{"id":24011,"date":"2015-07-05T21:00:36","date_gmt":"2015-07-05T21:00:36","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=24011"},"modified":"2015-07-05T14:16:28","modified_gmt":"2015-07-05T14:16:28","slug":"brasileiros-desenvolvem-novos-comprimidos-que-combatem-a-dengue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/brasileiros-desenvolvem-novos-comprimidos-que-combatem-a-dengue\/","title":{"rendered":"Brasileiros desenvolvem novos comprimidos que combatem a dengue"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/dengue.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-24016\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/dengue-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/dengue-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/dengue.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um simples comprimido, do tamanho de um AAS infantil, pode ser a mais nova e eficaz estrat\u00e9gia de combate \u00e0 dengue. Feito com a bact\u00e9ria BTI (<em>Bacillus thuringiensis<\/em>), que parasita e mata as larvas do <em>Aedes aegypti<\/em>, o mosquito transmissor da doen\u00e7a, ele \u00e9 dissolvido na \u00e1gua em que os insetos se desenvolvem e funciona como um poderoso assassino: em dois dias, \u00e9 capaz de eliminar todos os bichos. Totalmente desenvolvido em laborat\u00f3rios brasileiros, passou por pelo menos oito anos de pesquisas e testes. Em fase de aprova\u00e7\u00e3o pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa), o bioinseticida pode ser um forte aliado \u00e0s estrat\u00e9gias de combate n\u00e3o s\u00f3 da dengue, mas tamb\u00e9m da <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/saude\/casos-de-chikungunya-no-brasil-aumentam-65-em-um-mes-e-meio\" rel=\"\">chikungunya<\/a> e da <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/saude\/ministerio-da-saude-confirma-casos-do-virus-zika-no-brasil\" rel=\"\">zika<\/a>, tamb\u00e9m transmitidas pelo mosquito. O site de VEJA teve acesso com exclusividade a detalhes do projeto.<\/p>\n<p>Assim como o desenvolvimento de uma <a href=\"http:\/\/http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/saude\/vacina-e-a-solucao-para-a-dengue-em-2017\" rel=\"\">vacina contra a dengue<\/a>, matar o inseto \u00e9 uma das melhores estrat\u00e9gias para tentar acabar com a doen\u00e7a. Isso porque o Aedes foi moldado pela evolu\u00e7\u00e3o para ser um <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/saude\/dengue-por-que-e-tao-dificil-exterminar-a-doenca\" rel=\"\">inseto urbano, h\u00e1bil e muito competente<\/a> para carregar o v\u00edrus, transmitindo-o a at\u00e9 390 milh\u00f5es de pessoas anualmente, em todo o mundo. No Brasil, foram mais de 1 milh\u00e3o de casos notificados neste ano, de acordo com o \u00faltimo levantamento do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. At\u00e9 o fim de maio, 377 pessoas morreram de dengue no pa\u00eds, um aumento de 40% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado. Sem vacina ou tratamento 100% eficaz at\u00e9 agora, a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o \u00e9 controlar o mosquito. Por isso, elimin\u00e1-lo antes que se torne um adulto capaz de infectar os humanos \u00e9 uma excelente alternativa.<\/p>\n<p>A f\u00f3rmula dos comprimidos, concebida na Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), e produzida pela BR3, empresa do Centro de Inova\u00e7\u00e3o, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), tem a vantagem de conseguir driblar a resist\u00eancia do mosquito, um mecanismo muito importante de sua sobreviv\u00eancia. Um dos maiores problemas de inseticidas e larvicidas \u00e9 que eles agem selecionando as popula\u00e7\u00f5es de insetos que t\u00eam genes potentes o suficiente para n\u00e3o serem afetados pelo veneno. Assim, ao longo das gera\u00e7\u00f5es, apenas os mosquitos mais fortes sobrevivem e passam seu DNA adiante. Os que ficam s\u00e3o insetos nos quais os inseticidas n\u00e3o fazem efeito.