Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Para\u00edba (FETAG-PB), a Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria da Para\u00edba (Faepa), a Associa\u00e7\u00e3o de Plantadores de Cana da Para\u00edba (Asplan), o Sindicato da Ind\u00fastria de Fabrica\u00e7\u00e3o do \u00c1lcool no Estado da Para\u00edba (Sindalcool), al\u00e9m de se fazerem presentes \u00e0s discuss\u00f5es em torno do Plano ABC, atuam na mobiliza\u00e7\u00e3o dos seus associados, para que tudo aconte\u00e7a a contento&#8221;, comentou.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio informou que com a implanta\u00e7\u00e3o do Plano ABC, um dos planos setoriais estabelecidos em conformidade com a Pol\u00edtica Nacional sobre Mudan\u00e7a do Clima (Lei Federal 12.167\/2009) e de acordo com o artigo 3\u00ba do Decreto Federal 7.390\/2010, a Para\u00edba, como qualquer outra entidade federada, vai ter um selo, tanto sanit\u00e1rio, como ambiental, para certificar os produtos. O Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento quer implementar o Plano ABC (Agricultura de Baixa Emiss\u00e3o de Carbono) em todos os estados brasileiros, at\u00e9 2020. &#8220;No aspecto sanit\u00e1rio, a Para\u00edba j\u00e1 tem a certifica\u00e7\u00e3o de Zona Livre de Aftosa e, agora, com o Plano ABC, ou seja, com a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00e3o de GEE no setor agropecu\u00e1rio, o produtor paraibano vai atuar em conson\u00e2ncia com as normas ambientais e ter o seu produto certificado para entrar no mercado, tanto interno, como externo&#8221;, assegurou.<\/p>\n<p><strong>Comit\u00ea gestor elabora Plano ABC para uma agricultura de baixa emiss\u00e3o de carbono na Para\u00edba<\/strong><\/p>\n<p>O doutor em Engenharia Agr\u00edcola e pesquisador em Recursos H\u00eddricos e Ambientais da Embrapa Algod\u00e3o, Jo\u00e3o Henrique Zonta, explicou que o comit\u00ea gestor do Plano ABC tem como objetivo elaborar o plano para o Estado da Para\u00edba, em fun\u00e7\u00e3o de suas peculiaridades regionais de clima, solo e cadeia produtiva do agroneg\u00f3cio e agricultura familiar. &#8220;Dessa forma, est\u00e3o sendo levantados os problemas, as diversas formas de solucionar os mesmos, e tra\u00e7adas metas a curto e longo prazo, de modo a orientar os diferentes atores envolvidos na cadeia produtiva da agropecu\u00e1ria sobre a import\u00e2ncia da ado\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas sugeridas no plano ABC&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/joao_henrique_zonta.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-26098 size-full\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/joao_henrique_zonta.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"476\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/joao_henrique_zonta.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/joao_henrique_zonta-300x223.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, segundo o especialista, cabe ao comit\u00ea gestor organizar treinamentos para produtores e t\u00e9cnicos da extens\u00e3o rural sobre as tecnologias preconizadas no Plano ABC, al\u00e9m de auxiliar no treinamento da elabora\u00e7\u00e3o de projetos para concess\u00e3o de financiamentos junto \u00e0s institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias, visto que existe uma linha de cr\u00e9dito com taxas especiais destinadas aos produtores que adotem as t\u00e9cnicas do Plano ABC. Cabe ainda ao comit\u00ea gestor o acompanhamento das a\u00e7\u00f5es desenvolvidas dentro do plano, visando o alcance das metas estipuladas.