{"id":24409,"date":"2015-07-12T11:00:04","date_gmt":"2015-07-12T11:00:04","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=24409"},"modified":"2015-07-11T18:33:27","modified_gmt":"2015-07-11T18:33:27","slug":"17-000-toneladas-de-residuos-nucleares-do-japao-procuram-um-lar-definitivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/17-000-toneladas-de-residuos-nucleares-do-japao-procuram-um-lar-definitivo\/","title":{"rendered":"17.000 toneladas de res\u00edduos nucleares do Jap\u00e3o procuram um lar definitivo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/residuo_nuclear.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-24410\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/residuo_nuclear-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/residuo_nuclear-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/residuo_nuclear.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Sejam bem-vindos ao Jap\u00e3o, a terra das flores de cerejeiras, do sushi e do saqu\u00ea, e de 17.000 toneladas de lixo altamente radioativo.<\/p>\n<p>\u00c9 isso que o pa\u00eds tem em um armaz\u00e9m tempor\u00e1rio de suas usinas nucleares. Os defensores da energia at\u00f4mica dizem que ela \u00e9 mais limpa para gerar eletricidade do que os combust\u00edveis f\u00f3sseis. Os detratores dizem que n\u00e3o h\u00e1 nada de limpo no que resta, e que parte disso continua sendo uma toxina mortal para o meio ambiente durante mil\u00eanios.<\/p>\n<p>Desde que a energia at\u00f4mica foi captada pela primeira vez h\u00e1 mais de 70 anos, o setor vem tentando resolver o problema da remo\u00e7\u00e3o segura dos res\u00edduos. O Jap\u00e3o foi empurrado para o centro da quest\u00e3o por ter decidido, h\u00e1 poucos meses, aposentar cinco reatores depois do desastre de Fukushima em 2011. Nesta semana, o pa\u00eds tamb\u00e9m decidiu reativar outra unidade, apesar da oposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>&#8220;Faz parte do pre\u00e7o da energia nuclear&#8221;, disse Allison Macfarlane, ex-diretora da Comiss\u00e3o Regulat\u00f3ria de Energia Nuclear dos EUA (NRC, na sigla em ingl\u00eas), em entrevista de T\u00f3quio. &#8220;Agora, especialmente com a desativa\u00e7\u00e3o de locais, haver\u00e1 mais press\u00e3o para fazer algo com este material. Porque \u00e9 necess\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n<p>Hoje, os 437 reatores ativos do mundo produzem cerca de 12.000 toneladas de res\u00edduos radioativos por ano, o equivalente a cem \u00f4nibus de dois andares, segundo a World Nuclear Association.<\/p>\n<p>Atualmente, a maioria dos pa\u00edses concorda com que enterr\u00e1-lo bem profundamente \u00e9 a melhor op\u00e7\u00e3o. Outras ideias, como lan\u00e7\u00e1-lo ao espa\u00e7o ou jog\u00e1-lo dentro de um vulc\u00e3o, surgiram e se dissiparam.<\/p>\n<p>Os EUA, que t\u00eam a maior quantidade de reatores, gastaram a cifra estimada de US$ 15 bilh\u00f5es em um local para res\u00edduos nucleares em Yucca Mountain, Nevada. A oposi\u00e7\u00e3o local desbaratou o plano, o que implica que cerca de 49.000 toneladas de combust\u00edvel gasto est\u00e3o nos tanques de esfriamento de usinas nucleares espalhadas pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Fukushima<\/strong><\/p>\n<p>O Jap\u00e3o enfrenta outro desafio. Quatro anos atr\u00e1s, o pa\u00eds sofreu um acidente nuclear sem precedentes. Um terremoto e um tsunami transpuseram as defesas de engenharia da usina de Fukushima, ao norte de T\u00f3quio, e provocaram a fus\u00e3o nuclear de tr\u00eas reatores.<\/p>\n<p>Ser\u00e3o necess\u00e1rios bilh\u00f5es de d\u00f3lares e tecnologia ainda n\u00e3o inventada para limpar Fukushima. Quanto tempo isso levar\u00e1 \u00e9 motivo de disputas. A Tokyo Electric Power Co. estima 40 anos. O Greenpeace diz que poderia demorar o dobro.<\/p>\n<p>Os 43 reatores ativos do Jap\u00e3o est\u00e3o desativados desde setembro de 2013 para inspe\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a depois do desastre. O governo disse que a energia at\u00f4mica \u00e9 essencial para o fornecimento de eletricidade e que os reatores que cumprem os padr\u00f5es de seguran\u00e7a poder\u00e3o voltar a funcionar.<\/p>\n<p><strong>NUMO<\/strong><\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o de Gest\u00e3o de Res\u00edduos Nuclear do Jap\u00e3o, conhecida como NUMO, tem a tarefa de tratar os res\u00edduos. A organiza\u00e7\u00e3o busca um local de armazenamento h\u00e1 anos. A princ\u00edpio, convidou os distritos a se candidatarem como sede.<\/p>\n<p>Agora, diante do fechamento acelerado de alguns reatores depois de Fukushima, a NUMO descartou em maio a ideia de esperar um volunt\u00e1rio. Em vez disso, cientistas v\u00e3o nomear as regi\u00f5es adequadas.<\/p>\n<p>Desmontar um reator, processo conhecido como desativa\u00e7\u00e3o, produz algumas toneladas de material altamente radioativo, normalmente o combust\u00edvel usado e l\u00edquido de refrigera\u00e7\u00e3o. Os edif\u00edcios e o equipamento equivalem a milhares de toneladas dos chamados res\u00edduos de baixa radioatividade.<\/p>\n<p>Outro dificuldade para encontrar um local de descarte definitivo \u00e9 que o Jap\u00e3o fica sobre uma malha de placas tect\u00f4nicas em colis\u00e3o, o que significa que ele \u00e9 um dos pa\u00edses mais propensos a terremotos do mundo.<\/p>\n<p>Macfarlane, a ex-diretora da NRC, que tamb\u00e9m \u00e9 sism\u00f3loga, disse que isso n\u00e3o impossibilita a tarefa. Um dep\u00f3sito a centenas de metros sob o solo est\u00e1 parcialmente protegido contra terremotos, da mesma forma que os submarinos durante fortes tempestades, disse ela.<\/p>\n<p>&#8220;Encontrar um local adequado abaixo do solo \u00e9 melhor do que esperar pelo melhor lugar poss\u00edvel&#8221;, disse ela<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sejam bem-vindos ao Jap\u00e3o, a terra das flores de cerejeiras, do sushi e do saqu\u00ea,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":24410,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/residuo_nuclear.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/residuo_nuclear-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/residuo_nuclear-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/residuo_nuclear.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/residuo_nuclear.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/residuo_nuclear.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/residuo_nuclear.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/residuo_nuclear.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/residuo_nuclear.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/residuo_nuclear.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Sejam bem-vindos ao Jap\u00e3o, a terra das flores de cerejeiras, do sushi e do saqu\u00ea,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24409"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24409"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24409\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/24410"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24409"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24409"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24409"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}