{"id":24980,"date":"2015-07-21T17:15:18","date_gmt":"2015-07-21T17:15:18","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=24980"},"modified":"2015-07-21T17:15:18","modified_gmt":"2015-07-21T17:15:18","slug":"depois-de-plutao-6-projetos-que-devem-revolucionar-a-forma-como-vemos-o-espaco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/depois-de-plutao-6-projetos-que-devem-revolucionar-a-forma-como-vemos-o-espaco\/","title":{"rendered":"Depois de Plut\u00e3o, 6 projetos que devem revolucionar a forma como vemos o espa\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/sonda_sol.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-24981\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/sonda_sol-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/sonda_sol-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/sonda_sol.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Na semana passada, a comunidade cient\u00edfica mundial presenciou uma das miss\u00f5es espaciais mais fascinantes dos \u00faltimos tempos: depois de viajar por mais de nove anos, a sonda New Horizons, da Nasa, se aproximou de Plut\u00e3o e capturou imagens que mostram o planeta an\u00e3o como nunca antes.<\/p>\n<p>O momento mais emocionante j\u00e1 passou, mas a miss\u00e3o est\u00e1 longe de sua conclus\u00e3o. Nos pr\u00f3ximos 16 meses a nave, agora a caminho de outros objetos que est\u00e3o no cintur\u00e3o de asteroides de Kuiper, vai continuar enviando tudo o que registrar durante a expedi\u00e7\u00e3o. A interpreta\u00e7\u00e3o destes dados pode demorar anos.<\/p>\n<p>Mas, al\u00e9m deste projeto, h\u00e1 outros que prometem surpreender os cientistas nos pr\u00f3ximos anos. Veja abaixo quais s\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>ExoMars<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"O ve\u00edculo rob\u00f3tico viajar\u00e1 para Marte em 2018  (Foto: ESA\/BBC)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/gJo_n3nvkiDB_BQKzYMXAeRV9KU=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/07\/20\/exomars.jpg\" alt=\"O ve\u00edculo rob\u00f3tico viajar\u00e1 para Marte em 2018  (Foto: ESA\/BBC)\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><strong>O ve\u00edculo rob\u00f3tico viajar\u00e1 para Marte em 2018 (Foto: ESA\/BBC)<\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A miss\u00e3o ExoMars visa descobrir, basicamente, se h\u00e1 ou j\u00e1 existiu vida em Marte. Trata-se se um programa conjunto entre a Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA, na sigla em ingl\u00eas) e a Roscosmos, a ag\u00eancia russa.<\/p>\n<p>Se j\u00e1 existiu vida em Marte, o mais prov\u00e1vel \u00e9 que isto ocorreu nos primeiros bilh\u00f5es de anos depois da forma\u00e7\u00e3o do planeta, quando sua superf\u00edcie era mais quente e \u00famida do que no presente.<\/p>\n<p>Em 2016, a ESA vai enviar uma nave para pegar amostras da atmosfera marciana e, em 2018, enviar\u00e1 um ve\u00edculo de seis rodas que pode perfurar o solo chegando at\u00e9 dois metros de profundidade, para buscar eventual mat\u00e9ria org\u00e2nica preservada da intensa radia\u00e7\u00e3o que o planeta recebe em sua superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o foi definido o local exato do pouso do ve\u00edculo, mas ser\u00e1 em uma \u00e1rea que mostre evid\u00eancias de eros\u00e3o por \u00e1gua no passado.<\/p>\n<p><strong>Miss\u00e3o de redirecionamento de asteroides<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"A miss\u00e3o contribuiria para o desenvolvimento de tecnologia que pode ser \u00fatil para desviar asteroides perigosos que venham na dire\u00e7\u00e3o da Terra  (Foto: Nasa)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/UnKGW1V0QAhy5EFvPYDolm2QE2g=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/07\/20\/redirecionamento-asteroides.jpg\" alt=\"A miss\u00e3o contribuiria para o desenvolvimento de tecnologia que pode ser \u00fatil para desviar asteroides perigosos que venham na dire\u00e7\u00e3o da Terra  (Foto: Nasa)\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><strong>A miss\u00e3o contribuiria para o desenvolvimento de tecnologia que pode ser \u00fatil para desviar asteroides perigosos que venham na dire\u00e7\u00e3o da Terra (Foto: Nasa)<\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se a miss\u00e3o Rosetta &#8211; bem-sucedida em seu objetivo de pousar em um asteroide &#8211; j\u00e1 parecia ambiciosa, esta ser\u00e1 ainda mais.