{"id":23104,"date":"2015-06-19T13:00:50","date_gmt":"2015-06-19T13:00:50","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=23104"},"modified":"2015-06-19T00:31:33","modified_gmt":"2015-06-19T00:31:33","slug":"os-paises-nao-poderao-mais-fugir-da-responsabilidade-em-relacao-a-morte-dos-elefantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/os-paises-nao-poderao-mais-fugir-da-responsabilidade-em-relacao-a-morte-dos-elefantes\/","title":{"rendered":"&#8220;Os pa\u00edses n\u00e3o poder\u00e3o mais fugir da responsabilidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 morte dos elefantes&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/elefantes.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-23105\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/elefantes-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/elefantes-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/elefantes.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Quase 50 000 elefantes africanos s\u00e3o ca\u00e7ados por criminosos a cada ano, n\u00famero que j\u00e1 seria preocupante se a popula\u00e7\u00e3o desse tipo de animal n\u00e3o estivesse reduzida a menos de 500 000. O motivo da ca\u00e7a intensa \u00e9 a demanda pelo marfim de seu chifre. Na China, que representa 70% do mercado ilegal, \u00e9 considerado item de luxo.<\/p>\n<p>Para enfrentar essa situa\u00e7\u00e3o, o americano Samuel Wasser, diretor do Centro de Conserva\u00e7\u00e3o de Biologia da Universidade de Washington, analisou o DNA extra\u00eddo das fezes de 1 350 animais, de 29 pa\u00edses, e assim criou um mapa gen\u00e9tico da distribui\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie pelo continente. Depois bateu as informa\u00e7\u00f5es com o DNA dos chifres apreendidos.<\/p>\n<p>O resultado, divulgado hoje na revista americana Science, mostrou que quase todo o marfim contrabandeado tem origem em dois lugares: os elefantes de savana foram capturados principalmente na Tanz\u00e2nia e em Mo\u00e7ambique, enquanto que os de floresta foram apreendidos no Gab\u00e3o, no Congo e na Rep\u00fablica Central Africana.<\/p>\n<p>Em conversa com o site de VEJA, Wasser contou mais sobre o estudo e tamb\u00e9m deu sua opini\u00e3o sobre outras t\u00e1ticas de preserva\u00e7\u00e3o pol\u00eamicas.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 anos os elefantes est\u00e3o sendo ca\u00e7ados ilegalmente na \u00c1frica. Por que os parques e as reservas ambientais n\u00e3o conseguem controlar a situa\u00e7\u00e3o?<\/strong> A ca\u00e7a \u00e9 organizada por grandes grupos criminosos que s\u00e3o muito bem financiados. Os ca\u00e7adores t\u00eam \u00f3culos de vis\u00e3o noturna, m\u00edsseis como o AK47, al\u00e9m de dinheiro para subornar os guardas, que geralmente t\u00eam sal\u00e1rios p\u00e9ssimos, para lhes dizer onde as patrulhas acontecer\u00e3o. H\u00e1 uma estrutura tremenda por tr\u00e1s desses ca\u00e7adores, e muitas vezes a puni\u00e7\u00e3o para eles quando s\u00e3o pegos \u00e9 insignificante, quando ocorre. A conclus\u00e3o \u00e9 que esse \u00e9 um neg\u00f3cio de muito lucro e muita demanda.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea foi o primeiro pesquisador a usar exames de DNA para combater a ca\u00e7a aos elefantes. Como teve a ideia?<\/strong> Trabalhei na \u00c1frica durante grande parte da minha vida estudando babu\u00ednos selvagens, justamente em um dos ecossistemas identificados como um dos principais locais de ca\u00e7a, no artigo que acabo de publicar. Naquele trabalho, n\u00f3s us\u00e1vamos as fezes dos macacos para obter informa\u00e7\u00f5es sobre horm\u00f4nios e DNA. Fiquei l\u00e1 entre 1979 e 1989, per\u00edodo mais intenso de ca\u00e7a, e ent\u00e3o decidi que queria encontrar um jeito de aplicar a t\u00e9cnica de extrair o DNA de fezes, um produto biol\u00f3gico t\u00e3o acess\u00edvel, para fazer a diferen\u00e7a para os elefantes.<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 poss\u00edvel saber a origem de um elefante apenas pelo seu DNA?