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador da Embrapa Algod\u00e3o, no caso do semi\u00e1rido, j\u00e1 est\u00e3o sendo realizados alguns trabalhos considerados como pr\u00e1ticas de agricultura de baixo carbono, principalmente com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 integra\u00e7\u00e3o lavoura-pecu\u00e1ria e plantio direto. Ele afirmou que todas as tecnologias recomendadas pelo Plano ABC possuem capacidade de redu\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o de gases de efeito estufa.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Henrique Zonta acrescentou que a Embrapa Algod\u00e3o vem desenvolvendo pesquisas para introdu\u00e7\u00e3o do plantio direto na regi\u00e3o semi\u00e1rida, com resultados positivos, obtendo-se ganho de produtividade e melhoria do solo. &#8220;Outra tecnologia que vem sendo testada \u00e9 a integra\u00e7\u00e3o lavoura-pecu\u00e1ria, com cultivo de milho em cons\u00f3rcio com diversas forrageiras, visando adaptar para a regi\u00e3o semi\u00e1rida esta tecnologia que j\u00e1 \u00e9 adotada com muito sucesso na regi\u00e3o do Cerrado, no Sul e Sudeste brasileiro. Desta forma, projeta-se que as tecnologias do sistema plantio direto, integra\u00e7\u00e3o lavoura-pecu\u00e1ria-floresta, recupera\u00e7\u00e3o de pastagens, fixa\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica de nitrog\u00eanio e plantio de florestas seriam as principais tecnologias adotadas dentro do plano ABC para mitiga\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o de gases de efeito estufa, para a Para\u00edba&#8221;, prosseguiu.<\/p>\n<p>O agr\u00f4nomo revelou que existe um produtor de milho fazendo plantio direto na regi\u00e3o de Mulungu, numa \u00e1rea de aproximadamente 800 hectares, e alguns produtores adotando a t\u00e9cnica da integra\u00e7\u00e3o lavoura-pecu\u00e1ria, com plantio de milho, em cons\u00f3rcio com forrageiras, por\u00e9m em pequenas \u00e1reas. Jo\u00e3o Henrique Zonta informou que outras unidades da Embrapa, como a Embrapa Caprinos, desenvolvem projetos na \u00e1rea de integra\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria-floresta, com raleamento e manejo da caatinga consorciada com v\u00e1rias culturas para a cria\u00e7\u00e3o de caprinos, tecnologia que poderia ser introduzida no Cariri paraibano. &#8220;Enfim, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ado\u00e7\u00e3o, na Para\u00edba, dessas t\u00e9cnicas de agricultura de baixo carbono, o Plano ABC ser\u00e1 fundamental para alavancar o uso das mesmas por parte dos produtores, tornando a agropecu\u00e1ria paraibana mais sustent\u00e1vel&#8221;, destacou.<\/p>\n<p>No entender do pesquisador, a melhor forma para o produtor reduzir a emiss\u00e3o de gases de efeito estufa \u00e9 atrav\u00e9s do uso das pr\u00e1ticas indicadas no Plano ABC, como integra\u00e7\u00e3o lavoura-pecu\u00e1ria-floresta (iLPF), plantio direto, recupera\u00e7\u00e3o de pastagens degradadas, cultivo de florestas plantadas, uso de inoculantes para fixa\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica de nitrog\u00eanio e tratamento de dejetos animais. &#8220;Al\u00e9m disso, essas t\u00e9cnicas de cultivo devem ser usadas em conjunto com as demais t\u00e9cnicas de conserva\u00e7\u00e3o de solo e \u00e1gua, como aduba\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, aduba\u00e7\u00e3o verde, plantio em n\u00edvel e terraceamento&#8221;, recomendou.<\/p>\n<p>Para Jo\u00e3o Henrique Zonta, o uso destas t\u00e9cnicas \u00e9 de suma import\u00e2ncia, tanto no aspecto ambiental, como econ\u00f4mico. Ele explicou que, do ponto de vista ambiental, al\u00e9m da diminui\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o de gases de efeito estufa, o que influencia diretamente na redu\u00e7\u00e3o do aquecimento global, estas t\u00e9cnicas contribuem para a melhoria das caracter\u00edsticas f\u00edsicas e qu\u00edmicas do solo e para o aumento da produtividade. Segundo ele, essas t\u00e9cnicas tamb\u00e9m auxiliam na melhoria da infiltra\u00e7\u00e3o da \u00e1gua no solo e no controle da eros\u00e3o, elevando consequentemente a reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua no solo, o que auxilia no sucesso dos cultivos, mesmo quando se tem prolongadas esta\u00e7\u00f5es sem chuvas, e aumenta a recarga dos len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos, com consequente aumento e pereniza\u00e7\u00e3o na vaz\u00e3o de cursos d\u2019\u00e1gua e po\u00e7os.