{"id":26012,"date":"2015-08-08T16:00:27","date_gmt":"2015-08-08T19:00:27","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=26012"},"modified":"2015-08-08T10:45:29","modified_gmt":"2015-08-08T13:45:29","slug":"nigeria-busca-meios-junto-a-comite-de-especialistas-para-reduzir-emissoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/nigeria-busca-meios-junto-a-comite-de-especialistas-para-reduzir-emissoes\/","title":{"rendered":"Nig\u00e9ria busca meios junto a comit\u00ea de especialistas para reduzir emiss\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/nigeria.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-26013\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/nigeria-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/nigeria-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/nigeria.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A Nig\u00e9ria acaba de encomendar a um comit\u00ea de especialistas a defini\u00e7\u00e3o dos objetivos e compromissos que incluir\u00e1 em suas contribui\u00e7\u00f5es previstas e determinadas em n\u00edvel nacional (INDC) em mat\u00e9ria de mudan\u00e7a clim\u00e1tica. E embora pare\u00e7a n\u00e3o ter pressa em divulgar sua proposta para a c\u00fapula clim\u00e1tica de Paris, essa decis\u00e3o diferencia este pa\u00eds de Gab\u00e3o, Marrocos, Eti\u00f3pia e Qu\u00eania, as outras \u00fanicas na\u00e7\u00f5es africanas que ainda n\u00e3o apresentaram suas contribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>As INDC s\u00e3o as a\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas posteriores a 2020 que os pa\u00edses assumir\u00e3o sob o novo tratado universal que deve ser alcan\u00e7ado na capital francesa, onde, do dia 30 de novembro a 11 de dezembro, acontecer\u00e1 a 21\u00aa Confer\u00eancia das Partes (COP 21) da Conven\u00e7\u00e3o Marco das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre a Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica. O rascunho dever\u00e1 ser apresentado \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) em setembro, no m\u00e1ximo.<\/p>\n<p>Antes dessa data, a Nig\u00e9ria afirma que seu objetivo est\u00e1 claro: fazer com que suas proje\u00e7\u00f5es de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de gases-estufa posteriores a 2020 acompanhem suas peculiaridades de desenvolvimento, segundo Samuel Adejuwon, subdiretor do Departamento de Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica no Minist\u00e9rio Federal de Ambiente. Esse pa\u00eds \u00e9 o quarto maior emissor de di\u00f3xido de carbono na \u00c1frica e, sem d\u00favida, j\u00e1 enfrenta o flagelo da mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Desde o norte, o avan\u00e7o do Saara est\u00e1 dando for\u00e7a \u00e0 sangrenta insurg\u00eancia do grupo armado extremista Boko Haram, bem como a um conflito pelos recursos entre agricultores e pecuaristas e pastores em sua regi\u00e3o central. Al\u00e9m isso, o n\u00edvel do oceano sobe causando inunda\u00e7\u00f5es que afetam o sul.<\/p>\n<p>Em um informe divulgado em outubro de 2014, a empresa de an\u00e1lises globais Maplecroft assinala que Nig\u00e9ria, Bangladesh, Eti\u00f3pia, \u00cdndia e Filipinas s\u00e3o os pa\u00edses que atualmente correm maior risco de experimentar conflitos promovidos pela mudan\u00e7a clim\u00e1tica. As esperan\u00e7as do pa\u00eds de reduzir suas emiss\u00f5es contaminantes no contexto de suas INDC devem superar v\u00e1rios obst\u00e1culos.<\/p>\n<p>Um deles \u00e9 que, por ser uma economia que depende unicamente do petr\u00f3leo (que representa uma grande parte de seu produto interno bruto de US$ 500 bilh\u00f5es, o maior da \u00c1frica), o compromisso que levar a Paris refletir\u00e1 at\u00e9 que ponto se desfazer dos combust\u00edveis f\u00f3sseis n\u00e3o pode ser uma prioridade urgente, e porque faz\u00ea-lo consumir\u00e1 tempo e recursos significativos.<\/p>\n<p>Outra prova de fogo para a Nig\u00e9ria \u00e9 a escassez de energia. O pa\u00eds produz cerca de quatro mil megawatts para cada 170 milh\u00f5es de habitantes, deixando boa parte da popula\u00e7\u00e3o em forte rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia com a lenha, o carv\u00e3o vegetal e os res\u00edduos para atender necessidades dom\u00e9sticas b\u00e1sicas como cozinhar, aquecer, iluminar.<\/p>\n<p>No ano passado, os nigerianos utilizaram pelo menos 12 milh\u00f5es de litros de diesel e gasolina por dia para fazer funcionar geradores el\u00e9tricos, segundo o ex-ministro de Energia Chinedu Nebo. O consumo di\u00e1rio de gasolina no pa\u00eds, incluindo os autom\u00f3veis, \u00e9 de aproximadamente 40 milh\u00f5es de litros, segundo a estatal Corpora\u00e7\u00e3o Nacional Nigeriana do Petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Reduzir o grau de contamina\u00e7\u00e3o causada por esse consumo exigir\u00e1 grandes investimentos em energia renov\u00e1vel e mais limpa, opinou o professor Olukayode Oladipo, especialista em mudan\u00e7a clim\u00e1tica e um dos tr\u00eas consultados pelo governo para elaborar as INDC. O ex-ministro das Finan\u00e7as, Ngozi Okonjo-Iweala, em 2014 declarou que o pa\u00eds precisava de US$ 14 bilh\u00f5es anuais de investimentos em energia e infraestrutura vinculada a ela.