{"id":2519,"date":"2021-03-28T00:00:40","date_gmt":"2021-03-28T03:00:40","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=2519"},"modified":"2021-03-28T13:01:32","modified_gmt":"2021-03-28T16:01:32","slug":"coremas-o-oasis-paraibano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/coremas-o-oasis-paraibano\/","title":{"rendered":"Coremas, o o\u00e1sis paraibano"},"content":{"rendered":"<div><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone\" src=\"http:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/4\/43\/A%C3%A7ude_de_Coremas.jpg\" alt=\" \" width=\"640\" height=\"480\" \/><\/div>\n<div>A regi\u00e3o ocupada hoje pela cidade de Coremas foi habitada em seus prim\u00f3rdios por uma numerosa tribo ind\u00edgena pertencente a na\u00e7\u00e3o Cariri. Eram guerreiros valentes e destemidos e por muito tempo resistiram bravamente a entrada de brancos em seus dom\u00ednios. O grupo de Oliveira L\u00eado, muitas vezes foi recha\u00e7ados pelos \u00edndios. O Coronel Manuel de Ara\u00fajo Carvalho sentindo a impossibilidade de domin\u00e1-los resolveu mudar de t\u00e1tica. Recebera ordens de Dom Jo\u00e3o de Alencastro, Governador Geral, para pacific\u00e1-los e queria a todo custo cumpri-las. Servindo-se de tr\u00eas \u00edndios que foram capturados e dos quais tornaram-se amigos conseguiu avistar-se com o cacique da tribo e negociou uma paz honrosa para ambas as partes. O fato registrou-se fins do s\u00e9culo XVII. Da\u00ed em diante a regi\u00e3o come\u00e7ou a ser habitada pelos fazendeiros colonizadores. Sua Emancipa\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica se deu em 30 de dezembro de 1959.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Os principais bairros:<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>O Centro da cidade (composto de v\u00e1rias ruas, em torno da Igreja Matriz); o Cureminha (pr\u00f3ximo ao DNOCS, \u00e0 margem do rio); o Pombalzinho (conhecido por o local do cemit\u00e9rio e do hospital); o Bela Vista, ex-Galo-Assado ( no local mais elevado da cidade, tendo uma vista panor\u00e2mica exuberante); o Cabo Branco, ex- rua da Palha ( na entrada da cidade, \u00e9 a vila dos pescadores); o DNOCS ( constitue na vila oper\u00e1ria, na outra margem do rio).<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Outros n\u00facleos de povoamento:<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>O M\u00e3e d&#8217;\u00c1gua ( \u00e9 outra vila oper\u00e1ria do DNOCS), destaca-se como um local tur\u00edstico pois l\u00e1 ocorre o sangramento dos a\u00e7udes em \u00e9pocas de enchentes; o Riacho Grande (povoamento a meio caminho para S\u00e3o Jos\u00e9 da Lagoa Tapada- PB), o Sangradouro ( exist\u00eancia de diversas casas em torno do Campo de Avia\u00e7\u00e3o local, \u00e9 a\u00ed o ponto de uni\u00e3o dos dois a\u00e7udes ) e mais, o Riacho Fechado e Riacho de Boi (zona rural do munic\u00edpio).<\/div>\n<div><\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/_H9uhmC3xaSc\/SPW9umzNsgI\/AAAAAAAAB00\/7cvu_ahasig\/s1600\/ATgAAACx2fMwNwbDR0z6hhMpPqLAAJPLMjSyNkr2r6onpgQxQhbZjBZYRKfpNMk0dwcQzOontgGRQrHPxQidLt0HWPOYAJtU9VDn73Qu821XiuUs5_JDsaYU0BWmEQ.jpg\" alt=\" \" width=\"639\" height=\"479\" \/><\/div>\n<div><strong>As principais ruas da cidade:<\/strong><\/div>\n<div>As ruas coremenses n\u00e3o obedecem a um disciplinamento urbanist\u00edco-arquitet\u00f4nico, geralmente irregulares, com algumas estreitas, infelizmente poucas s\u00e3o arborizadas, ao que parece, n\u00e3o h\u00e1 um ordenamento na ocupa\u00e7\u00e3o do solo urbano (faltando um adequado c\u00f3digo de postura municipal).