<\/p>\n<p>&#8220;Com o controle da eros\u00e3o, tem-se menos perdas de solo, o que \u00e9 de suma import\u00e2ncia para mitiga\u00e7\u00e3o do processo de desertifica\u00e7\u00e3o, visto que muitas \u00e1reas da regi\u00e3o semi\u00e1rida, devido suas caracter\u00edsticas de clima e solo, s\u00e3o suscept\u00edveis \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o. Ainda, diminui-se o assoreamento de rios e reservat\u00f3rios. Do ponto de vista econ\u00f4mico, o uso destas t\u00e9cnicas permite ao produtor a eleva\u00e7\u00e3o da produtividade da \u00e1rea, a melhoria no uso do solo e da \u00e1gua, diversifica\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o na propriedade, al\u00e9m de maior sustentabilidade, garantindo o solo e a \u00e1gua para as futuras gera\u00e7\u00f5es&#8221;, detalhou o especialista.<\/p>\n<p>A Embrapa Algod\u00e3o, onde Jo\u00e3o Henrique Zonta desenvolve suas pesquisas, ir\u00e1 atuar auxiliando o Governo do Estado na elabora\u00e7\u00e3o do Plano ABC, sugerindo tecnologias que podem ser utilizadas nas condi\u00e7\u00f5es de clima e solo do Estado, realizando pesquisas para adapta\u00e7\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o de novas tecnologias de agricultura de baixo carbono, instalando Unidades de Teste e Demonstra\u00e7\u00e3o (UTS\u2019s) com as tecnologias do plano ABC, realizando Dias de Campo, cursos para treinamentos de t\u00e9cnicos e produtores, al\u00e9m de auxiliar na elabora\u00e7\u00e3o de materiais did\u00e1ticos, como folders e circulares t\u00e9cnicas.<\/p>\n<p><strong>Ambientalista considera plantio sustent\u00e1vel fundamental para equil\u00edbrio da natureza e prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade<\/strong><\/p>\n<p>Fazer com que a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola seja cada vez menos agressiva e que tenha realmente o objetivo de uma produ\u00e7\u00e3o maior de oxig\u00eanio, esse \u00e9 o papel de uma agricultura sustent\u00e1vel e com menos emiss\u00f5es de gases de efeito estufa. \u00c9 o que afirma a ambientalista Paula Frassinete Lins Duarte.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/paula_frassinete.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-26099 size-full\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/paula_frassinete.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"472\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/paula_frassinete.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/paula_frassinete-300x221.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A bi\u00f3loga considera de fundamental import\u00e2ncia iniciativas como as do Plano ABC, para ado\u00e7\u00e3o, no campo, de uma agricultura que diminua o carbono. Ela sustenta que h\u00e1 tecnologias poss\u00edveis de fazer isso acontecer. &#8220;Com uma baixa emiss\u00e3o de carbono na agricultura, a aduba\u00e7\u00e3o qu\u00edmica desaparece. Os pesquisadores do mundo inteiro est\u00e3o buscando t\u00e9cnicas de plantio sustent\u00e1vel e de menos impacto ambiental. No Brasil, a Embrapa tem se constitu\u00eddo num grande espa\u00e7o de pesquisa destinada a uma agricultura de baixo carbono. A ideia \u00e9 que ningu\u00e9m precise mais usar fertilizante qu\u00edmico e que o controle das pragas passe a ser feito com produtos org\u00e2nicos, ou com um plantio de v\u00e1rias esp\u00e9cies juntas, o que dificulta o trabalho das pragas&#8221;, explica.