{"id":23325,"date":"2015-06-23T11:00:51","date_gmt":"2015-06-23T11:00:51","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=23325"},"modified":"2015-06-22T23:25:03","modified_gmt":"2015-06-22T23:25:03","slug":"para-ministra-do-meio-ambiente-corte-de-emissao-ja-ocorreu-com-a-queda-do-desmatamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/para-ministra-do-meio-ambiente-corte-de-emissao-ja-ocorreu-com-a-queda-do-desmatamento\/","title":{"rendered":"Para ministra do Meio Ambiente, corte de emiss\u00e3o j\u00e1 ocorreu com a queda do desmatamento"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ministra_mma.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-23326\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ministra_mma-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ministra_mma-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ministra_mma.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por Claudio Angelo, do OC<\/em><\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea acha mesmo que eu vou te dar a INDC do Brasil?\u201d<\/p>\n<p>Sem desfranzir o cenho, Izabella Teixeira vai deixando claro antes de a entrevista come\u00e7ar que n\u00e3o pretende falar muito sobre sua principal tarefa do ano \u2013 a constru\u00e7\u00e3o da meta que o Brasil apresentar\u00e1 \u00e0s Na\u00e7\u00f5es Unidas at\u00e9 outubro para a confer\u00eancia do clima de Paris.<\/p>\n<p>A ministra do Meio Ambiente est\u00e1 em processo de consulta a atores de dentro e de fora do governo para elaborar a chamada INDC (Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada Pretendida), o aguardado conjunto de compromissos que o pa\u00eds dever\u00e1 adotar para combater o aquecimento global e adaptar-se a ele nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>O governo tem feito segredo sobre a INDC. Sabe-se apenas que n\u00e3o h\u00e1 pressa para apresent\u00e1-la, j\u00e1 que o prazo oficial dado pela Conven\u00e7\u00e3o do Clima das Na\u00e7\u00f5es Unidas \u00e9 1o de outubro. An\u00fancios importantes de medidas que poder\u00e3o compor a meta brasileira dever\u00e3o ser feitos em dois momentos: no pr\u00f3ximo dia 30, quando Dilma Rousseff encontra-se com Barack Obama, em Washington, e em agosto, quando a presidente se re\u00fane com a chanceler alem\u00e3, Angela Merkel.<\/p>\n<p>Enquanto isso, Izabella segue em conversas com o setor privado e com outras autoridades do governo \u2013 em especial o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, com quem disse ter-se encontrado quatro vezes para tratar do assunto. \u201cEstou parecendo caixeiro-viajante\u201d, conta.<\/p>\n<p>Sobre o que a proposta brasileira poder\u00e1 conter, a ministra d\u00e1 tr\u00eas pistas. Primeiro, que ela n\u00e3o dever\u00e1 ser feita nos mesmos moldes da meta apresentada pelo Brasil em 2009, na confer\u00eancia de Copenhague. Na \u00e9poca, o Brasil fez o que se chama de \u201cdesvio de trajet\u00f3ria\u201d, ou \u201cdesvio de BAU (business as usual)\u201d. Trata-se de um c\u00e1lculo pelo qual se estimou qual seria a emiss\u00e3o em 2020 na aus\u00eancia de pol\u00edticas de controle de emiss\u00f5es e se prop\u00f4s um conjunto de a\u00e7\u00f5es para colocar a emiss\u00e3o abaixo dessa tend\u00eancia imagin\u00e1ria.<\/p>\n<p>A diplomacia brasileira tem defendido que desvios de trajet\u00f3ria possam ser adotados como meta por pa\u00edses em desenvolvimento no acordo de Paris. Isso foi feito por pa\u00edses que j\u00e1 apresentaram suas INDCs, como Eti\u00f3pia e M\u00e9xico. Para Izabella, por\u00e9m, o Brasil n\u00e3o dever\u00e1 seguir o exemplo mexicano. \u201cO Brasil j\u00e1 fez o desvio de BAU, pelo menos nos setores mais importantes de emiss\u00e3o. N\u00f3s possivelmente n\u00e3o vamos fazer o que o M\u00e9xico est\u00e1 fazendo\u201d, disse ao OC. \u201cQueremos mudar coisas.