<\/p>\n<p>A bact\u00e9ria BTI, contudo, \u00e9 capaz de produzir n\u00e3o uma, mas v\u00e1rias toxinas que afetam o mosquito. A combina\u00e7\u00e3o desses venenos \u00e9 o que impede esse mecanismo de sele\u00e7\u00e3o. O inseto n\u00e3o \u00e9 capaz de criar muta\u00e7\u00f5es que combatam todos eles ao mesmo tempo. Por isso, o micro-organismo \u00e9 usado no combate a vetores h\u00e1 cerca de trinta anos. No entanto, grande parte das f\u00f3rmulas tem pouca durabilidade ou um pre\u00e7o elevado. O grande salto dado pelos pesquisadores brasileiros foi conseguir criar um comprimido que, uma vez misturado na \u00e1gua, permanece ativo por at\u00e9 dez semanas. Al\u00e9m disso, a bact\u00e9ria \u00e9 inofensiva para seres humanos, animais dom\u00e9sticos e plantas. O larvicida \u00e9 at\u00e9 indicado para ser usado na tina de \u00e1gua de gatos e cachorros.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos perdendo a guerra contra o mosquito. Mas o novo bioinseticida \u00e9 uma arma que oferece sustentabilidade, seguran\u00e7a e praticidade. \u00c9 f\u00e1cil de ser usado pela popula\u00e7\u00e3o e tem grande durabilidade&#8221;, explica o engenheiro Rodrigo Perez, diretor da BR3. Assim que o produto receber a libera\u00e7\u00e3o da Anvisa, a empresa \u00e9 capaz de produzir 200.000 comprimidos mensais, que podem ser usados em estrat\u00e9gias p\u00fablicas e particulares de controle da dengue.<\/p>\n<p><strong>Contra o mosquito &#8211;<\/strong> Al\u00e9m do ataque \u00e0s larvas, os pesquisadores tamb\u00e9m investem em mosquitos modificados, incapazes de transmitir a doen\u00e7a. A \u00faltima descoberta, feita por pesquisadores americanos, mostrou que \u00e9 poss\u00edvel <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/ciencia\/pesquisadores-descobrem-gene-que-pode-ser-a-nova-arma-contra-a-dengue\" rel=\"\">&#8220;trocar&#8221; o sexo dos mosquitos<\/a> e, provavelmente, impedi-los de transmitir a doen\u00e7a &#8211; apenas as f\u00eameas picam e inoculam o v\u00edrus em humanos. Os cientistas identificaram o gene respons\u00e1vel pela determina\u00e7\u00e3o do sexo nos mosquitos e agora tentam transformar as f\u00eameas em inofensivos mosquitos machos.<\/p>\n<p>Outro m\u00e9todo, desenvolvido na Fiocruz, consiste em soltar mosquitos Aedes que cont\u00e9m a bact\u00e9ria Wolbachia, que os impede de transmitir o v\u00edrus da doen\u00e7a. Essa bact\u00e9ria, que sobrevive no organismo da maior parte dos insetos, n\u00e3o existe naturalmente no Aedes e, de acordo com os cientistas, n\u00e3o causa efeito no corpo humano. No entanto, no organismo do Aedes, ela barra a infec\u00e7\u00e3o. A ideia dos pesquisadores \u00e9 substituir a popula\u00e7\u00e3o de mosquitos do tipo pelos insetos infectados &#8211; o que reduziria drasticamente os casos de dengue.<\/p>\n<p>Uma terceira estrat\u00e9gia \u00e9 o uso de <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/ciencia\/piracicaba-vai-usar-mosquitos-transgenicos-no-combate-a-dengue\" rel=\"\">mosquitos transg\u00eanicos<\/a>. Produzidos por empresas de biotecnologia, como a brasileira <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/brasil\/fabrica-de-mosquitos\" rel=\"\">Moscamed<\/a> e a brit\u00e2nica Oxitec, esses mosquitos machos, ao copularem com as f\u00eameas, geram descendentes incapazes de chegar \u00e0 idade adulta. Assim, eles n\u00e3o transmitiriam a doen\u00e7a. A proposta \u00e9 que a quantidade de mosquitos seja reduzida nos locais onde esses machos s\u00e3o soltos. De acordo com um pesquisa publicada nesta quinta-feira no peri\u00f3dico <em>PLOS Neglected Tropical Diseases<\/em>, a redu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de mosquitos na cidade de Juazeiro, na Bahia, foi de mais de 90%, em consequ\u00eancia da aplica\u00e7\u00e3o desse m\u00e9todo.