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>As principais ruas s\u00e3o: Get\u00falio Vargas ( a entrada tradicional da cidade); Manoel Cavalcante, Capit\u00e3o Ant\u00f4nio Leite, Janduy Carneiro, 04 de Abril, Manoel Ferreira Cavalcante, Jo\u00e3o Fernandes de Lima, Estevam Marinho (limitando a cidade com o DNOCS), Jos\u00e9 Peregrino de Ara\u00fajo, Maria Barbosa, Jos\u00e9 Roberto Silva, Marlene, Santa Rita, 13 de Maio, Jos\u00e9 Am\u00e9rico de Almeida, Francisco Severino de Sousa, Francisco Greg\u00f3rio, Valder\u00eado Rom\u00e3o, Raimundo Lu\u00edz, Odilon Moura, Jo\u00e3o Salviano, Kilmara Ferreira, Avenidas U,R,S (na vila oper\u00e1ria do DNOCS), Vitoriano Silva, Mana\u00edra, S\u00e3o Jos\u00e9, Ant\u00f4nio Tiburtino e v\u00e1rias outras.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Os principais s\u00edtios ou propiedades rurais:<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nosso povo sempre foi ligado ao meio rural ( o campo), j\u00e1 que a pr\u00f3pria cidade nasceu dentro de uma propriedade rural, que fora doada \u00e0 padroeira. Ainda hoje, a popula\u00e7\u00e3o da cidade, tem uma liga\u00e7\u00e3o muito forte com as pessoas moradoras dos s\u00edtios, ainda porque s\u00e3o donos de terras, ou por morarem alguns dos parentes. Citamos alguns, como: Riacho Grande, Capim Grosso, Riacho Fechado, Madruga, Riacho Seco, Pedra Branca, Pacat\u00f4nio, Riacho de Boi, Jurema, Barra, Campinada, Diogo, Catol\u00e9, Sangradouro, M\u00e3e d&#8217;\u00c1gua, Cachoeirinha, Tabuleiro do Meio, Barro Branco, Estreito, S\u00e3o Sebasti\u00e3o, Pedra Preta, Sabonete, etc.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>As principais pra\u00e7as da cidade:<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Normalmente nas cidades do interior, muitos dos aspectos da vida urbana giram em torno das famosas pra\u00e7as, como as festas populares, os com\u00edcios eleitorais, os namoros juvenis, as fofocas sociais, os debates esportivos, etc. \u00c9 muito mais importante uma pra\u00e7a na vida de uma cidade do que se imagina.<\/div>\n<div>Temos as seguintes: Pra\u00e7a F\u00e9lix Rodrigues dos Santos ( 1874-1931) (homenagem ao pai do ex-Prefeito Sr. Otac\u00edlio Rodrigues dos Santos); Pra\u00e7a Jo\u00e3o XXIII &#8211; (homenagem ao famoso Papa Cat\u00f3lico, 1958-1963) recentemente adotada como Pra\u00e7a Padre Guilherme Touw (1921-1988); Pra\u00e7a Padre C\u00edcero(1844-1934, homenagem ao padre milagreiro do Juazeiro-CE); Pra\u00e7a Cabo Branco (ainda sem homenagem pessoal).<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>O A\u00e7ude de Coremas:<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Introdu\u00e7\u00e3o:<\/strong> Em data de 03 de outubro de 1930 (sexta), o Brasil \u00e9 sacudido pela eclos\u00e3o da Revolu\u00e7\u00e3o de 30, que terminou por colocar no poder o ga\u00facho Dr.Get\u00falio Dornelles Vargas(1882-1954), em 03 de novembro de 1930 (segunda). Foi um levante militar come\u00e7ado no Rio Grande do Sul, que contou com os apoios da Para\u00edba e Minas Gerais (Alian\u00e7a Liberal) o movimento vitorioso governou, por durante longos 15 anos de 03 de novembro de 1930 at\u00e9 29 de outubro de 1945 (segunda). Portanto toda obra gigantesca do a\u00e7ude de &#8220;Curema&#8221; (ent\u00e3o vila de Pianc\u00f3-PB), foi constru\u00edda no per\u00edodo do Presidente Vargas. Fora marcante a presen\u00e7a do grande paraibano, Dr. Jos\u00e9 Am\u00e9rico de Almeida (1887-1980), no cargo de Ministro da Via\u00e7\u00e3o e Obras P\u00fablicas, pois o governo Vargas havia estabelecido o &#8220;Plano de A\u00e7\u00e3o&#8221;, dentre os quais constavam os programas de constru\u00e7\u00f5es de a\u00e7udes no nordeste do pa\u00eds, com a finalidade de combater os efeitos dos flagelos das estiagens ( as secas), inicialmente o sert\u00e3o paraibano n\u00e3o tinha sido contemplado; por\u00e9m