{"id":23141,"date":"2015-06-20T13:00:47","date_gmt":"2015-06-20T13:00:47","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=23141"},"modified":"2015-06-19T23:40:30","modified_gmt":"2015-06-19T23:40:30","slug":"ibge-faz-raio-x-do-desenvolvimento-sustentavel-do-pais-em-63-indicadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/ibge-faz-raio-x-do-desenvolvimento-sustentavel-do-pais-em-63-indicadores\/","title":{"rendered":"IBGE faz raio X do desenvolvimento sustent\u00e1vel do pa\u00eds em 63 indicadores"},"content":{"rendered":"<div id=\"materia-letra\" class=\"materia-conteudo entry-content\">\n<div>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/panorama_ambiental.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-23142\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/panorama_ambiental-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/panorama_ambiental-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/panorama_ambiental.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O IBGE lan\u00e7ou nesta sexta-feira (19) um extenso relat\u00f3rio com 63 indicadores, incluindo v\u00e1rias s\u00e9ries hist\u00f3ricas, que tra\u00e7am um panorama da sustentabilidade da forma de desenvolvimento do Brasil.<\/p>\n<p>A 6\u00aa edi\u00e7\u00e3o dos Indicadores de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (IDS) Brasil 2015 mostra que o pa\u00eds est\u00e1 avan\u00e7ando em diversas \u00e1reas ambientais, sociais e econ\u00f4micas, mas tem muito por avan\u00e7ar em outras.<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o do uso de energia n\u00e3o-renov\u00e1vel, por exemplo, aparece em queda no relat\u00f3rio do IBGE, enquanto o consumo de energia em geral cresce mais rapidamente que a popula\u00e7\u00e3o. O desmatamento da Amaz\u00f4nia tem diminu\u00eddo, mas ainda consome milhares de quil\u00f4metros quadrados de floresta a cada ano. Os casos de doen\u00e7a por falta de saneamento t\u00eam diminu\u00eddo, mas os que t\u00eam insetos como causa aumentaram.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio usa dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD), Produto Interno Bruto (PIB), Pesquisa da Produ\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola Municipal (PAM) e Proje\u00e7\u00e3o da Popula\u00e7\u00e3o do Brasil, todos do IBGE, al\u00e9m de dados de minist\u00e9rios, secretarias estaduais e municipais, Ibama, DataSUS, Iphan, Unesco e outras institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Veja abaixo alguns destaques do IDS 2015:<\/p>\n<p><strong>Popula\u00e7\u00e3o em \u00e1reas costeiras<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" title=\"Praia do Leste, em 2014, no \u00faltimo registro da especialista (Foto: C\u00e9lia Regina de Gouveia Souza\/Arquivo Pessoal)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/xG-HGDh3-Vdx-LGG8loyAWaKR5s=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/02\/26\/praia2014-photo.jpg\" alt=\"Praia do Leste, em 2014, no \u00faltimo registro da especialista (Foto: C\u00e9lia Regina de Gouveia Souza\/Arquivo Pessoal)\" width=\"300\" height=\"225\" \/><strong>Eros\u00e3o em praia do litoral paulista (Foto: C\u00e9lia<br \/>\nRegina de Gouveia Souza\/Arquivo Pessoal)<\/strong><\/div>\n<p>Um dos dados apresentados pelo instituto \u00e9 o aumento de 33%, entre 1991 e 2010, da popula\u00e7\u00e3o residente no litoral, saltando de 34,3 milh\u00f5es para 45,7 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Um dos principais efeitos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, previsto por cientistas, \u00e9 o aumento do n\u00edvel do mar em decorr\u00eancia do degelo dos polos.<\/p>\n<p>Essa eleva\u00e7\u00e3o pode afetar as popula\u00e7\u00f5es que vivem \u00e1reas costeiras, inclusive no Brasil. A regi\u00e3o do pa\u00eds com maior vulnerabilidade \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o dos oceanos \u00e9 o Nordeste. Dos 53 milh\u00f5es de habitantes distribu\u00eddos por nove estados, 20 milh\u00f5es moram na costa litor\u00e2nea.