\u201d<\/p>\n<p>A segunda pista \u00e9 que h\u00e1 uma inten\u00e7\u00e3o de computar a regenera\u00e7\u00e3o natural de florestas na Amaz\u00f4nia e a recomposi\u00e7\u00e3o prevista pelo C\u00f3digo Florestal \u00e0 INDC. \u201cPoderemos ter uma meta para isso\u201d, diz. \u201c\u00c9 o que o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente quer na sua proposta.\u201d Segundo ela, somente na Amaz\u00f4nia h\u00e1 17 milh\u00f5es de hectares de florestas secund\u00e1rias crescendo e capturando carbono. Inserir essas florestas na meta internacional, raciocina o MMA, poder\u00e1 ajudar a captar dinheiro para reduzir os custos do reflorestamento no Brasil \u2013 uma barreira alegada pelos produtores ao cumprimento do c\u00f3digo.<\/p>\n<p>A terceira pista, j\u00e1 delineada pelo Itamaraty, \u00e9 que o pa\u00eds vai querer uma compensa\u00e7\u00e3o pelo desmatamento reduzido at\u00e9 2020, que a ministra chama de \u201ca maior redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es do planeta\u201d. O \u201csaldo\u201d que o Brasil diz ter em redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es at\u00e9 2020, que ela chama de \u201cgreen air\u201d, poderia entrar na ambi\u00e7\u00e3o brasileira para permitir que setores mais conservadores, como a ind\u00fastria, ganhassem tempo antes de cortar emiss\u00f5es. \u201cO tempo que vai ser dado para a ind\u00fastria \u00e9 o tempo para mudar, n\u00e3o para permanecer do mesmo jeito\u201d, esclarece.<\/p>\n<p>Leia a seguir a entrevista .<\/p>\n<p>*<\/p>\n<p><strong>O governo tem dito que nossa INDC vai ser apresentada mais para o final do prazo, porque h\u00e1 um processo de consulta sendo feito pela sra. e h\u00e1 reuni\u00f5es bilaterais importantes com Alemanha e Estados Unidos. Eu queria saber como est\u00e1 esse processo de consulta interno e se h\u00e1 data para a meta sair.<\/strong><\/p>\n<p>A data \u00e9 outubro. \u00c9 a data da Conven\u00e7\u00e3o. O Brasil est\u00e1 construindo os seus n\u00fameros, n\u00f3s somos um pa\u00eds em desenvolvimento no \u00e2mbito da Conven\u00e7\u00e3o e temos uma pol\u00edtica de mudan\u00e7as do clima, gostando ou n\u00e3o gostando, que \u00e9 a maior redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es do planeta. Ponto. Isso \u00e9 uma coisa que tem que acabar no Brasil, de achar que o Brasil n\u00e3o est\u00e1 fazendo redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es. N\u00f3s estamos fazendo mais do que todos os pa\u00edses do mundo que t\u00eam obriga\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o at\u00e9 2020 pela Conven\u00e7\u00e3o. Agora, eu n\u00e3o vi nenhum pa\u00eds estrangeiro chegar aqui e colocar dinheiro, por exemplo, para financiar mobilidade urbana.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, o que tem de diferente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s consultas \u00e9 que em 2009 elas foram mais circunscritas a alguns grupos. Hoje esse movimento do Brasil em rela\u00e7\u00e3o a mudan\u00e7as do clima provoca discuss\u00f5es em v\u00e1rios segmentos, n\u00e3o mais em um grupo circunscrito. Eu estou parecendo caixeiro-viajante, conversando com todo mundo.<\/p>\n<p><strong>E como esses setores t\u00eam se posicionado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de uma meta mais, menos ambiciosa, de desvio de curva, de intensidade?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 uma converg\u00eancia. Tem gente que diz que o Brasil tem que fazer a transi\u00e7\u00e3o o mais r\u00e1pido poss\u00edvel, mas esse mais r\u00e1pido poss\u00edvel tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 claro. O que \u00e9 o mais r\u00e1pido poss\u00edvel? \u00c9 2050? O que eu cravo em 2030 para chegar a 2050 de um jeito? E obviamente h\u00e1 uma complexidade quando voc\u00ea tira o desmatamento como carro-chefe. O que o Brasil fez? O Brasil fez a op\u00e7\u00e3o da rota, que \u00e9 o que o M\u00e9xico est\u00e1 fazendo agora, mudar o \u201cbusiness as usual\u201d [cen\u00e1rio tendencial de emiss\u00f5es]. Mas, claramente, no que diz respeito ao desmatamento, n\u00e3o \u00e9 mudan\u00e7a do business as usual. Voc\u00ea est\u00e1 rumando para eliminar o desmatamento ilegal. Para acabar com o desmatamento na Amaz\u00f4nia. E, com a mudan\u00e7a no C\u00f3digo Florestal, o que voc\u00ea fez? Voc\u00ea colocou efetivamente na agenda que todo mundo come\u00e7ou a enxergar que tinha que ter reserva legal, que tinha que ter APP etc.