{"id":23577,"date":"2019-08-11T12:25:34","date_gmt":"2019-08-11T15:25:34","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=23577"},"modified":"2019-08-12T12:41:09","modified_gmt":"2019-08-12T15:41:09","slug":"leao-um-dos-animais-em-perigo-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/leao-um-dos-animais-em-perigo-de-extincao\/","title":{"rendered":"Le\u00e3o, um dos animais em perigo de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/img.dgabc.com.br\/Imagens\/20161128103649.jpg?largura=945\" alt=\"Resultado de imagem para Le\u00c3\u00a3o\" width=\"640\" height=\"383\" \/>Le\u00f5es, caranguejos e lobos-marinhos est\u00e3o na lista das preocupa\u00e7\u00f5es dos cientistas por causa do perigo de extin\u00e7\u00e3o. Mas a situa\u00e7\u00e3o do lince ib\u00e9rico melhorou muito na \u00faltima d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Da lista de mais de 77 mil esp\u00e9cies de seres vivos, 23 mil est\u00e3o em vias\u00a0de extin\u00e7\u00e3o noticiou a International\u00a0Union\u00a0for the\u00a0Conservation\u00a0of Nature\u00a0(IUCN). A institui\u00e7\u00e3o, respons\u00e1vel pelos esfor\u00e7os na conserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies prestes a extinguirem-se, atualizou a \u201cRed List\u201d onde se incluem esses animais e plantas e levantou novas preocupa\u00e7\u00f5es sobre a manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade.<\/p>\n<h2 class=\"\"><strong>Mundo animal<\/strong><\/h2>\n<p>Alguns dos animais presentes nesta lista vermelha\u00a0s\u00e3o<strong> o le\u00e3o, o caranguejo e o gato dourado selvagem<\/strong>.<\/p>\n<p>Em \u00c1frica, a ca\u00e7a ilegal e a utiliza\u00e7\u00e3o dos ossos do le\u00e3o para a\u00a0medicina tradicional s\u00e3o os grandes respons\u00e1veis pela amea\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o que recai sobre este\u00a0felino.<\/p>\n<p>Mas\u00a0a persegui\u00e7\u00e3o ilegal a determinados animais e a introdu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies al\u00f3ctones \u2013 isto \u00e9, que n\u00e3o sejam naturais do local em causa \u2013 s\u00e3o as\u00a0respons\u00e1veis por\u00a085% dos\u00a0casos de amea\u00e7a para as esp\u00e9cies, conforme explica a IUCN.<\/p>\n<p>Nos caranguejos,\u00a0duas esp\u00e9cies\u00a0est\u00e3o debaixo de olho da IUCN: a\u00a0<em>Karstama\u00a0balicum e a\u00a0Karstama\u00a0emdi, que\u00a0<\/em>s\u00f3 podem ser encontrados numa gruta em Bali, o\u00a0que os torna\u00a0muito raros. O\u00a0turismo crescente da ilha indon\u00e9sia e os rituais religiosos que t\u00eam lugar nessas caves puseram as esp\u00e9cies em perigo. De acordo com a institui\u00e7\u00e3o, est\u00e3o j\u00e1 a ser estudadas estrat\u00e9gias apropriadas para enfrentar o problema.<\/p>\n<p><a class=\"js-pop-window\" href=\"http:\/\/observador.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/cancer-635720_640.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-575515 \" src=\"http:\/\/observador.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/cancer-635720_640.jpg\" alt=\"cancer-635720_640\" width=\"640\" height=\"412\" \/><\/a><\/p>\n<p>Outra esp\u00e9cie destacada\u00a0pela IUCN\u00a0como estando em imin\u00eancia de extin\u00e7\u00e3o \u00e9 a do <strong>gato dourado africano<\/strong>. A par deste animal est\u00e1 <strong>o<\/strong><strong> le\u00e3o marinho da Nova Zel\u00e2ndia<\/strong>, posto em perigo devido a doen\u00e7as, a modifica\u00e7\u00f5es na cadeia alimentar e \u00e0 captura acidental\u00a0por pescadores.<\/p>\n<p>Mas nem tudo s\u00e3o m\u00e1s not\u00edcias, embora\u00a0Inger\u00a0Andersen,\u00a0um dos membros da institui\u00e7\u00e3o, tenha real\u00e7ado que \u201co nosso mundo natural est\u00e1 a tornar-se cada vez mais vulner\u00e1vel\u201d. O trabalho efetuado com o\u00a0<strong>lince ib\u00e9rico<\/strong>, em Portugal e Espanha, \u00e9 o mais not\u00e1vel: em 2002 existiam apenas 52 elementos\u00a0desta esp\u00e9cie, mas uma d\u00e9cada mais tarde o n\u00famero j\u00e1 subiu para 156.