com o prolongamento da seca 1931\/32 e a firme decis\u00e3o do Ministro Jos\u00e9 Am\u00e9rico de Almeida (1887-1980), fora autorizada a inclus\u00e3o da Para\u00edba, com determina\u00e7\u00e3o de logo iniciar a constru\u00e7\u00e3o do a\u00e7ude de Curema, que tinha a grande finalidade de perenizar os rios Pianc\u00f3 e Piranhas, isto nos meados de 1932. O Ministro Paraibano chegou a exercer o cargo simb\u00f3lico de Governador Provis\u00f3rio do Norte do pa\u00eds, considerado que foi, um dos l\u00edderes civil da vitoriosa Revolu\u00e7\u00e3o de 30, nas regi\u00f5es Norte\/Nordeste.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Antecedentes:<\/strong> No come\u00e7o do s\u00e9culo XX ( durante a d\u00e9cada de 10) ocorreu uma preocupa\u00e7\u00e3o com os aproveitamentos dos acidentes geogr\u00e1ficos tipo garganta, ou seja, um boqueir\u00e3o entre duas serras, para que fosse repressada como a\u00e7udes p\u00fablicos, tendo-se manifestado favor\u00e1velmente dois ilustres escritores brasileiros, o Sr .Euclides da Cunha falando que \u00e9 importante o aproveitamento dos boqueir\u00f5es na obra preventiva contra as secas, notadamente no Nordeste, reafirmou isto depois que viu a face dram\u00e1tica do povo sertanejo, no famoso epis\u00f3dio da &#8220;Guerra de Canudos&#8221;(1893-1897); o outro foi Sr. Irineu Ceciliano Pereira Jofilly(1843-1902) &#8211; escritor paraibano) que dizia que o boqueir\u00e3o \u00e9 um local feito pela natureza para uma barragem. Enfim os primeiros estudos realizados em Coremas-PB, para viabilidade do grande a\u00e7ude foram autorizados pelo governo federal em data de 08 de agosto de 1911 (ter\u00e7a), tendo efetivamente iniciado 10 dias depois e com conclus\u00e3o em data de 30 de novembro de 1912 (s\u00e1bado), o \u00f3rg\u00e3o que era a &#8220;Inspetoria de Obras Contra as Secas&#8221; (atual DNOCS). Tendo a frente seu diretor, muito competente, o Engenheiro Miguel Arrojado Ribeiro Lisboa (1\u00ba Diretor Geral), sendo o Presidente da Rep\u00fablica, o Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca (1910-1914), depois fora os estudos arquivados at\u00e9 idos de 1932, quando o j\u00e1 citado ministro paraibano do Governo Vargas, tirou-os do mundo dos planos e dos projetos. Fazendo aparecer em pleno sert\u00e3o da Para\u00edba uma obra admir\u00e1vel da engenharia brasileira.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.ferias.tur.br\/admin\/cidades\/4923\/g_cor....jpg\" alt=\" \" width=\"640\" height=\"480\" \/><\/div>\n<div><strong>A Barragem do A\u00e7ude de Coremas:<\/strong> Foram necess\u00e1rias quatro barragens para assegurar o imenso volume de \u00e1gua que se pretendia acumular no local, uma barragem principal no boqueir\u00e3o e outras tr\u00eas auxiliares, em gargantas vizinhas. A data exata do in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o ocorreu em 08 de abril de 1937 (quinta) e teve a conclus\u00e3o precisa em 08 de maio de 1942 (sexta). A Barragem principal \u00e9 de terra zoneada e provida de uma cortina impermeabilizadora de concreto armado, com 0,10 m de espessura na crista e 0,80 m na base, sendo pintadas as suas faces com inertol. Justaposta \u00e0 cortina vem uma camada de areia grossa de 0,80m da espessura disposta verticalmente ao longo de sua face de jusante. O sistema de drenagem \u00e9 composto de areia e de um lastro deste mesmo material em que \u00e9 assente o maci\u00e7o de terra de jusante da barragem, cuja saia \u00e9 protegida por &#8220;rock-fill&#8221; de se\u00e7\u00e3o trapezoidal. O maci\u00e7o de terra \u00e9 composto a montante da cortina de material selecionado e a jusante da mesma de material de segunda ordem. A extens\u00e3o pelo coroamento (barragem) tem um espa\u00e7o de 1550 metros com altura m\u00e1xima calculada em 50 metros, al\u00e9m de sua largura no coroamento ser de exatos 10 metros.