<\/p>\n<p>\u00c9 \u00f3bvio que o desmatamento dialoga com o fim do crime e com a prote\u00e7\u00e3o da floresta. Uma coisa \u00e9 tirar o que \u00e9 crime, outra coisa \u00e9, vou olhar a floresta. O que eu quero dessa floresta? Vou parar de pression\u00e1-la mesmo naquilo que eu tenho direito e vou por outro lado restaurar parte da floresta. O Brasil vai dialogar com redu\u00e7\u00e3o do desmatamento e com restaura\u00e7\u00e3o. Vai ter que faz\u00ea-lo, quer pelo C\u00f3digo Florestal, quer pela oportunidade econ\u00f4mica, oportunidade tecnol\u00f3gica de trabalhar quest\u00e3o de carbono com resultados de curto prazo.<\/p>\n<p><strong>Isso \u00e9 uma coisa interessante: a restaura\u00e7\u00e3o n\u00e3o estava considerada nas Namas, as metas volunt\u00e1rias de Copenhague, em 2009.<\/strong><\/p>\n<p>Agora entra, como um poss\u00edvel caminho a ser explorado pelo pa\u00eds. Agora, vamos assumir que, al\u00e9m [da redu\u00e7\u00e3o] do desmatamento, n\u00f3s estamos perseguindo tamb\u00e9m a recupera\u00e7\u00e3o e a restaura\u00e7\u00e3o florestal. Ent\u00e3o isso \u00e9 a cara do MMA, \u00e9 o que o MMA quer na sua proposta.<\/p>\n<p><strong>Poderemos ter uma meta para isso?<\/strong><\/p>\n<p>Poderemos ter uma meta para isso. Qual \u00e9 a linha de base que eu assumo? O C\u00f3digo Florestal \u00e9 o primeiro caminho, com m\u00e9trica, com verifica\u00e7\u00e3o. Qual \u00e9 o tamanho desta conta de restaura\u00e7\u00e3o e reflorestamento com a base legal que o Brasil j\u00e1 oferece? O que eu tenho? 10 milh\u00f5es, 12 milh\u00f5es, 15 milh\u00f5es de hectares de passivo? Isso \u00e9 captura de carbono. Naquilo que \u00e9 APP \u00e9 captura e fixa\u00e7\u00e3o. Naquilo que \u00e9 reserva legal com floresta plantada, \u00e9 captura e rod\u00edzio, portanto fixa\u00e7\u00e3o-rod\u00edzio, que tamb\u00e9m \u00e9 previsto nas regras internacionais para contabiliza\u00e7\u00e3o de uso da terra e florestas. Quanto custa fazer isso no Brasil? Eu vou nos Estados e ou\u00e7o custo de R$ 20 mil a R$ 25 mil por hectare. \u00c9 \u00f3bvio que, se voc\u00ea define a ambi\u00e7\u00e3o, a meta, as trajet\u00f3rias tecnol\u00f3gicas que voc\u00ea ter\u00e1 que construir no Brasil t\u00eam como objetivo a redu\u00e7\u00e3o de custo, o incremento de competitividade. Ent\u00e3o, como a gente vai fazer regulamenta\u00e7\u00f5es que permitam solu\u00e7\u00f5es win-win? Naquilo que for cota, dirigir para unidades de conserva\u00e7\u00e3o, que podem ter interesse por regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria, e obviamente dirigir para quem tem em excesso, no CAR est\u00e1 dando que temos mais de 22 milh\u00f5es de hectares em excesso em propriedades privadas sem nenhum regime de prote\u00e7\u00e3o. Como voc\u00ea faz com que proteja al\u00e9m da lei na sua propriedade? Negocia cota.<\/p>\n<p>\u00c9 \u00f3bvio que dizer que vamos ter restaura\u00e7\u00e3o de 10 milh\u00f5es de hectares, em dez anos n\u00e3o quer dizer que eu n\u00e3o possa conciliar tamb\u00e9m com o que est\u00e1 em regenera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea na Amaz\u00f4nia [segundo dados compilados pelo programa] Terraclass. Tem 17 milh\u00f5es de hectares em restaura\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia. E medidos.<\/p>\n<p><strong>Mas isso entraria no nosso composto de meta?