{"id":24817,"date":"2015-07-18T01:09:16","date_gmt":"2015-07-18T01:09:16","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=24817"},"modified":"2015-07-18T01:09:16","modified_gmt":"2015-07-18T01:09:16","slug":"a-multiplicacao-dos-pets-e-um-problema-ambiental-e-etico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-multiplicacao-dos-pets-e-um-problema-ambiental-e-etico\/","title":{"rendered":"A multiplica\u00e7\u00e3o dos pets \u00e9 um problema ambiental e \u00e9tico"},"content":{"rendered":"<p>Marc Dourojeanni*<\/p>\n<div class=\"itemBody\">\n<div class=\"itemFullText\">\n<p><span class=\"easy_img_caption\"><span class=\"easy_img_caption\"><img loading=\"lazy\" class=\"caption\" title=\"Os pets estendem a pegada ambiental dos humanos. Foto: Alexis\/CC\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/images\/stories\/jun2015\/16062015-dog-pet.jpg\" alt=\"16062015-dog-pet\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/span><span class=\"easy_img_caption_inner\">Os pets estendem a pegada ambiental dos humanos. Foto: Alexis\/CC<\/span><\/span><\/p>\n<p>A recente informa\u00e7\u00e3o apurada pelo IBGE da exist\u00eancia no Brasil de mais de 52 milh\u00f5es de c\u00e3es e de 22 milh\u00f5es de gatos \u00e9 interessante. Mais interessante ainda \u00e9 observar a tranquilidade com que a sociedade parece t\u00ea-la recebido, como se fosse um fato normal e at\u00e9 motivo de orgulho, pois neste aspecto o pa\u00eds ficaria apenas atr\u00e1s dos EUA. Na verdade, saber que a popula\u00e7\u00e3o de c\u00e3es e gatos \u00e9 maior que a soma de todos os rebanhos de animais do Brasil, atr\u00e1s apenas dos bovinos, deveria chamar a aten\u00e7\u00e3o, pois pelo menos \u00e9 sintoma de uma distor\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O rebanho bovino do Brasil, o segundo maior do mundo, \u00e9 de cerca de 210 milh\u00f5es de cabe\u00e7as, seguido pelos c\u00e3es (52,3 milh\u00f5es), porcos (38 milh\u00f5es), gatos (22,1 milh\u00f5es), ovelhas (17 milh\u00f5es), cabras (9 milh\u00f5es), cavalos (6 milh\u00f5es) e b\u00fafalos (1,2 milh\u00f5es), sem mencionar aves e coelhos. Na China e em outros pa\u00edses orientais, onde c\u00e3es e gatos formam parte da alimenta\u00e7\u00e3o humana, uma lista nessa ordem seria normal. Mas no Brasil cachorros e gatos nem por costume nem por lei op\u00e7\u00f5es s\u00e3o op\u00e7\u00f5es de comida.<\/p>\n<p><strong>Um olhar ecol\u00f3gico<\/strong><\/p>\n<table cellspacing=\"10\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<table align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div>&#8220;No Brasil h\u00e1 mais cachorros e gatos que porcos, ovelhas, cabras, cavalos e b\u00fafalos juntos, mas, eles n\u00e3o providenciam carne, leite ou couros.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre humanos e cachorros e gatos \u00e9 at\u00e1vica e um bom exemplo de simbiose mutualista da qual os dois lados tiram proveito. O proveito para os humanos tem sido principalmente na defesa de pessoas e bens, al\u00e9m da ca\u00e7a. Mas sempre existiu tamb\u00e9m uma rela\u00e7\u00e3o afetiva. Nos tempos modernos as fun\u00e7\u00f5es originais perderam preponder\u00e2ncia e ao contr\u00e1rio, a rela\u00e7\u00e3o de afeto aumentou de modo desproporcionado devido \u00e0 solid\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de filhos e a outros fatores bem conhecidos da sociedade moderna. No mundo natural a nova rela\u00e7\u00e3o entre bichos de estima\u00e7\u00e3o e humanos n\u00e3o seria caracterizada como simbiose, e sim como comensalismo. Dito de outro modo, os bichos de estima\u00e7\u00e3o obt\u00eam benef\u00edcios sem dar em troca nada tang\u00edvel. O que d\u00e3o, na verdade, \u00e9 o que os humanos acham que recebem. O comensalismo n\u00e3o \u00e9 parasitismo que implica um dano ao hospedeiro. Nas sociedades animais o comensalismo existe, por exemplo, entre os cupins que acolhem, alimentam e cuidam de insetos que produzem perfumes alocados aos oper\u00e1rios e soldados, que por cheir\u00e1-los descumprem suas obriga\u00e7\u00f5es. Nessas sociedades, o comensalismo \u00e9 um indicador de decad\u00eancia.