{"id":25659,"date":"2015-08-02T21:00:02","date_gmt":"2015-08-03T00:00:02","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=25659"},"modified":"2015-08-01T20:22:11","modified_gmt":"2015-08-01T23:22:11","slug":"protocolo-de-paris-sera-maior-acordo-climatico-do-mundo-com-190-signatarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/protocolo-de-paris-sera-maior-acordo-climatico-do-mundo-com-190-signatarios\/","title":{"rendered":"Protocolo de Paris ser\u00e1 maior acordo clim\u00e1tico do mundo com 190 signat\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cop_21.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-25661\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cop_21-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cop_21-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cop_21.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>H\u00e1 pouco mais de 100 dias para o in\u00edcio da 21\u00aa Confer\u00eancia das Partes da Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima (COP21), que ocorrer\u00e1 entre 30 de novembro e 11 de dezembro pr\u00f3ximo, em Paris, na Fran\u00e7a, a perspectiva \u00e9 de assinatura do <a href=\"http:\/\/goo.gl\/Sd7Vxc\" target=\"_blank\">maior acordo clim\u00e1tico do mundo<\/a>. O Protocolo de Paris vai substituir o Protocolo de Kyoto, que entrou em vigor em fevereiro de 2005. Mas ao contr\u00e1rio do acordo anterior, que tinha metas espec\u00edficas para um grupo de menos de 40 pa\u00edses desenvolvidos, o Protocolo de Paris ser\u00e1 um acordo global que envolver\u00e1 mais de 190 pa\u00edses que fazem parte da Conven\u00e7\u00e3o do Clima da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU).<\/p>\n<p>Para o coordenador do Observat\u00f3rio do Clima, rede de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais (ONGs) e movimentos sociais que atuam na agenda clim\u00e1tica brasileira, Andr\u00e9 Ferretti, a realidade do mundo mudou bastante de l\u00e1 para c\u00e1. \u201cMuitos pa\u00edses que naquela \u00e9poca tinham um papel bem menor nas emiss\u00f5es globais assumiram posi\u00e7\u00f5es de mais emiss\u00f5es \u2013 como a China \u2013 e a economia dos pa\u00edses emergentes evoluiu na economia global em rela\u00e7\u00e3o ao que ocorria nos anos de 1990. Isso por si s\u00f3 j\u00e1 exige novas formas de tratar da quest\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>O novo acordo ser\u00e1 uma esp\u00e9cie de guia de desenvolvimento para o futuro. Ferretti explicou que, por mais que se trate o protocolo como uma discuss\u00e3o ambiental, ele \u00e9, na verdade, uma discuss\u00e3o de desenvolvimento, j\u00e1 que vai estabelecer par\u00e2metros para os pa\u00edses signat\u00e1rios seguirem durante as pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, \u201cat\u00e9 a metade do s\u00e9culo, pelo menos\u201d. O intuito \u00e9 estabilizar as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE), \u201cpara que, ao final do s\u00e9culo, n\u00e3o ultrapasse aquecimento superior a 2 graus Celsius (\u00b0C) em rela\u00e7\u00e3o ao que havia no per\u00edodo pr\u00e9-industrial\u201d.<\/p>\n<p>O coordenador do Observat\u00f3rio do Clima disse que a temperatura da Terra j\u00e1 subiu cerca de 0,8% desde a revolu\u00e7\u00e3o industrial at\u00e9 hoje. \u201cEstamos falando de um m\u00e1ximo de 1,2 graus. Acima disso, as consequ\u00eancias poderiam ser desastrosas para a humanidade\u201d. Cientistas alertam que nem a esp\u00e9cie humana, nem muitas esp\u00e9cies de animais e plantas passaram por uma temperatura m\u00e9dia t\u00e3o alta. \u201cEnt\u00e3o, os riscos s\u00e3o muito maiores\u201d.<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, Ferretti afirmou que os pa\u00edses precisam entrar em um acordo. Eles devem apontar medidas dom\u00e9sticas que pretendem colocar em pr\u00e1tica para um horizonte de curto prazo, entre 2025 e 2030 e, depois, para um horizonte mais longo, at\u00e9 2050. A ONU estabeleceu o prazo at\u00e9 1\u00ba de outubro para que os pa\u00edses apresentem suas propostas de redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de GEE, que constituem a principal causa do aquecimento global. Poucos pa\u00edses encaminharam suas propostas at\u00e9 agora, entre eles est\u00e3o Noruega, Gab\u00e3o, Su\u00ed\u00e7a, M\u00e9xico e Estados Unidos.