<\/strong><\/p>\n<p>Querido, est\u00e1 capturando carbono! S\u00e3o 17 milh\u00f5es de hectares crescendo com florestas secund\u00e1rias capturando carbono! Entendeu? Eu posso chegar no Brasil e dizer, o Brasil vai ter 30 milh\u00f5es de hectares em recupera\u00e7\u00e3o, sendo tantos plantados e tantos em regenera\u00e7\u00e3o\u2026 eu estou mandando a turma fazer os modelos, como \u00e9 o monitoramento e a verifica\u00e7\u00e3o disso, que terras s\u00e3o essas. Mas n\u00e3o s\u00e3o florestas em est\u00e1gio inicial, s\u00e3o florestas mesmo, t\u00e1 capturando. Se voc\u00ea quer fazer isso, sinalizar, tem que ir l\u00e1 medir monitorar, ver quanto captura, para poder afirmar efetivamente que aquilo ali em 20 anos consolidar\u00e1 uma floresta em est\u00e1gio avan\u00e7ado.<\/p>\n<p>Para voc\u00ea oferecer um compromisso formal internacional voc\u00ea tem que ter todas as salvaguardas. Porque o acordo de Paris \u00e9 um acordo que pressup\u00f5es obriga\u00e7\u00e3o para todos e verifica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o pode achar que a gente vai jogar para a plateia. Eu tenho muito cuidado de que o Brasil possa oferecer o melhor caminho para ele, Brasil, e que isso seja uma contribui\u00e7\u00e3o expressiva globalmente. Mas n\u00e3o nos esquecendo tamb\u00e9m que o que n\u00f3s estamos fazendo hoje em rela\u00e7\u00e3o a desmatamento \u00e9 a maior contribui\u00e7\u00e3o em redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es do planeta. Como \u00e9 que o mundo vai internalizar isso como um ativo do Brasil? N\u00f3s ganhamos com isso p\u00f3s-2020? Eu entendo que temos de ganhar.<\/p>\n<p><strong>Isso \u00e9 uma virada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 posi\u00e7\u00e3o do Brasil no Acordo de Copenhague. Porque l\u00e1 dissemos que n\u00e3o apenas n\u00e3o precisamos de dinheiro, como tamb\u00e9m que podemos pagar\u2026<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o no Acordo de Copenhague. Em Copenhague ningu\u00e9m estava tentando fazer um acordo global com obriga\u00e7\u00f5es para todos. Um acordo global com obriga\u00e7\u00f5es para todos \u00e9 agora, em Paris. O Brasil continua um pa\u00eds em desenvolvimento. A diferen\u00e7a \u00e9 que o Brasil foi cobrar efetivamente dos pa\u00edses desenvolvidos uma postura mais agressiva em rela\u00e7\u00e3o aos seus compromissos no \u00e2mbito da conven\u00e7\u00e3o. Que n\u00e3o aconteceu. O Brasil voltou e assumiu sua pol\u00edtica volunt\u00e1ria, mas nacionalmente vinculante. \u00c9 fato! Ent\u00e3o \u00e9 \u00f3bvio que o que est\u00e1 em jogo \u00e9 voc\u00ea ter uma palavrinha: reconhecimento. E qual \u00e9 o impacto disso para o Brasil nos pr\u00f3ximos anos. A outra palavrinha \u00e9 credibilidade. Voc\u00ea n\u00e3o pode colocar nada que n\u00e3o seja exequ\u00edvel, implement\u00e1vel, lembrando que os compromissos s\u00e3o para depois de 2020 e haver\u00e1 um novo governo. Tem que ser o mais robusto poss\u00edvel do ponto de vista da interlocu\u00e7\u00e3o n\u00e3o governo, e obviamente tem que ser transparente, tem que saber por que \u00e9 desse jeito e n\u00e3o de outro jeito. E tem escolhas a fazer.<\/p>\n<p><strong>Que escolhas?<\/strong><\/p>\n<p>Elas dizem respeito a outros dois setores que s\u00e3o fontes de emiss\u00e3o. Um \u00e9 a agricultura e outro \u00e9 a energia, que hoje s\u00e3o respons\u00e1veis pelas maiores emiss\u00f5es do Brasil. E, \u00e0 medida em que voc\u00ea aumenta a popula\u00e7\u00e3o, a tend\u00eancia \u00e9 que voc\u00ea seja mais eficiente em plantar e produzir carne, evitando emiss\u00f5es associadas ao desmatamento, mas voc\u00ea tem tamb\u00e9m que ter efici\u00eancia na log\u00edstica de transporte. Entra uma discuss\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 muito falada no Brasil, que \u00e9 a infraestrutura de baixo carbono. A gente v\u00ea o boi, a palha etc., mas n\u00e3o v\u00ea a log\u00edstica associada a isso. Isso est\u00e1 tamb\u00e9m em discuss\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 contabilizado na ambi\u00e7\u00e3o brasileira, mas o Brasil, diferentemente de um pa\u00eds europeu, n\u00e3o tem sua infraestrutura toda implantada. E ningu\u00e9m discute isso.