<\/p>\n<p>Foram muitos os fatores que contribu\u00edram para esse sucesso: a equipa da IUCN\u00a0conseguiu aumentar a popula\u00e7\u00e3o de coelhos \u2013 que representam o alimento mais ca\u00e7ado pelos linces -, monitorizar a ca\u00e7a ilegal e fazer acordos com os propriet\u00e1rios de terrenos em Portugal em Espanha, para que equipassem as terras com sistemas de conserva\u00e7\u00e3o em troca de recompensas monet\u00e1rias.<\/p>\n<p>\u201cMas o trabalho est\u00e1 longe de estar terminado\u201d, ressalva Urs Breitenmoser,\u00a0co-respons\u00e1vel\u00a0pelo Grupo de Especialistas em Felinos da\u00a0Comiss\u00e3o de Sobreviv\u00eancia de Esp\u00e9cies. Um exemplo disso \u00e9 a conserva\u00e7\u00e3o do lobo-marinho. Esta esp\u00e9cie\u00a0j\u00e1 tinha estado amea\u00e7ada duas vezes, nos s\u00e9culos\u00a0XIX e XX. Nos anos cinquenta havia apenas 250 lobos-marinhos de Guadalupe e, apesar de o n\u00famero ser oitenta vezes maior em 2010 (com 20 mil indiv\u00edduos), continua dez vezes menor do que quando o Homem iniciou a sua ca\u00e7a\u00a0intensiva.<\/p>\n<p><strong>Mundo vegetal<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o oitenta e quatro as orqu\u00eddeas existentes na \u00c1sia que est\u00e3o em perigo de extin\u00e7\u00e3o, de acordo com os dados recolhidos pela IUCN. Este n\u00famero representa 99% das esp\u00e9cies desta flor, muito utilizada para fins decorativos.<\/p>\n<p>O regulamento da Convention\u00a0on\u00a0International\u00a0Tradde\u00a0in Endangered\u00a0Species\u00a0(CITES) pro\u00edbe a exporta\u00e7\u00e3o das orqu\u00eddeas asi\u00e1ticas, mas a iliteracia sobre este assunto provoca um enfraquecimento das estruturas de prote\u00e7\u00e3o e compromete o sucesso do programa. De qualquer modo, s\u00e3o as esp\u00e9cies selvagens as mais amea\u00e7adas: veja-se o caso\u00a0Paphiopedilum\u00a0Lil\u00e1s, uma flor ex\u00f3tica muito rara oriunda da China e Vietname cujo habitat est\u00e1 em degrada\u00e7\u00e3o e que a produ\u00e7\u00e3o hort\u00edcola est\u00e1 a destruir.<\/p>\n<p>As novas entradas na Red\u00a0List (lista vermelha das esp\u00e9cies amea\u00e7adas)\u00a0v\u00eam da \u00cdndia: quarenta e quatro plantas utilizadas na medicina tradicional est\u00e3o amea\u00e7adas pela destrui\u00e7\u00e3o do habitat, que passou de selvagem a solo agr\u00edcola. Mas nem toda esta flora est\u00e1 posta em causa devido \u00e0 a\u00e7\u00e3o humana: h\u00e1 uma planta venenosa da regi\u00e3o dos Himalaias, e que tamb\u00e9m existe noutras zonas da\u00a0\u00cdndia e Paquist\u00e3o, que est\u00e1 amea\u00e7ada devido \u00e0s avalanches.<\/p>\n<p>Os estudos da <a href=\"http:\/\/www.iucnredlist.org\/news\/west-and-central-africas-wildlife-in-trouble-shows-new-iucn-report\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">IUCN<\/a>\u00a0determinaram que o territ\u00f3rio africano \u00e9 o mais amea\u00e7ado no que toca \u00e0 biodiversidade. A vida selvagem do oeste e centro de \u00c1frica est\u00e1 em perigo devido a perda de habitat, urbaniza\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola de uma forma insustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>De entre as esp\u00e9cies nativas destas regi\u00f5es, 10% dos anf\u00edbios, aves\u00a0e mam\u00edferos est\u00e3o em perigo de desaparecer. Quantos aos peixes, a percentagem sobe para 17%. \u00a0Certas esp\u00e9cies t\u00eam menos de 100 indiv\u00edduos vivos em estado selvagem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Le\u00f5es, caranguejos e lobos-marinhos est\u00e3o na lista das preocupa\u00e7\u00f5es dos cientistas por causa do perigo<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Le\u00f5es, caranguejos e lobos-marinhos est\u00e3o na lista das preocupa\u00e7\u00f5es dos cientistas por causa do perigo","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23577"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23577"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23577\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23577"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23577"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23577"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}