<\/p>\n<p>Este autor teve cachorros e gatos e, como a maior parte dos humanos, gosta deles e cai facilmente na armadilha que esses bichos aprenderam para se dar bem nas nossas costas, ap\u00f3s mil\u00eanios de rela\u00e7\u00e3o intima. Outros bichos dom\u00e9sticos que se deram bem, como ratos e baratas, usaram estrat\u00e9gias muito diferentes, certamente n\u00e3o t\u00e3o simp\u00e1ticas. Mas, o fato \u00e9 que a enorme popula\u00e7\u00e3o de cachorros e gatos no Brasil merece considera\u00e7\u00f5es ambientais e sociais.<\/p>\n<p>Como outros animais e os pr\u00f3prios humanos, a exist\u00eancia de 74 milh\u00f5es de c\u00e3es e gatos implica uma biomassa animal enorme que agrava o problema do aquecimento global. <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Organiza%C3%A7%C3%A3o_das_Na%C3%A7%C3%B5es_Unidas_para_Alimenta%C3%A7%C3%A3o_e_Agricultura\" target=\"_blank\">A FAO estima<\/a> que a pecu\u00e1ria \u00e9 respons\u00e1vel por 14 a 22% das emiss\u00f5es mundiais anuais de gases de efeito estufa e tem sido dito mais de uma vez que criar animais como alimento humano \u00e9 um dos dois ou tr\u00eas contribuintes principais aos problemas ambientais mundiais, tanto em escala local como global. Em compensa\u00e7\u00e3o, esses animais aportam benef\u00edcios tang\u00edveis \u00e0 sociedade e \u00e0 economia. Pelo contr\u00e1rio, cachorros e gatos n\u00e3o produzem carne, leite, couros ou manteiga e nem se deixam montar como os cavalos ou mulas. Estes animais n\u00e3o produzem qualquer coisa que contribua para aumentar o PIB ou as exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<table cellspacing=\"10\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<table align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div>&#8220;Os gatos s\u00e3o os maiores predadores de aves silvestres em parques e jardins, respons\u00e1veis por verdadeiros debacles populacionais entre as aves.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Alguns estudos t\u00eam avaliado a pegada ecol\u00f3gica dos bichos de estima\u00e7\u00e3o. Lembrando que cachorros e gatos s\u00e3o essencialmente carn\u00edvoros, o impacto da produ\u00e7\u00e3o do que eles comem e usam \u00e9 um fator significativo do aquecimento global. Um popular trabalho neozeland\u00eas revelou que criar um cachorro de tamanho m\u00e9dio usando ra\u00e7\u00f5es de marcas conhecidas tem uma pegada ecol\u00f3gica de 0,84 hectare por ano para produzir o que necessita em termos de carne e cereais. Isso seria equivalente \u00e0 pegada ecol\u00f3gica de construir uma camionete rural e percorrer 10.000 km com ela. Os gatos, segundo o estudo, requerem 0,15 hectare por ano. As cifras parecem excessivas, mas existem boas raz\u00f5es para pensar que os 52 milh\u00f5es de cachorros do pa\u00eds impactam o ambiente tanto ou mais que todos os porcos, ovelhas e cabras que nele existem.<\/p>\n<p>Entretanto, cachorros e gatos ocasionam outros impactos ambientais. Os cachorros soltos e famintos s\u00e3o um s\u00e9rio problema para a fauna silvestre em <a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/dicionario-ambiental\/27099-o-que-sao-unidades-de-conservacao\" target=\"_blank\">Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o<\/a>, em especial as que est\u00e3o perto de \u00e1reas urbanas, como o <a href=\"http:\/\/www.wikiparques.org\/wiki\/Parque_Nacional_de_Bras%C3%ADlia\" target=\"_blank\">Parque Nacional de Bras\u00edlia<\/a>, onde ca\u00e7am em matilhas como os lobos, com grande efici\u00eancia. Nesse parque, como em outros, tem sido demonstrado que os cachorros transmitem enfermidades \u00e0 fauna silvestre. Os gatos s\u00e3o os maiores predadores de aves silvestres em parques e jardins, respons\u00e1veis por verdadeiros debacles populacionais entre as aves. Os preju\u00edzos ocasionados pelos cachorros soltos nas ruas das cidades n\u00e3o necessita ser lembrado. Eles espalham o lixo, sujam as ruas, provocam graves acidentes de tr\u00e2nsito e eventualmente mordem transeuntes. E os gatos ca\u00e7am por esporte, n\u00e3o por fome, assim aliment\u00e1-los bem n\u00e3o