<\/p>\n<p>A agricultura de baixo carbono se vale da biodiversidade, com cultivos de diversas esp\u00e9cies em uma mesma \u00e1rea, o que contribui para melhor controle de pragas, doen\u00e7as e plantas daninhas. Paula Frassinete esclarece que a biodiversidade garante o equil\u00edbrio da natureza, porque o mundo \u00e9 biodiverso. &#8220;\u00c9 obvio que uma floresta \u00e9 muito mais produtiva, em termos de oxig\u00eanio para a atmosfera, porque permite o equil\u00edbrio da fauna tamb\u00e9m e da queda das chuvas, da\u00ed a necessidade de matas ciliares em todos os rios, porque na realidade a natureza \u00e9 biodiversa&#8221;, complementa.<\/p>\n<p>No entender da ambientalista, as novas tecnologias propostas pelo Plano ABC para a atividade agropecu\u00e1ria, nada mais s\u00e3o do que formas que v\u00e3o ajudar a manter o equil\u00edbrio no planeta. &#8220;A natureza e o homem est\u00e3o intimamente interligadas e interdependentes. Quando agredimos a natureza com nossas a\u00e7\u00f5es, estamos destruindo o que \u00e9 nosso e amea\u00e7ando a nossa pr\u00f3pria exist\u00eancia. \u00c9 preciso ter consci\u00eancia ecol\u00f3gica para perceber que, se estou neste planeta, sou parte da humanidade e de toda a natureza&#8221;, analisa.<\/p>\n<p>Paula acredita que o Plano ABC ter\u00e1 no agricultor familiar um dos principais atores para o sucesso de sua implanta\u00e7\u00e3o. &#8220;A Para\u00edba est\u00e1 se notabilizando com o apoio \u00e0 agricultura familiar e isso contribuir\u00e1 para uma ades\u00e3o positiva desse segmento ao plano&#8221;, assegura.<\/p>\n<p><strong>Especialista revela os desafios para diminuir e conter o efeito estufa na zona urbana<\/strong><\/p>\n<p>A emiss\u00e3o de gases de efeito estufa na zona urbana tamb\u00e9m tem sido objeto de preocupa\u00e7\u00e3o e desafios para os especialistas e pesquisadores. Segundo avalia\u00e7\u00e3o do analista ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (IBAMA), Edilton N\u00f3brega, a queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, principalmente a relacionada ao transporte urbano, est\u00e1 entre as principais fontes de emiss\u00e3o de gases de efeito estufa na zona urbana. Ele tomou como base, em sua an\u00e1lise, a regi\u00e3o metropolitana da Grande Jo\u00e3o Pessoa.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/edilton_nobrega.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-26097 size-full\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/edilton_nobrega.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"524\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/edilton_nobrega.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/edilton_nobrega-300x246.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Mais da metade da popula\u00e7\u00e3o mundial mora, atualmente, em \u00e1reas urbanas, ocupando apenas 2% da massa territorial do planeta e sendo respons\u00e1vel por cerca de dois ter\u00e7os das emiss\u00f5es globais de gases do efeito estufa. De acordo com dados da edi\u00e7\u00e3o de 2014 do Sistema de Estimativa de Emiss\u00f5es de Gases de Efeito Estufa (SEEG), o setor que apresentou maior redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00e3o de GEE na Para\u00edba foi o de res\u00edduos (10,2%), que compreende lixo e esgoto, seguido do setor de energias (8,33%) e de processos industriais (2,4%).<\/p>\n<p>O estudo ainda mostrou que no ano de 2013 foram emitidos 7,39 milh\u00f5es de t CO2e (tonelada equivalente de CO2) no Estado, ou seja, 0,47% das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE) do Brasil, que chegou a 1.5 bilh\u00f5es de t CO2e. Enquanto a agropecu\u00e1ria paraibana emitiu 2,1 milh\u00f5es de t CO2e, os processos industriais emitiram apenas 864,4 mil de t CO2e, os res\u00edduos 754,1 mil de t CO2e. A energia foi respons\u00e1vel 2,9 milh\u00f5es de t CO2e e a mudan\u00e7a de uso da terra 741,7 mil de t CO2e.