<\/strong> Primeiro tivemos que criar um mapa de refer\u00eancia gen\u00e9tica de elefantes em todo o continente africano. Fizemos isso usando fezes, porque \u00e9 o produto animal mais acess\u00edvel na natureza. N\u00f3s pedimos para colegas, patrulheiros e para qualquer um que quisesse ajudar para ir at\u00e9 essas \u00e1reas protegidas e coletar amostras. Uma amostra deveria estar a pelo menos um quil\u00f4metro de dist\u00e2ncia da outra, porque quer\u00edamos que cada uma representasse um grupo familiar \u00fanico. Assim criamos uma distribui\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica uniforme de elefantes ao longo do continente. Passamos a informa\u00e7\u00e3o do DNA dessas amostras por um software que, pelo uso de 16 marcadores gen\u00e9ticos, conseguiu criar um mapa que mostrasse as popula\u00e7\u00f5es de elefante que ocupam cada parte do continente. Quanto mais distante uma popula\u00e7\u00e3o estava da outra, mais diferentes eram entre si. Com isso em m\u00e3os, desenvolvemos formas de extrair os 16 marcadores do marfim, e assim conseguimos ligar um chifre apreendido ao seu lugar de origem.<\/p>\n<p><strong>Os pa\u00edses cederam os chifres apreendidos facilmente para an\u00e1lise?<\/strong> N\u00e3o, essa parte foi bem complicada. Os chifres s\u00e3o evid\u00eancias de crimes e muitos desses pa\u00edses n\u00e3o querem entreg\u00e1-lo antes de terminar a devida investiga\u00e7\u00e3o. No come\u00e7o foi mais dif\u00edcil, porque ningu\u00e9m me conhecia, nem tinha ouvido falar do meu trabalho. Depois de algum tempo, quando alguns artigos j\u00e1 haviam sido publicados, as pessoas come\u00e7aram a ouvir sobre eles nas confer\u00eancias e perceberam que essa ferramenta era \u00fatil. Nesses eventos pude perceber como o mercado ilegal de marfim \u00e9 polarizado, o que tamb\u00e9m atrasou o meu progresso, de certa forma.<\/p>\n<p><strong>Polarizado?<\/strong> N\u00e3o h\u00e1 consenso sobre se a melhor forma de se salvar elefantes \u00e9 vender o marfim apreendido ou restringir todo o mercado e se focar na aplica\u00e7\u00e3o da lei e em inibir a demanda. Essa discuss\u00e3o criou um obst\u00e1culo enorme. Foi s\u00f3 em 2013 que vimos uma mudan\u00e7a acontecer, porque todos perceberam que o com\u00e9rcio ilegal de marfim estava t\u00e3o fora do controle que perder\u00edamos os elefantes se n\u00e3o nos un\u00edssemos. As pessoas notaram que n\u00e3o importa se voc\u00ea \u00e9 a favor ou contra o mercado, precis\u00e1vamos parar a matan\u00e7a, ou est\u00e1vamos perdido. Isso, unido a uma maior aprecia\u00e7\u00e3o do nosso trabalho, levou \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o 1683, que obriga todos os pa\u00edses que apreenderam cargas de marfim com mais de meia tonelada a entregar esse material para an\u00e1lise de origem em at\u00e9 90 dias. Isso mudou tudo, agora estamos recebendo muito mais informa\u00e7\u00f5es, apesar de ainda haver certa resist\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Por que essa polariza\u00e7\u00e3o atrasou a sua pesquisa?<\/strong> Ningu\u00e9m era contra minha metodologia, ningu\u00e9m duvidava da import\u00e2ncia do trabalho. Mas eu estava conseguindo enviar uma mensagem forte com a minha pesquisa, e me posicionei do lado contra o mercado, e isso criou dificuldades. Na confer\u00eancia de 2010, tivemos uma grande vit\u00f3ria ao impedir as peti\u00e7\u00f5es da Tanz\u00e2nia e Z\u00e2mbia de venderem marfim, mas muitas pessoas ficaram incomodadas, e como o nosso trabalho foi essencial para essa conquista, eu tamb\u00e9m sofri resist\u00eancia de algumas pessoas depois. Ent\u00e3o percebi que aquela n\u00e3o era a minha luta. O meu trabalho \u00e9 impedir a matan\u00e7a dos elefantes, n\u00e3o importa de que lado do debate voc\u00ea est\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m de fazerem parte de uma carga de mais de meia tonelada, quais s\u00e3o os pr\u00e9-requisitos para analisar os chifres?