<\/p>\n<p><strong>Vacina &#8211;<\/strong> Por enquanto, n\u00e3o h\u00e1 vacina capaz de combater com efic\u00e1cia todos os quatro subtipos da dengue. Mas pesquisadores dos Estados Unidos e de Cingapura descobriram que um anticorpo humano espec\u00edfico para o subtipo 2 da doen\u00e7a pode proteger ratos da forma grave do v\u00edrus. O trabalho, publicado esta semana na revista <em>Science<\/em>, sugere que esse anticorpo pode ser usado na produ\u00e7\u00e3o de vacinas que combatam a doen\u00e7a em humanos.<\/p>\n<p>O trabalho \u00e9 importante pois a grande preocupa\u00e7\u00e3o dos cientistas ao desenvolver uma vacina \u00e9 eliminar a vers\u00e3o mortal da dengue, que surge principalmente na segunda ou terceira infec\u00e7\u00f5es. Isso acontece porque algu\u00e9m que tem a doen\u00e7a pela primeira vez desenvolve c\u00e9lulas de defesa contra a doen\u00e7a. Se acontecer de ser picada pelo mosquito uma segunda vez, infectado por outro sorotipo, o novo v\u00edrus que entra no organismo consegue se colar aos anticorpos criados pela primeira infec\u00e7\u00e3o. Assim, o anticorpo funciona como um cavalo de Tr\u00f3ia, levando o v\u00edrus para dentro do sistema imune: a dupla entra com facilidade nas c\u00e9lulas imunol\u00f3gicas, que reconhecem o v\u00edrus como sendo uma c\u00e9lula de defesa. O parasita se multiplica rapidamente no organismo, e essa velocidade pode levar \u00e0 morte.<\/p>\n<p>J\u00e1 h\u00e1 algumas vacinas sendo criadas por laborat\u00f3rios farmac\u00eauticos e institutos de pesquisa internacionais. As mais avan\u00e7adas s\u00e3o as do Sanofi Pasteur, que est\u00e1 em desenvolvimento h\u00e1 cerca de vinte anos, e a do Instituto Butantan, de S\u00e3o Paulo, em parceria com o americano National Institutes of Health (NIH, na sigla em ingl\u00eas). Outras vacinas est\u00e3o sendo feitas pelo GlaxoSmithKline, em conjunto com a Fiocruz, pela Takeda Pharma e pela americana Merck.<\/p>\n<h4>As principais d\u00favidas sobre a dengue<\/h4>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2014\/08\/10\/0328\/pe6Cx\/medicina-dengue-aedes-aegypti-20140423-010-original.jpeg?1402461884\" alt=\"Como a dengue \u00e9 transmitida?\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/p>\n<h3>Como a dengue \u00e9 transmitida?<\/h3>\n<p><span class=\"description\"> O v\u00edrus da dengue \u00e9 transmitido pela picada da f\u00eamea do mosquito Aedes aegypti. O inseto, se infectado, introduz o v\u00edrus no sangue humano. O Aedes aegypti contaminado \u00e9 capaz de passar a doen\u00e7a para tantas pessoas quanto ele picar. <\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2014\/08\/10\/0328\/pe6Cx\/medicina-dengue-aedes-aegypti-20140417-009-original.jpeg?1402461884\" alt=\"Em qual parte do dia o mosquito pica mais?\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/p>\n<h3>Em qual parte do dia o mosquito pica mais?<\/h3>\n<p><span class=\"description\"> Segundo \u00c9sper Kall\u00e1s, infectologista do Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas, o mosquito transmissor da dengue tem o h\u00e1bito de picar com mais frequ\u00eancia no in\u00edcio da manh\u00e3 e no final da tarde, mas isso n\u00e3o quer dizer que uma pessoa n\u00e3o possa ser picada em outros per\u00edodos do dia. <\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2014\/08\/10\/0328\/pe6Cx\/medicina-dengue-aedes-aegypti-20140219-008-original.jpeg?1402461884\" alt=\"\u00c9 poss\u00edvel ser picado mesmo com roupa?\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/p>\n<h3>\u00c9 poss\u00edvel ser picado mesmo com roupa?<\/h3>\n<p><span class=\"description\"> &#8220;O mosquito que transmite a dengue consegue picar uma pessoa mesmo se ela est\u00e1 vestida \u2013 a n\u00e3o ser que a roupa seja muito grossa, como uma blusa de l\u00e3&#8221;, explica a infectologista Tha\u00eds Guimar\u00e3es, da Sociedade Brasileira de Infectologia. <\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2014\/08\/09\/0021\/pe6Cx\/aedes-aegypti-dengue-original.jpeg?1402459381\" alt=\"Todos que s\u00e3o picados desenvolvem a doen\u00e7a?