<\/p>\n<p>Edilton N\u00f3brega, que j\u00e1 foi secret\u00e1rio de Meio Ambiente de Jo\u00e3o Pessoa, esclarece que, entre os projetos de mobilidade urbana com baixa emiss\u00e3o de carbono, est\u00e1 a implanta\u00e7\u00e3o do sistema de transporte coletivo mais r\u00e1pido e eficiente para atender a popula\u00e7\u00e3o, a exemplo do Bus Rapid Transit (BRTs) que \u00e9 um sistema de tr\u00e2nsito r\u00e1pido de \u00f4nibus e que circula em faixa exclusiva e de alta frequ\u00eancia. Para alguns estudiosos da quest\u00e3o, o est\u00edmulo \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o do transporte individual pelo transporte coletivo urbano pode contribuir para a redu\u00e7\u00e3o de gases causadores do efeito estufa.<\/p>\n<p>Outra interven\u00e7\u00e3o importante, segundo Edilton N\u00f3brega, \u00e9 tornar a ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica mais eficiente e de menos consumo de energia el\u00e9trica, com a instala\u00e7\u00e3o de l\u00e2mpadas LED, porque elas consomem at\u00e9 40% menos que as incandescentes. \u201cUma vez consumindo menos energia el\u00e9trica, elas t\u00eam um valor a ser computado na contribui\u00e7\u00e3o para diminuir a emiss\u00e3o de carbono&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>O analista ambiental aponta outras formas de se contribuir para menos emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, a exemplo do tratamento dos efluentes produzidos pelos esgotamentos sanit\u00e1rios, al\u00e9m da destina\u00e7\u00e3o correta do lixo e a reposi\u00e7\u00e3o arb\u00f3rea. &#8220;As \u00e1rvores, no seu metabolismo, capturam o carbono e transformam o mesmo em material lenhoso e isso reduz a camada que pode influenciar na emiss\u00e3o de carbono e, consequentemente, na mudan\u00e7a clim\u00e1tica&#8221;, informou.<\/p>\n<p>Um dos principais gases de efeito estufa (GEE) \u00e9 o di\u00f3xido de carbono (CO2), resultante do processo de decomposi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria org\u00e2nica. As emiss\u00f5es de CO2 na atmosfera s\u00e3o causadoras do chamado efeito estufa ou aquecimento global e os efluentes dom\u00e9sticos e industriais, segundo Edilton N\u00f3brega, s\u00e3o respons\u00e1veis por gerar e jogar na atmosfera quantidades de CO2 que podem ocasionar esses danos ao meio ambiente.<\/p>\n<p>Uma das medidas apontadas pelo especialista para diminuir as emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono na atmosfera \u00e9 fazer a captura desse g\u00e1s que sai das esta\u00e7\u00f5es de tratamento e dos aterros sanit\u00e1rios. &#8220;\u00c9 preciso atrair os empres\u00e1rios para investirem na implanta\u00e7\u00e3o das tecnologias j\u00e1 existentes para capturar o g\u00e1s das esta\u00e7\u00f5es de esgoto. Acredito ser poss\u00edvel um melhor aproveitamento energ\u00e9tico do g\u00e1s capturado, na produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, j\u00e1 que o ideal n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 queimar esse g\u00e1s&#8221;, alertou.<\/p>\n<p>Ele acrescentou que a pol\u00edtica de efici\u00eancia energ\u00e9tica est\u00e1 influenciando no processo de diminui\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o de carbono, com destaque para o incentivo \u00e0s alternativas de energias renov\u00e1veis, como no caso da e\u00f3lica e solar. &#8220;Tecnologia para isso j\u00e1 existe aqui na Para\u00edba. As pr\u00f3prias universidades aqui j\u00e1 produzem tecnologia para utiliza\u00e7\u00e3o de fontes renov\u00e1veis de energia. O problema \u00e9 que voc\u00ea tem que transformar isso numa quest\u00e3o socioambiental que envolve tamb\u00e9m a economia. O trip\u00e9 ecologia, economia e desenvolvimento econ\u00f4mico, t\u00eam que estar ligados. Na verdade, o que est\u00e1 faltando \u00e9 ampliar uma conex\u00e3o de parcerias p\u00fablico-privadas&#8221;, argumentou.