{"id":22651,"date":"2015-06-11T13:00:09","date_gmt":"2015-06-11T13:00:09","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=22651"},"modified":"2015-06-10T23:44:40","modified_gmt":"2015-06-10T23:44:40","slug":"projeto-tamar-comemora-aumento-da-populacao-de-tartarugas-brasileiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/projeto-tamar-comemora-aumento-da-populacao-de-tartarugas-brasileiras\/","title":{"rendered":"Projeto Tamar comemora aumento da popula\u00e7\u00e3o de tartarugas brasileiras"},"content":{"rendered":"<div id=\"texto\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/tartarugas_estatisticas.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-22653\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/tartarugas_estatisticas-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/tartarugas_estatisticas-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/tartarugas_estatisticas.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O projeto Tamar est\u00e1 comemorando o aumento da popula\u00e7\u00e3o de cinco esp\u00e9cies de tartarugas marinhas amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, que vivem em \u00e1guas do Brasil: <em>Caretta caretta<\/em> (tartaruga-cabe\u00e7uda), <em>Eretmochelys imbricata<\/em> (tartaruga-de-pente), <em>Chelonia mydas<\/em> (tartaruga-verde), <em>Lepidochelys olivacea<\/em> (tartaruga-oliva) e <em>Dermochelys coriacea <\/em>(tartaruga-de-couro).<\/p>\n<p>\u201cFoi uma alegria grande quando a gente pegou a \u00faltima estat\u00edstica\u201d, disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil o ocean\u00f3grafo Guy Marcovaldi, coordenador do Projeto Tamar. Nos \u00faltimos cinco anos, essas cinco esp\u00e9cies de tartarugas marinhas aumentaram em 86,7% seu contingente populacional. O grande destaque foi a tartaruga-oliva, encontrada no estado de Sergipe e no extremo norte da Bahia. Essa \u00e9 a menor esp\u00e9cie de tartaruga marinha que aparece na costa brasileira, com peso entre 50 e 60 quilos.<\/p>\n<p>Diferentemente das outras quatro esp\u00e9cies verificadas no Brasil, a tartaruga-oliva atinge a maturidade entre 11 anos e 16 anos, enquanto as outras come\u00e7am a se reproduzir entre 20 anos e 30 anos de idade. A tartaruga de maior peso (700 quilos) \u00e9 a tartaruga-de-couro, com popula\u00e7\u00e3o restrita ao estado do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Nos primeiros 15 anos de atua\u00e7\u00e3o do Projeto Tamar, que completa 35 anos em 2015, Guy Marcovaldi relatou que foi sendo ampliado o esfor\u00e7o dos bi\u00f3logos nas praias e multiplicada a a\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica. \u201cN\u00f3s fomos conquistando novas praias para salvar mais tartarugas\u201d. Nos 15 anos seguintes, houve maior conscientiza\u00e7\u00e3o ambiental, acompanhada de melhores t\u00e9cnicas para salvar e ampliar o n\u00famero de nascimentos de tartarugas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/ciclovivo.com.br\/public\/img\/noticias\/images\/11053369_799069486829283_8992002933715231910_n.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" \/><br \/>\nFoto: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ProjetoTamar\/photos_stream\" target=\"_blank\">Divulga\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<p>Em m\u00e9dia, a popula\u00e7\u00e3o de tartarugas vinha aumentando em torno de um milh\u00e3o de animais a cada cinco anos. \u201cE nos \u00faltimos cinco anos, dobrou o n\u00famero de filhotes e de f\u00eameas desovando, porque aquelas crian\u00e7as que a gente viu nascer durante todos esses anos se transformaram em adultos e come\u00e7aram a se reproduzir. Ent\u00e3o, teve o que a gente chama em biologia de bloom [prolifera\u00e7\u00e3o ou explos\u00e3o]\u201d. Com a \u00faltima estat\u00edstica, essa tend\u00eancia se consolidou.<\/p>\n<p>Nos primeiros cinco anos do projeto, a popula\u00e7\u00e3o de filhotes somava 83 mil tartarugas. No segundo quinqu\u00eanio, j\u00e1 eram 764 mil, evoluindo no terceiro quinqu\u00eanio para 1,6 milh\u00e3o. Entre 1995 e 1999, o n\u00famero alcan\u00e7ava 2,1 milh\u00f5es, subindo para 3,1 milh\u00f5es entre 2000 e 2004, e atingindo 4,5 milh\u00f5es entre 2005 e 2009. No per\u00edodo recente de 2010 a 2014, o n\u00famero saltou para 8,4 milh\u00f5es. Isso ocorreu, segundo o coordenador, porque as praias brasileiras come\u00e7aram a ser repovoadas pelas tartarugas jovens, que t\u00eam muita capacidade de reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/ciclovivo.com.br\/public\/img\/noticias\/images\/11040394_793124154090483_1810653008399417467_n.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"427\" \/><br \/>\nFoto:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ProjetoTamar\/photos_stream\" target=\"_blank\">Divulga\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<p>A nova gera\u00e7\u00e3o de tartarugas marinhas mostra um sinal de recupera\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies que incidem no Brasil. \u201cElas sa\u00edram da UTI [unidade de terapia intensiva], mas ainda n\u00e3o tiveram alta. J\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o para morrer\u201d, disse o coordenador. Isso significa que a curva descendente observada at\u00e9 o final da d\u00e9cada de 1980 come\u00e7ou a se reverter e mostrar tend\u00eancia ascendente, afastando-se da extin\u00e7\u00e3o, explica ele. &#8220;[Nos \u00faltimos cinco anos, essa curva] deu uma guinada para cima. Mas ainda n\u00e3o chegou a n\u00fameros que permitam a gente dizer que elas est\u00e3o livres da amea\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/ciclovivo.com.br\/public\/img\/noticias\/images\/10929973_798725546863677_3712830509307671029_n.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"314\" \/><br \/>\nFoto:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ProjetoTamar\/photos_stream\" target=\"_blank\">Divulga\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o adulta de tartarugas f\u00eameas no Brasil soma em torno de 20 mil. Guy Marcovaldi estimou que para afastar por completo o risco de extin\u00e7\u00e3o, ser\u00e3o necess\u00e1rios \u201cpelo menos\u201d mais 35 anos de trabalho. Sediado na Bahia, o Projeto Tamar estende-se pelos estados de Sergipe, Pernambuco, do Rio Grande do Norte, Cear\u00e1, Esp\u00edrito Santo, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo e Santa Catarina.<\/p>\n<p>O coordenador aguarda a pr\u00f3xima estat\u00edstica, que ser\u00e1 divulgada em dois ou tr\u00eas meses, e indicar\u00e1 a reprodu\u00e7\u00e3o ocorrida no \u00faltimo ano. A tend\u00eancia, entretanto, s\u00f3 estar\u00e1 vis\u00edvel nos pr\u00f3ximos cinco anos, concluiu.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O projeto Tamar est\u00e1 comemorando o aumento da popula\u00e7\u00e3o de cinco esp\u00e9cies de tartarugas marinhas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":22653,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/tartarugas_estatisticas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/tartarugas_estatisticas-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/tartarugas_estatisticas-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/tartarugas_estatisticas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/tartarugas_estatisticas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/tartarugas_estatisticas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/tartarugas_estatisticas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/tartarugas_estatisticas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/tartarugas_estatisticas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/tartarugas_estatisticas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O projeto Tamar est\u00e1 comemorando o aumento da popula\u00e7\u00e3o de cinco esp\u00e9cies de tartarugas marinhas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22651"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22651"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22651\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22653"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22651"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22651"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22651"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}