{"id":23014,"date":"2015-06-17T18:00:01","date_gmt":"2015-06-17T18:00:01","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=23014"},"modified":"2015-06-17T00:16:38","modified_gmt":"2015-06-17T00:16:38","slug":"pelo-menos-46-de-area-madeireira-no-mato-grosso-e-ilegal-diz-novo-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pelo-menos-46-de-area-madeireira-no-mato-grosso-e-ilegal-diz-novo-estudo\/","title":{"rendered":"Pelo menos 46% de \u00e1rea madeireira no Mato Grosso \u00e9 ilegal, diz novo estudo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ilegalidade_desmatamento.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-23019\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ilegalidade_desmatamento-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ilegalidade_desmatamento-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ilegalidade_desmatamento.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Mesmo representando um dos setores mais importantes da economia local, a explora\u00e7\u00e3o de madeira no Mato Grosso ainda permanece com alto \u00edndice de ilegalidade. Uma an\u00e1lise do <a href=\"http:\/\/www.icv.org.br\/site\/\" target=\"_blank\">Instituto Centro de Vida<\/a> revelou que 46% de toda \u00e1rea destinada para a retirada de toras nativas em 2012\/2013 foi explorada sem autoriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dos 303,5 mil hectares identificados como \u00e1reas madeireiras, 139,8 mil hectares foram utilizadas de forma ilegal. Em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior, isso representa um aumento de 31% no total de territ\u00f3rio utilizado de forma il\u00edcita. No entanto, o crescimento na atividade legalizada tamb\u00e9m foi significativo \u2013 80%, chegando a 163,7 mil hectares. O balan\u00e7o entre produ\u00e7\u00e3o legal e ilegal permanece imut\u00e1vel ao longo dos anos, como mostra o gr\u00e1fico abaixo; desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica quase 50% das \u00e1reas exploradas s\u00e3o irregulares.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/charts.datawrapper.de\/x3lDD\/index.html\" width=\"639\" height=\"260\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>O que causa preocupa\u00e7\u00e3o na an\u00e1lise mais recente \u00e9 o significativo aumento da ilegalidade dentro de \u00e1reas protegidas, em especial nas Terras Ind\u00edgenas. Neste caso, houve um salto 1194%, com destaque para os territ\u00f3rios Aripuana e Zor\u00f3 no noroeste do Estado. &#8220;Isso indica uma falha no cumprimento das regras e na fiscaliza\u00e7\u00e3o&#8221;, apontou a diretora adjunta do ICV, Alice Thuault.<\/p>\n<p><strong>Mapa da Terra Ind\u00edgena Aripuan\u00e3 e desmatamento. <a href=\"http:\/\/infoamazonia.org\/pt\/maps\/deforestacion-en-las-areas-protegidas-y-territorios-indigenas\/http:\/\/infoamazonia.org\/pt\/maps\/deforestacion-en-las-areas-protegidas-y-territorios-indigenas\/\" target=\"_blank\">Clique aqui para ver ampliado<\/a><\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/infoamazonia.org\/pt\/embed\/?map_only=1&amp;map_id=6360&amp;width=600&amp;height=400&amp;lat=-10.709189249411065&amp;lon=-59.38659667968749&amp;zoom=8\" width=\"639\" height=\"260\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>Para identificar as atividades il\u00edcitas , o relat\u00f3rio do ICV \u2013 &#8220;<a href=\"http:\/\/www.icv.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/transparencia_florestal_mapeamento_ilegalidade_madeireira.pdf\" target=\"_blank\">Mapeamento da ilegalidade na explora\u00e7\u00e3o madereira<\/a>&#8221; \u2013 olhou todas as licen\u00e7as de manejo florestal entre agosto de 2012 e julho de 2013 e comparou com imagens de sat\u00e9lite para determinar a extens\u00e3o das terras exploradas. As imagens foram obtidas do sat\u00e9lite Landsat 8 com 30 metro de resolu\u00e7\u00e3o espacial e foram processadas para gerar imagens NFDI, um \u00edndice normalizado de diferen\u00e7a de fra\u00e7\u00e3o, o que real\u00e7a a explora\u00e7\u00e3o madeireira. &#8220;Foram usada 30 cenas e depois fomos de \u00e1rea a \u00e1rea checando se elas tinham autoriza\u00e7\u00e3o&#8221;, conta o pesquisador do ICV Vinicius Silgueiro.