{"id":24493,"date":"2015-07-13T13:21:56","date_gmt":"2015-07-13T13:21:56","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=24493"},"modified":"2015-07-13T13:21:56","modified_gmt":"2015-07-13T13:21:56","slug":"biohacker-diz-que-enxerga-no-escuro-a-partir-de-substancia-nos-olhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/biohacker-diz-que-enxerga-no-escuro-a-partir-de-substancia-nos-olhos\/","title":{"rendered":"Biohacker diz que enxerga no escuro a partir de subst\u00e2ncia nos olhos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/biohacker.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-24494\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/biohacker-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/biohacker-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/biohacker.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um homem implantou uma antena na cabe\u00e7a; outro, consegue ver na escurid\u00e3o total. E outros comandam tarefas do dia-a-dia s\u00f3 com um toque de m\u00e3o.<\/p>\n<p>O que personagens como Frankenstein, o Robocop e o Exterminador do Futuro t\u00eam a ver um com o outro? Os tr\u00eas s\u00e3o personagens cl\u00e1ssicos do cinema, e mostram a vontade do homem de ter um corpo mais potente e poderoso.<\/p>\n<p>At\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s isso seria coisa de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Mas pessoas com esses &#8220;poderes\u201d est\u00e3o cada vez mais entre n\u00f3s. Eles s\u00e3o conhecidos como ciborgues ou biohackers, ou seja: pessoas que querem transformar o pr\u00f3prio corpo com o suo da tecnologia, para aproximar cada vez mais o ser humano de uma m\u00e1quina.<\/p>\n<p>Para o Neil, a antena que ele carrega na cabe\u00e7a, \u00e9 como se fosse um novo &#8220;&#8216;\u00f3rg\u00e3o&#8221; do seu corpo. Ele inventou esse equipamento para ampliar os seus sentidos. Neil nasceu com acromatopsia, uma doen\u00e7a que n\u00e3o permite que ele enxergue as cores. Ele v\u00ea o mundo em tons de cinza.<\/p>\n<p>Com a antena, cada cor vira um som diferente dentro do c\u00e9rebro dele. Na parte da frente da antena, uma c\u00e2mera capta as frequ\u00eancias de luz emitidas pelas cores. Um chip implantado no cr\u00e2nio de Neil transforma essas frequ\u00eancias em vibra\u00e7\u00f5es sonoras. O c\u00e9rebro dele consegue transformar cor em som.<\/p>\n<p>\u201cEu &#8220;ou\u00e7o&#8221; as cores. Eu sinto as cores como se fossem um sexto sentido\u201d, conta Neil Harbisson.<\/p>\n<p><strong>Renata Ceribelli:<\/strong> Como voc\u00ea est\u00e1 vendo minhas cores?<br \/>\n<strong>Neil Harbisson, ciborgue: <\/strong>Vermelho \u00e9 uma nota mais baixa. Suas cal\u00e7as n\u00e3o fazem barulho. O preto \u00e9 sil\u00eancio.<\/p>\n<p>Ele conta que para implantar esse chip, passou por uma cirurgia e que o m\u00e9dico pediu sigilo. Mas nem sempre \u00e9 preciso uma cirurgia t\u00e3o complexa para modificar o pr\u00f3prio corpo.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica mais simples \u00e9 o implante de chips, que costumam ser colocados pela pr\u00f3pria pessoa ou por tatuadores. Foi o caso do brasileiro Raphael Bastos e do americano Colin Cravenho, ambos se consideram ciborgues ou biohackers. Eles implantaram chips nas m\u00e3os, para executar tarefas muito simples do dia a dia. Colin, por exemplo, n\u00e3o carrega mais a chave de casa. Basta encostar a m\u00e3o e a porta se abre.<\/p>\n<p>\u201cAgora eu quero tentar ligar a minha moto sem chaves. Este \u00e9 meu pr\u00f3ximo projeto\u201d, diz o biohacker Colin Cravenho.