{"id":22791,"date":"2015-06-13T16:42:13","date_gmt":"2015-06-13T16:42:13","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=22791"},"modified":"2015-06-13T16:43:18","modified_gmt":"2015-06-13T16:43:18","slug":"a-triste-historia-da-tartaruga-deformada-pela-poluicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-triste-historia-da-tartaruga-deformada-pela-poluicao\/","title":{"rendered":"A triste hist\u00f3ria da tartaruga semiaqu\u00e1tica deformada pela polui\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/tartaruga_deformada.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-22792 size-medium\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/tartaruga_deformada-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/tartaruga_deformada-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/tartaruga_deformada.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O bichinho ainda n\u00e3o tinha nome. Naquela \u00e9poca, era uma tartaruga comum que vivia em Missouri (EUA) e, como animal semiaqu\u00e1tico, passeava pela margem de um rio.<\/p>\n<p>Tudo mudou quando a tartaruga acabou envolta em uma embalagem pl\u00e1stica, do tipo usado em latas de cerveja e refrigerante, jogada no ch\u00e3o.<\/p>\n<p>O animal ficou preso ao pl\u00e1stico e, com o passar dos anos, teve seu corpo moldado por ele. Como se tivesse um espartilho preso ao corpo, ela se viu deformada ao crescer enquanto tentava se adaptar ao pl\u00e1stico.<\/p>\n<p><strong>Vulner\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p>Assim, aos nove anos, seu corpo ficou com forma de ampulheta, parecendo um amendoim com a casca pela metade.<\/p>\n<p>As tartarugas n\u00e3o costumam ser muito r\u00e1pidas, mas aquelas condi\u00e7\u00f5es faziam com que ela ficasse ainda mais vulner\u00e1vel aos predadores.<\/p>\n<p>Por sorte, algu\u00e9m a encontrou e a levou para o Zool\u00f3gico de San Luis, uma cidade portu\u00e1ria constru\u00edda ao longo da costa do rio Mississipi. Era 1993.<\/p>\n<p>Os veterin\u00e1rios a batizaram de Peanut (amendoim) e finalmente retiraram o peda\u00e7o de pl\u00e1stico dela.<\/p>\n<p>Mas o dano j\u00e1 estava feito. Peanut nunca voltaria a ter a forma de uma tartaruga comum. Diante disso, doaram-na para o Departamento de Converva\u00e7\u00e3o de Missouri para que tomassem conta dela.<\/p>\n<p>&#8220;Se isso tivesse ocorrido com uma lontra, o animal provavelmente havia morrido por uma infec\u00e7\u00e3o&#8221;, diz o departamento. &#8220;Mas como Peanut tem esse casco que protege seu corpo, p\u00f4de sobreviver, ainda que alguns de seus \u00f3rg\u00e3os (como os pulm\u00f5es) n\u00e3o funcionem corretamente.&#8221;<\/p>\n<p>Lixo pode ser muito prejudicial \u00e0 vida silvestre<\/p>\n<p>Hoje, aos 30 anos, a tartaruga segue vivendo em um aqu\u00e1rio, longe de amea\u00e7as que encontraria em seu habitat natural.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a foto de Peanut foi usada para divulgar a campanha &#8220;No more Trash&#8221; (Chega de lixo, em portugu\u00eas), lan\u00e7ada em conjunto pelos departamentos de Conserva\u00e7\u00e3o e Transporte de Missouri.<\/p>\n<p>Foram meses de trabalho dos volunt\u00e1rios &#8211; al\u00e9m das campanhas para limpar rios, eles fizeram sess\u00f5es informativas para conscientizar a popula\u00e7\u00e3o para que produza menos lixo, recicle mais e n\u00e3o jogue nada em lugares indevidos.<\/p>\n<p><strong>Lixo<\/strong><\/p>\n<p>O Departamento de Conserva\u00e7\u00e3o explica que, assim como o pl\u00e1stico, outros tipos de lixo podem ser muito prejudiciais \u00e0 fauna local.<\/p>\n<p>&#8220;Coisas que t\u00eam furos ou formato de arco t\u00eam grande potencial de causar problemas para os animais&#8221;, diz o site do departamento.<\/p>\n<p>Muitos animais n\u00e3o s\u00e3o capazes de fazer distin\u00e7\u00e3o entre comida e lixo<\/p>\n<p>&#8220;E quando ele (o animal) fica encurralado, entra em p\u00e2nico, o que piora as coisas. Os animais n\u00e3o t\u00eam a mesma esperteza dos humanos, ent\u00e3o para eles \u00e9 bem mais dif\u00edcil se livrar dos objetos.&#8221;<\/p>\n<p>De acordo com o departamento, fios tamb\u00e9m s\u00e3o perigosos para muitas esp\u00e9cies aqu\u00e1ticas que n\u00e3o conseguem v\u00ea-los. &#8220;Os que se enrolam n\u00e3o sobrevivem &#8211; ou morrem de fome ou s\u00e3o devorados por predadores.&#8221;<\/p>\n<p>Pequenos peda\u00e7os de pl\u00e1stico tamb\u00e9m s\u00e3o uma amea\u00e7a \u00e0 vida silvestre.<\/p>\n<p>&#8220;Os animais normalmente n\u00e3o conseguem diferenciar lixo de comida, ent\u00e3o eles comem essas coisas e se asfixiam ou terminam com o est\u00f4mago cheio de pl\u00e1stico e morrem de fome.&#8221;<\/p>\n<p>Para que isso n\u00e3o aconte\u00e7a, o departamento recomenda jogar lixo sempre no lixo, manter as ruas e os rios limpos e, no caso dos pl\u00e1sticos que carregam latinhas, o melhor a fazer \u00e9 cortar os an\u00e9is para evitar que qualquer animal fique preso neles.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O bichinho ainda n\u00e3o tinha nome. 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