<\/p>\n<p>Para Oladipo, a chave da quest\u00e3o est\u00e1 em equilibrar um futuro de menos emiss\u00f5es de gases-estufa com as realidades imediatas em mat\u00e9ria de desenvolvimento. \u201cCada pa\u00eds explora como usar menos energia de um modo eficiente, como depender de fontes renov\u00e1veis\u201d, apontou. A Nig\u00e9ria avalia como fazer para que, mesmo consumindo menos energia, sua economia continue crescendo no mesmo ritmo, explicou.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que o potencial est\u00e1 ali. A tecnologia limpa do carv\u00e3o pode nos dar boa eletricidade e uma contamina\u00e7\u00e3o m\u00ednima, ao mesmo tempo\u201d, ressaltou o especialista. Oladipo tamb\u00e9m enfatizou que, al\u00e9m do combust\u00edvel, os planos clim\u00e1ticos da Nig\u00e9ria se centrar\u00e3o na agricultura, em parte para uma diversifica\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao petr\u00f3leo e tamb\u00e9m como resposta ao crescente conflito pelos recursos. \u201cN\u00e3o estamos dizendo que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica seja o \u00fanico fator determinante da crise, mas no m\u00ednimo aumenta o grau e a frequ\u00eancia com que ocorrem esses conflitos\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das atividades do Boko Haram no norte, respons\u00e1vel por pelo menos 20 mil mortes, nos \u00faltimos anos, os enfrentamentos entre pastores e pecuaristas contra agricultores pela terra mataram outros milhares na regi\u00e3o central do pa\u00eds. No \u00faltimo ataque, em maio deste ano, pastores da tribo fulani mataram pelo menos 96 pessoas no central Estado de Benue, segundo o jornal nigeriano <em>Punch<\/em>.<\/p>\n<p>O governo concorda que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 uma das causas dos frequentes derramamentos de sangue, junto com fatores como a urbaniza\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o faz muito para abordar o problema.<\/p>\n<p>Oladipo acredita que o novo presidente do pa\u00eds, Muhammadu Buhari, tomar\u00e1 mais medidas para enfrentar as deriva\u00e7\u00f5es fundamentais do aquecimento global. Em seu discurso de posse, no dia 29 de maio, Buhari se comprometeu a ser \u201cum ator mais en\u00e9rgico e construtivo na luta mundial contra a mudan\u00e7a clim\u00e1tica\u201d.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, de acordo com Nnimmo Bassey, da Funda\u00e7\u00e3o pela Sa\u00fade da M\u00e3e Terra, as propostas apresentadas pela Nig\u00e9ria, em particular, e pela \u00c1frica, em geral, a duras penas poder\u00e3o ser conseguidas se os pa\u00edses industrializados \u2013 que tamb\u00e9m s\u00e3o os maiores contaminadores \u2013 n\u00e3o fizerem mais do que cumprir seus pr\u00f3prios compromissos e reduzir suas emiss\u00f5es. Oladipo afirmou que pedir urg\u00eancia de a\u00e7\u00e3o a essas na\u00e7\u00f5es, incluindo os Estados Unidos, ser\u00e1 um elemento-chave das INDC nigerianas e africanas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Nig\u00e9ria acaba de encomendar a um comit\u00ea de especialistas a defini\u00e7\u00e3o dos objetivos e<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":26013,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/nigeria.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/nigeria-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/nigeria-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/nigeria.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/nigeria.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/nigeria.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/nigeria.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/nigeria.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/nigeria.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/nigeria.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A Nig\u00e9ria acaba de encomendar a um comit\u00ea de especialistas a defini\u00e7\u00e3o dos objetivos e","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26012"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26012"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26012\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26013"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26012"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26012"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26012"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}