<\/p>\n<p><strong>Como a gente chega em 2030?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 isso que eu estou tentando dizer para voc\u00ea. Estou dizendo que tem tr\u00eas carros-chefes: voc\u00ea quer que eu discuta gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica no Brasil com renov\u00e1vel, voltam as hidrel\u00e9tricas para a mesa, ent\u00e3o. \u00c9, u\u00e9: o Brasil vai ter que crescer, querido! Ou cresce para discutir como gente grande [bate na mesa], ou ent\u00e3o vamos discutir o qu\u00ea? Tenho um ter\u00e7o implantado e dois ter\u00e7os para implanta\u00e7\u00e3o. O que eu vou levar para ser vi\u00e1vel de implanta\u00e7\u00e3o no pa\u00eds nos pr\u00f3ximos anos. Eu, Izabella, prefiro discutir hidrel\u00e9trica a nuclear. Eu, pessoalmente. Nuclear, do ponto de vista do carbono, \u00e9 uma beleza.<\/p>\n<p><strong>Foi at\u00e9 uma esperteza da declara\u00e7\u00e3o do G7: eles falaram de sair dos f\u00f3sseis, mas n\u00e3o falaram em renov\u00e1veis.<\/strong><\/p>\n<p>Do G7 e da China. Fica todo mundo soltando foguete, ah, porque a China, e o cara fala: \u201cn\u00e3o-f\u00f3ssil\u201d. Ou seja: vai trocar carv\u00e3o por nuclear. No fundo, s\u00e3o v\u00e1rios modelos, v\u00e1rias entradas. Por exemplo, o carro flex: eu terei um momento de entrada do carro flex para o carro h\u00edbrido ou o carro el\u00e9trico? Eu acho que sim. Em algum momento isso vai acontecer. Eu me lembro de uma \u00e9poca aqui neste minist\u00e9rio, nos anos 1990, que a gente discutia como fazer para o \u00e1lcool ter mercado. Que a frota p\u00fablica poderia ser a \u00e1lcool. A\u00ed veio o carro flex, temos a mistura. A discuss\u00e3o do \u00e1lcool ficou ligara ao pre\u00e7o da gasolina depois. Aquelas anomalias que tem de conta \u00e1lcool etc. foram outras circunst\u00e2ncias. Estou falando de ter ou n\u00e3o ter. E, por conta do Proconve, um programa ambiental, tivemos a mistura do \u00e1lcool na gasolina. Voc\u00ea tem que entender quais s\u00e3o as trajet\u00f3rias e quais s\u00e3o os passos a serem dados.<\/p>\n<p>Tenho ouvido coisas interessant\u00e9rrimas que o pr\u00f3prio setor el\u00e9trico traz, como caminhos em que voc\u00ea aumenta a emiss\u00e3o, mas chega num patamar no qual o Brasil n\u00e3o estaria aumentando emiss\u00f5es globalmente. Agora, voc\u00ea tem atividade econ\u00f4mica e aumento de popula\u00e7\u00e3o em 2030 e imaginar que voc\u00ea n\u00e3o vai ter aumento de emiss\u00f5es por habitante? Tem. Agora, voc\u00ea muda o perfil desse aumento de emiss\u00f5es, de f\u00f3ssil para renov\u00e1vel\u2026<\/p>\n<p><strong>U\u00e9, se \u00e9 renov\u00e1vel, n\u00e3o tem emiss\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Tem. Claro que tem. Por que n\u00e3o? Biomassa n\u00e3o tem emiss\u00e3o?<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o, ela desconta do crescimento das plantas.<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o necessariamente. Tudo tem emiss\u00e3o. Biomassa, hidrel\u00e9trica. N\u00e3o \u00e9 na magnitude\u2026 mas tudo tem emiss\u00e3o. Mas diesel, combust\u00edvel, tem emiss\u00e3o associada \u00e0 mobilidade. E \u00e9 tudo na conta do setor de energia. Quando a gente v\u00ea o n\u00famero da energia, a gente tem que compreender o que \u00e9: uma coisa \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o de base, outra coisa \u00e9 o consumo da ind\u00fastria, outra coisa \u00e9 o que voc\u00ea ganha de efici\u00eancia energ\u00e9tica\u2026 a gente roda um programa excelente de efici\u00eancia energ\u00e9tica no Brasil, quanto isso faz diferen\u00e7a nas suas emiss\u00f5es. Eu mandei rodar esse modelo.<\/p>\n<p><strong>Ent\u00e3o n\u00f3s n\u00e3o estamos considerando uma meta absoluta para esse setor de energia.<\/strong><\/p>\n<p>Eu n\u00e3o posso dizer que estamos ou n\u00e3o estamos. Estamos explorando cen\u00e1rios. Quem me deu n\u00famero absoluto? Qual pa\u00eds deu redu\u00e7\u00e3o absoluta?