<\/p>\n<p><strong>Emiss\u00f5es de CO2<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" title=\"Emiss\u00f5es de CO2 (Foto: Editoria de Arte\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/tte1aEgi8TiKbHRn39-IQCqYobY=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/06\/18\/emissoes.jpg\" alt=\"Emiss\u00f5es de CO2 (Foto: Editoria de Arte\/G1)\" width=\"300\" height=\"230\" \/><strong>Emiss\u00f5es de CO2 (Foto: Editoria de Arte\/G1)<\/strong><\/div>\n<p>Ainda em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, o relat\u00f3rio do IBGE, baseado em dados do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, ressalta que as emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono (CO2) do pa\u00eds aumentaram 65% entre 1990 e 2005.<\/p>\n<p>Em n\u00fameros absolutos, o total de di\u00f3xido de carbono liberado na atmosfera no pa\u00eds saltou de 991.731 gigatoneladas para 1.637.905 gigatoneladas.<\/p>\n<p>O CO2 \u00e9 um poderoso g\u00e1s de efeito estufa e o aumento de seus n\u00edveis preocupa por influenciar o aumento da temperatura do planeta, respons\u00e1vel por provocar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Entre 1990 e 2010, o setor de energia foi o que mais emitiu di\u00f3xido de carbono no Brasil. O total foi crescente no per\u00edodo, saltando de 179.948 gigatoneladas para 382.698 gigatoneladas. Houve aumento tamb\u00e9m nas emiss\u00f5es provenientes de processos industriais e tratamento de res\u00edduos. Na agricultura, houve alta no lan\u00e7amento de gases como metano e \u00f3xido nitroso.<\/p>\n<p><strong>Desmatamento<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" title=\"Desmatamento no Amazonas  (Foto: Adneison Severiano\/G1 AM)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/EgwwWMnuD-c6JSMWV3N_WobT9Uk=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/05\/01\/img_0859editada.jpg\" alt=\"Desmatamento no Amazonas  (Foto: Adneison Severiano\/G1 AM)\" width=\"620\" height=\"465\" \/><strong>Desmatamento no Amazonas (Foto: Adneison Severiano\/G1 AM)<\/strong><\/div>\n<p>O IBGE incluiu em seu relat\u00f3rio os dados do Sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que mostram que o ritmo do desmate da amaz\u00f4nia, entre subidas e descidas, diminuiu entre 1991 e 2013.<\/p>\n<p>Em 1991, o desflorestamento bruto na Amaz\u00f4nia Legal (bioma que abrange todos os estados da Regi\u00e3o Norte, al\u00e9m de Mato Grosso e parte do Maranh\u00e3o) foi de 11.030 km\u00b2. A devasta\u00e7\u00e3o atingiu seu pico em 1995 (29.059 km\u00b2), mas houve nova redu\u00e7\u00e3o. Em 2013, \u00faltimo dado tabulado pelo IBGE neste relat\u00f3rio, houve perda de 5.843 km\u00b2.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es representam o \u00edndice oficial de perda de vegeta\u00e7\u00e3o amaz\u00f4nica do governo federal e avaliam os meses que integram o chamado &#8220;calend\u00e1rio do desmatamento&#8221;, relacionado com as chuvas e atividades agr\u00edcolas (o \u00edndice de 2013, por exemplo, vai de agosto de 2012 a julho de 2013).<\/p>\n<p><strong>Mata Atl\u00e2ntica e Cerrado<\/strong><br \/>\nO relat\u00f3rio apresenta ainda a quantidade de \u00e1reas remanescentes de vegeta\u00e7\u00e3o nos demais biomas brasileiros. A partir de informa\u00e7\u00f5es do Ibama, o documento mostra que, at\u00e9 2012, restavam 14,5% da vegeta\u00e7\u00e3o original de Mata Atl\u00e2ntica (189,5 mil km\u00b2 de 1,3 milh\u00e3o de km\u00b2).<\/p>\n<p>Do Pampa, presente na Regi\u00e3o Sul, at\u00e9 2009 restavam 36%, o equivalente a 63,7 mil km\u00b2. At\u00e9 2010, o Cerrado teve desmatado 49,1% de sua vegeta\u00e7\u00e3o original, restando 1,03 milh\u00e3o de km\u00b2.<\/p>\n<p>Do Pantanal, ainda h\u00e1 84,6% de \u00e1rea preservada, o que totaliza 127,2 mil km\u00b2. Ainda de acordo com o relat\u00f3rio do IBGE, 46,6% da Caatinga foram desmatados at\u00e9 2009, restando 441,2 mil km\u00b2 do bioma.<\/p>\n<p><strong>Queimadas<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" title=\"Queimadas (Foto: Editoria de Arte\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/DmgpYes9xF7VkWuomBKFmkDUqmk=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/06\/18\/queimadas.jpg\" alt=\"Queimadas (Foto: Editoria de Arte\/G1)\" width=\"300\" height=\"230\" \/><strong>Queimadas (Foto: Editoria de Arte\/G1)<\/strong><\/div>\n<p>Entre 2008 e 2013, o Cerrado foi o bioma que mais registrou focos de queimada, de acordo com os dados do IBGE, a partir do monitoramento de focos de calor do Inpe.