<\/p>\n<p>No caso do Raphael, que implantou um chip em cada uma das m\u00e3os, as fun\u00e7\u00f5es s\u00e3o outras.<\/p>\n<p>\u201cA primeira coisa que eu fa\u00e7o \u00e9 passar a m\u00e3o no leitor do meu notebook e j\u00e1 desbloque\u00e1-lo para fazer a leitura do e-mail. Quando eu estou com alguma pessoa que quer o meu contato, eu n\u00e3o tenho um cart\u00e3o de visitas de papel impresso. J\u00e1 estamos em 2015. Eu pego um celular, um tablet, s\u00f3 passo a m\u00e3o e ele j\u00e1 passa os dados b\u00e1sicos de contato. Seria um telefone, um e-mail, cidade, nome da empresa, nome completo\u201d, conta Raphael Bastos, consultor de tecnologia.<\/p>\n<p>Conseguir esses chips \u00e9 assustadoramente f\u00e1cil. O Fant\u00e1stico comprou um pela internet, sem nenhum tipo de documento. O chip vem dentro de uma seringa e \u00e9 implantado direto na pele. Ele tem o tamanho de um gr\u00e3o de arroz, e as fun\u00e7\u00f5es s\u00e3o programadas atrav\u00e9s de aplicativos de smartphones. O kit traz tudo que uma pessoa precisa para implantar o chip, e um aviso importante: essas coisas s\u00e3o perigosas, quem decidir us\u00e1-las, vai estar assumindo os riscos.<\/p>\n<p>\u201cA gente n\u00e3o sabe que tipo de material est\u00e1 sendo colocado e se aquela pessoa tem capacidade de recebe-lo ou n\u00e3o. E havendo esse risco de infec\u00e7\u00e3o ou rejei\u00e7\u00e3o, corre o risco muito grande de ter de caminhar para uma retirada cir\u00fargica e posteriormente criar cicatrizes graves\u201d, destaca Alexandre Felippo, dermatologista.<\/p>\n<p>A vontade de mudar o pr\u00f3prio corpo vai al\u00e9m. Conhecido no mundo dos biohackers, Gabriel virou cobaia de sua pr\u00f3pria inven\u00e7\u00e3o: uma subst\u00e2ncia aplicada nos olhos, que segundo ele, d\u00e1 ao ser humano a capacidade de enxergar no escuro qualquer objeto at\u00e9 50 metros de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>\u201cTestamos no meio do campo, no meio do nada, de noite. Era um ambiente bem escuro\u201d, diz Gabriel Licina.<\/p>\n<p>Duas horas depois de injetar a subst\u00e2ncia, ele reconheceu objetos distantes em 100% dos casos enquanto outras pessoas reconheceram os objetos apenas em 30% das tentativas.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas argumentam \u2018voc\u00ea n\u00e3o tem diploma, n\u00e3o \u00e9 um profissional. Nem um m\u00e9dico pode fazer isso\u2019\u201d, conta Gabriel.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o grande desafio de todos eles: testar os limites humanos \u00e0 margem das normas da pesquisa cient\u00edfica. Muitos argumentam que j\u00e1 somos todos n\u00f3s j\u00e1 somos um pouco ciborgue ou biohacker quando implantamos marca-passos e usamos pr\u00f3teses de bra\u00e7os e pernas por exemplo.<\/p>\n<p>\u201cTodos esses implantes em que n\u00e3o tenha anos de estudo, n\u00e3o tenha uma pesquisa seria por tr\u00e1s, que n\u00e3o seja aprovado pelos \u00f3rg\u00e3os regulat\u00f3rios, correm o risco de vazar, correm o risco de deteriorar, correm o risco de dar algum problema dentro do organismo, levando a morte da pessoa\u201d, diz o dermatologista Alexandre Felippo.<\/p>\n<p>A ci\u00eancia e a medicina ainda est\u00e3o longe de encontrar formas seguras de criar um superhumano, enquanto isso, eles correm atr\u00e1s do desejo de transformar o humano em m\u00e1quina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um homem implantou uma antena na cabe\u00e7a; outro, consegue ver na escurid\u00e3o total. 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