<\/p>\n<p><strong>Todos os pa\u00edses desenvolvidos que botaram n\u00famero na mesa: EUA, Uni\u00e3o Europeia\u2026<\/strong><\/p>\n<p>Deu redu\u00e7\u00e3o absoluta? Voc\u00ea tem certeza?<\/p>\n<p><strong>Sim, deu redu\u00e7\u00e3o absoluta em rela\u00e7\u00e3o a um ano-base.<\/strong><\/p>\n<p>Ah, o ano-base 2005! Por que n\u00e3o \u00e9 1990?<\/p>\n<p><strong>A Uni\u00e3o Europeia fez 1990. Eu n\u00e3o estou dizendo que as metas s\u00e3o boas, veja.<\/strong><\/p>\n<p>T\u00e1 bom. Qual \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o de energia da Uni\u00e3o Europeia? Ela te deu o geral. Eu tenho os n\u00fameros. A Uni\u00e3o Europeia n\u00e3o fala que vai reduzir 40% na energia. Assim at\u00e9 eu, querido.<\/p>\n<p><strong>Deixe-me reformular a minha pergunta: o secret\u00e1rio Carlos Klink diz que possivelmente a nossa INDC n\u00e3o ser\u00e1 mais uma meta de desvio de BAU (\u201cbusiness as usual\u201d, ou trajet\u00f3ria).<\/strong><\/p>\n<p>Isso \u00e9 uma ambi\u00e7\u00e3o. Estamos vendo se \u00e9 vi\u00e1vel. O Brasil j\u00e1 fez o desvio de BAU, pelo menos nos setores mais importantes de emiss\u00e3o. N\u00f3s possivelmente n\u00e3o vamos fazer o que o M\u00e9xico est\u00e1 fazendo. Eu posso chegar e dizer, o Brasil vai reduzir 20% de suas emiss\u00f5es globais em dez anos. Para quem reduziu j\u00e1 36% a 38%\u2026 eu considero isso na minha conta? \u00c9 adicional? \u00c9 por setor? Eu capturo quanto? Eu reduzo aqui e capturo mais ou aumento e seguro no reflorestamento e o resultado l\u00edquido \u00e9 esse? Isso tido depende dos modelos. Eu vejo v\u00e1rios cen\u00e1rios de gente de ONG, que a turma traz, eu ou\u00e7o Deus e todo mundo. Primeiro teste: submeto isso a um cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico, se as vari\u00e1veis macroecon\u00f4micas ficam de p\u00e9.<\/p>\n<p><strong>Mas as vari\u00e1veis macroecon\u00f4micas das nossas Namas foram chutadas.<\/strong><\/p>\n<p>Por isso\u2026 \u00e9 um aprendizado. Quer ver uma pergunta que eu estou fazendo h\u00e1 dois meses e ningu\u00e9m me responde? Qual \u00e9 o papel das prefeituras, dos prefeitos e das cidades nisso? O prefeito do Rio de Janeiro chamou algum debate sobre isso? O prefeito de S\u00e3o Paulo chamou algum debate sobre isso? Se eu imponho metas aqui, como \u00e9 que isso rebate l\u00e1 na ponta? Olhando 2030, 2050, se o Brasil vai ser um pa\u00eds 93% urbano, qual \u00e9 o papel das cidades em mitiga\u00e7\u00e3o e em adapta\u00e7\u00e3o? A sensa\u00e7\u00e3o que eu tenho \u00e0s vezes \u00e9 que muita gente se acomodou com a hist\u00f3ria do desmatamento.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 inclusive o que a sociedade civil acha que \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o do governo, que ele se acomodou nessa hist\u00f3ria do desmatamento.<\/strong><\/p>\n<p>O governo vai cumprir a meta da Pol\u00edtica Nacional de Mudan\u00e7a do Clima. A meta vai ser cumprida. A sociedade civil \u00e9 muito interessante: o Brasil fez uma pol\u00edtica, virou lei, eu sou monitorada se cumpre, se n\u00e3o cumpre, e eu vou cumprir. Na ABC se coloca R$ 5 bilh\u00f5es no cr\u00e9dito, n\u00e3o vou dizer se \u00e9 suficiente ou se n\u00e3o \u00e9.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o tem nem monitoramento ainda.<\/strong><\/p>\n<p>A\u00ed o cara n\u00e3o faz, vai ser cobrado. Est\u00e1 sendo cobrado j\u00e1. Tanto que o BNDES entrou com o Banco do Brasil para mudar o modelo. Ent\u00e3o, \u00e9 \u00f3bvio\u2026 a\u00ed voc\u00ea vai no PED (Plano Decenal de Energia) e tem os pressupostos de como fazer. Tira o ano de crise de energia, porque est\u00e1 faltando \u00e1gua. Voc\u00ea tem um pico. Voc\u00ea n\u00e3o mede ano, voc\u00ea mede per\u00edodo.<\/p>\n<p><strong>O PDE tem esse problema, n\u00e3o? Ele assume que o cen\u00e1rio tendencial \u00e9 de 100% de f\u00f3sseis na matriz.