{"id":2382,"date":"2014-07-04T14:41:18","date_gmt":"2014-07-04T14:41:18","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=2382"},"modified":"2014-07-04T14:41:18","modified_gmt":"2014-07-04T14:41:18","slug":"cidada-de-vastas-areas-oceanicas-do-globo-tartaruga-verde-esta-ameacada-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cidada-de-vastas-areas-oceanicas-do-globo-tartaruga-verde-esta-ameacada-de-extincao\/","title":{"rendered":"Cidad\u00e3 de vastas \u00e1reas oce\u00e2nicas do globo, tartaruga-verde est\u00e1 amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/tartaruga_verde.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-2383\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/tartaruga_verde.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>As tartarugas-verdes (Chelonia mydas) s\u00e3o uma esp\u00e9cie de tartaruga marinha distribu\u00edda por todos os mares tropicais e subtropicais, em \u00e1guas costeiras e ao redor de ilhas, no Brasil, em Fernando de Noronha (PE), Trindade (ES) e Atol das Rocas (RN). A esp\u00e9cie \u00e9 classificada como Amea\u00e7ada pela IUCN, e como Vulner\u00e1vel pelo ICMBio. Ao redor do mundo, a tartaruga-verde \u00e9 protegida contra a explora\u00e7\u00e3o, e sua captura \u00e9 proibida.<\/p>\n<p>Apesar desta prote\u00e7\u00e3o, suas popula\u00e7\u00f5es ainda correm perigo em raz\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o dos mares e da destrui\u00e7\u00e3o das praias de nidifica\u00e7\u00e3o &#8212; seus habitats &#8212; pelo desenvolvimento urbano. Apesar da prote\u00e7\u00e3o formal, ainda sofre com redes de pesca, onde \u00e9 captura por acidente, e com a ca\u00e7a ilegal.<\/p>\n<p>A tartaruga-verde \u00e9 chamada assim n\u00e3o pelas cores da pele ou do casco, mas \u00e0 colora\u00e7\u00e3o esverdeada da sua gordura corporal. Ela tamb\u00e9m \u00e9 conhecida por uruan\u00e3 ou aruan\u00e3.<\/p>\n<p>A cor da sua carapa\u00e7a varia de indiv\u00edduo para indiv\u00edduo e at\u00e9 de jovens para adultos. Varia do verde-claro ao muito escuro, ou pode ter tons de amarelo, castanho e verde com listras radiantes. A parte inferior da carapa\u00e7a, o palastr\u00e3o, varia entre o branco e o amarelo nas popula\u00e7\u00f5es do oceano Atl\u00e2ntico e apresenta tons mais escuros nas popula\u00e7\u00f5es do oceano Pac\u00edfico.<\/p>\n<p>Seu corpo \u00e9 achatado, e tem tanto grande carapa\u00e7a como nadadeiras. Essas tartarugas t\u00eam entre 112 e 120 cm de comprimento e pesam em m\u00e9dia 160 quilos. Podem atingir os 230 quilos. A maior das tartarugas-verdes j\u00e1 registrada tinha 152 cm de comprimento e 395 kg.<\/p>\n<p>Durante a vida, as tartarugas-verdes se estabelecem em diferentes habitats. Na \u00e9poca da postura de ovos, s\u00e3o encontradas em praias. Quando atingem maturidade passam a maior parte do seu tempo em \u00e1guas costeiras rasas dotadas de ervas marinhas abundantes. Quando adultas, optam por ba\u00edas costeiras, lagoas e baixios com pradarias marinhas. Essas mudan\u00e7as de comportamento tamb\u00e9m atingem sua alimenta\u00e7\u00e3o: enquanto jovens s\u00e3o on\u00edvoras; adultas, tornam-se principalmente herb\u00edvoras (fato \u00fanico entre as esp\u00e9cies de tartarugas marinhas), embora possam se alimentar de medusas, moluscos, esponjas, ovos de peixes, restos de peixes e de outros animais marinhos.<\/p>\n<p>Como outras tartarugas marinhas, as tartarugas-verdes migram longas dist\u00e2ncias entre as \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o e as suas praias de incuba\u00e7\u00e3o. Em alguns casos, nadam mais de 2.600 quil\u00f4metros para chegar aos locais de desova. Tartarugas adultas, f\u00eameas e machos, sempre retornam \u00e0s praias onde eclodiram. As f\u00eameas saem do mar e p\u00f5em ovos em ninhos que escavam durante a noite. Mais tarde, filhotes emergem em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1gua. Aqueles que sobrevivem alcan\u00e7am a maturidade sexual ao fim de 20 a 50 anos e vivem at\u00e9 os 80 anos em liberdade.<\/p>\n<p>Nas ilhas oce\u00e2nicas do Brasil, o per\u00edodo reprodutivo come\u00e7a em dezembro, com um pico reprodutivo entre os meses de fevereiro e mar\u00e7o, que se prolonga at\u00e9 junho, quando nascem os \u00faltimos filhotes. As f\u00eameas das tartarugas-verdes desovam em per\u00edodos que variam de 2 a 4 anos, pondo at\u00e9 5 ninhos em uma mesma temporada, com um intervalo de 2 semanas entre cada desova. Os ninhos s\u00e3o c\u00e2maras cavada na areia e depois cobertas. Em cada um deles, a tartaruga-verde p\u00f5e cerca de 120 ovos, sempre \u00e0 noite.<\/p>\n<p>O esfor\u00e7o para proteger a Chelonia mydas atravessa o globo. Al\u00e9m de constar em v\u00e1rias listas de prote\u00e7\u00e3o e legisla\u00e7\u00f5es locais, h\u00e1 tamb\u00e9m acordos internacionais como a Conven\u00e7\u00e3o Interamericana para a Prote\u00e7\u00e3o e a Conserva\u00e7\u00e3o das Tartarugas Marinhas e o Memorando de Entendimento sobre a Conserva\u00e7\u00e3o e Gest\u00e3o das Tartarugas Marinhas e seus habitats do Oceano \u00cdndico e do Sudeste da \u00c1sia (IOSEA).<\/p>\n<p>No Brasil, a esp\u00e9cie \u00e9 protegida dentro de v\u00e1rias unidades de conserva\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um Plano de A\u00e7\u00e3o do ICMBio, conduzido pelo Projeto TAMAR, que realiza a pesquisa, conserva\u00e7\u00e3o e manejo desta e das outras esp\u00e9cies de tartarugas marinhas brasileiras amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As tartarugas-verdes (Chelonia mydas) s\u00e3o uma esp\u00e9cie de tartaruga marinha distribu\u00edda por todos os mares<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2383,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/tartaruga_verde.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/tartaruga_verde.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/tartaruga_verde.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/tartaruga_verde.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/tartaruga_verde.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/tartaruga_verde.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/tartaruga_verde.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/tartaruga_verde.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/tartaruga_verde.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/tartaruga_verde.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"As tartarugas-verdes (Chelonia mydas) s\u00e3o uma esp\u00e9cie de tartaruga marinha distribu\u00edda por todos os mares","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2382"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2382"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2382\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2383"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2382"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2382"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2382"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}