{"id":2584,"date":"2014-07-08T08:00:12","date_gmt":"2014-07-08T08:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=2584"},"modified":"2014-07-07T22:49:13","modified_gmt":"2014-07-07T22:49:13","slug":"incendios-ocultos-e-danoso-na-amazonia-desafiam-cientistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/incendios-ocultos-e-danoso-na-amazonia-desafiam-cientistas\/","title":{"rendered":"Inc\u00eandios ocultos e danoso na Amaz\u00f4nia desafiam cientistas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/incendio_dificil.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-2585\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/incendio_dificil.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>De seu escrit\u00f3rio no Centro Espacial Goddard, da <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/nasa\/\">Nasa<\/a>, Douglas Morton analisa um fen\u00f4meno oculto e danoso na Amaz\u00f4nia. S\u00e3o inc\u00eandios rente ao solo, de baixa intensidade e expans\u00e3o lenta &#8211; meio metro por minuto &#8211; mas capazes de manter suas chamas acesas por semanas e destruir \u00e1reas consider\u00e1veis de selva.<\/p>\n<p>O fogo de sub-bosque (a \u00e1rea mais pr\u00f3xima ao solo) destruiu mais de 85 mil quil\u00f4metros quadrados no sul da <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/amazonia\/\">Amaz\u00f4nia<\/a> entre 1999 e 2010, segundo a Nasa, o equivalente a quase duas vezes a \u00e1rea do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Estes inc\u00eandios s\u00e3o um desafio para Morton e seus colegas da ag\u00eancia espacial dos EUA, porque os sat\u00e9lites, usados para detectar chamas muito maiores e mais destrutivas, n\u00e3o identificam facilmente fogo t\u00e3o pr\u00f3ximo do ch\u00e3o. &#8220;A raz\u00e3o por que (os inc\u00eandios) s\u00e3o considerados ocultos \u00e9 que o fogo queima o sub-bosque e a folhagem das \u00e1rvores bloqueia o sinal do sat\u00e9lite&#8221;, disse Morton.<\/p>\n<p>Da sede da Nasa no Estado de Maryland, ele combina suas an\u00e1lises remotas com dados recolhidos em visitas a \u00e1reas afetadas em pa\u00edses como o Brasil, para onde viaja constantemente.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-624\"><img loading=\"lazy\" title=\"O pesquisador Douglas Morton analisa dados de sat\u00e9lite de atingidas pelos inc\u00eandios (Foto: BBC Mundo)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/fuqVuBnciItkYVgmi1h8jbmX110=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/07\/07\/doug_morton_bbc.jpg\" alt=\"O pesquisador Douglas Morton analisa dados de sat\u00e9lite de atingidas pelos inc\u00eandios (Foto: BBC Mundo)\" width=\"345\" height=\"192\" \/><strong>O pesquisador Douglas Morton analisa dados de<br \/>\nsat\u00e9lite de \u00e1reasatingidas por inc\u00eandios (Foto: BBC Mundo)<\/strong><\/div>\n<p><strong>O uso de sat\u00e9lites<\/strong><br \/>\nEmbora os sat\u00e9lites tenham dificuldade para detectar inc\u00eandios que ocorrem sob as copas das \u00e1rvores, Morton depende deles, pois existem \u00e1reas da Amaz\u00f4nia que s\u00f3 s\u00e3o acess\u00edveis com ajuda remota.<\/p>\n<p>&#8220;(Estes dados) s\u00e3o realmente importantes para estudar a din\u00e2mica do ecossistema da floresta amaz\u00f4nica&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Para evitar as dificuldades impostas pelas restri\u00e7\u00f5es dos sat\u00e9lites, Morton e sua equipe est\u00e3o recorrendo ao que a Nasa descreveu como &#8220;t\u00e9cnica inovadora&#8221;: ao inv\u00e9s de se concentrar em encontrar inc\u00eandios ocultos ativos, o que eles fazem \u00e9 analisar os danos que eles deixam para tr\u00e1s e a recupera\u00e7\u00e3o posterior da \u00e1rea.<\/p>\n<p>Assim, por exemplo, foi poss\u00edvel determinar que em \u00e9pocas de grande atividade de inc\u00eandios ocultos, como os de 2005, 2007 e 2010, a \u00e1rea de floresta afetada foi consideravelmente maior do que a \u00e1rea de desmatamento para a agricultura, de acordo com um estudo publicado no ano passado.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise tamb\u00e9m permitiu concluir que os riscos para estes inc\u00eandios s\u00e3o particularmente ligados \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas: condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de seca, por exemplo, s\u00e3o ideais para estes inc\u00eandios se espalharem por grandes \u00e1reas.<\/p>\n<p>Por outro lado, os inc\u00eandios que est\u00e3o ligados ao desmatamento, um dos principais problemas na Amaz\u00f4nia, s\u00e3o movidos mais por press\u00f5es econ\u00f4micas, tais como o uso da terra para a agricultura.<\/p>\n<p>&#8220;Obviamente, \u00e9 importante saber onde h\u00e1 inc\u00eandios hoje, mas \u00e9 a informa\u00e7\u00e3o temporal que nos ajuda a fazer a investiga\u00e7\u00e3o, a entender como as varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e as for\u00e7as econ\u00f4micas est\u00e3o mudando os padr\u00f5es de inc\u00eandios&#8221;, disse.<\/p>\n<p>No ano passado, o governo informou que o desmatamento da Amaz\u00f4nia brasileira aumentou 28% em 12 meses.<\/p>\n<p>Morton tem viajado frequentemente ao Brasil para entender o fen\u00f4meno. Sua \u00faltima viagem \u00e0 regi\u00e3o amaz\u00f4nica foi em 2012, ao Estado do Par\u00e1, onde realizou medi\u00e7\u00f5es na floresta.<\/p>\n<p>Ele diz que o objetivo de suas viagens \u00e9 vincular o conhecimento local com as observa\u00e7\u00f5es remotas dos sat\u00e9lites. Assim, espera estudar as varia\u00e7\u00f5es no uso da terra, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e como as press\u00f5es econ\u00f4micas &#8211; por exemplo, para a agricultra &#8211; est\u00e3o afetando a atividade dos inc\u00eandios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De seu escrit\u00f3rio no Centro Espacial Goddard, da Nasa, Douglas Morton analisa um fen\u00f4meno oculto<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2585,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/incendio_dificil.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/incendio_dificil.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/incendio_dificil.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/incendio_dificil.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/incendio_dificil.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/incendio_dificil.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/incendio_dificil.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/incendio_dificil.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/incendio_dificil.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/incendio_dificil.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"De seu escrit\u00f3rio no Centro Espacial Goddard, da Nasa, Douglas Morton analisa um fen\u00f4meno oculto","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2584"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2584"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2584\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2585"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2584"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2584"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2584"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}