{"id":2500,"date":"2014-07-06T15:00:28","date_gmt":"2014-07-06T15:00:28","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=2500"},"modified":"2014-07-06T13:39:21","modified_gmt":"2014-07-06T13:39:21","slug":"nova-tecnica-busca-facilitar-o-manejo-da-lavoura-do-cafe-de-montanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/nova-tecnica-busca-facilitar-o-manejo-da-lavoura-do-cafe-de-montanha\/","title":{"rendered":"Nova t\u00e9cnica busca facilitar o manejo da lavoura do caf\u00e9 de montanha"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"line-height: 1.45em;\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/cafeicultura_montanha.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-2501\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/cafeicultura_montanha.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>A cafeicultura de montanha no Brasil ocupa uma \u00e1rea de aproximadamente 600 mil hectares. A produ\u00e7\u00e3o nesse tipo de relevo est\u00e1 concentrada nos estados de <\/span>Minas Gerais<span style=\"line-height: 1.45em;\">, <\/span>Esp\u00edrito Santo<span style=\"line-height: 1.45em;\">, Rio de Janeiro e <\/span>S\u00e3o Paulo<span style=\"line-height: 1.45em;\">, com algo em torno de 12 milh\u00f5es de sacas por ano. Isso corresponde a 25% de tudo o que se colhe de caf\u00e9 no pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 1.45em;\">A beleza da paisagem contrasta com a dificuldade de se trabalhar em um terreno irregular. Seja qual for a tarefa na lavoura, o primeiro desafio \u00e9 conseguir ficar em p\u00e9. Para o gr\u00e3o n\u00e3o descer morro abaixo, o trabalhador improvisa at\u00e9 uma escora para segurar o pano de colheita.<\/span><\/p>\n<p>A declividade nas montanhas produtoras de caf\u00e9 sempre foi um obst\u00e1culo para o agricultor. \u00c9 o que ressalta o agr\u00f4nomo Jos\u00e9 Braz Matiello, da Funda\u00e7\u00e3o Pr\u00f3-Caf\u00e9.\u00a0\u201cDesde os tempos passados, quando a coloniza\u00e7\u00e3o foi feita nessa regi\u00e3o, o caf\u00e9 veio parar na montanha. O terreno \u00e9 bom, o clima \u00e9 bom, chove bem. Porque uma parte do dia pega sol, outra n\u00e3o pega. O caf\u00e9 gosta dessa meia sombra.\u201d<\/p>\n<p>Para poder mecanizar, a Funda\u00e7\u00e3o Pr\u00f3-Caf\u00e9, juntamente com a Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura do Estado do Rio de Janeiro, prop\u00f5e a constru\u00e7\u00e3o do que tecnicamente vem sendo chamado de microterraceamento.<\/p>\n<p>Na propriedade da fam\u00edlia Degli Esposti, em Bom Jesus do Itabapoana, no noroeste do Estado do Rio de Janeiro, todo caf\u00e9 est\u00e1 plantado em curva de n\u00edvel.<\/p>\n<p>O personagem que mais faz for\u00e7a no microterraceamento \u00e9 o boi. \u201c\u00c9 preciso ter tra\u00e7\u00e3o animal, porque se n\u00e3o seria muito mais dif\u00edcil o acesso a essa lavoura\u201d, explica Geraldo Degli Esposti, agricultor.<\/p>\n<p>A rua entre uma carreira e outra de caf\u00e9 deve ter no m\u00ednimo tr\u00eas metros de largura. S\u00e3o pelo menos quatro passadas at\u00e9 que o microterraceamento fique pronto. Como o boi anda em m\u00e9dia dois quil\u00f4metros por hora, o trabalho em um hectare demora em torno de tr\u00eas dias.<\/p>\n<p>\u201cO trabalhador pode fazer todos os tratos que ele quer fazer. Adubar, \u00e9 uma facilidade para botar o pano de colheita e al\u00e9m disso tamb\u00e9m segura a \u00e1gua da eros\u00e3o. Toda \u00e1gua, todo adubo que coloca aqui vai infiltrar e vai favorecer muito a lavoura.\u201d, explica o agr\u00f4nomo Matiello.<\/p>\n<p><span style=\"line-height: 1.45em;\">\u201cO trator que a gente usa \u00e9 estreito, ele tem um metro mais ou menos, ent\u00e3o a bitola dele d\u00e1 para passar tranquila\u201d, diz Matiello.\u00a0<\/span><span style=\"line-height: 1.45em;\">Equipamentos pequenos j\u00e1 fazem parte da cafeicultura nacional, mesmo em \u00e1reas planas, porque as lavouras t\u00eam ficado cada vez mais adensadas.<\/span><\/p>\n<p>Nas \u00e1reas onde o trabalho \u00e9 mais antigo, o agricultor notou diferen\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 na facilidade de lidar com a lavoura, mas tamb\u00e9m no vigor das plantas.\u00a0<span style=\"line-height: 1.45em;\">\u201cA gente v\u00ea nitidamente que as folhas est\u00e3o crescendo. Agora nesse per\u00edodo n\u00e3o \u00e9 t\u00edpico de brota\u00e7\u00e3o nova e aqui a gente nota nitidamente que est\u00e1 saindo brota\u00e7\u00e3o nova\u201d, explica o agricultor Fernando Degli Sposti. \u201cIsso \u00e9 sinal de produtividade no pr\u00f3ximo ano.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 1.45em;\">O microterraceamento com tra\u00e7\u00e3o animal custa em torno de R$ 600 por hectare.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cafeicultura de montanha no Brasil ocupa uma \u00e1rea de aproximadamente 600 mil hectares. 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