<\/strong> Que o material apreendido tenha um valor de pelo menos 1 milh\u00e3o de d\u00f3lares. \u00c9 claro que n\u00e3o analisamos todos os chifres que aprendemos. Desenvolvemos m\u00e9todos para, primeiro, eliminar pares cujo material gen\u00e9tico foi analisado, j\u00e1 que cada elefante tem dois chifres e analisar ambos seria desperd\u00edcio de tempo e dinheiro. Depois, agrupamos as amostras com base em caracter\u00edsticas externas, que sugerem que o marfim veio de lugares diferentes. Por exemplo, h\u00e1 chifres que t\u00eam marcas de queimadura, porque os ca\u00e7adores o aquecem para conseguir tirar o tecido remanescente, evitando que a carga tenha um cheiro ruim e atraia insetos. Separamos as amostras com a marca de queimado, que s\u00e3o evid\u00eancia de um grupo de contrabando cuidadoso. Ent\u00e3o selecionamos amostras proporcionais de cada m\u00e1fia e acabamos com 200 unidades. Por fim, cortamos um peda\u00e7o de 3 cent\u00edmetros de di\u00e2metro e meio cent\u00edmetro de largura, da base do chifre, onde o DNA \u00e9 mais rico, e \u00e9 com esse trecho que fazemos a an\u00e1lise.<\/p>\n<p><strong>Por que estabeleceram essas exig\u00eancias de peso e valor?<\/strong> Quer\u00edamos nos focar no crime organizado transnacional, que causa mais danos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de elefantes. Ent\u00e3o o fato de termos descoberto que virtualmente 100% do marfim exportado na \u00faltima d\u00e9cada veio de dois lugares sugere que esses s\u00e3o os dois lugares onde o crime organizado age agressivamente.<\/p>\n<p><strong>O que espera que aconte\u00e7a depois de apresentar esse artigo? Que essas \u00e1reas sejam mais bem protegidas?<\/strong> Essas a\u00e7\u00f5es criminosas n\u00e3o podem acontecer sem que haja corrup\u00e7\u00e3o em alto n\u00edvel no pa\u00eds. A evid\u00eancia \u00e9 ineg\u00e1vel e significa que as na\u00e7\u00f5es n\u00e3o conseguir\u00e3o mais fugir de sua responsabilidade no mercado ilegal. Espero que as ag\u00eancias da comunidade internacional que doam dinheiro para programas sociais ou econ\u00f4micos desses pa\u00edses comecem a se preocupar tamb\u00e9m com essa quest\u00e3o. Isso for\u00e7aria os corruptos a mudar o comportamento porque, se n\u00e3o fizerem isso, criaria-se um grande tumulto nos pa\u00edses e, no fim das contas, esses caras precisam ser eleitos. Se pudermos impedir a ca\u00e7a nesses dois pontos <em>(\u00e1reas que compreendem a Tanz\u00e2nia e Mo\u00e7ambique, e o Gab\u00e3o, o Congo e a Rep\u00fablica Central Africana)<\/em>, diminuiremos a propor\u00e7\u00e3o de mortes de elefantes na \u00c1frica.<\/p>\n<p><strong>A metodologia que est\u00e3o usando para proteger os elefantes tamb\u00e9m pode ser aplicada \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o de outros animais, como o rinoceronte, que tamb\u00e9m \u00e9 ca\u00e7ado na \u00c1frica por seu chifre?<\/strong> O trabalho pode ser aplicado em muitas outras esp\u00e9cies, mas n\u00e3o rinocerontes. Isso porque esses animais foram dizimados em quase toda a \u00c1frica, s\u00f3 sobraram na \u00c1frica do Sul. Por isso, quase todos t\u00eam a sua origem no pa\u00eds, apesar de alguns terem sido deslocados para tentar repopular a regi\u00e3o. \u00c9 um problema de conserva\u00e7\u00e3o completamente diferente, que n\u00e3o \u00e9 comum a nenhuma outra esp\u00e9cie. O que aconteceu com os rinocerontes \u00e9 uma trag\u00e9dia.<\/p>\n<p><strong>Pode dar alguns exemplos de esp\u00e9cies que tamb\u00e9m podem se beneficiar dos exames de DNA?<\/strong> J\u00e1 aplicamos a metodologia para proteger tigres, leopardos, e nos preparamos para come\u00e7ar um projeto com pangolins, um dos animais mais ca\u00e7ados do mundo hoje. \u00c9 um mam\u00edfero pequeno que vive na \u00c1frica e no sudeste asi\u00e1tico, do tamanho de um cachorro de m\u00e9dio porte, e o seu cabelo \u00e9 cobi\u00e7ado para itens da moda. J\u00e1 houve apreens\u00f5es de material ilegal de at\u00e9 10 toneladas desse diminuto animal.<\/p>\n<p><strong>Alguns parques no Qu\u00eania come\u00e7aram a usar drones para vigiar e proteger esp\u00e9cies. \u00c9 uma boa estrat\u00e9gia?