\" width=\"640\" height=\"362\" \/><\/p>\n<h3>Todos que s\u00e3o picados desenvolvem a doen\u00e7a?<\/h3>\n<p><span class=\"description\"> N\u00e3o, nem todas as pessoas picadas pelo mosquito Aedes aegypti desenvolvem os sintomas da dengue. Se o mosquito n\u00e3o estiver contaminado, consequentemente o indiv\u00edduo tamb\u00e9m n\u00e3o receber\u00e1 o v\u00edrus e n\u00e3o ter\u00e1 a doen\u00e7a. Al\u00e9m disso, algumas pessoas infectadas n\u00e3o apresentam sintoma algum da dengue \u2014 segundo o infectologista \u00c9sper Kall\u00e1s, a medicina ainda n\u00e3o sabe por que isso ocorre. <\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2014\/08\/09\/2156\/pe6Cx\/febre-2013-17-12-original.jpeg?1402461509\" alt=\"Quais s\u00e3o os sintomas caracter\u00edsticos da dengue?\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/p>\n<h3>Quais s\u00e3o os sintomas caracter\u00edsticos da dengue?<\/h3>\n<p><span class=\"description\"> Os sintomas mais comuns da dengue cl\u00e1ssica incluem febre alta, dores no corpo, de cabe\u00e7a, atr\u00e1s dos olhos e nas articula\u00e7\u00f5es, al\u00e9m do aparecimento de manchas pelo corpo. Diferentemente do resfriado comum, a dengue n\u00e3o afeta o aparelho respirat\u00f3rio do paciente \u2013 ou seja, n\u00e3o provoca tosse ou coriza. <\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2014\/08\/10\/0553\/pe6Cx\/alx_imagem_1_original.jpeg?1405101637\" alt=\"Quanto tempo leva para os sintomas aparecerem?\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/p>\n<h3>Quanto tempo leva para os sintomas aparecerem?<\/h3>\n<p><span class=\"description\"> O per\u00edodo entre a picada do mosquito transmissor do v\u00edrus da dengue e o surgimento dos sintomas da doen\u00e7a varia entre tr\u00eas e treze dias, em m\u00e9dia. <\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2014\/08\/10\/0553\/pe6Cx\/alx_imagem_2_original.jpeg?1405101613\" alt=\"Por quantos dias os sintomas persistem?\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/p>\n<h3>Por quantos dias os sintomas persistem?<\/h3>\n<p><span class=\"description\"> Em geral, os sintomas duram at\u00e9 uma semana \u2014 exceto na forma hemorr\u00e1gica da doen\u00e7a. Nesse caso, o tempo em que a doen\u00e7a persiste varia de acordo com o progn\u00f3stico de cada paciente. <\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2014\/08\/08\/2214\/pe6Cx\/dengue-original.jpeg?1402459073\" alt=\"Ter dengue uma vez deixa a pessoa imune a uma segunda picada?\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/p>\n<h3>Ter dengue uma vez deixa a pessoa imune a uma segunda picada?<\/h3>\n<p><span class=\"description\"> N\u00e3o. Cada pessoa pode apresentar dengue at\u00e9 quatro vezes, que \u00e9 o n\u00famero de tipos do v\u00edrus que causam a doen\u00e7a. Quando infectadas por um deles, as pessoas se tornam imunes a essa variedade do v\u00edrus, mas n\u00e3o \u00e0s outras. <\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2014\/08\/10\/0328\/pe6Cx\/medicina-dengue-aedes-aegypti-20130403-003-original.jpeg?1402461884\" alt=\"Por que ter dengue pela segunda vez \u00e9 mais perigoso?\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/p>\n<h3>Por que ter dengue pela segunda vez \u00e9 mais perigoso?<\/h3>\n<p><span class=\"description\"> Ter dengue pela segunda (terceira ou quarta) vez \u00e9 mais perigoso \u00e0 sa\u00fade porque o risco de a doen\u00e7a evoluir para a forma hemorr\u00e1gica se torna muito maior. Segundo a infectologista Tha\u00eds Guimar\u00e3es, quando uma pessoa \u00e9 contaminada novamente pelo v\u00edrus da dengue, a rea\u00e7\u00e3o de seu sistema imunol\u00f3gico \u00e9 muito mais agressiva e capaz de desencadear esse processo hemorr\u00e1gico. &#8220;Pessoas com dengue pela primeira vez podem ter dengue hemorr\u00e1gica, mas isso \u00e9 muito raro&#8221;, diz a m\u00e9dica. <\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2014\/08\/10\/0328\/pe6Cx\/medicina-dengue-aedes-aegypti-20140519-012-original.jpeg?1402461884\" alt=\"Qual \u00e9 a diferen\u00e7a entre a dengue comum e a hemorr\u00e1gica?