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Observa\u00e7\u00e3o:<\/strong> Os estudos hidrol\u00f3gicos foram realizados pelo engenheiro Francisco Gon\u00e7alves de Aguiar com a precis\u00e3o que os dados dispon\u00edveis na \u00e9poca puderam oferecer. Os dados de chuva foram obtidos por observa\u00e7\u00e3o direta no per\u00edodo 1910-1940, em quatro postos no interior da bacia hidrogr\u00e1fica dos rios Pianc\u00f3 e Aguiar. As descargas m\u00e1ximas foram calculadas tendo em vista os n\u00edveis d&#8217;\u00e1gua m\u00e1ximos registrados e as precipita\u00e7\u00f5es observadas na bacia hidrogr\u00e1fica em fun\u00e7\u00e3o da maior altura da chuva ocorrida. De posse desses elementos foram calculadas as possibilidades das bacias hidrogr\u00e1ficas dos citados rios, resultando para os dois a\u00e7udes a capacidade total de 1.358.000.000 m\u00b3. A barragem de Coremas, ficou assim por alguns anos conhecida at\u00e9 que por ordem do diretor geral do DNOCS, Dr. El\u00edsio Carlos Dale Coutinho (1954-1955) ocorreu a mudan\u00e7a para o nome oficial atual homenageando o seu construtor, o engenheiro Estevam Marinho (na \u00e9poca j\u00e1 falecido) em data de 08\/julho de 1955 (sexta).<\/div>\n<div><\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.ferias.tur.br\/admin\/cidades\/4923\/g_OgAAALFKgYH58DWMvZVA0fCTGUb4kZwKMf4-9q4-3t8NQtxIZiiqGDs3tc8fba3-BIHwizCLp3UKr4tyD7pPXlYNIQoAm1T1UL2UXsa04rEI4JaMZv8SCzie63uQ.jpg\" alt=\" \" width=\"640\" height=\"480\" \/><\/div>\n<div><strong>Os Jovens Engenheiros Idealistas:<\/strong> O a\u00e7ude de Coremas nasceu grande, imponente, considerado como um marco na engenharia nacional e portanto orgulho de toda uma gera\u00e7\u00e3o de engenheiros brasileiros, muitos trabalharam nas diversas fases da constru\u00e7\u00e3o, dentre eles destacamos, al\u00e9m do seu engenheiro-chefe Dr. Estevam Marinho (1896-1953), os engenheiros Ren\u00ea Becker, Jos\u00e9 Correia de Amorim, J\u00falio Maranh\u00e3o Filho, Manoel Santos de Figueira, Vilibaldo Coelho Maia, Egberto Carneiro da Cunha, Ivanildo Marinho Cordeiro Campos, Luciano Reis, Sebasti\u00e3o de Abreu, Otac\u00edlio dos Santos Silveira e Mario Brandi Pereira (os dois \u00faltimos fundaram o primeiro laborat\u00f3rio de Mec\u00e2nica dos Solos do Brasil, em Coremas-PB) e finalmente o engenheiro Vitoriano Gonzalez y Gonzalez (espanhol radicado na Bahia) a quem coube concluir a obra da barragem de M\u00e3e D&#8217;agua (1957).<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>A Barragem do A\u00e7ude M\u00e3e D&#8217;\u00e1gua:<\/strong> \u00c9 do tipo submers\u00edvel em concreto cicl\u00f3pico com perfil Creager. No p\u00e9 da jusante apresenta um dissipador de energia do tipo salto de esqui, que funciona como vertedouro do sistema. A descarga de fundo \u00e9 formada por dois tubos de a\u00e7o com di\u00e2metro de 2,10 m e comprimento de 193,83 m alojados numa galeria de concreto armado em forma de arco. Com a barragem principal chegando ao t\u00e9rmino, teve logo em seguida o in\u00edcio as loca\u00e7\u00f5es em M\u00e3e D&#8217;\u00e1gua, no local conhecido por Riacho Seco (no rio Aguiar), isto em meados de outubro de 1941. Por\u00e9m as funda\u00e7\u00f5es tiveram seu come\u00e7o em 1943, entretanto a sua definitiva instala\u00e7\u00e3o da concretagem foi em data de 10 de novembro de 1948 (quarta) quando ocorreram 72 horas de trabalho sem interrup\u00e7\u00f5es, e terminando a solene conclus\u00e3o,com a \u00faltima camada de concreto armado, elevada pelo guindaste principal, conduzido na ocasi\u00e3o pelo Sr. Edvaldo Brilhante da Silva (conhecido por &#8220;Boinho&#8221;) em data exata de 21 de Dezembro de 1957 (s\u00e1bado). Recentemente, a barragem de M\u00e3e D&#8217;\u00e1gua, recebeu o nome do Eng\u00ba Egberto Carneiro da Cunha, numa justa homenagem (por\u00e9m poucos tomaram conhecimento at\u00e9 hoje).