{"id":23015,"date":"2015-06-17T19:00:03","date_gmt":"2015-06-17T19:00:03","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=23015"},"modified":"2015-06-17T00:11:55","modified_gmt":"2015-06-17T00:11:55","slug":"mangaratiba-ganha-area-de-protecao-ambiental-para-especie-marinha-ameacada-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mangaratiba-ganha-area-de-protecao-ambiental-para-especie-marinha-ameacada-de-extincao\/","title":{"rendered":"Mangaratiba ganha \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o ambiental para esp\u00e9cie marinha amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/barco-petrobras.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-23016\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/barco-petrobras-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/barco-petrobras-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/barco-petrobras.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Esp\u00e9cie da fauna brasileira amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o, o boto-cinza (Sotalia guianensis) conta com um novo mecanismo para sua preserva\u00e7\u00e3o: a \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) Marinha Boto-Cinza, na Ba\u00eda de Sepetiba, localizada no munic\u00edpio de Mangaratiba, litoral sul do estado do Rio de Janeiro. Institu\u00edda pela Lei Municipal n\u00ba 962 sancionada em 10 de abril de 2015, a APA \u00e9 fruto de debates e parcerias entre o poder p\u00fablico e a sociedade, nos quais o Projeto Abrace o Boto-Cinza, patrocinado por meio do Programa Petrobras Socioambiental, teve papel de grande destaque.<\/p>\n<p>\u201cA cria\u00e7\u00e3o da APA Marinha \u00e9 de extrema import\u00e2ncia para a regi\u00e3o, tendo em vista que a Ba\u00eda de Sepetiba \u00e9 uma das maiores do Brasil e riqu\u00edssima em biodiversidade, abrigando a maior popula\u00e7\u00e3o de botos-cinza, animal que atualmente est\u00e1 na Lista Nacional das Esp\u00e9cies da Fauna Brasileira Amea\u00e7adas de Extin\u00e7\u00e3o\u201d, destaca o coordenador do projeto, Leonardo Flach.<\/p>\n<p>A nova APA \u00e9 uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o que tem por objetivo garantir a manuten\u00e7\u00e3o do ecossistema marinho na Ba\u00eda de Sepetiba. De forma pioneira, este instrumento de prote\u00e7\u00e3o prev\u00ea ao mesmo tempo a preserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie e o uso sustent\u00e1vel dos recursos naturais da regi\u00e3o, garantindo o estoque pesqueiro, fundamental para a atividade econ\u00f4mica e a sobreviv\u00eancia de popula\u00e7\u00f5es locais. Com a cria\u00e7\u00e3o da APA Marinha Boto-Cinza, as atividades de educa\u00e7\u00e3o ambiental e turismo sustent\u00e1vel, apoiadas por meio do Programa Petrobras Socioambiental, contribuir\u00e3o para sensibilizar ainda mais a comunidade e pescadores em prol da redu\u00e7\u00e3o da captura acidental dos botos e para preven\u00e7\u00e3o da pesca predat\u00f3ria ilegal. Somente em 2014, foram recolhidos 64 botos mortos, o maior \u00edndice desde 2005. Em 2015, j\u00e1 foram encontrados 23 indiv\u00edduos, muitos deles localizados pelos pescadores artesanais, que acionam a equipe do projeto, refor\u00e7ando esta importante parceria.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Instituto-Boto-Cinza_3-Credito-Instituto-Boto-Cinza.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-196118\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Instituto-Boto-Cinza_3-Credito-Instituto-Boto-Cinza.jpg\" alt=\"Foto: Instituto Boto Cinza\" width=\"340\" height=\"227\" \/><\/a><\/p>\n<p>Realizado pelo Instituto Boto Cinza, o projeto desenvolve pesquisas cient\u00edficas em 18 linhas de atua\u00e7\u00e3o, tais como monitoramento de esp\u00e9cies, an\u00e1lise de contaminantes, hist\u00f3ria natural da esp\u00e9cie, padr\u00f5es de distribui\u00e7\u00e3o, caracteriza\u00e7\u00e3o do habitat, intera\u00e7\u00e3o com atividades de pesca, bioac\u00fastica, estimativa de abund\u00e2ncia, tend\u00eancias e viabilidade populacionais, estrutura gen\u00e9tica, entre outras.<\/p>\n<p><strong>Ba\u00eda de Sepetiba \u00e9 reduto da esp\u00e9cie\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O Boto-Cinza \u00e9 uma esp\u00e9cie costeira, que possui distribui\u00e7\u00e3o restrita quando\u00a0comparada a outras esp\u00e9cies de cet\u00e1ceos, ocorrendo naturalmente na costa oeste do Atl\u00e2ntico, desde a Am\u00e9rica Central at\u00e9 sul do Brasil. Entretanto, as popula\u00e7\u00f5es de animais em muitas destas regi\u00f5es v\u00eam declinando exponencialmente. \u00c9 uma das esp\u00e9cies mais amea\u00e7adas no estado do Rio de Janeiro e est\u00e1 \u201cLista Nacional Oficial de Esp\u00e9cies da Fauna Amea\u00e7adas de Extin\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>De modo geral, estes golfinhos que habitam \u00e1guas abrigadas, como as ba\u00edas e estu\u00e1rios, formam agrega\u00e7\u00f5es ou grupos pequenos. Na maioria dos outros locais onde h\u00e1 botos-cinza, h\u00e1 forma\u00e7\u00e3o de grupos de cinco a quinze indiv\u00edduos; entretanto, na Ba\u00eda de Sepetiba e em Paraty, \u00e9 poss\u00edvel observar grupos de mais de 150 animais, evento rar\u00edssimo para a esp\u00e9cie. Considerado um dos menores cet\u00e1ceos existentes, o boto atinge, em m\u00e9dia, dois metros de comprimento e vive at\u00e9 os 30 anos de idade, tornando-se adulto a partir dos seis anos. A f\u00eamea tem somente um filhote a cada tr\u00eas anos e sua gesta\u00e7\u00e3o dura aproximadamente 12 meses, o que torna sua conserva\u00e7\u00e3o ainda mais urgente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esp\u00e9cie da fauna brasileira amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o, o boto-cinza (Sotalia guianensis) conta com um novo<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":23016,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/barco-petrobras.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/barco-petrobras-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/barco-petrobras-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/barco-petrobras.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/barco-petrobras.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/barco-petrobras.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/barco-petrobras.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/barco-petrobras.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/barco-petrobras.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/barco-petrobras.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Esp\u00e9cie da fauna brasileira amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o, o boto-cinza (Sotalia guianensis) conta com um novo","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23015"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23015"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23015\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23016"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23015"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23015"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23015"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}