<\/p>\n<p><span class=\"easy_img_caption\"><span class=\"easy_img_caption\"><a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/images\/stories\/jun2015\/Mapa_Exploracao_Legal_Ilegal_figura6.jpg\" rel=\"sexylightbox\"><img loading=\"lazy\" class=\"caption\" title=\"Exemplos de Explora\u00e7\u00e3o Legal e Ilegal em Mato Grosso | Clique para ampliar\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/images\/stories\/jun2015\/Mapa_Exploracao_Legal_Ilegal_figura6.jpg\" alt=\"Mapa Exploracao Legal Ilegal figura6\" width=\"646\" height=\"457\" \/><\/a><\/span><\/span><\/p>\n<p><span class=\"easy_img_caption\"><span class=\"easy_img_caption_inner\">Exemplos de Explora\u00e7\u00e3o Legal e Ilegal em Mato Grosso | Clique para ampliar<\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Buscando solu\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Entre os dias 26 e 28 de maio, o ICV reuniu em Cuiab\u00e1 representantes de governo, ONGs e do setor madeireiro em um workshop de controle e monitoramento florestal. Al\u00e9m de apresentar os resultados da an\u00e1lise sobre a ilegalidade no Mato Grosso, a ONG promoveu um debate sobre solu\u00e7\u00f5es de melhoria em instrumentos legais e tecnologias para aumentar a transpar\u00eancia na explora\u00e7\u00e3o de madeira nativa.<\/p>\n<p>De acordo com o sindicado do produtores no estado, o CIPEM, o Mato Grosso produz anualmente 3 milh\u00f5es c\u00fabicos de madeira nativa. O estado \u00e9 2\u00ba maior produtor de madeira tropical no pa\u00eds, atr\u00e1s apenas do Par\u00e1. \u00c9 a quarta atividade econ\u00f4mica que mais gera receitas no estado.<\/p>\n<p>Durante o encontro em Cuaib\u00e1, os empres\u00e1rios reclamaram da burocracia para aprovar planos de manejo e vender madeira legalizada. Segundo o CIPEM, por conta das restri\u00e7\u00f5es na explora\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o de madeira nativa da Amaz\u00f4nia esta caindo de 5% a 10% por ano. &#8220;Queremos mudar a imagem do setor&#8221;, disse o presidente do CIPEM, Geraldo Bento.<\/p>\n<p>&#8220;O problema \u00e9 que o setor \u00e9 contaminado pela madeira ilegal. Precisamos criar mecanismos que d\u00e3o seguran\u00e7a a compradores de que eles n\u00e3o est\u00e3o comprando madeira contaminada. Este \u00e9 provavelmente um dos setores que t\u00eam menos dados e estat\u00edsticas&#8221;, avaliou o diretor-executivo do Instituto de Manejo e Certifica\u00e7\u00e3o Florestal e Agr\u00edcola (Imaflora), Maur\u00edcio Volvidic.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo representando um dos setores mais importantes da economia local, a explora\u00e7\u00e3o de madeira no<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":23019,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ilegalidade_desmatamento.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ilegalidade_desmatamento-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ilegalidade_desmatamento-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ilegalidade_desmatamento.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ilegalidade_desmatamento.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ilegalidade_desmatamento.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ilegalidade_desmatamento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ilegalidade_desmatamento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ilegalidade_desmatamento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/ilegalidade_desmatamento.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Mesmo representando um dos setores mais importantes da economia local, a explora\u00e7\u00e3o de madeira no","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23014"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23014"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23014\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23019"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23014"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23014"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23014"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}