<\/strong> \u00c9 uma ferramenta poderosa que poderia funcionar, se utilizada com intelig\u00eancia. Por\u00e9m, h\u00e1 riscos. O primeiro \u00e9 que a tecnologia \u00e9 \u00f3tima quando funciona, mas em um lugar como a \u00c1frica, geralmente quanto mais simples, melhor, porque as coisas quebram, e se o investimento n\u00e3o for continuo, elas simplesmente v\u00e3o come\u00e7ar a juntar poeira. Um segundo problema \u00e9 que os drones n\u00e3o podem estar muito distantes dos patrulheiros da reserva, porque eles precisam chegar em tempo se a m\u00e1quina detectar atividade suspeita.<\/p>\n<p><strong>A ONG Rhinos Without Borders quer transferir at\u00e9 o fim do ano cem rinocerontes da \u00c1frica do Sul para a Botsuana, onde, em teoria, estariam mais protegidos. Esse \u00e9 um bom m\u00e9todo a longo prazo, ou s\u00f3 outra medida paliativa?<\/strong> Se os rinocerontes est\u00e3o sendo usados para repopular a \u00c1frica, e n\u00e3o como m\u00e1quina para vender chifres, acho que \u00e9 um projeto extremamente importante. Mas \u00e9 fundamental que haja estudos por tr\u00e1s dessa transfer\u00eancia, porque se j\u00e1 existirem rinocerontes l\u00e1, que ao longo da sua hist\u00f3ria evolutiva se modificaram geneticamente para se adaptar ao habitat, pode-se criar mais problemas do que resolver. N\u00e3o \u00e9 correto fazer isso sem base porque os novos animais podem, por exemplo, trazer doen\u00e7as que a popula\u00e7\u00e3o local n\u00e3o estava preparada para combater. Vale refletir se transferir os animais far\u00e1 mesmo grande diferen\u00e7a, ou se seria melhor trabalhar para proteg\u00ea-los em seu habitat original, e deixar que se proliferem sozinhos.<\/p>\n<p><strong>No ano passado, o Americano Corey Knowlton pagou 350 000 d\u00f3lares para ter direito de ca\u00e7ar um rinoceronte negro na Nam\u00edbia. H\u00e1 quem defenda essa estrat\u00e9gia, dizendo que seria uma forma de regular a ca\u00e7a e tamb\u00e9m fonte de renda para parques e reservas. Qual \u00e9 a sua opini\u00e3o?<\/strong> \u00c9 a coisa mais hip\u00f3crita que j\u00e1 ouvi. Se as pessoas realmente se importam com o animal, deviam parar de promover a ca\u00e7a e come\u00e7ar a protege-lo. Mesmo o ca\u00e7ador: ele sabe que h\u00e1 poucos animais daquele, e ele vai l\u00e1 e mata um dos \u00faltimos? O que far\u00e1 depois? Qu\u00e3o est\u00fapida u\u00e9 isso? Doe seu dinheiro para proteger o animal, n\u00e3o atire nele. Fiquei t\u00e3o consternado quando ouvi isso, eu n\u00e3o consigo acreditar que as pessoas podem ser t\u00e3o ignorantes. Isso responde \u00e0 pergunta?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase 50 000 elefantes africanos s\u00e3o ca\u00e7ados por criminosos a cada ano, n\u00famero que j\u00e1<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":23105,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/elefantes.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/elefantes-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/elefantes-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/elefantes.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/elefantes.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/elefantes.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/elefantes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/elefantes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/elefantes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/elefantes.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Quase 50 000 elefantes africanos s\u00e3o ca\u00e7ados por criminosos a cada ano, n\u00famero que j\u00e1","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23104"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23104"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23104\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23105"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23104"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23104"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23104"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}