<\/strong><\/p>\n<p>E a premissa era de que voc\u00ea colocava muita hidrel\u00e9trica. N\u00e3o se esque\u00e7a disso. E as hidrel\u00e9tricas n\u00e3o est\u00e3o acontecendo na magnitude que se esperava por conta de problemas socioambientais. Ent\u00e3o vamos para a mesa. Eu prefiro viabilizar os problemas socioambientais. Porque a \u00e1rea ambiental combinou em algum momento que era fio d\u2019\u00e1gua se n\u00e3o tem reserva\u00e7\u00e3o e aumenta com t\u00e9rmicas quando tem a crise h\u00eddrica. S\u00e3o os trade-offs.<\/p>\n<p><strong>O secret\u00e1rio de Planejamento Energ\u00e9tico do Minist\u00e9rio de Minas e Energia, Altino Ventura, diz que n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel tecnicamente fazer grandes reservat\u00f3rios na Amaz\u00f4nia\u2026<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o d\u00e1 para fazer as novas, algumas do passado dava. Eu fui atr\u00e1s disso. Eu n\u00e3o estou aqui defendendo A, B ou C. Sou obrigada a colocar algumas vari\u00e1veis na mesa que t\u00eam trade-offs, e tem que ter um m\u00ednimo de governan\u00e7a para que seja tomada uma decis\u00e3o. Eu concordo que tem uma zona de conforto em torno do desmatamento, j\u00e1 que 80% dos compromissos de redu\u00e7\u00e3o estavam associados ao desmatamento.<\/p>\n<p><strong>A sra. disse que o Brasil apresentaria uma proposta de desmatamento l\u00edquido zero. Mas isso era a meta do Plano Nacional de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas de 2008 que era para estar pronta agora em 2015.<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o, senhor. Deixa eu explicar. O que \u00e9 desmatamento l\u00edquido zero para voc\u00ea?<\/p>\n<p><strong>Desmatamento l\u00edquido zero \u00e9 perda de floresta igualar o ganho. Mas isso n\u00e3o \u00e9 necessariamente emiss\u00e3o l\u00edquida zero.<\/strong><\/p>\n<p>A\u00ed! Primeira coisa \u00e9 essa. Segundo. Se eu tenho lei no pa\u00eds que autoriza supress\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o, tira a press\u00e3o econ\u00f4mica do malfeito. Vamos imaginar que a gente consiga ganhar em dez anos, sei l\u00e1, 60% da produtividade nas \u00e1reas de pastagem. Voc\u00ea vai diminuir a press\u00e3o. Mas, se voc\u00ea comprar uma terra em Tocantins, no cerrado amaz\u00f4nico, e resolver explorar, voc\u00ea vai explorar. E eu tenho expans\u00e3o de fronteira agr\u00edcola, por mais que eu pessoalmente fique indignada. E voc\u00ea vai suprimir, tirar 65% daquilo ali. Isso eu terei que compensar? N\u00e3o, n\u00e9? Uma das teorias de desmatamento l\u00edquido zero \u00e9 que eu teria de compensar mesmo do legal. Como faz isso? Eu terei que imobilizar. Se o cara tirou 65% eu vou na terra de algu\u00e9m para colocar 65%. E a\u00ed os modelos n\u00e3o batem. Eu vou ter alguma emiss\u00e3o associada ao legal. Quanto \u00e9 toler\u00e1vel do legal? O que \u00e9 novo, o que eu conven\u00e7o o cara a suprimir menos para ser mais eficiente. Isso tudo custa dinheiro.<\/p>\n<p><strong>Isso \u00e9 uma das premissas do ABC, que a expans\u00e3o futura ser\u00e1 em \u00e1reas j\u00e1 abertas de pastagens degradadas.<\/strong><\/p>\n<p>A\u00ed voc\u00ea conversa com o setor produtivo e pergunta se isso \u00e9 suficiente, e eles dizem n\u00e3o, n\u00f3s vamos precisar de mais \u00e1rea.<\/p>\n<p><strong>Sim, mas \u00e9 a\u00ed que entra o governo, n\u00e9?<\/strong><\/p>\n<p>Mas v\u00e3o precisar de mais \u00e1rea legal, n\u00e3o estou falando que \u00e9 ilegal, n\u00e3o. Sempre que a gente olha o desmatamento, a gente v\u00ea do ponto de vista do ilegal. Mas existe uma discuss\u00e3o sobre o legal, expans\u00e3o econ\u00f4mica e emiss\u00f5es que n\u00e3o tem nada a ver com o C\u00f3digo Florestal, regulariza\u00e7\u00e3o etc. Quando voc\u00ea crava uma tend\u00eancia e uma estrat\u00e9gia, voc\u00ea vai ter que olhar esses caras. Pode ser que at\u00e9 2030 a participa\u00e7\u00e3o deles seja residual, e depois essa participa\u00e7\u00e3o passa a ser mais expressiva naquilo que voc\u00ea contabiliza como zero.