{"id":25431,"date":"2015-07-29T14:00:14","date_gmt":"2015-07-29T14:00:14","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=25431"},"modified":"2015-07-29T01:09:26","modified_gmt":"2015-07-29T01:09:26","slug":"a-matematica-na-prevencao-de-desastres-naturais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-matematica-na-prevencao-de-desastres-naturais\/","title":{"rendered":"A matem\u00e1tica na preven\u00e7\u00e3o de desastres naturais para evitar novas trag\u00e9dias"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/desastres_naturais1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-25432\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/desastres_naturais1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/desastres_naturais1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/desastres_naturais1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Quando uma forte chuva desabou sobre a Regi\u00e3o Serrana do Rio na noite de 11 para 12 de janeiro de 2011, ningu\u00e9m estava preparado ou podia prever a trag\u00e9dia que se seguiu. Enxurradas e deslizamentos de terra deixaram mais de 900 mortos e 300 pessoas desaparecidas, num dos maiores desastres naturais a atingir o pa\u00eds. Mas foi justamente na esteira desta cat\u00e1strofe que o Brasil \u2014 poupado de terremotos, vulc\u00f5es e furac\u00f5es, entre outros fen\u00f4menos devastadores \u2014 finalmente \u201cacordou\u201d para a import\u00e2ncia da gest\u00e3o destes tipos de riscos. No mesmo ano, o governo federal criou o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e fortaleceu outras institui\u00e7\u00f5es com o objetivo de evitar novas trag\u00e9dias.<\/p>\n<p>Passados mais de quatro anos, profissionais de v\u00e1rias \u00e1reas envolvidas no assunto est\u00e3o reunidos no 30\u00ba Col\u00f3quio Brasileiro de Matem\u00e1tica, que o Instituto Nacional de Matem\u00e1tica Pura e Aplicada (Impa) promove esta semana no Rio. A ideia \u00e9 trocar conhecimentos, aprofundar a colabora\u00e7\u00e3o e atrair jovens pesquisadores para estudar as muitas facetas do problema. E n\u00e3o s\u00e3o poucas as ferramentas da matem\u00e1tica usadas nisso, destaca Leonardo Bacelar, pesquisador do Cemaden e um dos coordenadores do evento.<\/p>\n<p>\u2014 A matem\u00e1tica tem tr\u00eas n\u00edveis de interse\u00e7\u00e3o com a \u00e1rea de preven\u00e7\u00e3o de desastres \u2014 conta Bacelar. \u2014 O primeiro \u00e9 a pr\u00f3pria compreens\u00e3o do problema e a percep\u00e7\u00e3o do risco, afinal, \u00e9 ela que usamos para entender o mundo. Muitas vezes, vemos informa\u00e7\u00f5es como \u201cchoveu X mil\u00edmetros em determinado lugar em duas horas\u201d, mas poucos entendem o que quer dizer este n\u00famero solto. O segundo \u00e9 a modelagem e a simula\u00e7\u00e3o de processos f\u00edsicos. Aqui sa\u00edmos de um lado mais educacional para a pr\u00e1tica, a ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o e a f\u00edsica. Vemos quais s\u00e3o os agentes deflagradores de um cen\u00e1rio, no caso do Brasil basicamente fen\u00f4menos meteorol\u00f3gicos, com duas ramifica\u00e7\u00f5es bem definidas, na hidrologia e na geodin\u00e2mica, isto \u00e9, enxurradas e inunda\u00e7\u00f5es e deslizamentos de encostas. Aqui, delizamentos s\u00e3o os desastres que mais matam, e as inunda\u00e7\u00f5es, os mais frequentes. Por fim, a matem\u00e1tica \u00e9 fundamental para estimar perdas e danos dos desastres, e quanto um munic\u00edpio, por exemplo, vai precisar para ser reconstru\u00eddo.<\/p>\n<p>Definidos estes n\u00edveis, \u00e9 hora de colocar em pr\u00e1tica estes conhecimentos, o que j\u00e1 est\u00e1 acontecendo de forma cada vez mais generalizada no pa\u00eds, diz Leandro Torres, professor de engenharia civil da Escola Polit\u00e9cnica da UFRJ e de gest\u00e3o de riscos hidrol\u00f3gicos na Coppe\/UFRJ:<\/p>\n<p>\u2014 O desastre da Regi\u00e3o Serrana foi um marco na gest\u00e3o de riscos no Brasil. Sem d\u00favida, os estudos te\u00f3ricos, as modelagens fazem toda a diferen\u00e7a na hora em que acontece um desastre. Buscamos que ele impacte o m\u00ednimo poss\u00edvel o sistema, o que se traduz na preserva\u00e7\u00e3o de vidas, bens e propriedades. Esse conjunto de conhecimentos trabalha na dire\u00e7\u00e3o de aumentar a resili\u00eancia de um sistema para diminuir seu risco. A miss\u00e3o do Cemaden \u00e9 tentar entender como os componentes de risco se ligam, quando se desenha uma situa\u00e7\u00e3o que pode ser um desastre, e emitir um alerta quanto a isso. O Brasil est\u00e1 come\u00e7ando nesta \u00e1rea. Estamos discutindo aqui mais um passo de um programa de pesquisa sobre a rela\u00e7\u00e3o entre fen\u00f4menos naturais e sistemas urbanos.<\/p>\n<p>Por fim, como resume Haroldo de Campos Velho, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, \u00e9 fazer o m\u00e1ximo para que os danos de um desastre natural sejam m\u00ednimos.<\/p>\n<p>\u2014 Desastres v\u00e3o acontecer, e as \u00e1reas de risco v\u00e3o estar em risco. \u00c9 por isso que precisamos ter planos de preven\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o \u2014 afirma. \u2014 Estas \u00e1reas t\u00eam de estar preparadas e serem alertadas, disparando um protocolo de procedimentos, para que tenhamos o menor impacto. O ideal \u00e9 que a gente avise e n\u00e3o aconte\u00e7a. Como um seguro, que a gente paga para n\u00e3o usar, mas que, se tiver que usar, vai estar l\u00e1.<\/p>\n<div>Leia mais sobre esse assunto em<br \/>\n\u00a9 1996 &#8211; 2015. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunica\u00e7\u00e3o e Participa\u00e7\u00f5es S.A. Este material n\u00e3o pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribu\u00eddo sem autoriza\u00e7\u00e3o.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando uma forte chuva desabou sobre a Regi\u00e3o Serrana do Rio na noite de 11<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":25432,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/desastres_naturais1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/desastres_naturais1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/desastres_naturais1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/desastres_naturais1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/desastres_naturais1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/desastres_naturais1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/desastres_naturais1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/desastres_naturais1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/desastres_naturais1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/desastres_naturais1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Quando uma forte chuva desabou sobre a Regi\u00e3o Serrana do Rio na noite de 11","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25431"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25431"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25431\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25432"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25431"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25431"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25431"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}