resolve o problema. Seria interessante fazer um estudo detalhado do impacto ambiental e da pegada ecol\u00f3gica de c\u00e3es e gatos no Brasil e, por exemplo, comparar os resultados com os da pecu\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>A economia dos bichos de estima\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<table cellspacing=\"10\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<table align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div>&#8220;O Brasil, um pa\u00eds em processo de desenvolvimento, tem mais bichos de estima\u00e7\u00e3o e gasta mais neles que todos os pa\u00edses ricos, exceto os Estados Unidos.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Deve-se reconhecer que a por\u00e7\u00e3o de cachorros e gatos que est\u00e3o bem cuidados pelos seus donos geram benef\u00edcios econ\u00f4micos, movimentando uma importante e crescente ind\u00fastria de produtos e servi\u00e7os correlatos. Ao que parece, os donos brasileiros gastam em m\u00e9dia 3.770 por ano com um cachorros grande e 1.600 reais por ano no caso de um pequeno. O gasto anual m\u00e9dio por gato seria de 1.010 reais. Mas existem estimativas bem mais elevadas. Em 2013, as ind\u00fastrias de <em>Pet Food, Pet Care, Pet Vet e Pet Serv<\/em> teriam faturado mais de 15,3 bilh\u00f5es de reais.\u00a0 O mercado mundial mobiliza uns 30 bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano e \u00e9 liderado pelos EUA. Em segundo lugar figura o Brasil e, em ordem, seguem Inglaterra, Fran\u00e7a, Alemanha, Jap\u00e3o, It\u00e1lia, R\u00fassia, Austr\u00e1lia e Canad\u00e1.\u00a0 Observe-se que nessa lista apenas o Brasil n\u00e3o \u00e9 um pa\u00eds rico. O caso do Brasil revela outra face de um comportamento social distorcido que, obviamente, n\u00e3o se limita aos animais de estima\u00e7\u00e3o, pois \u00e9 um pa\u00eds onde a pobreza ainda domina extensas regi\u00f5es e \u00e9 onipresente em todas as cidades.<\/p>\n<p>Nas listas dos dez pa\u00edses com o maior n\u00famero de c\u00e3es figuram quatro pa\u00edses n\u00e3o desenvolvidos: Brasil, M\u00e9xico, \u00cdndia e \u00c1frica do Sul. O Brasil sozinho tem mais cachorros que todos os outros tr\u00eas pa\u00edses juntos e \u00e9 tamb\u00e9m o que tem mais cachorros pequenos per capita no mundo. A China n\u00e3o est\u00e1 inclu\u00edda, porque l\u00e1 os cachorros s\u00e3o comida para ampla parte da popula\u00e7\u00e3o. Estima-se que de 10 a 20 milh\u00f5es de cachorros ser\u00e3o mortos em 2015 para consumo humano naquele pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os que t\u00eam renda suficiente para manter os bichos se dividem em dois grupos. Um grupo \u00e9 formado pelos que cuidam bem, ou que exageram at\u00e9 os bem conhecidos extremos pat\u00e9ticos. O segundo grupo, t\u00e3o consider\u00e1vel como o anterior, \u00e9 formado pelos que gastam na manuten\u00e7\u00e3o de cachorros, mas os maltratam cruelmente, em especial mantendo-os quase que permanentemente enjaulados como se fossem selvagens. Aqueles de renda mais baixa tamb\u00e9m t\u00eam animais de estima\u00e7\u00e3o. Embora gastem pouco, \u00e1s vezes t\u00eam muitos mais animais do que os ricos e, em geral, os mant\u00eam na rua.<\/p>\n<p>Grande parte da sociedade moderna transforma os bichos de estima\u00e7\u00e3o em membros plenos das fam\u00edlias, com acesso aos mesmos direitos \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, est\u00e9tica, alojamento e outros cuidados.\u00a0 A \u00e9tica deste comportamento \u00e9 sem d\u00favida discut\u00edvel, especialmente em pa\u00edses com grandes segmentos da sua popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o t\u00eam acesso aos mesmos cuidados. Mas, de outra parte, o mesmo racioc\u00ednio \u00e9 v\u00e1lido para outras express\u00f5es de luxo das classes desses pa\u00edses. E, como frequentemente apontado, c\u00e3es e gatos se converteram em importantes elementos terap\u00eauticos ou antidepressivos para idosos e outros solit\u00e1rios, ademais de educativos companheiros de jogo para os meninos. O amor n\u00e3o tem regras, nem precisa de justificativas. Simplesmente existe.