{"id":22952,"date":"2015-06-16T15:00:37","date_gmt":"2015-06-16T15:00:37","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=22952"},"modified":"2015-06-16T12:09:17","modified_gmt":"2015-06-16T12:09:17","slug":"avaliacao-de-dois-possiveis-cenarios-antagonicos-do-clima-no-planeta-ha-bilhoes-de-anos-favorece-visao-de-que-ele-nao-tinha-oceanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/avaliacao-de-dois-possiveis-cenarios-antagonicos-do-clima-no-planeta-ha-bilhoes-de-anos-favorece-visao-de-que-ele-nao-tinha-oceanos\/","title":{"rendered":"Estudo indica que o planeta Marte antigamente era frio e coberto de gelo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/marte.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-22953\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/marte-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"298\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/marte-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/marte.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 298px) 100vw, 298px\" \/><\/a>Os oceanos de Marte, onde a vida poderia ter se desenvolvido no planeta, talvez nunca tenham existido, indica estudo que avaliou dois poss\u00edveis cen\u00e1rios antag\u00f4nicos para o clima marciano h\u00e1 bilh\u00f5es de anos. Segundo os pesquisadores, as an\u00e1lises favorecem mais \u00e0 vis\u00e3o de que Marte era extremamente frio, com sua \u00e1gua majoritariamente presa na forma de gelo durante a maior parte do tempo na sua superf\u00edcie, do que a de que era mais quente e \u00famido, com um grande oceano tomando seu hemisf\u00e9rio Norte, e assim mais parecido com a Terra de hoje.<\/p>\n<p>Desde que as sondas Viking, da Nasa, mostraram sinais de poss\u00edvel eros\u00e3o causada por \u00e1gua na superf\u00edcie de Marte nos anos 1970, os cientistas t\u00eam debatido sob que condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas seus aparentes canais e vales teriam se formado. Nesta discuss\u00e3o, a ideia de um Marte \u201cquente\u201d e mais hospitaleiro \u00e0 vida ganhou muito mais aten\u00e7\u00e3o do que a possibilidade contr\u00e1ria, em que a vida teria muito mais dificuldades para evoluir.<\/p>\n<p>Para saber qual dos dois cen\u00e1rios melhor explicava as atuais forma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas vistas no planeta, Robin Wordsworth e colegas da Escola de Engenharia e Ci\u00eancias Aplicadas da Universidade de Harvard montaram um modelo tridimensional da circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica marciana para comparar como seria o ciclo da \u00e1gua em Marte sob diferentes condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas entre 3 bilh\u00f5es e 4 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s, durante os per\u00edodos geol\u00f3gicos marcianos conhecidos como o fim do Noaquiano e in\u00edcio do Hesperiano. Num destes cen\u00e1rios, eles observaram o comportamento de um Marte \u00famido, sob uma temperatura m\u00e9dia global de 10 graus Celsius, enquanto no outro o planeta era gelado, com uma temperatura m\u00e9dia de -48 graus Celsius.<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, o cen\u00e1rio frio \u00e9 mais prov\u00e1vel devido ao que se sabe sobre o hist\u00f3rico do comportamento do Sol e a inclina\u00e7\u00e3o do eixo de rota\u00e7\u00e3o de Marte ent\u00e3o, al\u00e9m de melhor explicar as atuais forma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas no planeta. Wordsworth lembra que Marte recebe apenas 43% da energia do Sol que chega \u00e0 Terra e naquela \u00e9poca nossa ent\u00e3o bem mais jovem estrela era 25% menos brilhante do que hoje. Al\u00e9m disso, uma inclina\u00e7\u00e3o extrema do eixo de rota\u00e7\u00e3o de Marte faria com que seus polos fossem apontados para o Sol frequentemente, levando o gelo a se formar nas regi\u00f5es equatoriais, onde ent\u00e3o poderia ter \u201ccavado\u201d os canais e vales hoje vistos na \u00e1rea.<\/p>\n<p>Por fim, mesmo levando em conta poss\u00edveis fatores que aqueceriam Marte, incluindo uma atmosfera mais densa cheia de di\u00f3xido de carbono, um dos principais gases causadores do efeito estufa, e incluindo outros desconhecidos que \u201cfor\u00e7ariam\u201d seu clima a ficar mais quente, os modelos mostram que o planeta ainda seria frio demais para ter um oceano.<\/p>\n<p>&#8211; Ainda estou tentando manter a mente aberta sobre isso, j\u00e1 que ainda temos muito trabalho a fazer, mas nossos resultados mostraram que o cen\u00e1rio frio e gelado se encaixa melhor \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o das forma\u00e7\u00f5es por eros\u00e3o na superf\u00edcie \u2013 conta Wordsworth, principal autor de artigo sobre o estudo, publicado na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do peri\u00f3dico cient\u00edfico \u201cJournal of Geophysical Research \u2013 Planets\u201d, editado pela Uni\u00e3o Americana de Geof\u00edsica (AGU, na sigla em ingl\u00eas). &#8211; Isto sugere fortemente que Marte antigamente era em geral muito frio, e a \u00e1gua chegava aos seus planaltos na forma de neve, e n\u00e3o de chuva.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os oceanos de Marte, onde a vida poderia ter se desenvolvido no planeta, talvez nunca<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":22953,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/marte.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/marte-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/marte-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/marte.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/marte.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/marte.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/marte.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/marte.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/marte.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/marte.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Os oceanos de Marte, onde a vida poderia ter se desenvolvido no planeta, talvez nunca","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22952"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22952"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22952\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22953"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22952"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22952"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22952"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}