<\/p>\n<p>No per\u00edodo, o Brasil registrou 937,7 pontos de calor, sendo que 373,7 mil (39,8%) ocorreram nos oito estados que comp\u00f5em o Cerrado.<\/p>\n<p>Os dados do relat\u00f3rio do IBGE mostram que 1.152 esp\u00e9cies da flora e da fauna brasileira s\u00e3o consideradas amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. Os n\u00fameros apresentados s\u00e3o de 2008, portanto o n\u00famero desde ent\u00e3o pode ter aumentado.<\/p>\n<p>A Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 o bioma brasileiro com a maior quantidade de esp\u00e9cies da flora e fauna amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. S\u00e3o 544 esp\u00e9cies (275 da flora e 269 da fauna) em risco de desaparecer.<\/p>\n<p><strong>Agrot\u00f3xicos<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Agrot\u00f3xico \u00e9 despejado pelo avi\u00e3o e atinge mata (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/RBS TV)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/detGcGRJarZgN5RrXpyBjKDVmhQ=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/04\/27\/pulverizacao.jpg\" alt=\"Agrot\u00f3xico \u00e9 despejado pelo avi\u00e3o e atinge mata (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/RBS TV)\" width=\"639\" height=\"479\" \/><strong>Avi\u00e3o despeja agrot\u00f3xicos (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/RBS TV)<\/strong><\/div>\n<p>A quantidade de agrot\u00f3xico entregue ao consumidor final mais que dobrou entre 2000 e 2012, segundo o IBGE. Em 2002, quando houve o menor uso no per\u00edodo, a comercializa\u00e7\u00e3o do produto era de 2,7 quilos por hectare. Em 2012, esse n\u00famero chegou a 6,9 kg\/ha.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio apontou que os produtos considerados perigosos foram os mais representativos, respondendo por 64,1% dos itens comercializado entre 2009 e 2012. Segundo o especialista do IBGE, esse resultado foi puxado por um herbicida denominado glifosato.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um produto medianamente perigoso e muito usado na cultura da soja. Est\u00e1-se usando muito no pa\u00eds, principalmente na \u00e1rea do Cerrado e do Centro-Oeste. Glifosato \u00e9 o componente mais comercializado\u201d, disse Rodrigo Pereira, gerente de estudos ambientais da coordena\u00e7\u00e3o de recursos naturais e estudos ambientais do IBGE.<\/p>\n<p><strong>Doen\u00e7as por falta de saneamento diminu\u00edram<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" title=\"Aedes aegypti, que transmite dengue e chikungunya, tamb\u00e9m pode transmitir o zika v\u00edrus (Foto: CDC-GATHANY\/PHANIE\/AFP)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/TbRpeg9-MfVGMtEhpiMkfQv9ftQ=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/05\/26\/aedes_aegypti.jpg\" alt=\"Aedes aegypti, que transmite dengue e chikungunya, tamb\u00e9m pode transmitir o zika v\u00edrus (Foto: CDC-GATHANY\/PHANIE\/AFP)\" width=\"300\" height=\"225\" \/><strong>Aedes aegypti, que transmite dengue e chikungunya e<br \/>\nzika v\u00edrus (Foto: CDC-GATHANY\/PHANIE\/AFP)<\/strong><\/div>\n<p>De 2000 a 2013, diminu\u00edram as interna\u00e7\u00f5es por doen\u00e7as relacionadas a falta de saneamento ambiental no Brasil. Se, em 2000, havia 326,1 interna\u00e7\u00f5es por esse tipo de doen\u00e7a a cada 100 mil habitantes, em 2013, o n\u00famero caiu para 202,6 a cada 100 mil.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo, diminu\u00edram os casos de doen\u00e7as de transmiss\u00e3o feco-oral, de transmiss\u00e3o pela \u00e1gua e relacionadas com a higiene, aponta o IBGE. As doen\u00e7as transmitidas por insetos, por\u00e9m, aumentaram. Em 2000, foram 22 casos por 100 mil habitantes, n\u00famero que subiu\u00a0 para 34,9 casos por 100 mil habitantes em 2013.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o com maior incid\u00eancia desse tipo de doen\u00e7a em 2013 foi o Norte. J\u00e1 o Sudeste foi a regi\u00e3o com a menor incid\u00eancia do problema.