<\/p>\n<p>O Brasil, segundo Ferretti, est\u00e1 atrasado no envio de suas metas porque, embora o prazo final seja o in\u00edcio de outubro, havia uma solicita\u00e7\u00e3o formal do secretariado da Conven\u00e7\u00e3o do Clima para que as propostas fossem enviadas at\u00e9 o final de mar\u00e7o, para facilitar a evolu\u00e7\u00e3o das negocia\u00e7\u00f5es, uma vez que as propostas ter\u00e3o de ser traduzidas para as seis l\u00ednguas oficiais da ONU (ingl\u00eas, franc\u00eas, espanhol, \u00e1rabe, chin\u00eas e russo). Al\u00e9m disso, o esfor\u00e7o de cada pa\u00eds pode ser apresentado em bases distintas umas das outras e ele ter\u00e1 de ser colocado em uma mesma base, para ver o que a popula\u00e7\u00e3o global pretende fazer. \u201cSe o Brasil e outros pa\u00edses deixarem para outubro, corre-se o risco de se chegar no dia 30 de novembro com esses n\u00fameros [de emiss\u00f5es] ainda n\u00e3o muito claros\u201d.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do Observat\u00f3rio do Clima, o Brasil \u2013 que esteve sempre na lideran\u00e7a nas negocia\u00e7\u00f5es internacionais de clima, desde a assinatura da Conven\u00e7\u00e3o do Clima, em 1992, no Rio de Janeiro, durante a Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92) \u2013 \u201cnos \u00faltimos anos se acomodou\u201d. O governo brasileiro conseguiu reduzir o desmatamento na Amaz\u00f4nia, principal fonte de emiss\u00f5es no pa\u00eds, ap\u00f3s 2004, mas a partir da\u00ed \u201cficou em uma situa\u00e7\u00e3o muito confort\u00e1vel\u201d. Ferretti lembrou, por\u00e9m, que o Brasil continua emitindo gases de efeito estufa por desmatamento na Amaz\u00f4nia, no Cerrado, na Caatinga e em outros biomas.<\/p>\n<p>A \u00faltima estimativa feita pela Rede Observat\u00f3rio do Clima, com base em dados de 2013, mostra que a mudan\u00e7a de uso da terra equivale a 34,6% das emiss\u00f5es brasileiras; energia, 30,2%; agropecu\u00e1ria, 26,6%; ind\u00fastria, 5,5%; e res\u00edduos, 3,1%. \u201cA gente v\u00ea que agropecu\u00e1ria, energia e mudan\u00e7a de uso da terra, juntas, representam mais de 90% das emiss\u00f5es. Infelizmente, o Brasil, nessa \u00faltima d\u00e9cada, aumentou suas emiss\u00f5es em todos os setores avaliados. S\u00f3 conseguiu reduzir na mudan\u00e7a do uso da terra. E mesmo a\u00ed, n\u00f3s aumentamos um pouco, de novo, nos dois \u00faltimos anos\u201d, alertou.<\/p>\n<p>Para o ambientalista, o Brasil est\u00e1 na contram\u00e3o dos investimentos em fontes limpas de energia. Enquanto pa\u00edses como China e Coreia est\u00e3o investindo muito em fontes renov\u00e1veis, como solar e e\u00f3lica (dos ventos), o Brasil, de acordo com o Plano de Expans\u00e3o Decenal de Energia 2014\/2023, prev\u00ea investir em torno de 71% dos investimentos projetados de R$ 1,263 trilh\u00e3o em combust\u00edveis f\u00f3sseis e apenas 9,2% em fontes renov\u00e1veis.<\/p>\n<p>Todas essas quest\u00f5es ser\u00e3o debatidas no 8\u00ba Congresso Brasileiro de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (Cbuc), que ocorrer\u00e1 no per\u00edodo de 21 a 25 de setembro pr\u00f3ximo, em Curitiba (PR). Est\u00e1 programado um simp\u00f3sio com participa\u00e7\u00e3o de especialistas internacionais, para discutir o tema da adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, de forma a reduzir os impactos delas para a sociedade em geral.<\/p>\n<div class=\"node-info\">Edi\u00e7\u00e3o: <strong>Denise Griesinger<\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 pouco mais de 100 dias para o in\u00edcio da 21\u00aa Confer\u00eancia das Partes da<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":25661,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cop_21.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cop_21-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cop_21-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cop_21.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cop_21.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cop_21.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cop_21.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cop_21.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cop_21.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/cop_21.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"H\u00e1 pouco mais de 100 dias para o in\u00edcio da 21\u00aa Confer\u00eancia das Partes da","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25659"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25659"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25659\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25661"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25659"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25659"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25659"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}