<\/p>\n<p>O plano da Miss\u00e3o de Redirecionamento de Asteroides (ARM, na sigla em ingl\u00eas), da Nasa, consiste em identificar, capturar e fazer o traslado de um asteroide para uma \u00f3rbita ao redor da Lua para que astronautas, no futuro, possam se aproximar e obter amostras.<\/p>\n<p>A miss\u00e3o ainda est\u00e1 na fase de planejamento, mas se conseguir o financiamento, come\u00e7ar\u00e1 em 2020.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise destas rochas espaciais pode fornecer dados importantes sobre a origem do Sistema Solar, segundo os defensores do projeto.<\/p>\n<p>Por outro lado, a miss\u00e3o contribuiria para o desenvolvimento da tecnologia que poderia ser \u00fatil para desviar qualquer asteroide perigoso que chegue perto demais da Terra, de acordo com os cientistas.<\/p>\n<p>A Nasa tem em vista seis poss\u00edveis asteroides, apesar de a ag\u00eancia ainda n\u00e3o ter decidido como o escolhido ser\u00e1 capturado. Uma das possibilidades inclui at\u00e9 envolver a rocha em uma bolsa infl\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>J\u00fapiter<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-624\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Os cientistas suspeitam que embaixo da capa de gelo das luas geladas de J\u00fapiter existem oceanos de \u00e1gua em estado l\u00edquido (Foto: BBC)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/L2VE2Ibyv5vu21E8ctGiJ8EBdow=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/07\/20\/jupiter_bbc.jpg\" alt=\"Os cientistas suspeitam que embaixo da capa de gelo das luas geladas de J\u00fapiter existem oceanos de \u00e1gua em estado l\u00edquido (Foto: BBC)\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-624\"><strong>Os cientistas suspeitam que embaixo da capa de gelo das luas geladas de J\u00fapiter existem oceanos de \u00e1gua em estado l\u00edquido (Foto: BBC)<\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A ESA tamb\u00e9m tem previs\u00e3o de enviar em 2022 uma nave para estudar as luas geladas de J\u00fapiter.<\/p>\n<p>A nave, que demorar\u00e1 cerca de oito anos para chegar, sobrevoar\u00e1 Calisto e Europa antes de pousar em Ganimedes, a maior lua do Sistema Solar.<\/p>\n<p>Ganimedes \u00e9 a \u00fanica lua do Sistema Solar que gera seu pr\u00f3prio campo magn\u00e9tico.<\/p>\n<p>A sonda far\u00e1 observa\u00e7\u00f5es durante tr\u00eas anos. Os cientistas acreditam que abaixo da capa gelada destes sat\u00e9lites de J\u00fapiter existam oceanos de \u00e1gua l\u00edquida.<\/p>\n<p><strong>Solar Orbiter<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-624\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\" A sonda Solar Orbiter ser\u00e1 submetida a temperaturas de 520 graus  (Foto: ESA\/BBC)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/yCXlW9VsVHcNcXHV1SZDHbM3PD0=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/07\/20\/solarorbiter1.jpg\" alt=\" A sonda Solar Orbiter ser\u00e1 submetida a temperaturas de 520 graus  (Foto: ESA\/BBC)\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-624\"><strong>A sonda Solar Orbiter ser\u00e1 submetida a temperaturas de 520 graus (Foto: ESA\/BBC)<\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com a data de lan\u00e7amento prevista para 2018, a sonda Solar Orbiter (tamb\u00e9m da ESA) ser\u00e1 a primeira a chegar mais perto do Sol, orbitando a apenas 42 milh\u00f5es de quil\u00f4metros da estrela.<\/p>\n<p>Naquela regi\u00e3o a intensidade da radia\u00e7\u00e3o solar \u00e9 13 vezes superior \u00e0 registrada na Terra e as temperaturas podem chegar aos 520 graus.<\/p>\n<p>Ela far\u00e1 fotografias e medi\u00e7\u00f5es desde a \u00f3rbita interna do planeta Merc\u00fario para obter dados que permitam conhecer melhor a din\u00e2mica do Sol.