<\/p>\n<p><strong>Aids aumentou<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" title=\"Espoeran\u00e7a de vida (Foto: Editoria de Arte\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/2yv4Uwpzw7kohjSp3qN7iA3N7eY=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/06\/18\/esperanca-de-vida.jpg\" alt=\"Espoeran\u00e7a de vida (Foto: Editoria de Arte\/G1)\" width=\"300\" height=\"230\" \/><\/div>\n<p>A incid\u00eancia de Aids aumentou de 2000 para 2012: passou de 16,6 para 20,2 a cada 100 mil habitantes. Ainda de 2000 a 2012, o Brasil registrou um aumento de 4,7 anos na esperan\u00e7a de vida ao nascer: a expectativa foi de 69,8 para 74,5 anos.<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, houve uma redu\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil de 29,02 por mil nascidos vivos para 15,69 por mil nascidos vivos. Em 2012, a maior taxa de mortalidade infantil foi registrada no Nordeste: 20,5 por mil nascidos vivos. A menor taxa foi observada no sul: 10,8 mortes por mil nascidos vivos.<\/p>\n<p>A desnutri\u00e7\u00e3o em crian\u00e7as menores de 5 anos tamb\u00e9m vem diminuindo progressivamente. Entre 2008 e 2009, a preval\u00eancia foi de 2,8%. Esse \u00edndice era de 18,4 entre 1974 e 1975.<br \/>\nDe 2002 a 2009, aumentou o n\u00famero de estabelecimentos de sa\u00fade por mil habitantes: de 0,37 para 0,49. O n\u00famero de leitos para interna\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, diminuiu, passando de 2,6 para 2,23 por mil habitantes.<\/p>\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" title=\"Mapa Brasil Alfabetiza\u00e7\u00e3o (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/IBGE)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/fe-Ie_1EWNsGRt94AQkS_foREsI=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/06\/18\/mapa_brasil_alfabetizacao.jpg\" alt=\"Mapa Brasil Alfabetiza\u00e7\u00e3o (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/IBGE)\" width=\"300\" height=\"460\" \/><strong>Mapas mostram a diferen\u00e7a entre a alfabetiza\u00e7\u00e3o<br \/>\nde brancos (acima) e de pretos\/pardos (abaixo).<br \/>\nQuanto mais escuro o tom, maior o \u00edndice de<br \/>\nalfabetiza\u00e7\u00e3o (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/IBGE)<\/strong><\/div>\n<p>Os dados compilados pelo IBGE mostram que o Brasil tem avan\u00e7ado rumo ao cumprimento de metas internacionais, mas que ainda h\u00e1 desigualdades. Uma das \u00e1reas destacadas pelo levantamento \u00e9 a alfabetiza\u00e7\u00e3o de adultos.<\/p>\n<p>Segundo a Pnad 2012, no Distrito Federal e nos estados do Amapa, Esp\u00edrito Santo, Mato Grosso do Sul, Paran\u00e1, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e S\u00e3o Paulo, a taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o de jovens e adultos de cor branca \u00e9 de entre 95,1% e 97,2% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 entre os jovens e adultos pretos ou pardos, s\u00f3 no Distrito Federal e no Esp\u00edrito Santo a taxa chegou a esse patamar. H\u00e1 ainda tr\u00eas estados (Alagoas, Maranh\u00e3o e Para\u00edba) onde a taxa varia entre 76,5% e 80% para os jovens e adultos negros. No caso dos brancos, nenhum estado tem taxa abaixo de 80%.<\/p>\n<p>A meta do Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE) \u00e9 ter, at\u00e9 o fim deste ano, 93,5% das pessoas com 15 anos ou mais alfabetizadas, e 100% at\u00e9 2024. Em 2013, a taxa m\u00e9dia nacional era de 91,5%.<\/p>\n<p><strong>Menos energia renov\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Barragem da UHE Manso: reservat\u00f3rio est\u00e1 com n\u00edvel de \u00e1gua acima do n\u00edvel m\u00ednimo, segundo Furnas. (Foto: Marcos Bergamasco \/ Secom-MT)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/gacrvSNXssb9HDMcqfXicfW3Ajc=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/09\/30\/barragem_uhe_manso_620x465_marcos_bergamasco_secom_mt.jpg\" alt=\"Barragem da UHE Manso: reservat\u00f3rio est\u00e1 com n\u00edvel de \u00e1gua acima do n\u00edvel m\u00ednimo, segundo Furnas. (Foto: Marcos Bergamasco \/ Secom-MT)\" width=\"637\" height=\"478\" \/><strong>Barragem da Usina Hidrel\u00e9trica de Manso, em Mato Grosso. (Foto: Marcos Bergamasco \/ Secom-MT)<\/strong><\/div>\n<p>A energia renov\u00e1vel &#8211; hidrel\u00e9trica, gerada com lenha e carv\u00e3o vegetal, derivados da cana-de-a\u00e7\u00facar, entre outras fontes prim\u00e1rias renov\u00e1veis \u2013 perdeu participa\u00e7\u00e3o na matriz energ\u00e9tica brasileira em 2012, mostra o IDS. Naquele ano, ela registrou sua menor participa\u00e7\u00e3o em uma d\u00e9cada: 42,4%.