<\/p>\n<p>Como mais da metade da popula\u00e7\u00e3o mundial mora, atualmente, em \u00e1reas urbanas, tem ganhado import\u00e2ncia a filosofia das edifica\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis, j\u00e1 que a constru\u00e7\u00e3o civil \u00e9 respons\u00e1vel hoje por 47% das emiss\u00f5es do planeta, 80% do uso de recursos naturais e dois ter\u00e7os do consumo de energia. Neste contexto, o Brasil est\u00e1 numa melhor posi\u00e7\u00e3o, em termos de constru\u00e7\u00e3o civil, que muitos pa\u00edses do mundo, j\u00e1 que ocupa o quarto lugar no ranking das na\u00e7\u00f5es que possuem o maior n\u00famero de edifica\u00e7\u00f5es em processo de certifica\u00e7\u00e3o Leed, uma esp\u00e9cie de selo verde.<\/p>\n<p>Um empreendimento com certifica\u00e7\u00e3o Leed, concedido pelo U.S. Green Building Council (USGBC), uma organiza\u00e7\u00e3o internacional que incentiva o desenvolvimento de uma ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o verde, ou seja, sustent\u00e1vel, gasta 30% menos energia; utiliza de 35 a 50% menos \u00e1gua; diminui as emiss\u00f5es de gases causadores do efeito estufa em at\u00e9 50% e reduz de 50 a 90% a produ\u00e7\u00e3o de res\u00edduos.<\/p>\n<p>Para o analista ambiental Edilton N\u00f3brega \u00e9 necess\u00e1rio est\u00e1 atento \u00e0s quest\u00f5es arquitet\u00f4nicas e de urbaniza\u00e7\u00e3o, para n\u00e3o possibilitar a cria\u00e7\u00e3o de ilhas de calor dentro da cidade. &#8220;A vida na zona urbana pode se tornar insuport\u00e1vel, quando se deixa de analisar essas quest\u00f5es, porque o vento n\u00e3o circula bem e a temperatura se eleva em alguns pontos da cidade. Outro agravante \u00e9 que quando n\u00e3o se faz o tratamento do esgoto, criando \u00e1reas de absor\u00e7\u00e3o do CO2, com isso deixando de contribuir para a diminui\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, estamos prejudicando a n\u00f3s mesmos&#8221;, concluiu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Governo do Estado lan\u00e7a em setembro o Plano ABC de incentivo a pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":26096,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/agricultura_baixo_carbono.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/agricultura_baixo_carbono-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/agricultura_baixo_carbono-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/agricultura_baixo_carbono.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/agricultura_baixo_carbono.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/agricultura_baixo_carbono.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/agricultura_baixo_carbono.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/agricultura_baixo_carbono.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/agricultura_baixo_carbono.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/agricultura_baixo_carbono.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O Governo do Estado lan\u00e7a em setembro o Plano ABC de incentivo a pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26095"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26095"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26095\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26096"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26095"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26095"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26095"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}