\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/p>\n<h3>Qual \u00e9 a diferen\u00e7a entre a dengue comum e a hemorr\u00e1gica?<\/h3>\n<p><span class=\"description\"> A dengue \u00e9 uma doen\u00e7a \u00fanica. Sua forma hemorr\u00e1gica ocorre quando o problema evolui de sintomas leves ou moderados, como febre e dores de cabe\u00e7a, para sangramentos, que podem acontecer desde na gengiva at\u00e9 nos \u00f3rg\u00e3os gastrointestinais. Segundo o infectologista \u00c9sper Kall\u00e1s, cerca de 1% dos casos de dengue s\u00e3o do tipo hemorr\u00e1gico. Os sinais que podem indicar que uma pessoa est\u00e1 com dengue hemorr\u00e1gica incluem sangramentos (na gengiva, genitais e nariz, por exemplo), v\u00f4mito, dor muito forte de barriga, diarreia persistente, manchas pelo corpo e tontura. <\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2014\/08\/09\/0832\/pe6Cx\/antibiotico-medicamento-remedio-20122311-original.jpeg?1402460428\" alt=\"Como a doen\u00e7a \u00e9 tratada?\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/p>\n<h3>Como a doen\u00e7a \u00e9 tratada?<\/h3>\n<p><span class=\"description\"> N\u00e3o h\u00e1 um tratamento espec\u00edfico contra a dengue. O que existe s\u00e3o formas de combater os sintomas da doen\u00e7a \u2013 ou seja, medicamentos que atenuam as dores, as febres ou terapia intensiva para combater a hemorragia. Formas mais leves da enfermidade geralmente s\u00e3o tratadas com hidrata\u00e7\u00e3o e repouso, e sintomas mais relevantes, com analg\u00e9sicos e antit\u00e9rmicos. A interna\u00e7\u00e3o hospitalar \u00e9 necess\u00e1ria em casos mais graves, com hemorragia. <\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"galeria-multimidia-midia galeria-multimidia-midia-loaded\" src=\"http:\/\/msalx.veja.abril.com.br\/2014\/08\/10\/0328\/pe6Cx\/medicina-dengue-aedes-aegypti-20130403-002-original.jpeg?1402461884\" alt=\"Como prevenir a dengue?\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/p>\n<h3>Como prevenir a dengue?<\/h3>\n<p><span class=\"description\"> Para evitar a dengue, \u00e9 preciso combater o mosquito que transmite o v\u00edrus da doen\u00e7a. Isso inclui eliminar focos de \u00e1gua parada e ac\u00famulo de lixo. O uso de repelentes e produtos qu\u00edmicos que evitam o inseto tamb\u00e9m ajuda. <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um simples comprimido, do tamanho de um AAS infantil, pode ser a mais nova e<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":24016,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/dengue.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/dengue-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/dengue-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/dengue.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/dengue.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/dengue.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/dengue.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/dengue.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/dengue.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/dengue.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um simples comprimido, do tamanho de um AAS infantil, pode ser a mais nova e","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24011"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24011"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24011\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/24016"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24011"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24011"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24011"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}