{"id":22957,"date":"2015-06-16T16:00:53","date_gmt":"2015-06-16T16:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=22957"},"modified":"2015-06-16T12:01:50","modified_gmt":"2015-06-16T12:01:50","slug":"pesquisadores-brasileiros-transformam-residuos-da-agricultura-em-produtos-biodegradaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisadores-brasileiros-transformam-residuos-da-agricultura-em-produtos-biodegradaveis\/","title":{"rendered":"Pesquisadores brasileiros transformam res\u00edduos da agricultura em produtos biodegrad\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<div id=\"parent-fieldname-text\" class=\"plain\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/algodao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-22958\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/algodao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/algodao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/algodao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), o Brasil ocupa a quinta posi\u00e7\u00e3o entre os maiores produtores de res\u00edduos agr\u00edcolas, gerando diariamente mais de 170 mil toneladas de produtos s\u00f3lidos, dos quais mais da metade t\u00eam origem org\u00e2nica. Para tentar reduzir esse problema, um projeto desenvolvido pela pr\u00f3pria Embrapa visa reaproveitar res\u00edduos gerados pela agricultura na fabrica\u00e7\u00e3o de produtos como embalagens e pe\u00e7as de autom\u00f3veis.<\/p>\n<p>Para isso, os pesquisadores utilizam a biomassa dos produtos e subprodutos agr\u00edcolas, majoritariamente composta por materiais como celulose, col\u00e1geno, lignina e outros. Por meio de um sistema conceitual chamado biorrefinaria, muito parecido com o das refinarias de petr\u00f3leo, eles fabricam produtos semelhantes aos derivados do produto f\u00f3ssil, como poli\u00e9ster e polietileno, com a vantagem de serem biodegrad\u00e1veis e, por isso, gerarem menos impacto ambiental.<\/p>\n<div class=\"pullquote\">\u201cCom esse sistema, a cadeia produtiva da cana-de-a\u00e7\u00facar, do sisal e do algod\u00e3o, entre outros insumos, gera mais riquezas&#8221;<\/div>\n<p>Segundo o pesquisador em nanotecnologia Jo\u00e3o Paulo Saraiva Morais, da Embrapa, o objetivo principal do projeto \u00e9 agregar valor a coprodutos e res\u00edduos da agricultura. \u201cCom esse sistema, a cadeia produtiva da cana-de-a\u00e7\u00facar, do sisal e do algod\u00e3o, entre outros insumos, gera mais riquezas do que explorando somente o produto principal. Aumenta, assim, a sustentabilidade da cadeia como um todo\u201d, pontua.<\/p>\n<p>Novas utilidades<\/p>\n<p>Um bom exemplo de reaproveitamento s\u00e3o os res\u00edduos de algod\u00e3o transformados em nanocristais de celulose. O processo ocorre, inicialmente, com a separa\u00e7\u00e3o do l\u00ednter do algod\u00e3o \u2013 fibras curtas que envolvem a semente da planta. Em contato com um \u00e1cido, o material \u00e9 transformado em cristal para ser utilizado na ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Esses cristais est\u00e3o sendo testados pela Embrapa na fabrica\u00e7\u00e3o de embalagens e filmes biodegrad\u00e1veis em substitui\u00e7\u00e3o ao pl\u00e1stico. Fora do Brasil, j\u00e1 existem patentes de companhias japonesas para sua aplica\u00e7\u00e3o em telas de TV e celular. \u201cOs nanocristais de celulose possuem uma resist\u00eancia mec\u00e2nica similar \u00e0 do a\u00e7o, sendo, portanto, muito resistentes, al\u00e9m de leves\u201d, explica Morais.<\/p>\n<p>Outro vegetal produzido em larga escala no pa\u00eds e que pode ser reaproveitado na ind\u00fastria \u00e9 o sisal. Sua fibra pode substituir o pl\u00e1stico, inclusive em pe\u00e7as automobil\u00edsticas, ou ser usada para refor\u00e7ar o concreto na constru\u00e7\u00e3o civil. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio separar as fibras mais longas da planta \u2013 um processo que tamb\u00e9m est\u00e1 em desenvolvimento na Embrapa.<\/p>\n<dl class=\"image-inline captioned image-inline\">\n<dt><a href=\"http:\/\/cienciahoje.uol.com.br\/noticias\/2015\/06\/imagens\/Restoprecioso02.jpg\" rel=\"lightbox\"><img loading=\"lazy\" class=\"link-overlay\" title=\"Planta\u00e7\u00e3o de sisal\" src=\"http:\/\/cienciahoje.uol.com.br\/noticias\/2015\/06\/imagens\/Restoprecioso02.jpg\/image_preview\" alt=\"Planta\u00e7\u00e3o de sisal\" width=\"639\" height=\"455\" \/><\/a><\/dt>\n<dd class=\"image-caption\">A fibra do sisal pode ser reaproveitada na fabrica\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as automobil\u00edsticas. (foto: Manoel Francisco de Sousa \/ Embrapa)<\/dd>\n<\/dl>\n<p>Por fim, a institui\u00e7\u00e3o estuda o uso da casca do coco na fabrica\u00e7\u00e3o de pain\u00e9is lignocelul\u00f3sicos, compensados ecol\u00f3gicos usados na fabrica\u00e7\u00e3o de divis\u00f3rias, pain\u00e9is de isolamento ac\u00fastico e outras aplica\u00e7\u00f5es em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 madeira.<\/p>\n<p>Atividade promissora<\/p>\n<p>Al\u00e9m de minimizar os impactos ao meio ambiente, iniciativas como essas d\u00e3o valor \u00e0quilo que antes era considerado lixo: os res\u00edduos agr\u00edcolas. Dependendo do material e do processo usado, \u00e9 poss\u00edvel aumentar em cerca de dez vezes o valor do subproduto gerado no processo de reaproveitamento desses restos.<\/p>\n<p>Para Morais, os maiores desafios s\u00e3o iniciar a produ\u00e7\u00e3o em larga escala e formar pessoas para trabalhar nessa \u00e1rea. \u201cA constru\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de biomateriais ainda est\u00e1 no in\u00edcio, mas \u00e9 promissora no Brasil, onde a agricultura \u00e9 uma importante atividade econ\u00f4mica, gerando enormes quantidades de biomassa diariamente\u201d, afirma o pesquisador.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), o Brasil ocupa a quinta posi\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":22958,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/algodao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/algodao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/algodao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/algodao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/algodao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/algodao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/algodao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/algodao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/algodao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/algodao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), o Brasil ocupa a quinta posi\u00e7\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22957"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22957"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22957\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22958"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22957"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22957"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22957"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}