<\/p>\n<p>A miss\u00e3o visa aprofundar os conhecimentos sobre o funcionamento do Sol e sua influ\u00eancia sobre a vizinhan\u00e7a, especialmente o modo como gera e acelera o fluxo de part\u00edculas carregadas que envolvem o resto dos planetas.<\/p>\n<p><strong>Orion<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Em 2014 a nave Orion fez um voo n\u00e3o tripulado de cerca de quatro horas para testar sua tecnologia (Foto: Reuters\/BBC)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/l9Eqawr8uzTuUEKhwrMvjo10ZgQ=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/07\/20\/orion.jpg\" alt=\"Em 2014 a nave Orion fez um voo n\u00e3o tripulado de cerca de quatro horas para testar sua tecnologia (Foto: Reuters\/BBC)\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><strong>Em 2014 a nave Orion fez um voo n\u00e3o tripulado de cerca de quatro horas para testar sua tecnologia (Foto: Reuters\/BBC)<\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A nave Orion, da Nasa, est\u00e1 projetada para levar at\u00e9 seis astronautas at\u00e9 as profundezas do espa\u00e7o.<\/p>\n<p>O objetivo final \u00e9 levar o homem a Marte at\u00e9 o meio da d\u00e9cada de 2030.<\/p>\n<p>A nave j\u00e1 foi colocada \u00e0 prova em 2014, com sucesso, em um voo n\u00e3o tripulado. A primeira miss\u00e3o tripulada deve ocorrer em 2021.<\/p>\n<p><strong>Telesc\u00f3pio James Webb<\/strong><br \/>\nEste telesc\u00f3pio espacial tentar\u00e1 substituir o Hubble.<\/p>\n<p>Os cientistas afirmam que ele tem uma pot\u00eancia cem vezes superior ao antecessor e poder\u00e1 obter imagens sem precedentes das primeiras gal\u00e1xias que formaram no in\u00edcio do Universo.<\/p>\n<p>O espelho principal deste telesc\u00f3pio tem um di\u00e2metro de 6,5 metros (em compara\u00e7\u00e3o aos 2,4 m do Hubble) e est\u00e1 formado por 18 espelhos hexagonais que, juntos, formam um.<\/p>\n<p>\u00c9 t\u00e3o grande que n\u00e3o cabe dentro do lan\u00e7ador. Os espelhos ir\u00e3o dobrados e v\u00e3o se desdobrar uma vez que o aparato todo j\u00e1 esteja no espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Ao inv\u00e9s de orbitar ao redor da Terra como o Hubble (uma vez a cada aproximadamente 97 minutos a uma altura entre 550 e 600 quil\u00f4metros), o James Webb ficar\u00e1 em um ponto conhecido como Lagrange 2, a 1,5 milh\u00e3o de quil\u00f4metros de nosso planeta.<\/p>\n<p>O telesc\u00f3pio orbitar\u00e1 ao redor do Sol, conservando esta dist\u00e2ncia da Terra.<\/p>\n<p>Sua data de lan\u00e7amento \u00e9 outubro de 2018.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na semana passada, a comunidade cient\u00edfica mundial presenciou uma das miss\u00f5es espaciais mais fascinantes dos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":24981,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/sonda_sol.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/sonda_sol-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/sonda_sol-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/sonda_sol.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/sonda_sol.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/sonda_sol.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/sonda_sol.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/sonda_sol.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/sonda_sol.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/sonda_sol.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Na semana passada, a comunidade cient\u00edfica mundial presenciou uma das miss\u00f5es espaciais mais fascinantes dos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24980"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24980"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24980\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/24981"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24980"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24980"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24980"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}