<\/p>\n<p><strong>Existe uma discuss\u00e3o sobre espa\u00e7o de carbono? O Brasil est\u00e1 pronto para assumir um or\u00e7amento de carbono?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 uma coisa que o Brasil tradicionalmente recepciona, as cotas de carbono. Estou esperando o resultado da reuni\u00e3o de Bonn para ver isso. Tem que saber, mais do que o que foi escrito, aquilo que foi dito e n\u00e3o est\u00e1 escrito.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a nossa posi\u00e7\u00e3o sobre emiss\u00e3o l\u00edquida zero em 2050?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 vi\u00e1vel para os EUA e para os pa\u00edses desenvolvidos? Quero ver os n\u00fameros. \u00c9 que nem voc\u00ea falar que vai ter pico de emiss\u00e3o ou falar que quer reduzir tal coisa em um setor e o resto n\u00e3o vale. Esses anos todos discutindo clima eu aprendi a querer ver os n\u00fameros.<\/p>\n<p>A sra. disse que n\u00e3o vamos fazer como o M\u00e9xico. Sobram duas op\u00e7\u00f5es\u2026 redu\u00e7\u00e3o de intensidade de carbono ou metas absolutas. Ou um misto dos dois.<\/p>\n<p>O desvio n\u00f3s j\u00e1 fizemos. N\u00f3s queremos mudar coisas. S\u00e3o as rotas, as trajet\u00f3rias tecnol\u00f3gicas. Todos os cen\u00e1rios est\u00e3o na mesa. Todos. Tem intensidade para energia, eu j\u00e1 vi os n\u00fameros oficiais, que s\u00e3o contestados pelas empresas.<\/p>\n<p>Outra coisa que estamos vendo \u00e9 se os ganhos at\u00e9 2020, a chamada pol\u00edtica das early actions, nos permite ainda entrar na ambi\u00e7\u00e3o brasileira e nos permitir, mesmo que num cen\u00e1rio mais conservador em algumas situa\u00e7\u00f5es, como ind\u00fastria. O tempo que vai ser dado para a ind\u00fastria \u00e9 o tempo para mudar, n\u00e3o para permanecer do mesmo jeito. Porque eu tenho um saldo a nosso favor, que eu chamo de \u201cgreen air\u201d.<\/p>\n<p><strong>Os governadores da Amaz\u00f4nia lan\u00e7aram uma carta cobrando o governo federal pelo desmatamento que eles disseram ter reduzido sem receber compensa\u00e7\u00f5es por isso.<\/strong><\/p>\n<p>Eu li a carta. A reivindica\u00e7\u00e3o \u00e9 leg\u00edtima, mas os Estados precisam ampliar seus esfor\u00e7os de fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O que a presidente Dilma vai discutir com Barack Obama?<\/strong><\/p>\n<p>Est\u00e1 sendo constru\u00edda uma declara\u00e7\u00e3o conjunta e clima \u00e9 parte dela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Claudio Angelo, do OC \u201cVoc\u00ea acha mesmo que eu vou te dar a INDC<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":23326,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ministra_mma.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ministra_mma-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ministra_mma-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ministra_mma.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ministra_mma.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ministra_mma.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ministra_mma.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ministra_mma.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ministra_mma.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ministra_mma.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Claudio Angelo, do OC \u201cVoc\u00ea acha mesmo que eu vou te dar a INDC","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23325"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23325"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23325\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23326"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23325"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23325"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23325"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}