<\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.ferias.tur.br\/admin\/cidades\/4923\/g_OgAAABSzW-azn9GdOAyQ0JZ3y8LicOBQzTPIgborco0lok1jPA7ScLZbxlFW5qfcqJJ62QpXZpSF9KC9hfEWDjGm9MwAm1T1UNJ7nxbZofXl70a7_Vjw-KDWNOtt.jpg\" alt=\" \" width=\"640\" height=\"480\" \/><\/div>\n<div>As bacias hidrogr\u00e1ficas dos a\u00e7udes Coremas e M\u00e3e D&#8217;\u00e1gua s\u00e3o ligadas por um canal vertedor (sangradouro), formando ent\u00e3o um conjunto ligado para efeito de sangria, ou seja, um lago \u00fanico com uma superf\u00edcie l\u00edquida de 9794 hectares, na cota de reple\u00e7\u00e3o m\u00e1xima. Calculou-se a se\u00e7\u00e3o do canal de liga\u00e7\u00e3o de maneira a dar vaz\u00e3o nas condi\u00e7\u00f5es mais desfavor\u00e1veis de ocorr\u00eancia, a uma descarga m\u00e1xima de refor\u00e7o do Coremas para o M\u00e3e D&#8217;\u00e1gua, ou seja, de 12 m\u00b3\/s. Esta localidade chama-se, atualmente, &#8220;Sangradouro&#8221; nas pr\u00f3ximidades do campo de avia\u00e7\u00e3o. Quando encontra-se cheio, todo o sistema Coremas-M\u00e3e D&#8217;\u00e1gua durante os bons invernos, como os inesquec\u00edveis anos de 1967 e 1985, a barragem de M\u00e3e D&#8217;\u00e1gua vira um lindo ponto tur\u00edstico da regi\u00e3o, uma vez que a queda d&#8217;\u00e1gua proporciona um majestoso espet\u00e1culo visual, um fator de grande potencialidade tur\u00edstica a ser explorado pelo turismo local, lembrando ainda a exist\u00eancia do t\u00fanel ligando as duas serras do boqueir\u00e3o, dentro da pr\u00f3pria barragem que \u00e9 oca.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>O maior A\u00e7ude do Brasil:<\/strong> O a\u00e7ude de Coremas-PB foi considerado o maior do Brasil desde seu t\u00e9rmino em 1943 at\u00e9 a inaugura\u00e7\u00e3o do a\u00e7ude de Or\u00f3s-CE em 1960, esta outra barragem gigante recebeu o nome do Pres. Juscelino Kubistchek de Oliveira(1902-1976), e a sua capacidade \u00e9 de 2.100.000.000 m\u00b3.Por\u00e9m em 1983, foi inaugurado o maior de todos, o a\u00e7ude de A\u00e7u-RN, que recebeu o nome do Eng\u00ba Armando Ribeiro Gon\u00e7alves, a sua capacidade \u00e9 de 2.400.000.000 m\u00b3. As \u00e1guas do sistema Coremas-M\u00e3e D\u00e1gua, desaguam neste, tendo surgido um fato curioso para sua inaugura\u00e7\u00e3o com a visita do presidente Jo\u00e3o Batista de Oliveira Figueir\u00eado (1979-1985), fez-se necess\u00e1rio esvaziar bastante o nosso a\u00e7ude,pois s\u00f3 assim foi poss\u00edvel acumular \u00e1gua no novo a\u00e7ude, que o Regime Militar (1964-1985) construiu como o maior do Brasil, para suplantar o pr\u00f3prio presidente Juscelino (teve seus os direitos pol\u00edticos cassados), que havia feito o de Or\u00f3s-CE. O A\u00e7ude de Coremas-PB, tem sua capacidade de acumula\u00e7\u00e3o somada num \u00fanico sistema integrado em 1.358.000.000 m\u00b3, ficando hoje em terceiro lugar, tendo ocupado por longos 18 anos, o posto de maior do Brasil.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>O Projeto de Irriga\u00e7\u00e3o (Canal Coremas\/S\u00e3o Gon\u00e7alo):<\/strong> Fazia parte realmente do projeto original, uma vez que o engenheiro Dr. Estevam Marinho (1896-1953) realizou as duas obras, e idealizou um sistema integrado por\u00e9m entretanto n\u00e3o foi levado a termo e somente hoje (1996) voltou a despertar interesse nos pol\u00edticos da regi\u00e3o, especialmente os das \u00e1reas beneficiadas como S\u00e3o Gon\u00e7alo &#8211; Souza-PB. O \u00faltimo pol\u00edtico de peso a encarar seriamente