{"id":22903,"date":"2015-06-15T15:00:28","date_gmt":"2015-06-15T15:00:28","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=22903"},"modified":"2015-06-15T00:23:17","modified_gmt":"2015-06-15T00:23:17","slug":"novidades-tecnologicas-ajudam-a-baratear-e-popularizar-as-orquideas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/novidades-tecnologicas-ajudam-a-baratear-e-popularizar-as-orquideas\/","title":{"rendered":"Novidades tecnol\u00f3gicas ajudam a baratear e popularizar as orqu\u00eddeas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/orquidea.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-22904\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/orquidea-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/orquidea-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/orquidea.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma flor que custava caro e s\u00f3 colecionador tinha: a orqu\u00eddea, mas voc\u00ea j\u00e1 deve ter reparado que hoje ela est\u00e1 em quase todo lugar.<\/p>\n<p>A rep\u00f3rter Priscila Brand\u00e3o foi conhecer as novidades tecnol\u00f3gicas nas estufas dos produtores e tentar descobrir porque a orqu\u00eddea, principalmente a do g\u00eanero <em>phalaenopsis<\/em>, virou um grande neg\u00f3cio e a queridinha dos brasileiros.<\/p>\n<p><a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/sp\/campinas-regiao\/cidade\/holambra.html\">Holambra<\/a> \u00e9 daquelas cidades em que se respira o ar do pa\u00eds de origem dos colonizadores. A Holanda est\u00e1 em todos os cantos, como no orelh\u00e3o em forma de tamanco. O moinho de quase 40 metros de altura \u00e9 uma r\u00e9plica fiel de um moedor de gr\u00e3os dos Pa\u00edses Baixos.<\/p>\n<p>A 130 quil\u00f4metros da capital paulista, a principal atividade econ\u00f4mica do munic\u00edpio \u00e9 a floricultura, tanto que muitas t\u00e9cnicas usadas foram inspiradas no jeito holand\u00eas de cultivar flores.<\/p>\n<p>No Brasil, Holambra se tornou o centro de um p\u00f3lo formado na regi\u00e3o, onde muitos produtores se dedicam \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de flores. No munic\u00edpio de Santo Ant\u00f4nio de Posse fica o Veiling, uma cooperativa de mais de 300 fornecedores de todo tipo de flor e planta ornamental. O preg\u00e3o \u00e9 di\u00e1rio e come\u00e7a \u00e0s 7 horas da manh\u00e3, em ponto.<\/p>\n<p>O rel\u00f3gio anda para tr\u00e1s. O pre\u00e7o come\u00e7a alto e vai caindo de R$ 0,10 em R$ 0,10, \u00e0s vezes, em um ritmo alucinante. N\u00e3o h\u00e1 gritaria, apesar do nervosismo de alguns.<\/p>\n<p>O dedo fica estrategicamente posicionado no bot\u00e3o da mesa, e como em qualquer leil\u00e3o, vence aquele que consegue perceber o momento exato de dar o lance.<\/p>\n<p>Perto de datas comemorativas s\u00e3o mais de 10 mil transa\u00e7\u00f5es por dia. Cerca de 350 pessoas se acomodam em uma sala que lembra a plateia de um teatro e come\u00e7a o desfile de cores e formas.<\/p>\n<p>No painel digital gigante, al\u00e9m do rel\u00f3gio, surgem todas as informa\u00e7\u00f5es daquele lote: tipo de flor, nome do produtor, data de cultivo e de corte. Em 2014, 6,5 milh\u00f5es de unidades foram comercializadas e a previs\u00e3o para este ano \u00e9 de um aumento de 25%, ou seja, chegar a 8 milh\u00f5es de unidades com um faturamento de R$ 120 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>S\u00f3 de rosas vermelhas chegam a ser vendidas 40 mil unidades em um \u00fanico dia, mas um outro tipo de flor faz muito sucesso: a orqu\u00eddea. Principalmente a do g\u00eanero <em>phalaenopsis<\/em>.<\/p>\n<p>Ela \u00e9 de origem asi\u00e1tica e o nome quer dizer mariposa, em grego. As <em>phalaenopsis<\/em> parecem mesmo borboletas, daquelas bem coloridas. Podem ser brancas, amarelas, rajadinhas e at\u00e9 azuis, mas nesse caso, a cor n\u00e3o \u00e9 natural. A tinta \u00e9 adicionada artificialmente na orqu\u00eddea branca e, na pr\u00f3xima florada, as p\u00e9talas surgem brancas de novo.<\/p>\n<p>F\u00e1cil de cuidar: irriga\u00e7\u00e3o duas vezes por semana. Longa dura\u00e7\u00e3o e florescimento a cada seis meses.<\/p>\n<p>Se antes ningu\u00e9m comprava uma orqu\u00eddea com R$ 100, hoje a gente encontra vasos por menos da metade desse pre\u00e7o em supermercados e at\u00e9 em pet shoppings.<\/p>\n<p>De acordo com a gerente de marketing do Veiling, Tamara d&#8217;Angieri, o que est\u00e1 estimulando a comercializa\u00e7\u00e3o da <em>phalaenopsis<\/em> \u00e9 a queda no pre\u00e7o para o consumidor, por causa do aumento do n\u00famero de produtores.<\/p>\n<p>O n\u00famero de produtores de <em>phaleanopsis<\/em> vem aumentando mesmo, apesar de n\u00e3o haver um dado oficial. At\u00e9 quem estava acostumado a produzir outros tipos de flores se rendeu ao charme delas.