{"id":25990,"date":"2015-08-08T12:00:16","date_gmt":"2015-08-08T15:00:16","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=25990"},"modified":"2015-08-07T22:06:55","modified_gmt":"2015-08-08T01:06:55","slug":"o-cerebro-de-pessoas-solitarias-funciona-de-forma-diferente-entenda-como","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-cerebro-de-pessoas-solitarias-funciona-de-forma-diferente-entenda-como\/","title":{"rendered":"O c\u00e9rebro de pessoas solit\u00e1rias funciona de forma diferente; entenda como"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intro\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/pessoas_solitarias.jpg.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-25991\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/pessoas_solitarias.jpg-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/pessoas_solitarias.jpg-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/pessoas_solitarias.jpg.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>R<\/span>ecentemente, falamos sobre o espiral negativo pelo qual muitas pessoas solit\u00e1rias passam. Em &#8216;<a href=\"http:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Neurociencia\/noticia\/2015\/07\/por-que-pessoas-sozinhas-permanecem-sozinhas.html\" target=\"_blank\">Por que pessoas sozinhas permanecem sozinhas?<\/a>&#8216; explicamos que, ao contr\u00e1rio do que muita gente pensa, os solit\u00e1rios n\u00e3o t\u00eam menos conhecimentos sobre habilidades de conv\u00edvio social &#8211; \u00e9 o nervosismo que os torna mais propensos a se comportar de forma diferente. As pessoas ficam isoladas e come\u00e7am a temer experi\u00eancias sociais, o que as impede de aproveit\u00e1-las.<\/p>\n<p>Agora um artigo na <a href=\"http:\/\/nymag.com\/scienceofus\/2015\/08\/lonely-peoples-brains-work-differently.html\">Science of Us<\/a> nos mostra que isso faz com que o c\u00e9rebro dos solit\u00e1rios se comportem de forma diferente. Sem um grupo de apoio por tr\u00e1s de n\u00f3s, entramos em um &#8216;modo de alerta&#8217;, ficando especialmente nervosos em rela\u00e7\u00e3o a amea\u00e7as.<\/p>\n<p>Estudos mostram que, quando pessoas solit\u00e1rias <a href=\"http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0191886914000592\" target=\"_blank\">assistem a uma cena de conv\u00edvio social em v\u00eddeo<\/a>, eles passam mais tempo do que a m\u00e9dia procurando sinais de amea\u00e7a social &#8211; como pessoas isoladas no v\u00eddeo, ou sendo ignoradas. Ou seja, o c\u00e9rebro delas capta mais rapidamente sinais de rejei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma pesquisa mais recente, <a href=\"http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0010945215002221\" target=\"_blank\">feita pela Universidade de Chicago<\/a>, revela de forma mais espec\u00edfica como solit\u00e1rios entram nesse modo de &#8216;alerta&#8217;. Os cientistas recrutaram 38 pessoas muito solit\u00e1rias e 32 pessoas que n\u00e3o se sentiam sozinhas (vale ressaltar que a solid\u00e3o n\u00e3o foi calculada pelo n\u00famero de amigos e familiares de cada pessoa, mas pelo sentimento de isolamento). Sensores foram colocados nas cabe\u00e7as dos participantes dos estudos, o que permitiu que suas ondas cerebrais fossem gravadas e a atividade cerebral quantificada.<\/p>\n<p>Enquanto usavam os sensores, os volunt\u00e1rios deveriam olhar para v\u00e1rias palavras exibidas em uma tela e indicar, com um teclado, em que cores elas estavam escritas. A ideia era que os participantes n\u00e3o se concentrassem na palavra em si, mas sim nas cores. A influ\u00eancia que o significado da palavra tem \u00e9 considerada autom\u00e1tica e subconsciente.<\/p>\n<p>Algumas das palavras exibidas eram consideradas positivas (pertencimento e festa), algumas negativas (sozinho ou solit\u00e1rio), outras eram emocionalmente positivas, mas n\u00e3o sociais (alegria) e outras eram emocionalmente negativas, mas tamb\u00e9m n\u00e3o sociais (tristeza).<\/p>\n<p>Durante o primeiro quarto de segundo (280 milisegundos) depois de uma palavra ser mostrada, o c\u00e9rebro de pessoas solit\u00e1rias entrava em uma s\u00e9rie de microestados que era id\u00eantico mesmo se a palavra negativa era social ou n\u00e3o. Mas depois desse ponto o c\u00e9rebro passava a reagir diferente com as palavras negativas sociais, com uma mudan\u00e7a de atividade em \u00e1reas envolvidas no controle, sugerindo qeu eles entravam em um modo vigilante. J\u00e1 os n\u00e3o solit\u00e1rios permaneciam com os primeiros microestados durante 480 milisegundos. A diferen\u00e7a parece pequena, mas na pr\u00e1tica significa que a mente das pessoas solit\u00e1rias est\u00e1 treinada para captar amea\u00e7as sociais mais r\u00e1pido do que o &#8216;normal&#8217;.<\/p>\n<p>Pesquisadores afirmam que, pela resposta diferenciada ser t\u00e3o r\u00e1pida, solit\u00e1rios n\u00e3o est\u00e3o conscientes dela. Afinal, em teoria, os volunt\u00e1rios n\u00e3o deveriam nem estar prestando aten\u00e7\u00e3o no significado da palavra.<\/p>\n<p>E isso \u00e9 preocupante &#8211; afinal, significa que os solit\u00e1rios est\u00e3o mais ligados em emo\u00e7\u00f5es negativas do que nas positivas, o que pode fazer um sentido evolutivo (j\u00e1 que nossos ancestrais pr\u00e9-hist\u00f3ricos precisavam ficar mais alertas ao estarem sozinhos), mas n\u00e3o \u00e9 ben\u00e9fico atualmente. Afinal, contribui para o ciclo de negatividade do qual falamos l\u00e1 em cima &#8211; e pode explicar o motivo pelo qual os solit\u00e1rios t\u00eam mais problemas de sa\u00fade e vidas mais curtas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recentemente, falamos sobre o espiral negativo pelo qual muitas pessoas solit\u00e1rias passam. 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