<\/p>\n<p><strong>O que fazer?<\/strong><\/p>\n<table cellspacing=\"10\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<table align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div>&#8220;\u00c9 necess\u00e1rio adaptar uma pol\u00edtica que vise a redu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de cachorros e gatos. Em pa\u00edses desenvolvidos os cachorros e gatos urbanos e n\u00e3o indispens\u00e1veis s\u00e3o considerados um luxo e pagam um imposto.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Em conclus\u00e3o: sob quaisquer crit\u00e9rios h\u00e1 demasiados cachorros e gatos no Brasil e boa parte deles n\u00e3o s\u00e3o adequadamente cuidados ou s\u00e3o martirizados; dois, a mera exist\u00eancia e a manuten\u00e7\u00e3o desses animais &#8212; que consomem mas n\u00e3o produzem &#8212; tem um impacto ambiental significativo, em especial na emiss\u00e3o de gases de efeito estufa e; tr\u00eas, sua manuten\u00e7\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es muito melhores que a que conseguem largos segmentos da popula\u00e7\u00e3o humana gera quest\u00f5es \u00e9ticas. De outro lado: cachorros e gatos s\u00e3o parte das necessidades afetivas humanas e contribuem para manter a sa\u00fade mental da sociedade, e contribuem ao emprego e \u00e0 economiado pa\u00eds atrav\u00e9s da demanda que geram por alimentos, insumos e servi\u00e7os para sua cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dentre as op\u00e7\u00f5es para equacionar esses fatos pode-se sugerir, em primeiro lugar, definir uma politica nacional de diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero desses animais em paralelo a procura de melhorias substantivas das condi\u00e7\u00f5es de sua manuten\u00e7\u00e3o. Por exemplo, as prefeituras deveriam ser muito mais s\u00e9rias em temas como a elimina\u00e7\u00e3o incruenta e a castra\u00e7\u00e3o de c\u00e3es e gatos de rua, ou na obriga\u00e7\u00e3o desses animais carregarem um registro que demonstre, por exemplo, seu registro de vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tal pol\u00edtica deveria incluir uma campanha que explique para a popula\u00e7\u00e3o as consequ\u00eancias ambientais da prolifera\u00e7\u00e3o desses animais e as responsabilidades que assumem os que t\u00eam bichos de estima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A posse de bichos de estima\u00e7\u00e3o urbanos \u00e9, sob qualquer par\u00e2metro, um luxo que gera custos elevados para o resto da sociedade. Consequentemente, como nos pa\u00edses desenvolvidos, esses animais deveriam estar submetidos a um imposto (<a href=\"http:\/\/www.dw.de\/os-alem%C3%A3es-e-a-sua-paix%C3%A3o-por-cachorros\/a-4070261\" target=\"_blank\">caso da Alemanha<\/a>) equivalente ao que se paga por artigos luxuosos. Esta medida poderia ser um desincentivo para a posse de n\u00fameros grandes e injustific\u00e1veis de animais por fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Enfim trata-se apenas de apelar para a reponsabilidade dos cidad\u00e3os pelos companheiros hist\u00f3ricos da viagem da humanidade&#8230; E, qui\u00e7\u00e1, evitar o j\u00e1 popular cen\u00e1rio de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica em que, num futuro que ningu\u00e9m deseja, poderia haver milhares de c\u00e3es raivosos perseguindo humanos pelas ruas, enquanto outros tantos gatos furiosos os esperam para arremat\u00e1-los nas suas resid\u00eancias.<\/p>\n<p>*<a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/marc-dourojeanni\">Marc Dourojeanni<\/a><\/p>\n<p>Consultor e professor em\u00e9rito da Universidade Nacional Agr\u00e1ria de Lima, Peru. Foi chefe da Divis\u00e3o Ambiental do Banco Interamericano de Desenvolvimento e fundador da ProNaturaleza.<\/p>\n<p>Fonte: ((o))eco<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marc Dourojeanni* Os pets estendem a pegada ambiental dos humanos. Foto: Alexis\/CC A recente informa\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Marc Dourojeanni* Os pets estendem a pegada ambiental dos humanos. 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