<\/p>\n<p>Gino Jun Shinkawa \u00e9 um tradicional produtor de cris\u00e2ntemos em <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/sp\/vale-do-paraiba-regiao\/cidade\/atibaia.html\">Atibaia<\/a>. Percebendo o interesse dos consumidores, h\u00e1 seis anos ele decidiu investir em orqu\u00eddeas.<\/p>\n<p>Hoje, 1\/4 da \u00e1rea total de cultivo \u00e9 reservado a elas, s\u00e3o dois hectares de estufas com 20 tipos diferentes. Uma produ\u00e7\u00e3o de 30 mil vasos por m\u00eas.<\/p>\n<p>Ele conta que resolveu cultivar orqu\u00eddeas para diversificar a produ\u00e7\u00e3o e que o valor agregado \u00e9 melhor que o do cris\u00e2ntemo, mas que de dois anos para c\u00e1, come\u00e7ou a sentir uma diferen\u00e7a no mercado.<\/p>\n<p>Gino est\u00e1 preocupado com o aumento no n\u00famero de\u00a0 produtores de orqu\u00eddeas porque quanto mais oferta no mercado, a tend\u00eancia \u00e9 de queda no pre\u00e7o. E quem pode investe pesado no setor.<\/p>\n<p>Uma das maiores produtoras de brom\u00e9lias e orqu\u00eddeas do pa\u00eds, a Ecoflora, com sede em Holambra, iniciou o cultivo de orqu\u00eddeas h\u00e1 15 anos. S\u00e3o quatro s\u00edtios, no total de 18 hectares plantados, sete deles com orqu\u00eddeas.<\/p>\n<p>As mudas clonadas de <em>phalaenopsis<\/em> s\u00e3o importadas da Holanda e de Taiwan. Depois de uma semana, elas s\u00e3o plantadas em bandejas com substrato. Passam por diferentes estufas, com temperaturas que variam de 19 a 22 graus e umidade relativa do ar de 70%.<\/p>\n<p>S\u00f3 depois de 26 semanas v\u00e3o para o vaso definitivo e atingem o ponto de corte, em m\u00e9dia, com 30 semanas.<\/p>\n<p>O respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o da Ecoflora, Carlos Marangon, explica que, apesar de mais popular, o mercado de orqu\u00eddeas est\u00e1 cada dia mais exigente.<\/p>\n<p>A nova unidade da empresa foi inaugurada h\u00e1 pouco e grande parte do processo de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 automatizado. Quase n\u00e3o circulam funcion\u00e1rios pelas estufas. A m\u00e3o de obra tradicional se concentra em um grande galp\u00e3o, interligado com as estufas por meio de esteiras rolantes.<\/p>\n<p>O momento mais impressionante \u00e9 o de classifica\u00e7\u00e3o dos vasos, de acordo com o tamanho da planta. Numa esp\u00e9cie de carrossel, os vasos caem sozinhos na esteira. A muda \u00e9 plantada no substrato, s\u00f3 essa etapa \u00e9 feita por pessoas, e os potinhos seguem para uma cabine fotogr\u00e1fica que vai classificar os lotes, analisando as folhas.<\/p>\n<p>Os potes com plantas maiores seguem para um lado, os com as menores, para outro. Depois, um bra\u00e7o rob\u00f4 recolhe os vasos em fileiras de oito, j\u00e1 classificados, e os encaminha para a estufa.<\/p>\n<p>As estufas novas seguem os padr\u00f5es de tecnologia da Holanda. Elas s\u00e3o mais altas, reproduzem tr\u00eas tipos de sombreamento e comportam 15% a mais de plantas por metro quadrado, no mesmo espa\u00e7o da estufa tradicional.<\/p>\n<p>Com essas condi\u00e7\u00f5es, eles est\u00e3o conseguindo encurtar o ciclo da planta: de 10 para 8 semanas. Nas estufas antigas s\u00e3o produzidos 10 mil vasos por semana, nas novas, 25 mil e a meta \u00e9 chegar a 35 mil por semana at\u00e9 o fim do ano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma flor que custava caro e s\u00f3 colecionador tinha: a orqu\u00eddea, mas voc\u00ea j\u00e1 deve<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":22904,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/orquidea.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/orquidea-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/orquidea-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/orquidea.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/orquidea.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/orquidea.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/orquidea.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/orquidea.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/orquidea.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/orquidea.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma flor que custava caro e s\u00f3 colecionador tinha: a orqu\u00eddea, mas voc\u00ea j\u00e1 deve","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22903"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22903"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22903\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22904"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22903"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22903"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22903"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}