a viabilidade do projeto foi, o rec\u00e9m-falecido, governador Antonio Marques da Silva Mariz (1937-1995), por\u00e9m seu vice, Dr. Jos\u00e9 Targino Maranh\u00e3o encampou de imediato a iniciativa do pol\u00edtico souzense. Conforme o projeto atualizado(os primeiros s\u00e3o da d\u00e9cada de 40), o canal Coremas\/S\u00e3o Gon\u00e7alo, constituir\u00e1 na revers\u00e3o de nossas \u00e1guas que saem por M\u00e3e D\u00e1gua, para irrigar cerca de 5 mil hectares de v\u00e1rzeas f\u00e9rteis na regi\u00e3o polarizada por Souza-PB, a obra prev\u00ea a constru\u00e7\u00e3o de 57 km de extens\u00e3o de canais, est\u00e1 or\u00e7ada atualmente em cerca de 58 milh\u00f5es de Reais do Governo Federal. A obra constar\u00e1 de um canal propriamente dito, v\u00e1rias pontes, alguns t\u00faneis, etc. Ao que tudo indica beneficiar\u00e1 plantadores de cereais, hortali\u00e7as e ainda frutas tropicais.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Clima da cidade de Coremas:<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>O nosso clima tem presen\u00e7a marcante do &#8220;tropical&#8221; com suas caracter\u00edsticas de semi-\u00e1rido, ou seja, bastante quente e seco, com as temperaturas variando entre a m\u00e1xima de 34 co e a m\u00ednima de 23 co. O tradicional inverno, geralmente come\u00e7a em fevereiro e termina em junho (ocorrendo as tradicionais chuvas do m\u00eas de janeiro). Possuindo assim, duas esta\u00e7\u00f5es bem definidas:o inverno( irregular) e ver\u00e3o (na maior parte do ano).<\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.ferias.tur.br\/admin\/cidades\/4923\/g_HPIM0251.JPG\" alt=\" \" width=\"637\" height=\"476\" \/><\/div>\n<div><strong>As festas tradicionais:<\/strong> A primeira grande festa que se comemora na cidade \u00e9 o carnaval (normalmente no m\u00eas de fevereiro), \u00e9 uma paix\u00e3o de todo brasileiro, e n\u00e3o poderia ser diferente aos coremenses (Reinado de Momo). No in\u00edcio, as festividades foram realizadas na pracinha do DNOCS, com grande participa\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos ligados ao a\u00e7ude, e muitas outras pessoas vindas da cidade, principalmente os filhos de fam\u00edlias influentes, muitos comerciantes, os profissionais liberais, os pol\u00edticos, etc. Este local foi palco sagrado de in\u00fameras outras festas durante a d\u00e9cada de 50, at\u00e9 os 70 (quando foi inaugurado o clube da cidade &#8211; ACRC em 1971). A cidade de Coremas sempre comemorou o carnaval de forma exultante e grandiosa, tanto que hoje \u00e9 a maior dentre as realizadas no sert\u00e3o paraibano, e ainda tem muito para crescer, na medida que a cidade toma consci\u00eancia do imenso potencial tur\u00edstico a desenvolver, onde todos sair\u00e3o ganhando dinheiro desta popula\u00e7\u00e3o flutuante em nossas festas, ganhos no com\u00e9rcio local, na rede hoteleira, na prefeitura municipal, etc.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A regi\u00e3o ocupada hoje pela cidade de Coremas foi habitada em seus prim\u00f3rdios por uma<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A regi\u00e3o ocupada hoje pela cidade de Coremas foi habitada em seus prim\u00f3rdios por uma","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2519"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2519"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2519\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":143769,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2519\/revisions\/143769"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2519"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2519"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2519"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}