{"id":25154,"date":"2015-07-25T14:00:07","date_gmt":"2015-07-25T14:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=25154"},"modified":"2015-07-25T11:56:24","modified_gmt":"2015-07-25T11:56:24","slug":"cientistas-descobrem-cobra-com-quatro-patas-que-viveu-no-ceara-ha-120-milhoes-de-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-descobrem-cobra-com-quatro-patas-que-viveu-no-ceara-ha-120-milhoes-de-anos\/","title":{"rendered":"Cientistas descobrem cobra com quatro patas que viveu no Cear\u00e1 h\u00e1 120 milh\u00f5es de anos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/cobra.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-25155\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/cobra-300x187.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"187\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/cobra-300x187.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/cobra.jpg 569w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um trio de cientistas descobriu uma cobra primitiva com quatro patas, que viveu no Cear\u00e1 h\u00e1 120 milh\u00f5es de anos, e pode jogar luz na evolu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. O f\u00f3ssil do animal, encontrado na chapada do Araripe, regi\u00e3o rica em vest\u00edgios pr\u00e9-hist\u00f3ricos, traz algumas evid\u00eancias de que as cobras atuais descendem de um grupo de lagartos que habitava tocas subterr\u00e2neas. Suas patinhas teriam como principal fun\u00e7\u00e3o agarrar as presas ou segurar o par durante o acasalamento. A descoberta foi descrita na edi\u00e7\u00e3o de quinta-feira (23) da revista <em>Science.<\/em><\/p>\n<p>Os autores do artigo, o brit\u00e2nico David Martill, o americano Nicholas Longrich e o alem\u00e3o Helmut Tischlinger, batizaram a criatura de <em>Tetrapodophis amplectus<\/em> (em grego, &#8220;tetrapodophis&#8221; significa &#8220;serpente de quatro patas&#8221;). Ela teria 20 cent\u00edmetros e ca\u00e7ava pequenos vertebrados para se alimentar. O f\u00f3ssil mostra que a parte da frente da nova esp\u00e9cie estava todo enrolada, o que indica que ela envolvia o corpo ao redor das presas, como fazem as jiboias atuais. Ela teria 160 v\u00e9rtebras na coluna e 112 na cauda e apresentava muitas caracter\u00edsticas das cobras modernas, como um corpo e cr\u00e2nio alongado, focinho curto e mand\u00edbula flex\u00edvel para engolir grandes presas.<\/p>\n<p>A teoria predominante \u00e9 que as serpentes evolu\u00edram de uma linhagem de lagartos que foi reduzindo suas patas gradativamente, at\u00e9 perd\u00ea-las por completo (ao longo de muitas gera\u00e7\u00f5es). H\u00e1 d\u00favidas, por\u00e9m, se essa transi\u00e7\u00e3o ocorreu no ambiente marinho ou no meio terrestre. Se o Tetrapodophis for mesmo uma cobra primitiva, suas caracter\u00edsticas anat\u00f4micas sugerem que a transforma\u00e7\u00e3o ocorreu em terra, o que seria um elemento-chave para compreender a evolu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p><strong>F\u00f3ssil brasileiro &#8211;<\/strong> Apesar de o f\u00f3ssil excepcionalmente bem preservado ter sido encontrado no Cear\u00e1, n\u00e3o h\u00e1 nenhum autor brasileiro no artigo. Essa discrep\u00e2ncia levou a suspeitas de que o f\u00f3ssil tenha sido retirado ilegalmente do pa\u00eds. A lei brasileira pro\u00edbe, desde 1942, a explora\u00e7\u00e3o e retirada de f\u00f3sseis do territ\u00f3rio nacional por estrangeiros sem autoriza\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico.<\/p>\n<p>Os autores do trabalho, da Inglaterra e da Alemanha, dizem que a pe\u00e7a estava &#8220;havia v\u00e1rias d\u00e9cadas&#8221; em uma cole\u00e7\u00e3o particular e que n\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es sobre onde, como, quando ou por quem ela foi coletada.<\/p>\n<p>&#8220;Pode at\u00e9 ter acontecido como eles (os autores) dizem, mas \u00e9 muito pouco prov\u00e1vel. A maior probabilidade \u00e9 que esse f\u00f3ssil tenha sa\u00eddo h\u00e1 poucos anos do Brasil, de forma ilegal&#8221;, avalia Max Langer, presidente da Sociedade Brasileira de Paleontologia e professor do Departamento de Biologia da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) em Ribeir\u00e3o Preto.<\/p>\n<p>O autor principal da pesquisa, David Martill, afirma que viu o f\u00f3ssil pela primeira vez tr\u00eas anos atr\u00e1s, durante uma visita com seus alunos ao Museu B\u00fcrgermeister-M\u00fcller, em Solnhofen, na Alemanha. Segundo ele, a pe\u00e7a estava exposta como um &#8220;f\u00f3ssil de vertebrado desconhecido&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um trio de cientistas descobriu uma cobra primitiva com quatro patas, que viveu no Cear\u00e1<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":25155,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/cobra.jpg",569,355,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/cobra-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/cobra-300x187.jpg",300,187,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/cobra.jpg",569,355,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/cobra.jpg",569,355,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/cobra.jpg",569,355,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/cobra.jpg",569,355,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/cobra.jpg",569,355,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/cobra.jpg",569,355,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/cobra.jpg",450,281,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um trio de cientistas descobriu uma cobra primitiva com quatro patas, que viveu no Cear\u00e1","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25154"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25154"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25154\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25155"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25154"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25154"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25154"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}