<\/p>\n<p>\u201cHouve queda forte na cana de a\u00e7\u00facar e derivados, queda na hidr\u00e1ulica, em fun\u00e7\u00e3o principalmente de fatores clim\u00e1ticos. Estamos passando por uma certa seca. Isso j\u00e1 vem de algum tempo. A lenha tamb\u00e9m: na medida que diminuiu o desmatamento, diminui a lenha\u201d, explica o pesquisador de Recursos Naturais do IBGE, J\u00falio Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p><strong>Mais energia n\u00e3o-renov\u00e1vel<\/strong><br \/>\nA participa\u00e7\u00e3o de energia n\u00e3o-renov\u00e1vel na matriz energ\u00e9tica brasileira cresceu de 56,1%, em 2003, para 57,6%, em 2012, \u201cprincipalmente na oferta de petr\u00f3leo e derivados, que passou de 36,7% para 39,2%, entre 2008 e 2012.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" title=\"Energia (Foto: Editoria de Arte\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/g019DKWi5nYJ_FWqnSABdUWt3vI=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/06\/18\/energia.jpg\" alt=\"Energia (Foto: Editoria de Arte\/G1)\" width=\"300\" height=\"230\" \/><strong>Energia (Foto: Editoria de Arte\/G1)<\/strong><\/div>\n<p>\u201cIsso se deve \u00e0 descoberta das reservas de pr\u00e9-sal e ao crescimento das vendas dos autom\u00f3veis\u201d, ressaltou o IBGE. \u201c A produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s come\u00e7a a subir a partir de 2008.O que est\u00e1 crescendo s\u00e3o as outras fontes de energia n\u00e3o-renov\u00e1veis\u201d, completou Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>De acordo com ele, no entanto, as participa\u00e7\u00f5es totais das n\u00e3o-renov\u00e1veis est\u00e3o caindo.<\/p>\n<p>\u201cPetr\u00f3leo e g\u00e1s s\u00e3o os que puxam a n\u00e3o-renov\u00e1vel para ampliar a sua participa\u00e7\u00e3o na matriz energ\u00e9tica\u201d, completou o pesquisador.<\/p>\n<p><strong>Consumo energ\u00e9tico<\/strong><br \/>\nO estudo mostrou tamb\u00e9m que o consumo final de energia per capita cresceu entre 2000 e 2012, com exce\u00e7\u00e3o de 2009, e passou de 41,5 gigajoules (GJ) por habitante, em 2000, para 53,3 GJ\/habitante em 2012.<\/p>\n<p>\u201cA popula\u00e7\u00e3o cresceu 1,2% ao ano em m\u00e9dia, enquanto o consumo de energia exibiu crescimento de 3,3% ao ano\u201d, avaliou o IBGE.<\/p>\n<p><em>* Colaboraram Ana Carolina Moreno, Cristiane Caoli, Mariana Lenharo e Eduardo Carvalho.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O IBGE lan\u00e7ou nesta sexta-feira (19) um extenso relat\u00f3rio com 63 indicadores, incluindo v\u00e1rias s\u00e9ries<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":23142,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/panorama_ambiental.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/panorama_ambiental-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/panorama_ambiental-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/panorama_ambiental.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/panorama_ambiental.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/panorama_ambiental.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/panorama_ambiental.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/panorama_ambiental.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/panorama_ambiental.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/panorama_ambiental.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O IBGE lan\u00e7ou nesta sexta-feira (19) um extenso relat\u00f3rio com 63 indicadores, incluindo v\u00e1rias s\u00e9ries","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23141"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23141"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23141\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23142"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23141"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23141"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23141"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}